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28 de março de 2011

Post sem título

Postado por Amanda Mirasierras na segunda-feira, março 28, 2011 3 comentários
Todas essas segundas que passaram eu pensei no que escrever aqui. E em todas essas segundas (ou terças, ou quintas) alguma coisa aconteceu e eu deixei o texto "pra semana que vem". Porque a proposta desse blog é escrever sobre assuntos femininos, e sendo eu mulher, poderia escrever sobre qualquer coisa que acontecesse comigo, não é? É, mas tudo o que aconteceu fez com que eu tivesse cada vez menos assuntos.

Talvez a maior verdade seja que a vida, de repente, começa a atropelar as nossas vontades e impor as suas. E aí eu compro um monte de esmaltes novos, lindos, penso em escrever alguma resenha batida sobre eles, mas no dia seguinte eu descasco as unhas lavando roupas e fim. Num outro dia eu resolvo escrever sobre amizade com mulheres. Sobre como ter amigas pode ultrapassar todos os clichês de competir e se ofender, por exemplo, e sobre como é incrível quando a gente tem a sorte de ter amigas que são apenas pessoas. E aí, no exato instante em que eu decido o assunto do texto, uma amiga minha resolve surtar loucamente e começa a disparar um monte de queixas e cobranças sobre mim. Eu fico sem entender nada e arquivo a ideia de escrever.

Ou então eu resolvo escrever um texto mais impessoal e contar nele a minha experiência com o Dekapcolor. Só que eu recebo um telefonema pouco amistoso da minha sogra. Esse telefonema poderia render posts para um ano inteiro, mas sogras só existem se a gente tiver namorado ou marido. E pelo bem do meu, eu mais uma vez deixei que a tristeza se limitasse às paredes da minha casa. Mas post, é claro, não nasceu depois disso.

Entre tantos atropelos, eu meio que desisti de blogs. Eu adorava visitar mil deles, mas agora, às vezes, eu estou lendo alguma bobagem e não vejo muito sentido naquilo. Em escrever e dar opiniões para que qualquer pessoa possa ler, interpretar como quiser e passar adiante como bem entender. E aí pode acontecer de alguém se magoar por algo que, na verdade, não foi o que você escreveu. Claro que isso sempre aconteceu, mas sabe, agora faz mais de 6 meses que eu estou sem trabalhar, meu dinheiro acabou, eu estou retomando meus projetos de pós e devo esperar meses até receber uma bolsa, voltei a estudar, não tenho carro, voltei a estar dentro de um ônibus ou metrô naquele horário em que a gente só quer estar no sofá de pijama, tenho meus pais e os problemas deles, tenho um cachorro para cuidar, tenho muita roupa para lavar e passar, tenho que cozinhar porque a dieta do Marcelo não permite comer porcarias, tenho que limpar a casa porque a faxineira vem a cada 15 dias, e tenho o fim de semana para dormir mais, ir ao mercado, ver a minha mãe e, por que não, passear um pouco. E assim como acontece com vocês, e como eu já escrevi lá em cima, sempre tem muito mais.

Eu fiquei super ansiosa desde que a C&A anunciou parceria com a Stella McCartney. Desanimei muito depois que anunciaram os preços das peças (não importa o quanto eles sejam menores do que nas coleçõe, continua não sendo para mim), mas como o meu aniversário está chegando, eu pensei em ganhar alguma peça de presente. Especialmente o macacão preto. Ai, no dia 23, eram umas 21h e eu estava na aula, quase dormindo e escrevendo com cuidado porque tinha queimado meu dedo passando roupas à tarde, com pressa, já que tive uma reunião de manhã e fiz tudo correndo. Pensei na ironia de estar lá enquanto a mulherada tinha se matado durante o dia para garantir uma peça da estilista.

Então, o que merece virar post? Atualmente, eu não saberia responder essa pergunta. Mas eu sei que é chato entrar várias vezes num blog e ver que ele não está atualizado; então, caso alguém passe por aqui, pelo menos tem uma para perder uns cinco minutos.

24 de dezembro de 2010

Comidinhas de natal!

Postado por Ci na sexta-feira, dezembro 24, 2010 6 comentários
Eu sei que já é quase hora de Natal, mas vim mostrar meus dotes culinários. Acho que o dia estava magicamente enfeitiçado para sair tudo lindo.

E tudo começou assim:

Resultados:

Cheesecake


Torta de Maça

Pão Recheado

Torta Holandesa Crocante

Quem quiser a receita é só me avisar! (Ou pedir pra Amanda porque ela me passou metade delas e deu suporte 24h por telefone)

Feliz natal! Comam bastante!

6 de outubro de 2010

Meus salvadores

Postado por Tata na quarta-feira, outubro 06, 2010 3 comentários
...ou só algumas dicas.

Eu já devia ter desconfiado que a combinação de cabelo descolorido + o shampoo mais barato da farmácia + sejá lá o que for que eles usam pra limpar a piscina não resultaria em boa coisa. E até que demorou, mas em 2 meses meu cabelo começou a mandar sinais de que eu não estava lá tratando ele muito bem. Foi aí que eu decidi experimentar o Condicionador Dove Intensivo Diário. Eu já usava o Dove normal às vezes, apesar de ser ligeiramente mais caro e ter menos conteúdo, pois esse tem um lado bem ruim: custa o dobro que o Dove normal e vem ainda menos. A justificativa é que ele é uma mistura de condicionador com creme de tratamento, então você está levando 2 produtos por um. Eu acho que vale cada centavo, usei o dano acumulado e achei que o meu cabelo ficou super macio, como não ficava há tempos, muito muito mesmo. A única coisa estranha é que eles colocam na embalagem: "deixa seu cabelo macio e radiante por 24 horas", 24 horas? Isso é uma vantagem? Que mulher lava o cabelo todo santo dia? Precisava durar umas 48 pelo menos...

Ainda elogiando os produtos Dove, acho essencial o Cream Oil Shower. Nesta fase de nadadora, a minha pele tem ficado com pintinhas brancas de tão ressecada, sabe como? Tanto que até apelei pro creme hidratante, justo eu que odeio o produto e nunca gastei 1 real com isso, tive que desenterrar um Victoria Secrets ganhado do fundo do armário e ignorar o cheiro extremamente forte. Mas com esse sabonete delícia, que mantém a pele bem hidratada, eu acabo usando o creme apenas 1 vez por semana. Tentei usar o da Lux, pois tem uns cheiros legais, tipo pêra e amora, mas ele é só um sabonete comum, não tem o mesmo efeito super hidratante do Dove.

E por fim, um produto da minha amada Avon que me surpreendeu bastante. Eu sempre uso o Lip Care Essential da Nivea, que é tipo uma manteiga de tão cremoso, porém queria algo que hidratasse e deve uma leve cor à minha boca branca-esverdeada-morta. Até tentei usar o Nivea vermelhinho de morango, mas é um terror, não é cremoso, é melecado e você fica com a sensação de que comeu um monte de bala e lambuzou toda a boca. Aí eu tentei comprar um dos produtos mais simples do catálogo da avon: o brilho sabor e aroma. Escolhi de cereja, que parecia ser o mais escuro. O negócio é realmente bom! Deixa uma corzinha bem de leve, tipo, 'oh! que boca naturalmente corada eu tenho!', dá uma sensação gostosa e não meleca. Como se ainda não fosse o suficiente pra eu virar fã, ele ainda se mostrou mais útil. Um dia eu estava saindo do trabalho naqueles dias em que só deu pra passar um rímel e nada mais, com a minha cara pálida, indo a um jantar, olhei pra ele e não tive dúvidas: dei leves batidinhas nas maçãs do rosto. E não é que ficou super legal? Na hora fica ligeiramente melecado, mas seca rápido e dá um ar bem natural. Me conquistou, agora não sai mais da minha bolsa!


27 de setembro de 2010

Mulher maravilha 2010

Postado por Amanda Mirasierras na segunda-feira, setembro 27, 2010 3 comentários
Desde que posso me lembrar, a minha mãe trabalhou fora. Ela é fonoaudióloga e atende no consultório; quando eu era mais nova, ela também trabalhava na escola onde eu estudava - fato esse que me permitiu ser bolsista até a oitava série.

Nunca tivemos empregada. Durante o período em que a minha mãe trabalhou na escola e teve um registro profissional, tivemos uma "ajudante" que ia em casa duas vezes por semana para limpar e passar roupas. Com exceção desse período de poucos anos, a minha mãe sempre lavou, passou, cozinhou e cuidou de mim e do Thiago. Até hoje ela faz isso (quer dizer, hoje eu e o Thiago já quase conseguimos tomar conta de nós mesmos), e em casa temos faxineira a cada 15 dias.

Eu e todas as minhas amigas somos de uma geração que foi criada para ter uma profissão. Nós estudamos, nos formamos e batalhamos por bons empregos, bons salários e carreiras promissoras. Isso significa, quase sempre, trabalhar das 8h às 17h. Moramos em São Paulo, pegamos trânsito e ficamos cansadas diariamente. Ou seja, nós não levamos a vida das nossas mães. Para nós, é realmente impossível conciliar trabalho dentro e fora de casa.

Nós precisamos de alguém para cuidar da nossa casa, afinal chegamos cansadas e não queremos passar uma pilha de roupas. Talvez alguém tenha que fazer a nossa comida, ou correremos um grande risco de comermos ora lasanha congelada, ora pizza. Nós pensamos em ter filhos um dia. Nossos filhos ficarão em casa com a empregada, ou então sairão bem cedo conosco e passarão o dia inteiro na escola/creche. O tempo que teremos para ficar com eles será curto, e precisará ser usado para brincar e educar. Não parece ser fácil.

Na prática, todo esse blablabla de feminismo e suposta igualdade entre os sexos serviu para uma grande verdade: embutir na mulher um eterno sentimento de culpa. Culpa por não ter tempo para cuidar da sua própria casa como gostaria, culpa por não poder estar mais próxima dos filhos, culpa por não dar tanta atenção aos pais. Porque as oportunidades de trabalho podem ter mudado, mas a mulher continua crescendo com um instinto muito grande de cuidadora. Nós queremos fazer nossas coisas, dedicar tempo, deixar bonito, fazer direito. E não dá mais tempo.

Não sei qual é a solução para esse impasse. Não acredito que seja uma questão de dividir as tarefas com o namorado/marido/pai do seu filho, porque a verdade é que nós não queremos delegar tudo. Talvez seja uma questão de ser criada de forma diferente, para que possamos crescer sem essa vontade de abraçar o mundo.

Se a opção for por uma carreira de sucesso, empregada e babá, acredito que parte de nós ficará sempre um pouco balançada ao deixar o bebê resfriado na escolinha. E se a opção for trabalhar meio período para cuidar da casa e da cria, outra parte de nós poderá ficar entristecida pelas oportunidades profissionais que vão se tornando cada vez mais escassas com o passar do tempo.

Eu estou começando agora a cuidar da minha casa, e ao mesmo tempo procuro emprego desesperadamente. Quero voltar a trabalhar, quero conseguir um emprego bacana e ter um bom salário. Não vejo a hora de fazer minha pós e retomar o inglês. Mas eu estou gostando muito de cuidar da minha casa, e não sei se ficaria feliz se tivesse que colocar alguém aqui dentro para temperar o meu feijão. E daqui a uns anos, quando eu resolver ter filhos... bem, nem dá para pensar em como será.

Resposta certa, não existe. Mas o que você acha?

25 de agosto de 2010

Pensamentos de uma mente obrigada a fazer ginástica

Postado por Tata na quarta-feira, agosto 25, 2010 6 comentários
(Professora Pilhada)Vamos lá! Todo mundo! Sentado de frente pra mim! Pernas estendidas. Agora vocês colocam o pé esquerdo do lado da orelha direita, enquanto a mão esquerda deve estar segurando o pé direiro láááá na frente. Agora tira o quadril do chão e sustenta seu corpo, vamos lá, subindo e descendo! E não esquece de contrair o abdome e deixar o bumbum bemmm apertadinho!
"Claro, como se depois da segunda subida eu estivesse sentido a minha bunda ou o meu abdome!"


"Hummm aula de alongamento, essa deve ser fácil, é aula de velhinho"


(Professor Zen) Agora vai voltando calmamente, relaxa os ombros, presta atenção na respiração, inspira, vai soltando devagar, estica lááá na frente (isso é uma obesessão né?), o objetivo é a sua testa encostar no joelho... estica o máximo que você conseguir. (quando eu sinto uma mão)
"Seu filho da puta, quando você disse o máximo que eu conseguisse eu já estiquei o máximo que eu consigo, não adianta vir aqui empurrar as minhas costas"


(Professor Zen 2) Todo mundo de pé, de frente pra mim, abre os pés na largura do quadril... (fazendo sinalzinho pra eu fechar um pouco)
"Ahhhh porque você não especificou que era na largura do quadril de um ser humano normal e não na largura do meu quadril??"


"Esses velhinhos filhos da puta têm uma flexibilidade do cacete!"


"huahahuauha eu to aqui me matando de correr, mas pelo menos esse pessoal do Fight me faz morrer de rir. Eles não percebem que tão pagando um micão quando a profesora (pilhada) faz eles pularem pro lado socando o ar e gritando 'HA!'??? huauhahuahua que zuadooooo"


"Eu já corri 200 metros, será que posso parar pra descansar?"


"E se eu fingir que meu tênis desamarrou?"


"Poxa, agora eu já fiz 1km, eu definitivamente devia parar pra comer um lanchinho!"


"Porque eu só lembro que esse top faz meus peitos doerem depois que eu  já to correndo com ele?"


(Professor Gordinho que fica a aula toda parado batendo papo enquanto planeja o próximo jeito de fazer você ficar sem ar) Vamos lá! Coragem! Mais um!
"Querido, coragem é o que me falta, porque se eu tivesse, eu me jogava de cima dessa ponte pra não ter que correr nunca mais!"


"Vai, vou pensar em outras coisas pra me distrair, quem sabe passa mais rápido... olha como essa lua tá bonita... hoje tá tão quente... eu podia estar em casa, deitada na rede e tomando um suquinho. Mas eu nem tenho uma rede. Com certeza comprar a rede seria mais fácil do que o que eu to fazendo agora... o que é aquele negócio brilhando ali no canto? Caralho! Uma barata!!!" (e faço a corrida mais rápida da minha vida)


"Será que eu já queimei calorias suficientes pra comer um Big Mac?"


(Banho pós academia em casa) "Aiiii, aiiiiii, aiiiiiii" (prestobarba cai no chão) "Que porra de negócio do caralho!" (Saindo do banho) "Não vou passar porra nenhuma de creme pra área dos olhos, escovar os dentes já é um grande sacrifício... aiiiii...." (me jogo na cama esperneando) "Ahhhhhhhhhhhhhh aaaaahhhhh ahhhhhhh Por quê???????" (Fê grita da sala) "Que foi amor???" "Nada! Me deixa resmungar em paz!"
"Ué... não dizem que exercício físico deixa as pessoas bem humoradas?"

23 de agosto de 2010

Anticoncepcionais: o lado B

Postado por Amanda Mirasierras na segunda-feira, agosto 23, 2010 4 comentários
Que a pílula anticoncepcional foi uma invenção espetacular, ninguém pode negar. Foi ela a grande responsável pela libertação sexual feminina, permitindo que pela primeira vez nós, mulheres, pudessemos decidir como e quando ter um bebê. E desde a sua invenção, nos anos 60, a pílula foi sendo aperfeiçoada para diminuir os efeitos colaterais. Hoje, é possível encontrar pílulas com dosagens hormonais baixíssimas.

Devido ao fácil acesso e utilização, a pílula é o método contraceptivo escolhido por muitas mulheres. Mas como podemos analisar se esse método é realmente o melhor? O fato de não engravidar significa necessariamente que tomar pílula é o ideal?

Se você toma pílula e não está grávida, talvez não repare em alguns efeitos adversos que esse medicamento pode estar trazendo. Para uma amiga minha, foi fácil fazer a associação: desde que começou a tomar pílula, ela apresentou vários episódios de vômito.

Muitas meninas sofrem com dores de cabeça diárias, mas poucas pensam que isso pode estar associado ao uso da pílula. Baixa libido pode estar ligada ao estresse e à rotina, mas pode perfeitamente ser mais um sintoma. Assim como as famosas variações de peso ou de humor, ou mudanças na pele e nos cabelos.

Pode ser, também, que você tome pílula há anos e, de repente, comece a notar algumas alterações. Sim, pode acontecer de um medicamento usado durante muito tempo apresentar esses efeitos adversos de uma hora para a outra.

Após uma pausa de cerca de 1 ano e meio, eu voltei a tomar uma pílula que já tinha tomado por três anos. Imediatamente comecei a sentir peso nas pernas e notei que apareceram vários vasinhos. Troquei a marca do anticoncepcional, optando por um que tem a menor dosagem hormonal do mercado, e passei a usar meia elástica (desconfortável, viu). Os sintomas diminuíram, mas não desapareceram. Ainda sinto peso e sensação de contração nas pernas. Incomoda bastante, principalmente na hora de dormir. Como a minha família tem histórico de varizes, estou cogitando trocar de método contraceptivo.

Então, meninas, fiquem atentas a tudo o que está acontecendo com vocês. Alterações de peso, de humor, de libido, qualquer coisa diferente pode (ou não, por favor!) estar ligada ao uso da pílula. Converse com o seu gineco, leve suas queixas e tente descobrir se elas podem estar estar ligadas ao anticoncepcional. Pode ser que não estejam, tanto melhor! Mas não pense que aquele comprimidinho em que você confia, tão pequeno e eficaz, é livre de complicações.

E lembre-se: se você toma pílula, não fume! Essa combinação bombástica pode gerar de trombose a AVC. Não tente a sorte!

6 de agosto de 2010

Dona e proprietária de salão de beleza

Postado por Ci na sexta-feira, agosto 06, 2010 4 comentários
Quem mulher nunca desejou que o salão de beleza estivesse bem ali, nos seus pés? Que descendo a escada, tivesse um salão a sua disposição, para os cabelos, unhas, depilação? E o melhor, tudo na faixa?

Pois é, eu tenho. Minha mãe é dona e proprietária de salão de beleza e eu tenho o que quiser fazer, a uma escada da minha cozinha.

Mas nem tudo é perfeito.

Tem um fantástico ditado que diz que "em casa de ferreiro o espeto é de pau". Pois é exatamente assim que funciona. Primeiro porque, tudo que você faz no salão, ocupa o lugar de uma pagante. Então, você não tem a preferência! Outra, os horários que posso, são os horários que a grande maioria pode. Pela noite e aos sábados. Então, elas têm a preferência.

Tudinho acaba sendo feito na pressa e no encaixe entre outras clientes. Já pensou, uma progressiva no meu cabelo é uma tarde toda no salão! Eu entendo a situação, mas que ter o salão praticamente dentro de casa pode não ser tão prático, é fato. Se eu marcasse em outro salão, teria a preferência, pagaria e minha mãe me daria as contas de filha. Já meu horário de unha é reservado. Todos os sábado, se não eu vou em outro salão mesmo!

Ter mãe cabeleireira tem suas vantagens, mas também tem suas desvantagens. Minha mãe trabalha de segunda a sábado das 6 da manhã até a hora que precisar. O que é uma tarefa muito dificil pra ela de tanto cabeleireira quanto dona de casa o dia inteirinho.

Ter um salão dentro de casa também tem suas vantagens e desvantagens. Uma coisa legal é que eu faço escova muito bem, já ajudei ela várias e várias vezes, participo de todos os dias da noiva e ouço suas histórias. Tiro fotos, monto os dvds, e participo quando quero da fofocaiada do salão. Se não estou a fim, fico aqui em cima. Se estou, fico lá em baixo.

Quando era pequena, as amiguinhas da escola costumavam fazer os cabelos com a minha mãe. E pra ser bem sincera, eu nunca gostei muito de misturar as coisas. Uma porque acham que se sua mãe é cabeleireira, ela TEM que cobrar mais barato. Outra porque quando era mais nova, já teve amiga da escola que a mãe obrigou a fazer alguma coisa no cabelo, minha mãe fez, a fulaninha não gostou e virou a cara pra mim. Claro, depois de meter o pau na minha mãe pra escola inteira. Depois desse trauma da segunda série, amigos amigos, negócios a parte!

Eu sei que não consigo imaginar como é ligar para outro salão para marcar uma escova. Nem como é fazer depilação de uma tacada só, porque desce e faz a axila, depois desce pra fazer a virilha, depois desce pra fazer a perna, tudo quanto dá! Mas quer saber? É bom mesmo! Pelo menos não tenho que pesquisar preço, ficar me preocupando em marcar as coisas e pode até ser em etapas, mas nunca falta!

4 de agosto de 2010

Bridget, me desculpa!

Postado por Tata na quarta-feira, agosto 04, 2010 4 comentários
Eu lembro de ter uns 13 anos, talvez 14, quando minha prima estava lendo "O Diário de Bridget Jones". Eu perguntei se era bom e ela disse um "legal" não muito animado (nada parecido com o "muito legal, você tem que ler" de Harry Potter uns anos depois). Talvez por isso eu nunca tenha me interessado em ler e quando o filme foi lançado, um tempo depois, também não me empolgou muito. Eu nunca tinha chegado a assistir de fato, apenas visto uns pedaços (dublados) na tv que não me despertaram nenhum interesse em parar no canal e assistir.

Na verdade eu achava a Bridget muito sem graça, uma chata que ficava arranjando problemas pra vida dela e nunca estava satisfeita. Pudera, há pouco tempo atrás os tipos de problema que ela enfrentava não faziam parte da minha realidade e não me sensibilizavam nem um pouco. Mas agora, após ter visto o filme (ou pelo menos metade dele) no momento certo tudo mudou. Agora eu admiro a Bridget, considero ela uma mulher real, enfrentando problemas reais e quebrando o paradigma da mulher que foi feita pra casar, ter filhos e cuidar da casa. Alias, sinto informar, mas não foi Sex and the city o percursor das mulheres livres e independentes, como todo mundo fala por aí. Muito antes, a Bridget já escancarava tudo isso por aí, mostrando o quão imperfeita todas nós podemos ser.

Bridget é solteira com mais de 30, tem um emprego nada glamuroso, está acima do peso 'aceitavel' pelas revista de moda e, imaginem, não é nada julgada pela sociedade por causa de tudo isso, né? Ok, o filme pode não ser maravilhoso, pois, apesar de ser comédia, não me arrancou muitas risadas (tudo bem que eu nunca compreendi muito bem o humor britânico) e também não sei se a leitura do livro seria tão prazerosa.

Mas o que eu passei a admirar não foi nenhum dos dois, mas sim a mulher Bridget Jones, ou melhor, as mulheres que ela representa. Quem nunca tentou fazer uma receita legal e deu tudo errado? Quem nunca teve um emprego dos infernos? Quem nunca foi julgada de alguma maneira? Quem nunca esteve insatisfeita com a sua aparência? Quem nunca teve problemas amorosos? Quem nunca passou por varias dessas coisas ao mesmo tempo?

E o melhor de tudo, ela alivia tudo isso escrevendo sobre essas coisas. Tudo bem que era um diário, mas tenho certeza que a Bridget de hoje em dia seria blogueira! Porque é muito bom dividir esses probleminhas e, melhor ainda, saber que existem milhares de outras pessoas passando por problemas bem parecidos. Que bom que somos todas imperfeitas!

28 de julho de 2010

Pés de bailarina

Postado por Tata na quarta-feira, julho 28, 2010 3 comentários
Supondo que deus exista, ele foi um cara muito generoso comigo. Ele me encaminhou pra fila da beleza E da inteligência, me deixou nascer sob um signo legal, me deu o cabelo e a pele mais fácil de cuidar (alias, de não-cuidar), me deu unhas que mesmo cortadas na carne continuam compridas, me deu olhos com pintinhas verdes. Mas acho que eu demorei tanto passando por todos esses departamentos, que, quando eu estava na fila do pé, alguém me empurrou dizendo pra eu ir logo, que estava atrasada pra nascer.

O meu pé é a coisa mais problemática do meu corpo. Primeiro que os meus dedos mindinhos são assim, semi defeituosos. Segundo que ele é a coisa mais ressecada do mundo todo. Nenhum creme adianta e como eu sou ligeiramente desleixada (não faço esfoliação, não passo hidratante todo dia, etc) a situação piora. Ok, não é uma coisa tão horrível de se ver, e quando eu pinto as unhas de vermelho ele fica bem sexy, mas eu nunca poderia namorar alguém que tem tara por pés.

Mas o maior problema mesmo é o fato de nenhum sapato dar certo com o meu pé. Nenhum mesmo. Eu deveria ter escolhido uma profissão que me deixasse usar tênis o tempo todo. Mesmo assim, seria um pouco injusto, porque toda mulher fica muito mais bonita de salto! Mas eu só tenho 'conforto total' quando estou de havaianas ou de tênis. Eu tenho só 2 botas que me dão um 'conforto parcial': uma de salto quadrado bem grosso e bico não muito fino que eu comprei esse ano e usei o inverno inteirinho pra trabalhar (juro, every day) e uma sem salto, meio montaria, que só dá pra usar com jeans. Mesmo assim, se eu ando muito com elas, fico com o pé dolorido na frente.

Nem as sapatilhas se salvam, acho que elas são ainda pior, pega no dedinho, esfola o calcanhar e faz uma bolha nojenta nesse osso do lado do dedão, onde eu tenho uma semi-joanete (porque eu sei que um dia ele vira joanete de verdade). E algumas ainda me dão cãibra (meu, como essa palavra é estranha). Bico fino é um termo que não existe no meu guarda roupa e até as populares rasteirinhas me deixam com a planta do pé dolorida.

Eu não sei se sou eu que estou comprando os sapatos errados, até porque eu sou meio mão de vaca pra isso, mas também, não vou investir um puta dinheiro em um negócio que eu tenho quase certeza que vai me machucar de qualquer forma. Porque na loja eles sempre parecem confortáveis (já reparou como toda loja de calçado é de carpete? Pois é, eu sempre peço para andar no piso), só depois de um uso prolongado eles se revelam.

Pra tentar contornar essa situação, eu tenho 1001 truques. Pra começar eu vou trabalhar todo dia de tênis (todo dia) e levo o sapato numa sacolinha, assim eu fico algumas horas a menos com ele no pé e ele demora mais pra doer. Já me acostumei com os olhares estranhos das pessoas no metrô ao me verem inteira de social e com um tênis no pé e depois que o meu professor me disse que em Londres isso é a coisa mais normal do mundo eu super me senti mega moderna! (Mas eu ainda morro de medo de um dia esquecer o sapato em casa e ir só com o tênis).

Além disso, eu tenho uma série de apetrechos indispensáveis: um monte de protetores de silicone pra planta do pé (pra quando o salto é muito inclinado), dedão (porque toda a pressão do salto vai pra eles) e dedinhos (que ficam esmagados no cantinho do sapato). Claro que não dá pra usar tudo ao mesmo tempo, pois eu precisaria de um sapato 2 números maiores, mas vou adaptando conforme a necessidade do sapato da vez.

E tem o produto mágico: um esparadrapo, mas não um esparadrapo qualquer. É um esparadrapo transparente (e que, segundo a embalagem, ainda é hipoalergênico e deixa a pele respirar). O bom é que ele é 'auto-cortável', você escolhe o tamanho, puxa no picote (ele é todinho picotado) e com a maior facilidade do mundo ele está na sua mão. E juro que não dá pra ver no pé, só se você olhar bem de pertinho, percebe uma coisinha brilhando na pele. Com ele, eu praticamente revisto o meu pé todo e hoje consegui andar mais de 10 quarteirões de Melissa e ainda tenho pé! Uau!


Corre pra farmácia!

26 de julho de 2010

Too much

Postado por Amanda Mirasierras na segunda-feira, julho 26, 2010 5 comentários
Casar, dar festa, montar casa, não dá para negar que tudo isso é bem legal. Mas dá trabalho, é óbvio. E cansa. Porque parece que quanto mais perto chega, mais coisas vão surgindo. Aí eu olho para o calendário, suspiro e penso: dá tempo?

Primeiro sobre a festa. Numa altura dessas, com quase tudo resolvido, começam as dúvidas que só vão dizer se são ou não reais quando estivermos nos pênaltis. Eu escolhi as flores. Será que vão encontrar as que escolhi? Da cor certa? Vão fazer o arranjo como eu quero? E se não der? Então eu escolho outra flor. Mas e se nem essa der? Agora que eu escolhi as músicas, posso contar que o DJ vai encontrar nas versões que eu quero? Por via das dúvidas, gravo um CD com as músicas e versões certinhas. E outro com fotos de decoração, vai. Ah, será que o buquê vai ficar como eu estou pensando?

Será que as pessoas vão conseguir chegar lá? Será que vai chover? E os fornecedores, vão entregar os docinhos na hora? Vai dar para usar as forminhas que eu comprei? E a mesa dos bem-casados? Será que a bebida vai dar? Minha maquiagem vai ficar bonita? E se a minha pele estiver irritada no dia? Vou conseguir tirar o véu sem desmanchar o penteado? Ah, e semana que vem já é a prova do vestido... será que ele estará tão bonito quanto parecia?

Ainda estamos distribuindo os convites. Tem pessoas para quem você PRECISA entregar pessoalmente. Mesmo assim, hoje foi para o correio uma leva enorme de envelopes. Mais dinheiro. Mas foi o fim de um longo trabalho de ligar para as pessoas, explicar que convite chegará na semana que vem, pedir para que confirmem o recebimento. Tem aquelas que não dizem o endereço, mas pedem por favor para que você vá lá levar. Tem gente que te dá o endereço e não expressa a menor animação com o convite. Tem gente que se nega a atender o telefone porque não quer saber de você e nem de porcaria de casamento nenhum.

Minha tia resolveu organizar meu chá de panelas. Eu não gosto dessas coisas, mas são tantas pequenices a serem compradas que é melhor contar com a colaboração dos outros. Lembrancinhas, comidinhas, bebidinhas. Mais dinheiro. E tem que convidar logo, e tem que explicar aonde está a lista, e tem que pensar se vai ter música.

Os inquilinos, que prometeram sair do apartamento agora, no final de julho, resolveram (há um mês atrás, acho) que só vão sair quando terminar o contrato: no dia 3 de setembro. O que fazer, uma ordem de despejo? Demora meses. Então vamos mandar a carta avisando que o contrato não será renovado e que as chaves deverão ser entregues no dia 3. E que o apartamento deverá estar vazio, porque no dia 4 estaremos lá. Vamos ligar para a loja de móveis a agendar a medição dos cômodos com os inquilinos lá dentro, vai. A faxineira deles abre a porta. Lá vão os caras da Italínea dar com o nariz na porta, porque a faxineira faltou.

E tem outros móveis, escolhidos com cuidado e carinho para serem bonitos, com preço camarada e num tamanho que se adeque aos nossos quase 48 metros quadrados. Acrescidos da explicação que não temos como receber nada antes de setembro. Mais lojas, mais conversas, mais orçamentos, ih, mudou agora o destino da lua de mel.

Aí tem gente que te convida para fazer alguma coisa e fica chateado porque você não vai. Mas não dá tempo, eu estou cansada, minha cabeça está lotada de coisas. Tem gente que pergunta por que você vai fazer ou deixar de fazer alguma coisa no chá. Eu sei lá de chá, vou deixar as pessoas se divertirem e aproveitar a tarde para me distrair. Tem gente que questiona decoração, comida, cores, ah, francamente!

É muita coisa, gente. Ainda bem que está acabando!

12 de julho de 2010

Um Exocet, calcinha!

Postado por Amanda Mirasierras na segunda-feira, julho 12, 2010 10 comentários
Embora eu obviamente não tenha nada a ver com a Kátia Flávia, posso afirmar que, para mim, comprar calcinha é uma verdadeira tarefa de combate.

Como boa implicante que sou, eu tenho sérios problemas com as lingeries vendidas no Brasil. E quando eu digo "no Brasil", não vá pensando você que eu sou algum tipo de fresca que só compra calcinha e sutiã Victoria's Secret. Aliás, isso nem seria possível, já que eu sou dura e nunca saí do país.

Mas confesso que eu nutro uma certa inveja das americanas, que vivem felizes com as suas enormes e bem aceitas calcinhas. Porque eu não gosto de calcinha pequena. Calcinha pequena só serve para fazer o absorvente grudar na calça jeans ou para entrar na bunda, e como boa lady que sou, resolvo esse pequeno problema esteja eu aonde estiver (para completo horror da minha mãe).

Só que não existem muitas opções bonitas para quem prefere os modelos maiores. Há milhares de calcinhas lindas por aí, mas a maioria só cobre meia bunda. E muitas delas são fio dental. Nem preciso dizer que eu acho que fio dental deve ser um instrumento de tortura, né?

As opções mais confortáveis acabam sendo aqueles modelos absolutamente básicos, em preto, branco e bege. Ou então aquelas calcinhas de algodão com estampas de bichinhos, que eu acho de gosto altamente duvidoso se você já tiver mais de 14 anos.

Nas minhas andanças virtuais eu consigo encontrar vários modelos bonitos e aparentemente confortáveis, mas aonde se compra esse tipo de lingerie?






É claro que a minha chatice também engloba os sutiãs, porque eu não gosto de sutiã com bojo. Não uso bojos grandes nem sutiãs com enchimentos - mas eu acabo me rendendo, muitas vezes, por pura falta de opção.

É impressionante como o par de uma calcinha minúscula é sempre um sutiã gigante! Eu, que só procuro forros mais grosso, aros ou modelos de lenço, passo horas entrando em lojas e sites para tentar encontrar sutiãs bonitos, confortáveis e que me deem um resultado honesto. E na maioria das vezes, só encontro imagens bonitas em sites gringos ou nos nacionais que cobram três dígitos por peça.







Numa altura dessas já deu para perceber que esse post é um ato solitário de protesto?

Pois então, senhores fabricantes de lingeries brasileiras, saibam que nem todas as mulheres desse país gostam de usar calcinhas minúsculas. Nem fio dental. Nem calcinhas de algodão escrito "kiss me" na bunda (!). E algumas de nós também não fazem questão de exibir seios maiores e muito mais empinados do que realmente são.

Façam calcinhas bonitas, elegantes e confortáveis. Sutiãs com boa sustentação e sem enormes estruturas dentro. E se não for pedir demais, façam isso a um preço camarada. Eu agradeço. E quando surgirem essas peças lindas e gostosas de usar, tenho certeza que várias outras mulheres também se tornarão adeptas.


É, De Millus, às vezes até que você acerta comigo!

23 de junho de 2010

Das coisas que eles não sabem

Postado por Tata na quarta-feira, junho 23, 2010 3 comentários
Dentre as inúmeras coisas que eles não sabem sobre nós (algumas que nós inclusive nem queremos que eles fiquem sabendo) hoje eu vou falar sobre uma especifica e essa sim pode ser discutida livremente. Um dia desses eu estava falando sobre como o anticoncepcional diminuiu meu fluxo e o naMorado pareceu bem surpreso e ficou me perguntando umas outras coisas. Então eu descobri que tudo que eles sabem sobre esse universo complexo da menstruação é que ela é muito bem vinda e recebida com sorrisos todos os meses (pelo menos da parte deles) e que nos faz ou gritar ou chorar uns dias antes (ou as duas coisas ao mesmo tempo, vai!).

Acho compreensível que eles não saibam detalhes sobre este universo complexo, já que eles não vivenciam isto todo mês. Deve ser mais ou menos como o meu receio em ter um bebê menino, já que eu não faço idéia de como limpar o coisinho dele (juro, eu tenho medo e quase morri quando vi a tia da Cindy fazendo uma massaginha pra "soltar" aquela pele nojenta). Mas tem uns dados curiosos ou engraçados que não custa nada compartilhar...

Eles acham que nós somos tipo uma torneira aberta que não cessa em momento algum. Falso. Na verdade isso é uma coisa das mais irritantes e ao mesmo tempo engraçada na menstruação. A gente passa a maior parte do dia sentada e aí todo aquele sangue fica acumulado esperando uma oportunidade pra sair. E essas oportunidades são bem específicas: quando a gente ri, quando a gente levanta e quando a gente espirra (sério, essa é a que mais me irrita). Imagina você fazendo uma dessas coisas banais e sentindo uma coisa quente escorrer no meio das suas pernas? No funny! Não é regra, mas a noite a coisa costuma parar; só que se não para é extremamente desconfortável e você tem que dormir na mesma posição a noite toda.

Dentro da água (mar e piscina) também costuma parar, o problema é pra você sair de lá depois. Por isso, um dos grande aliados é o 'absorvente interno'. Na verdade eu acho ele mágico, é muito mais higiênico e resolve o problema acima da sensação de coisa escorrendo. E não é nada pornográfico viu meninos? É bem pequenininho. Claro que na hora de sair ele triplicou de tamanho e não é a coisa mais confortável do mundo de se fazer, mais é bem rápido. E falando em absorvente, sim, tem um monte deles nas prateleiras e não, não são todos iguais e a gente não pode simplesmente "pegar qualquer um logo". É um mundo muito particular e cada mulher tem suas preferências. Primeiro você escolhe entre interno e externo, depois tem a questão da cobertura que pode ser Seca (tipo uma tela) ou Suave (tipo algodão mesmo), aí você decide se quer com ou sem abas e ainda tem uns extras como Noturno (que é maior que os outros), Ultrafino, com neutralizador de odores e etc. Além de tudo isso ainda tem os 'protetores diários' que são tipo absorventes bem pequeninhos para, bem, proteger todo dia! Também podem ser usados no final da menstruação, quando o fluxo é menor.

Sim, no começo e no final o fluxo (quantidade de sangue) costuma ser menor e o pior dia é o segundo, daqueles que se você piscar pode sair uma enxurrada de sangue, e a gente tem que ficar checando a bunda no espelho de hora em hora. Alias, os comerciais que mostram as mulheres de branco andando de bicicleta nestes dias são pura balela. Eu nunca, nunca uso roupa clara, por que a gente nunca sabe o que pode acontecer. E sinceramente? Enfia a bicicleta no c*, que eu não quero nem levantar da cadeira!

E no meio de toda essa coisa ainda tem a questão dos sintomas. Óbvio que vocês, homens, não sabem, mas às vezes o óvulo é liberado pelo ovário esquerdo e às vezes pelo direito. E os sintomas são diferentes em cada um, não sei por que, mas são. Eu não sei diferenciar em que mês foi de cada lado nem quais são os sintomas de cada lado específico. Mas tem meses em que eu sinto uma dor de cabeça muito, muito forte, bem localizada no meio da testa, em pontadas, como se tivesse alguém com uma furadeira por dentro tentando furar o osso. Isso só acontece bem na noite anterior ao dia que eu vou menstruar. Nos meses em que eu não tenho dor de cabeça, sinto cólica que pode ser até leve, mas me impede de ficar completamente reta em pé (senão dói mais), ou eu fico meio curvada pra frente ou fico com a mão pressionando o abdome (eu chamo esse de meu ovário problemático, já que prefiro a dor de cabeça). Além disso, no meu caso, comer doce intensifica a cólica, mas um chá (sem muito açucar) pode ajudar a diminuir, assim como deixar a região bem quente (famosas bolsas d'agua).

Enfim, muita coisa né? E tudo isso em um espaço de tempo de 5 dias. Então, da próxima vez que a gente estiver gritando ou chorando ou os dois ao mesmo tempo, lembrem-se de tudo que temos que passar e sejam mais compreensivos!

21 de junho de 2010

Imperfeições

Postado por Amanda Mirasierras na segunda-feira, junho 21, 2010 9 comentários
Semana passada eu cheguei em casa à noite e, toda contente, fui mostrar para a minha mãe que o rímel que eu tinha passado de manhã ainda estava lá, intacto (aliás, é o Define -A-Lash à prova d'água, da Maybelline). Ela chegou bem perto de mim para confirmar e perguntou: "o que aconteceu com o seu olho?". E eu: "nada, por quê?". "Porque esse olho (o esquerdo) está um pouco mais fechado do que o outro".

Fui até o espelho, olhei bem para os meus olhos e concluí o óbvio: "mãe, meus olhos estão como sempre. Meu olho esquerdo É mais fechado que o direito!". E a minha mãe, incrédula: "é mesmo?? Como assim?!". "Como assim, mãe?! Você já reparou que eu sempre saio com o olho esquerdo mais fechado que o direito nas fotos? Faz 26 anos que meus olhos não são iguais, e foi você quem os fez assim!".

Pois é, gente. A simetria bilateral não me favoreceu totalmente. Eu tenho sim um olho mais fechado do que o outro, da mesma forma que tenho uma orelha mais pra cima do que a outra. Nada muito perceptível, afinal as minhas orelhas são bem pequenas, mas esse detalhe faz com que todos os meus óculos sempre fiquem tortos. Quando eu compro óculos, sejam eles de sol ou de grau, tenho que pedir para que sejam ajeitados de modo que fiquem tortos. Infelizmente esse conserto não dura muito e logo meus óculos ficam mais para cima do lado direito e mais para baixo do lado esquerdo. Deve ser por isso que eu gosto tanto do meu Ray Ban rosa; ele é o único que não desentortou depois do entortamento no ato da compra.

Para completar, meu pé direito é maior do que o esquerdo. Eu sei bem que a maioria das pessoas também tem um pé maior do que o outro, mas toda vez que vou comprar sapatos, provo o pé esquerdo e fica super confortável. Então, quando experimento o pé direito, pronto: fica apertado. Será que um dia os fabricantes de sapato vão perceber que quase todo mundo é meio torto e começarão a vender cada pé avulso? Para eu poder comprar um pé 37 e o outro 36 e meio?

O importante é que, num contexto geral, as coisas ficam mais harmoniosas e não é tão visível que eu tenha partes do corpo maiores de um lado do que do outro. Tem partes que são exatamente iguais. Meu nariz, por exemplo. Olhe você pelo lado direito ou pelo esquerdo, meu nariz sempre será grande demais!

9 de junho de 2010

Em defesa de Gisele

Postado por Tata na quarta-feira, junho 09, 2010 4 comentários
A Louis Vuitton, aquela marca que nós nunca teremos dinheiro pra comprar, lançou uma campanha com todas as suas modelos de cara limpa. Quão assustadora é essa foto? Você precisa clicar nela pra aumentar, depois coloque o zoom do seu navegador a 200% e prepare-se pra não dormir a noite. Tiraram a maquigem e só sobraram as lágrimas: todas tem olheiras roxas e cara inchada e algumas parecem ter levado um soco na boca. Juro que algumas podem ser comparadas a um quadro de Picasso. Tá vendo a penúltima da quinta fileira? Essa moça que aparenta ter tomado sol demais na laje, acreditem ou não, é a escolhida do Leonardo Di Caprio! Me diz por quê!?


Mas se tratando de modelos, acho compreensível. Parece que a indústria da moda quer as mulheres mais magras e sem expressão, para dar destaque apenas às roupas. Elas acabam virando cabides ambulantes. Estas ainda têm a desculpa de estar sem maquiagem mas o que dizer da Lara Stone? Ela é a modelo que mais faz campanhas e desfiles atualmente, desejada por todos dentro desse mundinho. E essa é a foto dela no dia do casamento:



Poxa, você espera que o dia do casamento seja quando a pessoa está mais bonita certo? E isso é tudo que ela conseguiu? O que dizer desse joelho esquelético, dessas pernas de saracura, do peito explodindo e... desse rosto? Não é por nada, mas que beleza é essa? Eu acho ela muito feia. Mas feia de doer mesmo. E isso é o melhor que a mode tem atualmente?

É por isso que quando eu ouço um dos inúmeros "A Gisele Bundchen nem é tão bonita assim" por aí, eu digo que não, que ela é extraordinariamente bonita perto das outras modelos, e que ela merece muito ser a top número 1 do mundo. E mesmo a Kate Moss, que já ocupou este posto por muito tempo, e que eu não achava nada demais, acabei descobrindo que antes de ela se acabar no sexo, drogas e rock'n'roll era bem bonita sim e que nas campanhas que fazia sempre estava linda. E as duas se garantem muito de cara lavada!

5 de abril de 2010

Bloco do eu sozinho

Postado por Amanda Mirasierras na segunda-feira, abril 05, 2010 3 comentários
Não sou grande fã de Sex and the City, mas lembro de um episódio em que a Miranda faz uma cirurgia nos olhos e não pede ajuda a ninguém. Ela não admite que o próprio namorado a ajude nessa fase de cegueira temporária, e acaba cedendo só quando percebe que não vai mesmo conseguir se virar totalmente sozinha.

Embora algo assim possa parecer absurdo fora da ficção, confesso que entendo esse comportamento. Eu tenho mania de fazer tudo sozinha. Sempre tenho certeza que vou dar conta, fico sobrecarregada e acho tudo muito normal. E quando falamos de homens, então, parece que caí em São Paulo vinda diretamente de um curso de sobrevivência.

Tive que me controlar muitas vezes para não chamar o garçom ou pedir a conta quando comecei a sair com o meu namorado. E nas primeiras vezes em que ele fez o pedido, "PARA ELA, um expresso puro", a única coisa que me fez não dar a mão ao garçom e completar dizendo "eu sou ELA, muito prazer" foi aquela mágica educada do começo dos relacionamentos.

Outro exemplo? Muito cavalheiresco abrir a porta do carro, não é? Mas eu tenho duas mãos e sou capaz de abrir sozinha, muito obrigada. Sou até capaz de sentar no banco com a minha própria bunda, veja que progresso.

Embora um comportamento independente seja perfeitamente aceito entre os homens, nem sempre é visto com bons olhos quando vindo de uma mulher. Se a mulher tem pulso firme, ih, tem coisa aí. No mínimo, é mal amada. Porque mulher de verdade tem que ser delicadinha, tem que ser sensível, tem que ter aquela ponta de dependência para fazer com que o macho sempre se sinta macho. Você sabe usar ferramentas? Hum...

Eu não sei se algumas mulheres já nascem com a semente do feminismo pronta para despontar, ou se acaba sendo uma maneira de assumir a própria vida. Não sei se é algo a ser admirado ou se é apenas intimidador. Ou pode ser que crescer sabendo que meu pai queria muito que eu fosse menino fez com que eu sempre me esforçasse para fazer tudo sozinha (e melhor do que todo mundo). Sei que, ao contrário de boa parte da população feminina, as delicadezas sempre me incomodaram demais.

Ter um perfil atribuído aos homens não fez de mim a mulher mais popular do mundo - nem entre os homens e muito menos entre as mulheres. Sempre percebi os olhares atravessados e sei que não duvidaram da minha heterossexualidade porque poucas vezes estive sem namorado. Mas não é nada fácil ser assim num mundo machista.

Enquanto a maioria das mulheres precisa lutar contra uma educação cor de rosa, eu precisei entender que aceitar ajudas ou mimos não é uma prova cabal de incapacidade. Às vezes é só carinho e cuidado. Aprendi a deixar meu namorado chamar o garçom e pedir a comida que eu escolhi, aprendi a deixar que a porta do carro seja aberta e talvez um dia eu aprenda que ter o telefone da seguradora pode ser melhor do que se sujar trocando o pneu. E agora já nem me sinto tão mal por isso.

2 de abril de 2010

Dicas de utilização de banheiro feminino coletivo

Postado por Ci na sexta-feira, abril 02, 2010 4 comentários
Nº01 - Lembre-se de dar descarga! E certifique-se de que deu descarga suficiente para não deixar a água meio amarelada. Se quer dar pouca descarga, beba mais água! Tá que é uma privada, mas não precisa ficar com cara de "acabaram de fazer xixi em mim".

Nº02 - Todas as vezes que usar o banheiro para o número 02, há algumas coisas a conferir: a descarga foi suficiente? ficou alguma coisas nas paredinhas? É, o assunto é nojento, mas muito mais nojento que falar sobre, é chegar para fazer um xixi e encontrar o banheiro recém-defecado e pior, sujo. Crie sua técnica. Uma que funciona bem, é dar uma enrolada no banheiro, lavar as mãos, cantar uma musiquinha e depois repetir a descarga. Geralmente é tempo suficiente para dar um jeito no restante. Se não funcionar, se vire nos 30, mas não deixa provas claras de que esteve ali (o cheiro já é suficientemente denunciador).

Nº03 - Tome cuidado com a posição do papel. O pessoal joga papel no lixo como se ninguém mais fosse abrir aquele cesto sagrado. Pois é, triste a verdade, mas o próximo a abrir dará de cara com o seu papel ali, escancarado, denunciando o cocô, a mestruação e até o seu período fértil. Quer coisa mais nojenta que abrir o lixinho e dar de cara com uma melequeira dessas? Eu não fico vasculhando o lixo, mas também não pratico aremesso da privada. E mais, tomo cuidado para deixar em uma posição que esconde a minha situação.

Nº04 - Ao escovar os dentes, verique se: não deixou o espelho respingado (não precisa se enfiar no espelho para escovar os dentes, nem pra passar fio dental), se todos os resíduos da escovção foram pia abaixo e se não ficou excesso de pasta na pia.

Nº05 - Dependendo do local, tem aqueles saquinhos para colocar absorvente. Não são enfeite. Use! Evita odores desagradáveis em todo o banheiro e principalmente, depois que a gente joga o papel e fecha o lixo (pronto, agora vocês vão pensar MESMO que eu fico com a cara no lixo), mas é uma realidade sim, principalmente quando são aquelas lixeirinhas de apertar com o pé).

Nº06 - Se ficar escovando os cabelos no banheiro, recolha os fios que caírem!

Nº07 - Caso você tenha muito tempo livre e possa ficar tirando a sobrancelha no banheiro, lembre-se de passar um papelzinho sobre a pia. Entendo a proximidade com o espelho, mas não entendo a preguiça de passar um papelzinho na pia.

Nº08 - Não se esqueça JAMAIS que outra pessoa usará o banheiro depois de você. E que a faxineira está sim para limpar, mas guarde suas porquices para você.

Como tem mulher porca no mundo. Aff.

26 de março de 2010

Meninos e Meninas

Postado por Ci na sexta-feira, março 26, 2010 4 comentários
Nunca foi uma garota revoltada adepta às atividades de garotos. Pra ser bem sincera, sempre achei que meninos tem que gostar de meninas, meninas tem que gostar de meninos, meninas tem que gostar de rosa e ter cabelo comprido e meninos tem que gostar de azul e ter cabelo curto. Menina brinca de casinha e menino brinca de carrinho. Mulheres não sabem dirigir, homens não devem lavar louça.

O quê??? Vocês têm idéia da loucura que eu estou falando? Agora eu acho uma loucura. O correto seria dizer que meninos são meninos e meninas são meninas e devem fazer o que têm vontade de fazer, independente de qualquer coisa.

Mas eu vivi com a resistência. Aqui em casa, meu pai não lava a louça e minha mãe não dirige (exceto pelo trabalho, que o braçal é da mam´s, mas o negócio é dele). Minha avó perguntava pros meus pais, longe de mim, se eu não tinha nada mesmo com a minha amiga (ela sempre sonhou com um namorado japonês). Me enganaram muito tempo com o cabelo em V, para que eu visse a parte da frente mais curta e continuasse com os cabelos compridos. Meu joelhos não são esfolados de brincar na rua e não tenho nem uma cicatriz.

Imagina se eu fosse uma daquelas roqueiras/metaleiras/góticas que estudavam na época do colégio... Acho que é tudo emo, né? Imagina! Meus pais teriam ataques com certeza. Acontece que eu nunca senti essa necessidade de me revoltar, porque meus pais jogaram muito bem com uma liberdade controlada e uma filha com um super ego bem grandão, mas isso é assunto pra outro post...

Quero dizer que sempre fiz coisas de meninas. Sempre escolhi o rosa. E hoje em dia, tento ao máximo lutar contra isso. Aceitar a diversidade. Hoje, brigo por direitos iguais, divididos e livremente escolhidos. Eu não faço prato de marmanjo, botarei dinheiro em casa quanto necessário for, aceitei a porcentagem de namorecos que resolveram mudar de opção e gostar de meninos, tento com todas as minhas forças dirigir (vocês não tem noção de como isso é difícil pra mim - e eu nem sei o porquê), e enfiar na minha cabeça que todos são iguais.

Essa linha que divide homens e mulheres é uma coisa complicada. Acho, na verdade, que as mulheres é que buscam fazer papel de homem e elas também que lutam para que eles façam mais atividades de mulheres. Há umas décadas devia ser alto o preço que uma mulher pagava pra ser dondoca, enquanto o marido colocava a comida dentro de casa. No geral, as mulheres se sentem melhor assim, multi-uso.

Mas, como diz uma querida professora, o que o berço deu, só a tumba tira. E por mais que eu aprove toda essa igualdade entre homens e mulheres e suas escolhas, gosto de ser uma mulher. E feminina. De portas de carro, jantares românticos, pequenas delicadesas e surpresas que te lembram, no final de um dia estressante de trabalho, que você é a única, melhor e mais especial criatura que existe no universo. Gosto de ser cativada.

Acho justo que homens e mulheres compartilhem todas as atividades. Só não se esqueçam que somos mulheres.

19 de março de 2010

Intimidade clínica

Postado por Ci na sexta-feira, março 19, 2010 2 comentários
É frustante ir ao ginecologista. Eu escolhi uma mulher, homem não daria certo. Tem gente que prefere homem. Mas é frustante, não é? A gente tem que ir com a cara, ser bem tratado e "rolar um clima". Não "o clima", mas os santos tem que bater, se não, não rola.

É gostoso dizer isso, mas quando a gente encontra um ou uma que dá certo, fica menos frustrante a visitinha anual. E você ainda pode dizer "a minha ginecologista disse...". Tive a sorte, encontrei uma que a gente se dá bem.

A primeira vez que entrei na sala dela, me deparei com uma estante cheia de fotos e lembrancinhas de recém-nascidos. Logo pensei "bom, muito bom, médica de família". Agora, no consultório novo, ela está mais chic, não tem mais a super estante, mas continua falando "calma, eu vou te explicar direitinho e você vai entender" quando estou com cara de apavorada, o que supera a estante colorida.

Insisto, por mais que a gente se dê bem, não tem coisa mais frustante. Eu sento, ela me faz perguntas indiscretas e me manda tirar a roupa e deitar naquela maca na posição mais desconfortável do mundo. Me aperta em todos os locais possíveis enquanto comenta assuntos que por nada na vida estariam passando pela minha cabeça. Ela coloca coisas, tira coisas e ainda pede uns exames que peloamordedeus.

A minha não acredita na minha TPM. Ela aparentemente acha que é tudo coisa da minha cabeça. Quanto a isso, eu fico um pouco insatisfeita, mas mesmo assim, o restante compensa.

E lá vamos nós, para mais uma visita constrangedora à médica da estante colorida...

24 de fevereiro de 2010

Desde pequenininha

Postado por Tata na quarta-feira, fevereiro 24, 2010 6 comentários
Eu sempre digo que meu primeiro sonho de infância foi ser paquita, o único problema é que eu estava bem distante de ser loira (aliás, achei um absurdo quando teve paquitas morenas na última geração), não morava no Rio de Janeiro (e minha mãe não estava nem um pouco disposta a me levar até lá o que, aliás, destruiu meu segundo sonho também, que era tomar aquele café da manhã maravilhoso da Xuxa!) e não falava inglês nem espanhol (que diziam ser pré-requisitos indispensáveis das paquitas, o que nos leva a pensar que só meninas ricas eram paquitas - quem mais podia estudar inglês e espanhol nos anos 80?). Meu filme preferido da Xuxa sempre foi "Sonho de Verão", que (adivinhem!) não tem a Xuxa! Só tem as paquitas, os paquitos e o Sérginho Malandro (tem o Faustão também, mas eu ainda não passava mal ao ouvir a voz dele), mas eu demorei bastante pra sentir falta da Xuxa, por que era um filme tão alegre: tinha guerra de comida, de travesseiro, piscina, casa bagunçada, ônibus de excursão e musiquinhas das paquitas!

Recentemente, eu descobri que devia ser um saco ser paquita. Elas usavam um shorts centro peito branco que, de verdade, duplica qualquer quadril, ombreiras, uma jaqueta de veludinho de manga comprida horrores de quente e um chapéuzinho que faz o seu cabelo ficar molhado e empapuçado (e olha que o meu cabelo é fácil, imagina aqueles cabelos clareados com pura água oxigenada e sem as técnicas de alisamento de hoje em dia! Acho que o chapéu era pra esconder as raízes escuras). A única coisa legal ainda são as botas. Além disso, elas tinham que aguentar 300 pivetes endiabrados pulando e correndo e ainda sorrir! Não devia ser fácil ser paquita! Mas eu fico muito feliz por ter passado por essa experiência recentemente, mesmo que só por uma noite.

Mas o que me chamou atenção foi o que devia levar a pessoa a querer ser paquita. Por que eu queria ser paquita? Por que eu ia aparecer na tv? Por que elas era loiras, bonitas e sorridentes? (viu como eu me influenciei com as paquitas? huahauh) Por que eu só queria comer o café da manhã mesmo? Algum tempo depois eu quis ser Chiquitita. Fala sério! Elas usavam uns vestidos muito brega e a maioria era meio gordinha. No fundo, acho que as pessoas não "querem" esse tipo de coisa realmente, elas só são altamente influenciadas pela mídia, desde muito pequenas, ou, pior ainda, pelas mães, que enchem a cara de um pacotinho de 5 anos com maquiagem, cílios e até cabelos postiços!

Porque eu nunca poderia ser modelo, eu morro de vergonha de fazer poses pra mim mesma e sempre saio com a mesma cara de Buzz Lightyear e o sorriso enorme em todas as fotos (minha avó até perguntou por que eu tenho que abrir tanto a boca vendo as fotos da minha formatura). Eu nunca poderia ser cantora porque, bem, se eu cantasse bem, ainda asim eu não seria mega performática em cima do palco como a Hanna Montana. Eu nunca poderia ser miss, porque eu demorei muito pra ler o Pequeno Príncipe e nem sempre eu quero a paz mundial (atualmente eu prefiro que uma bomba caia na estação Brás). Talvez, a única coisa que eu pudesse realmente ser é atriz mexicana, porque de drama, ah, eu entendo bem!

Princesas dos baixinhos

3 de fevereiro de 2010

Malhação

Postado por Tata na quarta-feira, fevereiro 03, 2010 3 comentários
(Antes de começar, eu tenho uma observação: vocês viram que a "Malhação" agora é "Malhação ID" (Será que é ID em português ou 'Ai Dí'?), acho que é pra aproximar mais do meio virtual e tal. Boa a época em que o nome malhação era justificado por ser em uma academia hein?!?)


Dia desses, eu estava comentando sobre não ter tempo de fazer exercícios com a minha chefe (não ter tempo = desculpa bonitinha por eu ser preguiçosa/não querer mesmo), quando ela soltou um: "Ahhh mas você ainda vem de ônibus, anda um pouco, eu vou do elevador pro carro". Sabe que eu nunca tinha pensado nisso? Mesmo sem querer, eu já me exercito todo dia, o que é mais uma ótima desculpa pra eu continuar não fazendo nada. Além de que, ao comentar que eu vivo brigando com a balança, minha chefe disse "Ué, mas você já foi gorda?". Esse comentário me deixou tão feliz que eu já até voltei a comer as batatinha proibidas!

Então, refleti mais sobre os meus exercícios diários e estou lançando o revolucionário programa "Exercitando-se no Transporte Público":

Pré Treinamento: Começamos bem o dia, logo cedo, com meio abdominal obrigatório matutino na hora de sair da cama e um café da manhã reforçado à base de água, biscoito de polvilho mucho ou um pedaço de pizza do dia anterior.

Ex. 1: Caminhada até o ponto de ônibus -1 quarteirão que serve como aquecimento para:
Ex. 2: Corrida para pegar o lugar vazio no metrô - você contra as Lourdes insandecidas em Itaquera!
Ex. 3: Alongamento antes de levantar no metrô - também conhecido como "espreguiçar-se" é realizado apenas se você foi bem sucedido no exercício 2.
Ex. 4: Contorcionismo no vagão para conseguir descer na República - desmistificando a lenda "Na Sé esvazia".
Ex. 5: Corrida com obstáculos - Se equlibrando no salto alto, você deve desviar dos buracos do centro e dos panfletistas chatos.
Ex. 6: Cotovelada pra subir no ônibus - exercício ritmado ao som do cobrador com o clássico "Mais um passinho pro fundo" e do fiscal da Sptrans com o mais novo hit "A esquerda tá vazia!".
Ex. 7: Finalizamos com uma leve caminhada de 3 quarteirões até o trabalho, mas que 2 ou 3 vezes por semana vira corrida, sempre com o mantra "Pqp, vou chegar 10 min atrasada de novo!".

Informações Adcionais:

Durante toda a execução do treinamento, devem ser realizados exercícios de levantamento de peso de nível leve, sempre revezando a Maxi Bolsa entre os ombros direito e esquerdo a cada 20 minutos.

O Treinamento deve ser realizado 2 vezes por dia, logo cedo e no final da tarde.

Lembre-se de manter uma dieta balanceada também no jantar: hamburgueres, chikenitos, ovo frito e tostex serão bem vindos!

Para fechar o dia com chave de ouro, não se esqueça do seu meio abdominal obrigatório noturno, na hora de deitar-se.


Boa Sorte!

 

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