Que a pílula anticoncepcional foi uma invenção espetacular, ninguém pode negar. Foi ela a grande responsável pela libertação sexual feminina, permitindo que pela primeira vez nós, mulheres, pudessemos decidir como e quando ter um bebê. E desde a sua invenção, nos anos 60, a pílula foi sendo aperfeiçoada para diminuir os efeitos colaterais. Hoje, é possível encontrar pílulas com dosagens hormonais baixíssimas.
Devido ao fácil acesso e utilização, a pílula é o método contraceptivo escolhido por muitas mulheres. Mas como podemos analisar se esse método é realmente o melhor? O fato de não engravidar significa necessariamente que tomar pílula é o ideal?
Se você toma pílula e não está grávida, talvez não repare em alguns efeitos adversos que esse medicamento pode estar trazendo. Para uma amiga minha, foi fácil fazer a associação: desde que começou a tomar pílula, ela apresentou vários episódios de vômito.
Muitas meninas sofrem com dores de cabeça diárias, mas poucas pensam que isso pode estar associado ao uso da pílula. Baixa libido pode estar ligada ao estresse e à rotina, mas pode perfeitamente ser mais um sintoma. Assim como as famosas variações de peso ou de humor, ou mudanças na pele e nos cabelos.
Pode ser, também, que você tome pílula há anos e, de repente, comece a notar algumas alterações. Sim, pode acontecer de um medicamento usado durante muito tempo apresentar esses efeitos adversos de uma hora para a outra.
Após uma pausa de cerca de 1 ano e meio, eu voltei a tomar uma pílula que já tinha tomado por três anos. Imediatamente comecei a sentir peso nas pernas e notei que apareceram vários vasinhos. Troquei a marca do anticoncepcional, optando por um que tem a menor dosagem hormonal do mercado, e passei a usar meia elástica (desconfortável, viu). Os sintomas diminuíram, mas não desapareceram. Ainda sinto peso e sensação de contração nas pernas. Incomoda bastante, principalmente na hora de dormir. Como a minha família tem histórico de varizes, estou cogitando trocar de método contraceptivo.
Então, meninas, fiquem atentas a tudo o que está acontecendo com vocês. Alterações de peso, de humor, de libido, qualquer coisa diferente pode (ou não, por favor!) estar ligada ao uso da pílula. Converse com o seu gineco, leve suas queixas e tente descobrir se elas podem estar estar ligadas ao anticoncepcional. Pode ser que não estejam, tanto melhor! Mas não pense que aquele comprimidinho em que você confia, tão pequeno e eficaz, é livre de complicações.
E lembre-se: se você toma pílula, não fume! Essa combinação bombástica pode gerar de trombose a AVC. Não tente a sorte!
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23 de agosto de 2010
12 de julho de 2010
Um Exocet, calcinha!
Embora eu obviamente não tenha nada a ver com a Kátia Flávia, posso afirmar que, para mim, comprar calcinha é uma verdadeira tarefa de combate.
Como boa implicante que sou, eu tenho sérios problemas com as lingeries vendidas no Brasil. E quando eu digo "no Brasil", não vá pensando você que eu sou algum tipo de fresca que só compra calcinha e sutiã Victoria's Secret. Aliás, isso nem seria possível, já que eu sou dura e nunca saí do país.
Mas confesso que eu nutro uma certa inveja das americanas, que vivem felizes com as suas enormes e bem aceitas calcinhas. Porque eu não gosto de calcinha pequena. Calcinha pequena só serve para fazer o absorvente grudar na calça jeans ou para entrar na bunda, e como boa lady que sou, resolvo esse pequeno problema esteja eu aonde estiver (para completo horror da minha mãe).
Só que não existem muitas opções bonitas para quem prefere os modelos maiores. Há milhares de calcinhas lindas por aí, mas a maioria só cobre meia bunda. E muitas delas são fio dental. Nem preciso dizer que eu acho que fio dental deve ser um instrumento de tortura, né?
As opções mais confortáveis acabam sendo aqueles modelos absolutamente básicos, em preto, branco e bege. Ou então aquelas calcinhas de algodão com estampas de bichinhos, que eu acho de gosto altamente duvidoso se você já tiver mais de 14 anos.
Nas minhas andanças virtuais eu consigo encontrar vários modelos bonitos e aparentemente confortáveis, mas aonde se compra esse tipo de lingerie?




É claro que a minha chatice também engloba os sutiãs, porque eu não gosto de sutiã com bojo. Não uso bojos grandes nem sutiãs com enchimentos - mas eu acabo me rendendo, muitas vezes, por pura falta de opção.
É impressionante como o par de uma calcinha minúscula é sempre um sutiã gigante! Eu, que só procuro forros mais grosso, aros ou modelos de lenço, passo horas entrando em lojas e sites para tentar encontrar sutiãs bonitos, confortáveis e que me deem um resultado honesto. E na maioria das vezes, só encontro imagens bonitas em sites gringos ou nos nacionais que cobram três dígitos por peça.





Numa altura dessas já deu para perceber que esse post é um ato solitário de protesto?
Pois então, senhores fabricantes de lingeries brasileiras, saibam que nem todas as mulheres desse país gostam de usar calcinhas minúsculas. Nem fio dental. Nem calcinhas de algodão escrito "kiss me" na bunda (!). E algumas de nós também não fazem questão de exibir seios maiores e muito mais empinados do que realmente são.
Façam calcinhas bonitas, elegantes e confortáveis. Sutiãs com boa sustentação e sem enormes estruturas dentro. E se não for pedir demais, façam isso a um preço camarada. Eu agradeço. E quando surgirem essas peças lindas e gostosas de usar, tenho certeza que várias outras mulheres também se tornarão adeptas.

É, De Millus, às vezes até que você acerta comigo!
Como boa implicante que sou, eu tenho sérios problemas com as lingeries vendidas no Brasil. E quando eu digo "no Brasil", não vá pensando você que eu sou algum tipo de fresca que só compra calcinha e sutiã Victoria's Secret. Aliás, isso nem seria possível, já que eu sou dura e nunca saí do país.
Mas confesso que eu nutro uma certa inveja das americanas, que vivem felizes com as suas enormes e bem aceitas calcinhas. Porque eu não gosto de calcinha pequena. Calcinha pequena só serve para fazer o absorvente grudar na calça jeans ou para entrar na bunda, e como boa lady que sou, resolvo esse pequeno problema esteja eu aonde estiver (para completo horror da minha mãe).
Só que não existem muitas opções bonitas para quem prefere os modelos maiores. Há milhares de calcinhas lindas por aí, mas a maioria só cobre meia bunda. E muitas delas são fio dental. Nem preciso dizer que eu acho que fio dental deve ser um instrumento de tortura, né?
As opções mais confortáveis acabam sendo aqueles modelos absolutamente básicos, em preto, branco e bege. Ou então aquelas calcinhas de algodão com estampas de bichinhos, que eu acho de gosto altamente duvidoso se você já tiver mais de 14 anos.
Nas minhas andanças virtuais eu consigo encontrar vários modelos bonitos e aparentemente confortáveis, mas aonde se compra esse tipo de lingerie?




É claro que a minha chatice também engloba os sutiãs, porque eu não gosto de sutiã com bojo. Não uso bojos grandes nem sutiãs com enchimentos - mas eu acabo me rendendo, muitas vezes, por pura falta de opção.
É impressionante como o par de uma calcinha minúscula é sempre um sutiã gigante! Eu, que só procuro forros mais grosso, aros ou modelos de lenço, passo horas entrando em lojas e sites para tentar encontrar sutiãs bonitos, confortáveis e que me deem um resultado honesto. E na maioria das vezes, só encontro imagens bonitas em sites gringos ou nos nacionais que cobram três dígitos por peça.





Numa altura dessas já deu para perceber que esse post é um ato solitário de protesto?
Pois então, senhores fabricantes de lingeries brasileiras, saibam que nem todas as mulheres desse país gostam de usar calcinhas minúsculas. Nem fio dental. Nem calcinhas de algodão escrito "kiss me" na bunda (!). E algumas de nós também não fazem questão de exibir seios maiores e muito mais empinados do que realmente são.
Façam calcinhas bonitas, elegantes e confortáveis. Sutiãs com boa sustentação e sem enormes estruturas dentro. E se não for pedir demais, façam isso a um preço camarada. Eu agradeço. E quando surgirem essas peças lindas e gostosas de usar, tenho certeza que várias outras mulheres também se tornarão adeptas.

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10 de maio de 2010
Sabe o que você faz com essa língua?
A pessoa vira para mim, faz a cara mais espantada do mundo e manda: "noooossa, mas você emagreceu, heim!" Eu quase explico que perdi peso depois de ter mudado de pílula, mas não vendo a necessidade disso, digo que acho que perdi um quilo. Aí a pessoa emenda que está nítido, que existem suplementos alimentares, que eu poderia malhar para ganhar massa, e vai metralhando com uma feição que varia entre o desdém e o espanto. Eu pergunto: você teria coragem de falar para alguém que noooossa, como ele engordou, que ele deveria tomaria tomar umas anfetaminas e suar muito na esteira para queimar banha?
Não serei hipócrita ao ponto de dizer que já sofri preconceito por ser magra, mas afirmo que é horrível ser medida por alguém que me olha como se eu tivesse anorexia ou leucemia. Ninguém acha que ofende ao perguntar se eu como, o que eu como e quantas vezes por dia. Eu, idiota que sou, muitas vezes fico explicando que sempre fui magra, que como super devagar, que não gosto muito de doces, quase me desculpando por estar perto dos 50kg. É constrangedor. Mas como eu sou magra, parece que ninguém pensa no quanto isso pode ser ruim.
Ao começar esse texto, pensei em listar aqui algumas situações em que eu me senti péssima por ser magra. Mas aí eu percebi que isso não acontece só em relação a minha magreza. Algumas pessoas realmente não tem noção alguma de bom senso e ficam enchendo o saco com um monte de perguntas e opiniões que não dizem o menor respeito a elas.
Tem gente que gosta de debochar dos hábitos alheios. Pessoas que comentam sobre as músicas que eu ouço ou sobre os livros que leio com aquele arzinho superior, sabe? Como se eu fosse uma retardada por gostar de ter cultura. São as mesmas pessoas que riem ao saber que eu quero aprender a costurar, porque isso deve ser coisa de idiota. Pessoas que acham um absurdo eu não querer mais fazer mestrado ou doutorado, porque se eu dizia que era isso que queria e agora mudei de idéia, sou uma alienada que não sabe o que quer da vida.
Aquelas pessoas que gritam um "O QUÊ??" nervoso quando ficam sabendo que eu vou fazer outra faculdade e mudar de profissão. Que fazem questão de esquecer qualquer coisa de ruim que eu possa ter vivido para afirmar categoricamente que eu sou a pessoa mais feliz, sortuda e abençoada do universo porque vou me casar. E que dizem, é claro, que eu devo ser podre de rica para dar uma festa em comemoração à data. São as mesmas pessoas que dizem que eu sou louca quando me pegam lendo ou estudando sobre budismo.
Você conhece essas pessoas, não conhece? Tenho certeza que sim. Sei que há alguém perto de você sempre a postos para julgar, rir da sua cara e se espantar com as suas decisões. O mundo está cheio de pessoas na sala de jantar.
Eu nunca me permito afirmar que tais atitudes são "de mulher" ou "de homem", mas sou obrigada a admitir que palpitar na vida alheia sem o menor tato (e muitas vezes sem a menor intimidade ou abertura para isso) é uma atitude tipicamente feminina. Não que todas as mulheres sejam assim, mas a maioria das pessoas que é assim é mulher.
Parece que mulher nunca quer ver outra mulher feliz. Então ela, a dona-da-verdade-que-tem-sempre-uma-opinião, precisa dizer, por exemplo, o quanto é feio você estar mais magra. Se eu vou me ofender com isso? Mas é claro que não, porque a Amanda nunca se ofende com nada e todo mundo pode descer a lenha sem dó!
Como a paciência definitivamente não é uma das minhas virtudes, de hoje em diante vou dizer que estou magra porque meu laxante faz muito efeito. Que eu amo Beatles porque sou brega e maconheira, que ainda assisto Arquivo X porque sou uma nerd sem vida social e que vou fazer outra faculdade pra ver se consigo algo na vida além de marido com bom emprego.
E aí, linguaruda? Tá satisfeita agora?
Não serei hipócrita ao ponto de dizer que já sofri preconceito por ser magra, mas afirmo que é horrível ser medida por alguém que me olha como se eu tivesse anorexia ou leucemia. Ninguém acha que ofende ao perguntar se eu como, o que eu como e quantas vezes por dia. Eu, idiota que sou, muitas vezes fico explicando que sempre fui magra, que como super devagar, que não gosto muito de doces, quase me desculpando por estar perto dos 50kg. É constrangedor. Mas como eu sou magra, parece que ninguém pensa no quanto isso pode ser ruim.
Ao começar esse texto, pensei em listar aqui algumas situações em que eu me senti péssima por ser magra. Mas aí eu percebi que isso não acontece só em relação a minha magreza. Algumas pessoas realmente não tem noção alguma de bom senso e ficam enchendo o saco com um monte de perguntas e opiniões que não dizem o menor respeito a elas.
Tem gente que gosta de debochar dos hábitos alheios. Pessoas que comentam sobre as músicas que eu ouço ou sobre os livros que leio com aquele arzinho superior, sabe? Como se eu fosse uma retardada por gostar de ter cultura. São as mesmas pessoas que riem ao saber que eu quero aprender a costurar, porque isso deve ser coisa de idiota. Pessoas que acham um absurdo eu não querer mais fazer mestrado ou doutorado, porque se eu dizia que era isso que queria e agora mudei de idéia, sou uma alienada que não sabe o que quer da vida.
Aquelas pessoas que gritam um "O QUÊ??" nervoso quando ficam sabendo que eu vou fazer outra faculdade e mudar de profissão. Que fazem questão de esquecer qualquer coisa de ruim que eu possa ter vivido para afirmar categoricamente que eu sou a pessoa mais feliz, sortuda e abençoada do universo porque vou me casar. E que dizem, é claro, que eu devo ser podre de rica para dar uma festa em comemoração à data. São as mesmas pessoas que dizem que eu sou louca quando me pegam lendo ou estudando sobre budismo.
Você conhece essas pessoas, não conhece? Tenho certeza que sim. Sei que há alguém perto de você sempre a postos para julgar, rir da sua cara e se espantar com as suas decisões. O mundo está cheio de pessoas na sala de jantar.
Eu nunca me permito afirmar que tais atitudes são "de mulher" ou "de homem", mas sou obrigada a admitir que palpitar na vida alheia sem o menor tato (e muitas vezes sem a menor intimidade ou abertura para isso) é uma atitude tipicamente feminina. Não que todas as mulheres sejam assim, mas a maioria das pessoas que é assim é mulher.
Parece que mulher nunca quer ver outra mulher feliz. Então ela, a dona-da-verdade-que-tem-sempre-uma-opinião, precisa dizer, por exemplo, o quanto é feio você estar mais magra. Se eu vou me ofender com isso? Mas é claro que não, porque a Amanda nunca se ofende com nada e todo mundo pode descer a lenha sem dó!
Como a paciência definitivamente não é uma das minhas virtudes, de hoje em diante vou dizer que estou magra porque meu laxante faz muito efeito. Que eu amo Beatles porque sou brega e maconheira, que ainda assisto Arquivo X porque sou uma nerd sem vida social e que vou fazer outra faculdade pra ver se consigo algo na vida além de marido com bom emprego.
E aí, linguaruda? Tá satisfeita agora?
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2 de abril de 2010
Dicas de utilização de banheiro feminino coletivo
Nº01 - Lembre-se de dar descarga! E certifique-se de que deu descarga suficiente para não deixar a água meio amarelada. Se quer dar pouca descarga, beba mais água! Tá que é uma privada, mas não precisa ficar com cara de "acabaram de fazer xixi em mim".
Nº02 - Todas as vezes que usar o banheiro para o número 02, há algumas coisas a conferir: a descarga foi suficiente? ficou alguma coisas nas paredinhas? É, o assunto é nojento, mas muito mais nojento que falar sobre, é chegar para fazer um xixi e encontrar o banheiro recém-defecado e pior, sujo. Crie sua técnica. Uma que funciona bem, é dar uma enrolada no banheiro, lavar as mãos, cantar uma musiquinha e depois repetir a descarga. Geralmente é tempo suficiente para dar um jeito no restante. Se não funcionar, se vire nos 30, mas não deixa provas claras de que esteve ali (o cheiro já é suficientemente denunciador).
Nº03 - Tome cuidado com a posição do papel. O pessoal joga papel no lixo como se ninguém mais fosse abrir aquele cesto sagrado. Pois é, triste a verdade, mas o próximo a abrir dará de cara com o seu papel ali, escancarado, denunciando o cocô, a mestruação e até o seu período fértil. Quer coisa mais nojenta que abrir o lixinho e dar de cara com uma melequeira dessas? Eu não fico vasculhando o lixo, mas também não pratico aremesso da privada. E mais, tomo cuidado para deixar em uma posição que esconde a minha situação.
Nº04 - Ao escovar os dentes, verique se: não deixou o espelho respingado (não precisa se enfiar no espelho para escovar os dentes, nem pra passar fio dental), se todos os resíduos da escovção foram pia abaixo e se não ficou excesso de pasta na pia.
Nº05 - Dependendo do local, tem aqueles saquinhos para colocar absorvente. Não são enfeite. Use! Evita odores desagradáveis em todo o banheiro e principalmente, depois que a gente joga o papel e fecha o lixo (pronto, agora vocês vão pensar MESMO que eu fico com a cara no lixo), mas é uma realidade sim, principalmente quando são aquelas lixeirinhas de apertar com o pé).
Nº06 - Se ficar escovando os cabelos no banheiro, recolha os fios que caírem!
Nº07 - Caso você tenha muito tempo livre e possa ficar tirando a sobrancelha no banheiro, lembre-se de passar um papelzinho sobre a pia. Entendo a proximidade com o espelho, mas não entendo a preguiça de passar um papelzinho na pia.
Nº08 - Não se esqueça JAMAIS que outra pessoa usará o banheiro depois de você. E que a faxineira está sim para limpar, mas guarde suas porquices para você.
Como tem mulher porca no mundo. Aff.
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19 de março de 2010
Intimidade clínica
É frustante ir ao ginecologista. Eu escolhi uma mulher, homem não daria certo. Tem gente que prefere homem. Mas é frustante, não é? A gente tem que ir com a cara, ser bem tratado e "rolar um clima". Não "o clima", mas os santos tem que bater, se não, não rola.
É gostoso dizer isso, mas quando a gente encontra um ou uma que dá certo, fica menos frustrante a visitinha anual. E você ainda pode dizer "a minha ginecologista disse...". Tive a sorte, encontrei uma que a gente se dá bem.
A primeira vez que entrei na sala dela, me deparei com uma estante cheia de fotos e lembrancinhas de recém-nascidos. Logo pensei "bom, muito bom, médica de família". Agora, no consultório novo, ela está mais chic, não tem mais a super estante, mas continua falando "calma, eu vou te explicar direitinho e você vai entender" quando estou com cara de apavorada, o que supera a estante colorida.
Insisto, por mais que a gente se dê bem, não tem coisa mais frustante. Eu sento, ela me faz perguntas indiscretas e me manda tirar a roupa e deitar naquela maca na posição mais desconfortável do mundo. Me aperta em todos os locais possíveis enquanto comenta assuntos que por nada na vida estariam passando pela minha cabeça. Ela coloca coisas, tira coisas e ainda pede uns exames que peloamordedeus.
A minha não acredita na minha TPM. Ela aparentemente acha que é tudo coisa da minha cabeça. Quanto a isso, eu fico um pouco insatisfeita, mas mesmo assim, o restante compensa.
E lá vamos nós, para mais uma visita constrangedora à médica da estante colorida...
É gostoso dizer isso, mas quando a gente encontra um ou uma que dá certo, fica menos frustrante a visitinha anual. E você ainda pode dizer "a minha ginecologista disse...". Tive a sorte, encontrei uma que a gente se dá bem.
A primeira vez que entrei na sala dela, me deparei com uma estante cheia de fotos e lembrancinhas de recém-nascidos. Logo pensei "bom, muito bom, médica de família". Agora, no consultório novo, ela está mais chic, não tem mais a super estante, mas continua falando "calma, eu vou te explicar direitinho e você vai entender" quando estou com cara de apavorada, o que supera a estante colorida.
Insisto, por mais que a gente se dê bem, não tem coisa mais frustante. Eu sento, ela me faz perguntas indiscretas e me manda tirar a roupa e deitar naquela maca na posição mais desconfortável do mundo. Me aperta em todos os locais possíveis enquanto comenta assuntos que por nada na vida estariam passando pela minha cabeça. Ela coloca coisas, tira coisas e ainda pede uns exames que peloamordedeus.
A minha não acredita na minha TPM. Ela aparentemente acha que é tudo coisa da minha cabeça. Quanto a isso, eu fico um pouco insatisfeita, mas mesmo assim, o restante compensa.
E lá vamos nós, para mais uma visita constrangedora à médica da estante colorida...
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8 de março de 2010
Assunto delicado
Falarei hoje sobre um assunto realmente íntimo e pessoal, que já foi tema de uma inusitada conversa entre essas autoras - e, obviamente, não chegou a lugar algum. Falarei sobre depilação. Mas não é bem isso que você está pensando, caro leitor. Falarei sobre a depilação do... ahm... bem, você sabe.
O assunto surgiu numa noite pré balada há um ano e meio, provavelmente. Três mulheres reunidas, nada para fazer além de jogar conversa fora, e eis que surge a pergunta que não quis calar: como você depila as partes traseiras?
Uma de nós disse que incluía a saída emergencial no pacote de depilação: pernas, virilha e ânus. É isso mesmo, a retirada dos pelos era feita com cera quente. Dolorido, porém suportável, e eficiente, já que a posição incômoda (pense, pense bem) demoraria um bom intervalo de tempo até ser repetida.
A outra afirmou que resolvia a questão da forma mais prática: com gilete. Talvez a tarefa delicada e perigosa devesse exigir esforço e cuidado enormes, mas dava para resolver em casa, durante o banho, e evitar uma exposição um tanto íntima demais no salão de beleza.
A última confessou que nem tinha pensado no assunto. Depilar o fiofó? Como assim? Já tem muitas partes no corpo a serem depiladas, e sinceramente, essa essa tarefa nunca tinha sido analisada como uma necessidade. Ele estava longe, não incomodava ninguém e não era alvo de preocupações desse tipo.
Embora esse assunto novamente não vá chegar a lugar algum, vou lançar a enquete: o que você faz com os pelos que nascem aonde o sol não bate? Deixa lá? Tira? Usa qual método? Não vamos fazer nenhum levantamento estatístico com as respostas de vocês, mas é bom saber que outras mentes perderão alguns minutos com essa relevante dúvida existencial.
O assunto surgiu numa noite pré balada há um ano e meio, provavelmente. Três mulheres reunidas, nada para fazer além de jogar conversa fora, e eis que surge a pergunta que não quis calar: como você depila as partes traseiras?
Uma de nós disse que incluía a saída emergencial no pacote de depilação: pernas, virilha e ânus. É isso mesmo, a retirada dos pelos era feita com cera quente. Dolorido, porém suportável, e eficiente, já que a posição incômoda (pense, pense bem) demoraria um bom intervalo de tempo até ser repetida.
A outra afirmou que resolvia a questão da forma mais prática: com gilete. Talvez a tarefa delicada e perigosa devesse exigir esforço e cuidado enormes, mas dava para resolver em casa, durante o banho, e evitar uma exposição um tanto íntima demais no salão de beleza.
A última confessou que nem tinha pensado no assunto. Depilar o fiofó? Como assim? Já tem muitas partes no corpo a serem depiladas, e sinceramente, essa essa tarefa nunca tinha sido analisada como uma necessidade. Ele estava longe, não incomodava ninguém e não era alvo de preocupações desse tipo.
Embora esse assunto novamente não vá chegar a lugar algum, vou lançar a enquete: o que você faz com os pelos que nascem aonde o sol não bate? Deixa lá? Tira? Usa qual método? Não vamos fazer nenhum levantamento estatístico com as respostas de vocês, mas é bom saber que outras mentes perderão alguns minutos com essa relevante dúvida existencial.
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4 de janeiro de 2010
Post do meu umbigo
Eu sou mais chorona do que parece. Eu amo a minha mãe de um jeito que nem existe. Eu tenho uma família maravilhosa e cheia de defeitos. Eu escondo verdades porque tenho vergonha. Eu não acreditava em inveja, mas agora sei que ela existe. Eu tenho as melhores amigas que a vida poderia ter me dado. Eu tento ser uma pessoa melhor every single day. Eu olho para a minha aliança antes de dormir e sorrio. Eu tenho um ritual para tomar banho. Eu quero aprender muito mais sobre budismo. Eu coloco a mão na barriga do meu cachorro durante a noite para ver se ele está respirando. Eu sinto muitas saudades do meu avô Orlando. Eu queria que meus olhos fossem menos tristes. Eu sofri muito mais do que se pôde notar. Eu tenho taquicardia quando penso que a minha avó vai fazer 80 anos. Eu sempre acreditei que ficaria solteira. Eu não gosto de ser bióloga. Eu fico triste de verdade quando as pessoas me esquecem. Eu acho que tenho vocação para ser psicóloga. Eu amo o meu noivo mais do que achei que seria capaz de amar alguém. Eu tenho muito orgulho do meu passado e do que eu tirei dele. Eu não paro de olhar os meus pés quando pinto as unhas de vermelho. Eu queria que existissem vampiros. Eu fui uma adolescente nerd e sozinha. Eu acordo quando entra o primeiro raio de sol pela janela. Eu queria ter coragem de dizer para as pessoas que elas me machucam. Eu gosto de tudo que é antigo. Eu queria ter nascido ruiva. Eu tenho medo de falhar como mãe. Eu não quero ganhar mais dinheiro do que preciso para pagar as contas e me divertir. Eu vou aprender a costurar para fazer um vestido lilás. Eu sempre choro quando assisto Forrest Gump. Eu realmente acredito que os Beatles previram a minha existência. Eu sei que nunca vou ver um fantasma. Eu sou forte mesmo quando estou em mil pedaços. Eu amo ser abraçada. Eu gosto de elogiar as pessoas quando elas estão bonitas. Eu penso todos os dias em todos os meus amigos. Eu adoro jogar conversa fora. Eu escrevo com o coração e às vezes me arrependo. Eu esqueço com facilidade. Eu não gosto muito de viajar. Eu me sinto burra quando penso em todos os livros que ainda quero ler. Eu gosto de não ser perfeita. Eu adoro o calor e a euforia depois de umas taças de vinho. Eu reconheço as pessoas pelo cheiro. Eu quero ir numa festa a fantasia vestida de Ziggy Stardust. Eu me esforço para não ser cruel. Eu ainda vou tatuar uma mandala. Eu gosto de alegrias veladas. Eu adoro escrever sobre o que ninguém quer saber.
Eu queria tanto encontrar
Uma pessoa como eu
A quem eu possa confessar
Alguma coisa sobre mim
Pato Fu
Eu queria tanto encontrar
Uma pessoa como eu
A quem eu possa confessar
Alguma coisa sobre mim
Pato Fu
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9 de dezembro de 2009
Querida rotina
Todo mundo diz que os relacionamentos estão fadados a cair na rotina, e talvez eles estejam mesmo, mas eu me pergunto, isso tem que ser uma coisa ruim? Talvez seja por que eu sou taurina, mas a rotina não me incomoda, ao contrário, ela me deixa mais segura, mais controlada, mais planejada. Eu tenho pelo menos 3 opções de caminho pra ir trabalhar, mas, óbvio, eu defini o melhor e vou sempre por ele, a não ser que eu acorde atrasada e precise usar o plano B. No trabalho, eu tenho toda uma rotina que me deixa mais organizada e as empresas em geral definem suas rotinas e cada funcionário tem que se adequar. Então por que as pessoas tem esse conceito padrão de que rotina é ruim?
Desde que eu comecei a namorar eu ouço coisas do tipo: Aproveita agora, por que daqui a algum tempo você vai ver... o começo é que é a fase boa, depois de 1 ano tudo desanda, vocês caem na rotina. Bom, eu não tenho muito com o que comparar, por que é a primeira vez que algum relacionamento meu dura mais de um ano (aliás, mais de 3 meses) e eu não acho muito certo comparar com relacionamentos de outras pessoas, mas eu preciso dizer que a rotina não me incomoda. Óbvio que depois de quase 1 ano e 6 meses não há como negar a existência dela, mas eu juro que acho até melhor agora. It's getting better all the time! Será que sou só eu?
Poxa, no começo tem aquela coisa avassaladora, tudo é novidade, o coração dispara por qualquer coisa, é a fase do descobrimento, mas também é a fase da dúvida, do: o que eu vou falar?, será que ele vai me ligar?, o que ele vai achar disso?, será que ele vai gostar dessa roupa?, de demorar 30 minutos pra decidir o sabor da pizza, de não saber qual filme escolher no cinema. De sorrir pra tudo, de ser simpática pros amigos dele irem com a sua cara, de conhecer a família.
Depois, você conhece tão bem a pessoa que está ao seu lado que sabe que pode falar qualquer coisa pra ela, sem medo de julgamentos, que pode escolher o seu melhor vestido ou estar descabelada e ainda de pijama às 4 da tarde e ele vai te achar linda. Que decide em 10 segundos que vocês vão pedir meia portuguesa sem ovo (porque portuguesa é minha preferida, mas ele não gosta de ovo). Que pode falar pra ele baixar aquele filme que ele tanto quer ver da internet e assistir sozinho, por que você não vai de jeito nenhum no cinema pra ver um filme nacional (odeio) e ao mesmo tempo convencer ele a parar de ver aquela série super legal pra vocês poderem assistir juntos, sabe-se lá quando, já que tem umas 3 na frente dessa. Que pode chamar o seu cunhado de sem noção ou gostar da sua sogra como se fosse sua mãe. Que os amigos dele viraram seus amigos também. Que você sorri por querer.
Eu gosto de certezas, gosto de saber que nós vamos estar juntos de sexta a domingo, mesmo que eu não saiba exatamente o que faremos. E gosto da certeza de que se a gente sair nos 3 dias, vai ser bom, mesmo que seja pros lugares que a gente sempre vai. E se a gente ficar os 3 dias trancados em casa, vai ser bom também, e nossa única grande decisão vai ser escolher um filme legal pra baixar e nossa grande briga vai ser pra decidir se vamos assistir Friends ou Prison Break e nossa grande dúvida vai ser o que comer.
E se o passar do tempo fez com o que o meu coração parasse de disparar, nunca vai me fazer deixar de sorrir quando eu recebo aquela mensagem inesperada no meio do dia.
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2 de dezembro de 2009
Just do it!
Há algum tempo o -super útil- Discovery Home and Health vem apresentando uma coluna em seus intervalos chamada "Além do Prazer", que dá dicas de todos os benefícios trazidos pela prática do sexo, sem esquecer de alertar sobre o sexo seguro. Eu achei as dicas bem interessantes e algumas até surpreendentes, então reuni estas e outras que achei na internet e trouxe aqui pra vocês numa coluna estilo Capricho:
Economize na esteticista: O sexo é um tratamento de beleza. Provas científicas demonstram que quando as mulheres fazem amor produzem maiores quantidades de hormônio estrógeno que dá brilho ao cabelo e deixa a pele tenra.
Transpire muito: Fazer amor de forma tranqüila e relaxada reduz as probabilidades de sofrer dermatites, urticárias ou granos. O suor que se produz limpa os poros e dá luminosidade para a pele.
Academia nunca mais: Fazer amor queima muitas calorias durante a cena "romântica". O sexo é um dos esportes mais seguros que se pode praticar. Estica e tonifica quase todos os músculos do corpo. Se desfruta mais que nadar 20 piscinas ,ou outro esporte que solicite equipamentos especiais.
Chega de choro: O sexo é uma cura instantânea para a depressão leve. Libera endorfinas na corrente sangüínea, produzindo uma sensação de euforia e deixa com uma sensação de bem-estar.
Conquiste ele de vez: Quanto mais sexo praticar, mais sexo vai querer. O corpo sexualmente ativo desprende maiores quantidades de feromônios. Estes sutís perfumes sexuais deixam louco o sexo oposto!
Tá Nervosa? O sexo é o tranqüilizante mais seguro do mundo. É 10 vezes mais efetivo que o Valium.
So kiss me... Beijar todos dias mantém triste o dentista. O beijo secreta saliva que limpa os restos de comida dos dentes e reduz os níveis dos ácidos causadores de cáries, e previne contra o tártaro.
Dê adeus à Neosaldina: O sexo realmente alivia as dores de cabeça . Uma sessão fazendo amor alivia a tensão que aperta os vasos sanguíneos do cérebro.
Melhor que suco de laranja: Praticar sexo de 1 a 2 vezes por semana previne gripes e resfirados. Fazer muito amor descongestiona o nariz fechado. Sexo é um anti-histamínico internacional. Ajuda a combater asma e alergias.
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2 de novembro de 2009
O casamento - parte I
Eu estou cheia de assunto e de vontade de falar sobre casamento. Sobre festa, vestido, buffet, flores, músicas, convites, bem-casados, e olha que eu nem pensei ainda na lua de mel. Mas de repente comecei a pensar sobre o casamento. Sobre aquilo que começa durante a festa e dura muito mais do que as cinco horas muito caras.
Daqui a um ano eu terei uma casa para arrumar. Terei que pensar em fazer comida, prestar atenção quando o gás estiver terminando, resolver se vou comprar galão de 10 ou 20L de água. Eu irei ao mercado para comprar comida e pasta de dentes, ao invés de Pringles e tinta de cabelo. Mesmo que eu queira sair, muitas vezes vou ficar em casa para passar roupas.
Eu vou misturar os meus livros, CDs e DVDs com outros que não conheço bem. Alguém vai mexer nas minhas temporadas de séries e eu vou ter que aprender a dividir. Também vou ter que aprender a não dar chilique quando as almofadas do sofá estiverem fora do lugar, e vou ter que ensinar que lugar de toalha molhada é no varal, e não pendurada no box (está lendo isso, MARCELO?).
Tudo vai ser diferente para sempre. Eu não vou mais voltar do trabalho e ver meus recados no Orkut, e as minhas plantações no Farmville vão secar de vez em quando. Acho que vou dormir durante os filmes que terminam tarde, porque além de ter trabalhado, eu terei cuidado da minha casa. E das minhas plantas. E depois, do meu cachorro, e um dia, de um bebê.
É um pouco apavorante. E é um caminho sem volta, porque ninguém em sã consciência pensa em divórcio quando se casa, né?! Eu confesso que tenho medo do meu travesseiro de solteira ser mais confortável, do café da minha mãe ser mais saboroso, das camisas não ficarem tão bem passadas.
Então, se vocês não se importarem, vamos falar de festa, vestido, buffet, flores, músicas, convites, bem-casados, e na lua de mel que eu nem pensei ainda?
Daqui a um ano eu terei uma casa para arrumar. Terei que pensar em fazer comida, prestar atenção quando o gás estiver terminando, resolver se vou comprar galão de 10 ou 20L de água. Eu irei ao mercado para comprar comida e pasta de dentes, ao invés de Pringles e tinta de cabelo. Mesmo que eu queira sair, muitas vezes vou ficar em casa para passar roupas.
Eu vou misturar os meus livros, CDs e DVDs com outros que não conheço bem. Alguém vai mexer nas minhas temporadas de séries e eu vou ter que aprender a dividir. Também vou ter que aprender a não dar chilique quando as almofadas do sofá estiverem fora do lugar, e vou ter que ensinar que lugar de toalha molhada é no varal, e não pendurada no box (está lendo isso, MARCELO?).
Tudo vai ser diferente para sempre. Eu não vou mais voltar do trabalho e ver meus recados no Orkut, e as minhas plantações no Farmville vão secar de vez em quando. Acho que vou dormir durante os filmes que terminam tarde, porque além de ter trabalhado, eu terei cuidado da minha casa. E das minhas plantas. E depois, do meu cachorro, e um dia, de um bebê.
É um pouco apavorante. E é um caminho sem volta, porque ninguém em sã consciência pensa em divórcio quando se casa, né?! Eu confesso que tenho medo do meu travesseiro de solteira ser mais confortável, do café da minha mãe ser mais saboroso, das camisas não ficarem tão bem passadas.
Então, se vocês não se importarem, vamos falar de festa, vestido, buffet, flores, músicas, convites, bem-casados, e na lua de mel que eu nem pensei ainda?
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30 de outubro de 2009
Amar é...
... assumir que embora eu fale inglês, preciso fazer um curso de 

inglês técnico de videogame para ajudá-lo nos jogos.

... torcer para que nossos pitchucos tenham o queixinho dele.
... dançar "Como é que eu vou embora" do Kid Abelha em lugares públicos.
... dar um sorriso todas as vezes que vou digitar "eu" e o T9 do meu celular escreve "du".
... usar a camisa feminina do Milan, presente que eu ganhei feliz já que ele é o viciado em camisas de futebol.
... acreditar que ele estava olhando para os carros e não para a menina bonita em Transformers.
... se concientizar que nossa casa e nosso salário deverão ter espaço reservado para nossos DVDs.
... achar que ele ficou uma gracinha careca, mas fazê-lo jurar que isso nunca mais vai acontecer de novo.
... achar a cama, os lençóis e o edredom dele muito mais gostosos que os meus.
... descobrir em alguém a sua melhor companhia e que juntos, são o suficiente.
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28 de outubro de 2009
Amar é...
... receber todo dia um spam do ShopTimão só porque você teve a brilhante idéia de comprar um presente lá uma vez.
... aposentar os seus moletons porque aquele que você roubou dele é bem mais confortável.
... assistir de novo todas as temporadas de Friends junto com ele.
... descobrir que existe alguém no mundo que tem o mesmo gosto diferente pra filmes (legendados) que você.
... passar a semana inteira planejando o fim de semana.
... lembrar toda vez que o Minikibe preferido dele é o de Coalhada Seca porque ele não consegue decorar.
... explicar toda semana a piada do “Mas não tem biscoito”.
... conversar mais de três vezes por dia e não ser o suficiente.
... desfrutar cada bom momento do presente e imaginar um futuro de sorrisos.
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26 de outubro de 2009
Amar é...
*Semana Especial "Amar é..."
... conviver com a possibilidade de tocar a Marcha Imperial no seu casamento.
... esperar 5 dias e mais 3 horas para compartilhar 4 horas e mais 2 dias.
... observar a "crash position" num sábado à noite. Em público.
... começar a assistir The Office para ter assunto com os amigos dele.
... ficar feliz porque existe outra pessoa no mundo que responde "definitivamente" ao invés de "sim".
... nunca mais comprar um livro sem antes garantir que ele ainda não possui.
... gastar mais em SMS do que em qualquer outra coisa.
... responder mil vezes que não, o bebê não nascerá azul se você tomar anilina durante a gravidez.
... reaprender a escrever e a receber cartas.
... descobrir que há alguém que faz você feliz de uma maneira que você não acreditava mais ser possível.

... conviver com a possibilidade de tocar a Marcha Imperial no seu casamento.
... esperar 5 dias e mais 3 horas para compartilhar 4 horas e mais 2 dias.
... observar a "crash position" num sábado à noite. Em público.
... começar a assistir The Office para ter assunto com os amigos dele.
... ficar feliz porque existe outra pessoa no mundo que responde "definitivamente" ao invés de "sim".
... nunca mais comprar um livro sem antes garantir que ele ainda não possui.
... gastar mais em SMS do que em qualquer outra coisa.
... responder mil vezes que não, o bebê não nascerá azul se você tomar anilina durante a gravidez.
... reaprender a escrever e a receber cartas.
... descobrir que há alguém que faz você feliz de uma maneira que você não acreditava mais ser possível.

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7 de outubro de 2009
Coisas de casal
Pra mim, não tem nada mais gostoso que dormir agarradinho. Eu já ouvi algumas pessoas dizendo que com o tempo enjoa, que gosta de ter o seu espaço e etc. Mas estamos firmes e fortes, há mais de um ano, nos revezando perfeitamente durante a noite: se ele vira de costas pra mim eu viro e abraço ele, quando eu canso e quero virar pro outro lado, ele vira ao mesmo tempo e me abraça. E tem aqueles momentos em que nos abraçamos simultaneamente, com o rosto colado e o ombro dele servindo como meu travesseiro. Nós nunca combinamos, mas acontece quase como em uma dança. Uma vez, minha sogra até disse: "esses dois dormem tão agarrados que parece um só na cama."
Pena que só conseguimos umas 3 noites assim por semana. Mas elas são tão revigorantes que eu descanso mais, acordo mais bem humorada e até meus sonhos são melhores. Um dia desses, ao ser acordada com beijinhos, eu abri um sorrisão:
Amor, tive um sonho tão bom...
Aé? O quê?
A gente tava em uma banheira enooormeee... dava pra se perder nela! E a gente ficou um tempão ali, conversando...
Nossa que gostoso Amor!
Depois de levantar, fazer xixi e lavar o rosto:
Nossa amor, acho que eu sonhei com o Johnny Depp!
Ahhhhh então era o Johnny Depp na banheira e não eu?!?!?
=/
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5 de outubro de 2009
Como nasce a hipocondria
A maioria concorda comigo: ir ao médico é um porre. Eu evito ao máximo, e por esse motivo costumo escutar "como alguém que trabalha na área da saúde pode ser tão negligente?". Elementar, meu caro Watson: eu to por dentro das cagadas médicas e acabo achando que posso me virar sozinha com a maioria dos sintomas.
(Pessoas, isso não é um conselho. É apenas o comentário de uma garota negligente.)
Então eu só vou ao médico quando realmente não tenho o que fazer com a minha literatura profissional. Outro dia fui ao dermatologista para tentar descobrir o que afinal faz com que a minha pele tenha uma dermatite de contato permanente e, como já disse outro dia, saí de lá arrasada com a possibilidade de ser alérgica a esmaltes e tinta de cabelo. Semana passada fiz o teste e descobri que sou alérgica a substâncias absurdas, mas que felizmente não compõem o meu arsenal de beleza.
Ainda na semana passada, passei por uma sessão de tortura ortopédica chamada eletroneuromiografia. Joga no Google que aparece. O animalzinho do técnico enfia agulhas na mão, no braço e no pescoço enquanto você força movimentos e toma choques. Pois é, tudo para descobrir se eu realmente tenho um desgaste cervical que justifique meus dedos dormentes e formigantes - se é que essa palavra existe.
Para completar, amanhã é dia da passagem pelo ginecologista. Tudo bem, é rotineiro, mas eu vou aproveitar a triste coincidência para falar sobre a suspeita de infecção urinária que estou tendo desde o sábado. Banheiro público, sabe como é...
Então, leitores, não se assustem de encontrarem comigo de colete cervical, sonda e pele descamando. Pode ser que eu esteja ficando hipocondríaca. Ou velha, se preferirem...
(Pessoas, isso não é um conselho. É apenas o comentário de uma garota negligente.)
Então eu só vou ao médico quando realmente não tenho o que fazer com a minha literatura profissional. Outro dia fui ao dermatologista para tentar descobrir o que afinal faz com que a minha pele tenha uma dermatite de contato permanente e, como já disse outro dia, saí de lá arrasada com a possibilidade de ser alérgica a esmaltes e tinta de cabelo. Semana passada fiz o teste e descobri que sou alérgica a substâncias absurdas, mas que felizmente não compõem o meu arsenal de beleza.
Ainda na semana passada, passei por uma sessão de tortura ortopédica chamada eletroneuromiografia. Joga no Google que aparece. O animalzinho do técnico enfia agulhas na mão, no braço e no pescoço enquanto você força movimentos e toma choques. Pois é, tudo para descobrir se eu realmente tenho um desgaste cervical que justifique meus dedos dormentes e formigantes - se é que essa palavra existe.
Para completar, amanhã é dia da passagem pelo ginecologista. Tudo bem, é rotineiro, mas eu vou aproveitar a triste coincidência para falar sobre a suspeita de infecção urinária que estou tendo desde o sábado. Banheiro público, sabe como é...
Então, leitores, não se assustem de encontrarem comigo de colete cervical, sonda e pele descamando. Pode ser que eu esteja ficando hipocondríaca. Ou velha, se preferirem...
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8 de setembro de 2009
No banheiro
*Post atrasado devido ao feriado.
Que nojo do banheiro daqui. Vocês podem pensar que banheiro de hospital é muito limpo, afinal o hospital em si é um lugar bem asseado. Mas o banheiro do laboratório é sujo mesmo.
E olha que é um banheiro de funcionárias, heim. Dificilmente um paciente teria acesso a esse banheiro, então as responsáveis pela sujeira só podem ser essas moçoilas que fazem os exames na bancada. Sim, as mesmas que mexem com xixi, cocô e sangue o dia inteiro. Que estão expostas a bactérias, fungos e o escambau.
Só podem ser elas que deixam o chão repleto de papel higiênico mal cortado, como se o pedaço arrancado não fosse o suficiente para limpar a bunda e pudesse ser descartado logo ali, ao lado da privada. Porque a lixeira não é uma opção. Aliás, a lixeira só é opção para jogar absorvente desenrolado, papel com sangue ou sujo de cocô. E não adianta fazer essa cara de nojo, você sabe que é verdade!
Sem falar da privada em si, né. Nem vou entrar no mérito de baixar a tampa porque eu não acredito nesse tipo de milagre. Aliás, eu tenho até medo de privada com a tampa abaixada: nunca se sabe o que tem lá dentro. Eu me pergunto que mal aflige uma pessoa que abaixa a tampa e não puxa a descarga, porque não entendo a sequência de ações. Mas então, na privada você pode encontrar algo simples como um xixizinho, algo mais complexo e consistente (às vezes) ou uma bituca de cigarro. Sim, meus caros. Há quem fume dentro do banheiro do laboratório do hospital. Não me pergunte o que esse pessoal entende de biossegurança.
Já vi sim gente sair do banheiro sem lavar as mãos. E elas voltam direto para as bancadas de análise! Não passam uma água na pia depois de escovar os dentes, escovam os dentes olhando no espelho e o deixam todo respingado de pasta, penteiam os cabelos e deixam os fios jogados na pia... é uma porqueira só.
Claro que esse padrão, infelizmente, se repete em qualquer banheiro público. Mas quem trabalha com saúde deveria ter um cuidado ainda maior, não é? De que adianta vir trabalhar toda bonitona, com o salto ecoando pelo hospital e jaleco bordadinho, se nem lavar as mãos deve saber?
Que nojo do banheiro daqui. Vocês podem pensar que banheiro de hospital é muito limpo, afinal o hospital em si é um lugar bem asseado. Mas o banheiro do laboratório é sujo mesmo.
E olha que é um banheiro de funcionárias, heim. Dificilmente um paciente teria acesso a esse banheiro, então as responsáveis pela sujeira só podem ser essas moçoilas que fazem os exames na bancada. Sim, as mesmas que mexem com xixi, cocô e sangue o dia inteiro. Que estão expostas a bactérias, fungos e o escambau.
Só podem ser elas que deixam o chão repleto de papel higiênico mal cortado, como se o pedaço arrancado não fosse o suficiente para limpar a bunda e pudesse ser descartado logo ali, ao lado da privada. Porque a lixeira não é uma opção. Aliás, a lixeira só é opção para jogar absorvente desenrolado, papel com sangue ou sujo de cocô. E não adianta fazer essa cara de nojo, você sabe que é verdade!
Sem falar da privada em si, né. Nem vou entrar no mérito de baixar a tampa porque eu não acredito nesse tipo de milagre. Aliás, eu tenho até medo de privada com a tampa abaixada: nunca se sabe o que tem lá dentro. Eu me pergunto que mal aflige uma pessoa que abaixa a tampa e não puxa a descarga, porque não entendo a sequência de ações. Mas então, na privada você pode encontrar algo simples como um xixizinho, algo mais complexo e consistente (às vezes) ou uma bituca de cigarro. Sim, meus caros. Há quem fume dentro do banheiro do laboratório do hospital. Não me pergunte o que esse pessoal entende de biossegurança.
Já vi sim gente sair do banheiro sem lavar as mãos. E elas voltam direto para as bancadas de análise! Não passam uma água na pia depois de escovar os dentes, escovam os dentes olhando no espelho e o deixam todo respingado de pasta, penteiam os cabelos e deixam os fios jogados na pia... é uma porqueira só.
Claro que esse padrão, infelizmente, se repete em qualquer banheiro público. Mas quem trabalha com saúde deveria ter um cuidado ainda maior, não é? De que adianta vir trabalhar toda bonitona, com o salto ecoando pelo hospital e jaleco bordadinho, se nem lavar as mãos deve saber?
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