Todas essas segundas que passaram eu pensei no que escrever aqui. E em todas essas segundas (ou terças, ou quintas) alguma coisa aconteceu e eu deixei o texto "pra semana que vem". Porque a proposta desse blog é escrever sobre assuntos femininos, e sendo eu mulher, poderia escrever sobre qualquer coisa que acontecesse comigo, não é? É, mas tudo o que aconteceu fez com que eu tivesse cada vez menos assuntos.
Talvez a maior verdade seja que a vida, de repente, começa a atropelar as nossas vontades e impor as suas. E aí eu compro um monte de esmaltes novos, lindos, penso em escrever alguma resenha batida sobre eles, mas no dia seguinte eu descasco as unhas lavando roupas e fim. Num outro dia eu resolvo escrever sobre amizade com mulheres. Sobre como ter amigas pode ultrapassar todos os clichês de competir e se ofender, por exemplo, e sobre como é incrível quando a gente tem a sorte de ter amigas que são apenas pessoas. E aí, no exato instante em que eu decido o assunto do texto, uma amiga minha resolve surtar loucamente e começa a disparar um monte de queixas e cobranças sobre mim. Eu fico sem entender nada e arquivo a ideia de escrever.
Ou então eu resolvo escrever um texto mais impessoal e contar nele a minha experiência com o Dekapcolor. Só que eu recebo um telefonema pouco amistoso da minha sogra. Esse telefonema poderia render posts para um ano inteiro, mas sogras só existem se a gente tiver namorado ou marido. E pelo bem do meu, eu mais uma vez deixei que a tristeza se limitasse às paredes da minha casa. Mas post, é claro, não nasceu depois disso.
Entre tantos atropelos, eu meio que desisti de blogs. Eu adorava visitar mil deles, mas agora, às vezes, eu estou lendo alguma bobagem e não vejo muito sentido naquilo. Em escrever e dar opiniões para que qualquer pessoa possa ler, interpretar como quiser e passar adiante como bem entender. E aí pode acontecer de alguém se magoar por algo que, na verdade, não foi o que você escreveu. Claro que isso sempre aconteceu, mas sabe, agora faz mais de 6 meses que eu estou sem trabalhar, meu dinheiro acabou, eu estou retomando meus projetos de pós e devo esperar meses até receber uma bolsa, voltei a estudar, não tenho carro, voltei a estar dentro de um ônibus ou metrô naquele horário em que a gente só quer estar no sofá de pijama, tenho meus pais e os problemas deles, tenho um cachorro para cuidar, tenho muita roupa para lavar e passar, tenho que cozinhar porque a dieta do Marcelo não permite comer porcarias, tenho que limpar a casa porque a faxineira vem a cada 15 dias, e tenho o fim de semana para dormir mais, ir ao mercado, ver a minha mãe e, por que não, passear um pouco. E assim como acontece com vocês, e como eu já escrevi lá em cima, sempre tem muito mais.
Eu fiquei super ansiosa desde que a C&A anunciou parceria com a Stella McCartney. Desanimei muito depois que anunciaram os preços das peças (não importa o quanto eles sejam menores do que nas coleçõe, continua não sendo para mim), mas como o meu aniversário está chegando, eu pensei em ganhar alguma peça de presente. Especialmente o macacão preto. Ai, no dia 23, eram umas 21h e eu estava na aula, quase dormindo e escrevendo com cuidado porque tinha queimado meu dedo passando roupas à tarde, com pressa, já que tive uma reunião de manhã e fiz tudo correndo. Pensei na ironia de estar lá enquanto a mulherada tinha se matado durante o dia para garantir uma peça da estilista.
Então, o que merece virar post? Atualmente, eu não saberia responder essa pergunta. Mas eu sei que é chato entrar várias vezes num blog e ver que ele não está atualizado; então, caso alguém passe por aqui, pelo menos tem uma para perder uns cinco minutos.
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28 de março de 2011
22 de outubro de 2010
A gente aprende do relacionamento
Depois de um tempo, a gente aprende que não importa quão boas as coisas pareçam ser, elas estão em constante mudança, às vezes para melhor, às vezes para pior.
Aprende que perder não é necessariamente ruim, mas diferente. E o que define a nossa vida não é a rotina, mas sim o inesperado.
Aprende que ciúme é infantilidade demais, porque a gente está exatamente com quem quer estar com a gente. E que se um quiser o outro ou não quiser ninguém, não há nada que possamos fazer.
E ainda que demore muito, a gente aprende que respeito, carinho e confiança significam muito. Mas nada é tão importante quanto o amor.
A gente aprende que o amor é um caminhão lotado de respeito, carinho e confiança.
Aprende que é fácil controlar ações, palavras, frases. E que é impossível controlar o coração.
E por mais díficil que seja olhar pra dentro e se entender, às vezes é necessário parar, se perguntar o que está acontecendo e olhar a passagem em volta e o caminho a frente.
Aprende que é necessário tomar decisões. Por mais que a gente não queira.
A gente aprende que algumas pessoas serão magoadas sem querer. E que de uma maneira ou de outra, a gente machuca para não se machucar. E a gente se perdoa porque é a única coisa que nos resta fazer.
Aprende que sim, tudo valeu a pena.
Aprende que perder não é necessariamente ruim, mas diferente. E o que define a nossa vida não é a rotina, mas sim o inesperado.
Aprende que ciúme é infantilidade demais, porque a gente está exatamente com quem quer estar com a gente. E que se um quiser o outro ou não quiser ninguém, não há nada que possamos fazer.
Aprende que a gente perde muito tempo com brigas idiotas e sem fundamento. Descobre o quanto poderia ser mais aproveitado.
A gente aprende que o amor é um caminhão lotado de respeito, carinho e confiança.
Aprende que é fácil controlar ações, palavras, frases. E que é impossível controlar o coração.
E por mais díficil que seja olhar pra dentro e se entender, às vezes é necessário parar, se perguntar o que está acontecendo e olhar a passagem em volta e o caminho a frente.
Aprende que é necessário tomar decisões. Por mais que a gente não queira.
A gente aprende que algumas pessoas serão magoadas sem querer. E que de uma maneira ou de outra, a gente machuca para não se machucar. E a gente se perdoa porque é a única coisa que nos resta fazer.
Aprende que sim, tudo valeu a pena.
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5 de julho de 2010
Cores, cores
Eu não tenho irmã, mas sempre convivi muito com a minha prima Aline. Acho que nós não somos nem um pouco parecidas - apesar de uma vez, numa balada, uma louca na fila do banheiro ter ficado impressionada com a semelhança entre nós. Talvez nós tenhamos algum formato de rosto parecido, vai saber?, mas o fato é que a Aline tem algo muito diferente de mim: os olhos mais verdes que eu já vi na vida. Sabe aquele olho de gato, verde claro, com o contorno bem pretinho? Pois é.

Eu, por outro lado, tenho olhos castanhos. Bem escuros. Comigo não tem essa gaiatice de ficar com "olhos cor de mel" na claridade. Quando o sol bate, o máximo que pode acontecer é as minhas lentes de contato ficarem mais visíveis.
Daí que durante toda a minha infância eu estive com a Aline. Lembro quando nós éramos pequenas e passávamos as férias na praia, com a minha avó. SEMPRE vinha alguém comentar como os olhos dela eram lindos. Quando não ignoravam a minha existência, completavam dizendo que eu também era bonitinha, mas de um jeito diferente. Pensando bem, pode ser que essa amabilidade toda explique a minha vocação para lidar com crianças!
Depois de crescidas, eu e a Aline viajamos, saímos juntas várias vezes, e a história se adaptou. Alguém sempre pergunta se os olhos dela são de verdade (eu já respondi que não, que ela tem olho de vidro, mas é claro que isso não ajuda na sociabilidade).

Se nossos olhos são de cores diferentes, nossos cabelos são quase da mesma cor. Castanho claro, loiro escuro, aquela cor meio indefinida. A diferença é que, enquanto a Aline resolveu ser loira, eu preferi ficar ruiva.

E a verdade é que cores diferentes chamam muito a atenção sim. É claro que as minhas madeixas cor de cobre não fazem o mesmo sucesso dos olhos verdes da minha prima, mas num país moreno, onde a maioria das mulheres que muda a cor dos cabelos opta por ser loira/com luzes, cabelo ruivo faz uma certa diferença. Eu vivi feliz minha vidinha avermelhada durante uns 10 anos, com intervalos de transição, até que um dia cansei.
Esqueci a cor natural dos meus cabelos e queria mudar de tom, mas não tenho dinheiro para frequentar salão. Então resolvi tentar deixar meu cabelo crescer inteirinho sem tingir.
Faz umas duas semanas que pintei o cabelo de castanho claro. Pra começar que eu vejo meu cabelo preto. Ficou escuro, muito escuro, e nem de longe parece a minha cor de verdade (que era meio cinza, se estou bem lembrada). Eu me sinto sem graça, totalmente apagada e pálida. Sem cor mesmo!
Mesmo tentando me manter firme na decisão de não pintar mais o cabelo, no dia seguinte à mudança eu já estava sentindo falta do meu visual colorido. Muita falta! Eu me arrependi em menos de 24 horas e agora nem saberia mais como voltar para a cor que estava antes.
Para tentar me consolar, pensei que existem várias mulheres lindas de cabelos e olhos castanhos.






E aí eu fiquei me sentindo pior ainda, né! Porque essas mulheres aí seriam lindas até carecas!

Não falei?!
Agora só me resta tentar acostumar com essa minha nova cara de minhoca. Porque é claro que dá para ser linda com olhos e cabelos castanhos, mas com essas referências acima, é realmente deprimente.

Puta mundo injusto!

Eu, por outro lado, tenho olhos castanhos. Bem escuros. Comigo não tem essa gaiatice de ficar com "olhos cor de mel" na claridade. Quando o sol bate, o máximo que pode acontecer é as minhas lentes de contato ficarem mais visíveis.
Daí que durante toda a minha infância eu estive com a Aline. Lembro quando nós éramos pequenas e passávamos as férias na praia, com a minha avó. SEMPRE vinha alguém comentar como os olhos dela eram lindos. Quando não ignoravam a minha existência, completavam dizendo que eu também era bonitinha, mas de um jeito diferente. Pensando bem, pode ser que essa amabilidade toda explique a minha vocação para lidar com crianças!
Depois de crescidas, eu e a Aline viajamos, saímos juntas várias vezes, e a história se adaptou. Alguém sempre pergunta se os olhos dela são de verdade (eu já respondi que não, que ela tem olho de vidro, mas é claro que isso não ajuda na sociabilidade).

Se nossos olhos são de cores diferentes, nossos cabelos são quase da mesma cor. Castanho claro, loiro escuro, aquela cor meio indefinida. A diferença é que, enquanto a Aline resolveu ser loira, eu preferi ficar ruiva.

E a verdade é que cores diferentes chamam muito a atenção sim. É claro que as minhas madeixas cor de cobre não fazem o mesmo sucesso dos olhos verdes da minha prima, mas num país moreno, onde a maioria das mulheres que muda a cor dos cabelos opta por ser loira/com luzes, cabelo ruivo faz uma certa diferença. Eu vivi feliz minha vidinha avermelhada durante uns 10 anos, com intervalos de transição, até que um dia cansei.
Esqueci a cor natural dos meus cabelos e queria mudar de tom, mas não tenho dinheiro para frequentar salão. Então resolvi tentar deixar meu cabelo crescer inteirinho sem tingir.
Faz umas duas semanas que pintei o cabelo de castanho claro. Pra começar que eu vejo meu cabelo preto. Ficou escuro, muito escuro, e nem de longe parece a minha cor de verdade (que era meio cinza, se estou bem lembrada). Eu me sinto sem graça, totalmente apagada e pálida. Sem cor mesmo!
Mesmo tentando me manter firme na decisão de não pintar mais o cabelo, no dia seguinte à mudança eu já estava sentindo falta do meu visual colorido. Muita falta! Eu me arrependi em menos de 24 horas e agora nem saberia mais como voltar para a cor que estava antes.
Para tentar me consolar, pensei que existem várias mulheres lindas de cabelos e olhos castanhos.






E aí eu fiquei me sentindo pior ainda, né! Porque essas mulheres aí seriam lindas até carecas!

Não falei?!
Agora só me resta tentar acostumar com essa minha nova cara de minhoca. Porque é claro que dá para ser linda com olhos e cabelos castanhos, mas com essas referências acima, é realmente deprimente.

Puta mundo injusto!
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23 de junho de 2010
Das coisas que eles não sabem
Dentre as inúmeras coisas que eles não sabem sobre nós (algumas que nós inclusive nem queremos que eles fiquem sabendo) hoje eu vou falar sobre uma especifica e essa sim pode ser discutida livremente. Um dia desses eu estava falando sobre como o anticoncepcional diminuiu meu fluxo e o naMorado pareceu bem surpreso e ficou me perguntando umas outras coisas. Então eu descobri que tudo que eles sabem sobre esse universo complexo da menstruação é que ela é muito bem vinda e recebida com sorrisos todos os meses (pelo menos da parte deles) e que nos faz ou gritar ou chorar uns dias antes (ou as duas coisas ao mesmo tempo, vai!).
Acho compreensível que eles não saibam detalhes sobre este universo complexo, já que eles não vivenciam isto todo mês. Deve ser mais ou menos como o meu receio em ter um bebê menino, já que eu não faço idéia de como limpar o coisinho dele (juro, eu tenho medo e quase morri quando vi a tia da Cindy fazendo uma massaginha pra "soltar" aquela pele nojenta). Mas tem uns dados curiosos ou engraçados que não custa nada compartilhar...
Eles acham que nós somos tipo uma torneira aberta que não cessa em momento algum. Falso. Na verdade isso é uma coisa das mais irritantes e ao mesmo tempo engraçada na menstruação. A gente passa a maior parte do dia sentada e aí todo aquele sangue fica acumulado esperando uma oportunidade pra sair. E essas oportunidades são bem específicas: quando a gente ri, quando a gente levanta e quando a gente espirra (sério, essa é a que mais me irrita). Imagina você fazendo uma dessas coisas banais e sentindo uma coisa quente escorrer no meio das suas pernas? No funny! Não é regra, mas a noite a coisa costuma parar; só que se não para é extremamente desconfortável e você tem que dormir na mesma posição a noite toda.
Dentro da água (mar e piscina) também costuma parar, o problema é pra você sair de lá depois. Por isso, um dos grande aliados é o 'absorvente interno'. Na verdade eu acho ele mágico, é muito mais higiênico e resolve o problema acima da sensação de coisa escorrendo. E não é nada pornográfico viu meninos? É bem pequenininho. Claro que na hora de sair ele triplicou de tamanho e não é a coisa mais confortável do mundo de se fazer, mais é bem rápido. E falando em absorvente, sim, tem um monte deles nas prateleiras e não, não são todos iguais e a gente não pode simplesmente "pegar qualquer um logo". É um mundo muito particular e cada mulher tem suas preferências. Primeiro você escolhe entre interno e externo, depois tem a questão da cobertura que pode ser Seca (tipo uma tela) ou Suave (tipo algodão mesmo), aí você decide se quer com ou sem abas e ainda tem uns extras como Noturno (que é maior que os outros), Ultrafino, com neutralizador de odores e etc. Além de tudo isso ainda tem os 'protetores diários' que são tipo absorventes bem pequeninhos para, bem, proteger todo dia! Também podem ser usados no final da menstruação, quando o fluxo é menor.
Sim, no começo e no final o fluxo (quantidade de sangue) costuma ser menor e o pior dia é o segundo, daqueles que se você piscar pode sair uma enxurrada de sangue, e a gente tem que ficar checando a bunda no espelho de hora em hora. Alias, os comerciais que mostram as mulheres de branco andando de bicicleta nestes dias são pura balela. Eu nunca, nunca uso roupa clara, por que a gente nunca sabe o que pode acontecer. E sinceramente? Enfia a bicicleta no c*, que eu não quero nem levantar da cadeira!
E no meio de toda essa coisa ainda tem a questão dos sintomas. Óbvio que vocês, homens, não sabem, mas às vezes o óvulo é liberado pelo ovário esquerdo e às vezes pelo direito. E os sintomas são diferentes em cada um, não sei por que, mas são. Eu não sei diferenciar em que mês foi de cada lado nem quais são os sintomas de cada lado específico. Mas tem meses em que eu sinto uma dor de cabeça muito, muito forte, bem localizada no meio da testa, em pontadas, como se tivesse alguém com uma furadeira por dentro tentando furar o osso. Isso só acontece bem na noite anterior ao dia que eu vou menstruar. Nos meses em que eu não tenho dor de cabeça, sinto cólica que pode ser até leve, mas me impede de ficar completamente reta em pé (senão dói mais), ou eu fico meio curvada pra frente ou fico com a mão pressionando o abdome (eu chamo esse de meu ovário problemático, já que prefiro a dor de cabeça). Além disso, no meu caso, comer doce intensifica a cólica, mas um chá (sem muito açucar) pode ajudar a diminuir, assim como deixar a região bem quente (famosas bolsas d'agua).
Enfim, muita coisa né? E tudo isso em um espaço de tempo de 5 dias. Então, da próxima vez que a gente estiver gritando ou chorando ou os dois ao mesmo tempo, lembrem-se de tudo que temos que passar e sejam mais compreensivos!
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9 de junho de 2010
Em defesa de Gisele
A Louis Vuitton, aquela marca que nós nunca teremos dinheiro pra comprar, lançou uma campanha com todas as suas modelos de cara limpa. Quão assustadora é essa foto? Você precisa clicar nela pra aumentar, depois coloque o zoom do seu navegador a 200% e prepare-se pra não dormir a noite. Tiraram a maquigem e só sobraram as lágrimas: todas tem olheiras roxas e cara inchada e algumas parecem ter levado um soco na boca. Juro que algumas podem ser comparadas a um quadro de Picasso. Tá vendo a penúltima da quinta fileira? Essa moça que aparenta ter tomado sol demais na laje, acreditem ou não, é a escolhida do Leonardo Di Caprio! Me diz por quê!?
Mas se tratando de modelos, acho compreensível. Parece que a indústria da moda quer as mulheres mais magras e sem expressão, para dar destaque apenas às roupas. Elas acabam virando cabides ambulantes. Estas ainda têm a desculpa de estar sem maquiagem mas o que dizer da Lara Stone? Ela é a modelo que mais faz campanhas e desfiles atualmente, desejada por todos dentro desse mundinho. E essa é a foto dela no dia do casamento:
Poxa, você espera que o dia do casamento seja quando a pessoa está mais bonita certo? E isso é tudo que ela conseguiu? O que dizer desse joelho esquelético, dessas pernas de saracura, do peito explodindo e... desse rosto? Não é por nada, mas que beleza é essa? Eu acho ela muito feia. Mas feia de doer mesmo. E isso é o melhor que a mode tem atualmente?
É por isso que quando eu ouço um dos inúmeros "A Gisele Bundchen nem é tão bonita assim" por aí, eu digo que não, que ela é extraordinariamente bonita perto das outras modelos, e que ela merece muito ser a top número 1 do mundo. E mesmo a Kate Moss, que já ocupou este posto por muito tempo, e que eu não achava nada demais, acabei descobrindo que antes de ela se acabar no sexo, drogas e rock'n'roll era bem bonita sim e que nas campanhas que fazia sempre estava linda. E as duas se garantem muito de cara lavada!
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12 de abril de 2010
We can be us, just for one day
Eu vou escrever como mulher porque não tenho como saber como pensaria um homem, mas acho que as minhas questões existenciais são inerentes a qualquer humano. Talvez mude um pouco a maneira de lidar com elas; talvez as mulheres tenham tendência a enxergar e encarar as coisas de uma forma diferente.
Na vida, nada acontece sozinho. Não dá tempo de se organizar e decidir resolver uma coisa de cada vez. Tudo vem junto, misturado, e quanto mais o tempo passa, mais urgente tudo parece ser - e menos eu sei sobre como resolver, ou como separar o que deve ser resolvido do que deve ser deixado para lá.
A minha vida profissional é uma montanha russa. Num dia parece que tudo está caminhando bem, que as oportunidades que surgem são maravilhosas e que eu devo agarrá-las. No dia seguinte, percebo que essas oportunidades não dependem só de mim e que eu posso passar muito tempo me dedicando a algo que não vai dar em nada. E então eu volto a me questionar sobre o que realmente gostaria de fazer, se eu tenho vocação para alguma coisa ou se algum dia eu vou realizar algo que faça algum sentido para mim. Isso sem nem falar sobre salário, porque aí eu precisaria dizer que tenho um monte de coisas para pagar e que nunca na vida serei promovida ou terei um aumento.
Da parte pessoal, embora eu sempre me esforce para ser prática e objetiva, fico constantemente frustrada por ver tantas coisas que fogem ao meu controle. Sinto uma falta imensa das amizades que eu tinha há pouco tempo atrás. Tenho saudades de como tudo era mais leve, de como as conversam fluíam com naturalidade, de como as discussões eram tão bobas. Saber que isso nunca mais vai voltar é bem triste. Parece que a vida vai ficando cada vez mais monótona, difícil e sem graça.
Hoje eu já me preocupo muito com os meus pais. Com o emprego deles, com o lugar onde moramos, com a qualidade de vida que eles terão ao envelhecer, e em como eu gostaria de fazê-los trabalhar menos e se divertir mais.
E tem muitas, muitas coisas. Tenho um irmão e um monte de coisas que eu queria dividir com ele, mas não sei bem como. Tenho uma família que está prestes a começar e milhares de dúvidas e receios. Tenho, como todas as pessoas, questões pendendes que volta e meia voltam a me assombrar e a me fazer duvidar do que eu sou.
Eu sei que todas as vidas são assim. Sei que todas as pessoas tem os mesmos problemas, e que só muda o lado para onde a balança pende. Sei que eu não sou a única a colocar música alta nos fones de ouvdo para espantar pensamentos ruins, que não sou a única que se esconde atrás dos óculos escuros, que não sou a única que sorri quando há milhares de caquinhos por dentro. Mas sou uma dessas pessoas, e como todas as outras, eu me perco em mim mesma. Eu tenho dúvidas, medos, e, ultimamente, uma vontade devastadora de chorar quando o despertador toca.
Eu também sei que todo mundo passa por fases na vida em que as coisas ruins parecem ser maiores do que as boas. Mas o que me preocupa é perceber que, mesmo que estejam acontecendo coisas boas para mim, continuo muito presa às ruins.
Eu nunca quis usar esse marcador "Lágrimas", mas tem dias em que é simplesmente impossível falar de maquiagem.
Na vida, nada acontece sozinho. Não dá tempo de se organizar e decidir resolver uma coisa de cada vez. Tudo vem junto, misturado, e quanto mais o tempo passa, mais urgente tudo parece ser - e menos eu sei sobre como resolver, ou como separar o que deve ser resolvido do que deve ser deixado para lá.
A minha vida profissional é uma montanha russa. Num dia parece que tudo está caminhando bem, que as oportunidades que surgem são maravilhosas e que eu devo agarrá-las. No dia seguinte, percebo que essas oportunidades não dependem só de mim e que eu posso passar muito tempo me dedicando a algo que não vai dar em nada. E então eu volto a me questionar sobre o que realmente gostaria de fazer, se eu tenho vocação para alguma coisa ou se algum dia eu vou realizar algo que faça algum sentido para mim. Isso sem nem falar sobre salário, porque aí eu precisaria dizer que tenho um monte de coisas para pagar e que nunca na vida serei promovida ou terei um aumento.
Da parte pessoal, embora eu sempre me esforce para ser prática e objetiva, fico constantemente frustrada por ver tantas coisas que fogem ao meu controle. Sinto uma falta imensa das amizades que eu tinha há pouco tempo atrás. Tenho saudades de como tudo era mais leve, de como as conversam fluíam com naturalidade, de como as discussões eram tão bobas. Saber que isso nunca mais vai voltar é bem triste. Parece que a vida vai ficando cada vez mais monótona, difícil e sem graça.
Hoje eu já me preocupo muito com os meus pais. Com o emprego deles, com o lugar onde moramos, com a qualidade de vida que eles terão ao envelhecer, e em como eu gostaria de fazê-los trabalhar menos e se divertir mais.
E tem muitas, muitas coisas. Tenho um irmão e um monte de coisas que eu queria dividir com ele, mas não sei bem como. Tenho uma família que está prestes a começar e milhares de dúvidas e receios. Tenho, como todas as pessoas, questões pendendes que volta e meia voltam a me assombrar e a me fazer duvidar do que eu sou.
Eu sei que todas as vidas são assim. Sei que todas as pessoas tem os mesmos problemas, e que só muda o lado para onde a balança pende. Sei que eu não sou a única a colocar música alta nos fones de ouvdo para espantar pensamentos ruins, que não sou a única que se esconde atrás dos óculos escuros, que não sou a única que sorri quando há milhares de caquinhos por dentro. Mas sou uma dessas pessoas, e como todas as outras, eu me perco em mim mesma. Eu tenho dúvidas, medos, e, ultimamente, uma vontade devastadora de chorar quando o despertador toca.
Eu também sei que todo mundo passa por fases na vida em que as coisas ruins parecem ser maiores do que as boas. Mas o que me preocupa é perceber que, mesmo que estejam acontecendo coisas boas para mim, continuo muito presa às ruins.
Eu nunca quis usar esse marcador "Lágrimas", mas tem dias em que é simplesmente impossível falar de maquiagem.
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5 de março de 2010
Malditos Meninos
Eu confesso que perdi as contas quantas vezes fui loucamente apaixonada e chorei enraivecidamente por meninos. Desde pequena. Talvez a culpa seja a minha cara de brava. Talvez seja a minha timidez. Ou os quilinhos a mais da pré-adolescência. Vim aqui hoje dividir com você o show de horror que foi a minha vida até 01 pessoa antes do meu relacionamento atual. Tá, não foram todos tão ruins assim.
Se você é um deles, vá ler outro blog!
É historinha, mas, divirtam-se.
Caso nº01 - O carinha da quarta-série
Caso nº02 - O amigo da amiga
Caso nº03 - O idiota do segundo ano
Caso nº04 - First Kiss
Caso nº05 - Namorado
Meu primeiro namorado gostava de mim, mas não gostava só de mim. Ele fez tudo que ele quis, me fez de idiota um monte de vezes, e me traiu todos os segundos de nosso namoro. Eu, quando lembro, ainda fico pensando 'o que foi isso?'. A outra ainda se sentia A namorada, né? Se mereciam, eu é que não sabia o que eu tava fazendo ali no meio!
Caso nº06 - Ogro
Ahhh como eu fui idiota. Se um menino fala que você fica feia de tal jeito, pra você não aparecer lá assim, é grosso com você, é idiota e aparecido e fica perguntando o que as suas amigas acham dele, não quer ir na sua casa porque diz que não tem o que fazer lá e tantas outras coisas que eu não lembro, o que você faz? Termina! Já que ele não tem coragem. Foi o que eu fiz. Terminei, chorei e segui a minha vida!
Segui todas as vezes. E tantas outras vezes que eu nem coloquei aí em cima. Um deles (que não está aí) me mostrou quanto a gente tem que seguir em frente e fazer o que tem vontade de fazer. Outros me ensinaram que não se beija em filme de comédia, que pode ser mais legal sair com as amigas que comigo, outros que nunca se pode confiar que eles não vão contar, outros que só você gostar não é o suficiente, nem só ele.
Outros, que o fim pode ser o começo.
Outros, que é melhor nem começar.
E todos me mostraram na prática que cada um segue seu caminho.
Ainda bem!
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24 de fevereiro de 2010
Desde pequenininha
Eu sempre digo que meu primeiro sonho de infância foi ser paquita, o único problema é que eu estava bem distante de ser loira (aliás, achei um absurdo quando teve paquitas morenas na última geração), não morava no Rio de Janeiro (e minha mãe não estava nem um pouco disposta a me levar até lá o que, aliás, destruiu meu segundo sonho também, que era tomar aquele café da manhã maravilhoso da Xuxa!) e não falava inglês nem espanhol (que diziam ser pré-requisitos indispensáveis das paquitas, o que nos leva a pensar que só meninas ricas eram paquitas - quem mais podia estudar inglês e espanhol nos anos 80?). Meu filme preferido da Xuxa sempre foi "Sonho de Verão", que (adivinhem!) não tem a Xuxa! Só tem as paquitas, os paquitos e o Sérginho Malandro (tem o Faustão também, mas eu ainda não passava mal ao ouvir a voz dele), mas eu demorei bastante pra sentir falta da Xuxa, por que era um filme tão alegre: tinha guerra de comida, de travesseiro, piscina, casa bagunçada, ônibus de excursão e musiquinhas das paquitas!
Recentemente, eu descobri que devia ser um saco ser paquita. Elas usavam um shorts centro peito branco que, de verdade, duplica qualquer quadril, ombreiras, uma jaqueta de veludinho de manga comprida horrores de quente e um chapéuzinho que faz o seu cabelo ficar molhado e empapuçado (e olha que o meu cabelo é fácil, imagina aqueles cabelos clareados com pura água oxigenada e sem as técnicas de alisamento de hoje em dia! Acho que o chapéu era pra esconder as raízes escuras). A única coisa legal ainda são as botas. Além disso, elas tinham que aguentar 300 pivetes endiabrados pulando e correndo e ainda sorrir! Não devia ser fácil ser paquita! Mas eu fico muito feliz por ter passado por essa experiência recentemente, mesmo que só por uma noite.
Mas o que me chamou atenção foi o que devia levar a pessoa a querer ser paquita. Por que eu queria ser paquita? Por que eu ia aparecer na tv? Por que elas era loiras, bonitas e sorridentes? (viu como eu me influenciei com as paquitas? huahauh) Por que eu só queria comer o café da manhã mesmo? Algum tempo depois eu quis ser Chiquitita. Fala sério! Elas usavam uns vestidos muito brega e a maioria era meio gordinha. No fundo, acho que as pessoas não "querem" esse tipo de coisa realmente, elas só são altamente influenciadas pela mídia, desde muito pequenas, ou, pior ainda, pelas mães, que enchem a cara de um pacotinho de 5 anos com maquiagem, cílios e até cabelos postiços!
Porque eu nunca poderia ser modelo, eu morro de vergonha de fazer poses pra mim mesma e sempre saio com a mesma cara de Buzz Lightyear e o sorriso enorme em todas as fotos (minha avó até perguntou por que eu tenho que abrir tanto a boca vendo as fotos da minha formatura). Eu nunca poderia ser cantora porque, bem, se eu cantasse bem, ainda asim eu não seria mega performática em cima do palco como a Hanna Montana. Eu nunca poderia ser miss, porque eu demorei muito pra ler o Pequeno Príncipe e nem sempre eu quero a paz mundial (atualmente eu prefiro que uma bomba caia na estação Brás). Talvez, a única coisa que eu pudesse realmente ser é atriz mexicana, porque de drama, ah, eu entendo bem!
Princesas dos baixinhos
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1 de fevereiro de 2010
Feio mesmo é ser hipócrita
Ontem eu tive uma péssima idéia (a idéia não foi exatamente minha, mas vou assumir publicamente a minha parcela de culpa). Sabendo que as lojas estão liquidando tudo, e precisando de um sapato preto para trabalhar, fui ao shopping atrás de uma promoção imperdível.

Ok, as promoções estão mesmo muito boas. Mas o que eu ignorei completamente é que eu não tenho dinheiro para comprar o maldito sapato, seja ele caro ou barato. Somando o curso que vou começar na semana que vem, o casamento e mais as continhas de todos os meses, não me sobra quase nada. Na semana passada eu ainda comprei ingresso para o show do Guns, evento esperado por mim desde o último Rock 'n Rio (no Rio), e quer saber? Estou arrependida de ter gastado dinheiro para ver uma das minhas bandas preferidas.

Se meu trabalho não é, assim, a coisa que eu mais amo nesse mundo, a compensação sempre foi o dinheiro. Eu não ganho um salário excelente, mas me acostumei a gastá-lo com o que me desse vontade. Eu pagava as continhas, guardava na poupança o dinheiro sagrado para a entrada do carro e gastava o resto. Gastava tudo, sem dó nem piedade, e sempre estava sorridente e cheia de sacolas. Pode me chamar de fútil, to nem aí.

Agora, cheia de planos e necessidades novas, minha conta bancária virou um buraco negro. O dinheiro cai lá e desaparece (será que num universo paralelo eu continuo feliz e gastona?). Aí eu fico o mês inteiro trabalhando num lugar pelo qual eu não morro de amores e, quando o mês acaba, eu nem vejo a cor do salário.

Estou detestando. Eu gosto muito de gastar dinheiro, e querem um conselho? Vocês deveriam gastar todo o dinheiro que puderem. Gastem no que quiserem: viagens, filmes, shows, roupas, jogos, carro, casa, bugigangas, teatro, restaurante, presentes. A sensação de gastar com algo prazeroso, seja o que for, é muito boa e ninguém pode negar. Pensem se vocês não ficariam mais felizes se pudessem passar as férias num lugar friozinho enquanto São Paulo está um caldeirão. Se não seriam menos cansados se só andassem de carro e nunca precisassem se espremer no ônibus lotado. Se comprassem os sapatos mais lindos e confortáveis do mundo, meninas.

Esse negócio de afirmar que dinheiro não traz felicidade é uma das maiores mentira que eu já escutei. Sem dinheiro você é feliz como? Esperando chover margaridas para cantar Age of Aquarius? Poupem-me dessa besteirada toda: vivemos numa sociedade capitalista e somos felizes quando consumimos.

Sim, isso me faria bem mais feliz!

Ok, as promoções estão mesmo muito boas. Mas o que eu ignorei completamente é que eu não tenho dinheiro para comprar o maldito sapato, seja ele caro ou barato. Somando o curso que vou começar na semana que vem, o casamento e mais as continhas de todos os meses, não me sobra quase nada. Na semana passada eu ainda comprei ingresso para o show do Guns, evento esperado por mim desde o último Rock 'n Rio (no Rio), e quer saber? Estou arrependida de ter gastado dinheiro para ver uma das minhas bandas preferidas.

Se meu trabalho não é, assim, a coisa que eu mais amo nesse mundo, a compensação sempre foi o dinheiro. Eu não ganho um salário excelente, mas me acostumei a gastá-lo com o que me desse vontade. Eu pagava as continhas, guardava na poupança o dinheiro sagrado para a entrada do carro e gastava o resto. Gastava tudo, sem dó nem piedade, e sempre estava sorridente e cheia de sacolas. Pode me chamar de fútil, to nem aí.

Agora, cheia de planos e necessidades novas, minha conta bancária virou um buraco negro. O dinheiro cai lá e desaparece (será que num universo paralelo eu continuo feliz e gastona?). Aí eu fico o mês inteiro trabalhando num lugar pelo qual eu não morro de amores e, quando o mês acaba, eu nem vejo a cor do salário.

Estou detestando. Eu gosto muito de gastar dinheiro, e querem um conselho? Vocês deveriam gastar todo o dinheiro que puderem. Gastem no que quiserem: viagens, filmes, shows, roupas, jogos, carro, casa, bugigangas, teatro, restaurante, presentes. A sensação de gastar com algo prazeroso, seja o que for, é muito boa e ninguém pode negar. Pensem se vocês não ficariam mais felizes se pudessem passar as férias num lugar friozinho enquanto São Paulo está um caldeirão. Se não seriam menos cansados se só andassem de carro e nunca precisassem se espremer no ônibus lotado. Se comprassem os sapatos mais lindos e confortáveis do mundo, meninas.

Esse negócio de afirmar que dinheiro não traz felicidade é uma das maiores mentira que eu já escutei. Sem dinheiro você é feliz como? Esperando chover margaridas para cantar Age of Aquarius? Poupem-me dessa besteirada toda: vivemos numa sociedade capitalista e somos felizes quando consumimos.

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25 de janeiro de 2010
Por um padrão impossível
Enquanto vocês se divertiam durante esse feriado paulistano, eu fiquei aqui sofrendo as consequências da maldita salada de lentilha que comi na sexta-feira. Não, eu não sou louca por salada de lentilhas. É que aqui no hospital nós não temos muitas opções alimentares: ou você se rende ao bandejão, e eu não me rendo, ou encara a lanchonete do sétimo andar, que ultimamente só serve massa meio crua e salada passada. Tem mais uma única opção de restaurante na rua, mas estava chovendo muito na sexta.
Pois bem, eu passei o fim de semana prolongado mal. Bem mal. E me lembrei que não foi a primeira vez que a comida do hospital surtiu efeito: há uns meses atrás eu tive uma ligeira indisposição que rendeu o seguinte diálogo:
Enfermeira: - Oi, Amanda, tudo bem? Como foi o fim de semana?
Eu: - Oi, Fe! Ah, foi mais ou menos... essa comida daqui me fez muito mal na sexta.
Farmacêutica: - Ih, deu GECA*?
Eu: - Pior que deu... bom jeito de passar o fim de semana, né?
Enfermeira: - Tem gente que tem sorte mesmo! Olha você, já é tão magra e ainda tem diarréia! Queria eu ter umas duas GECAs por mês!
Olha, se foi uma piada, eu perdi o tom da brincadeira. Ela queria MESMO ter diarréia para emagrecer. Não bastassem os remédios e a falta constante de almoço, ela ainda queria, desculpem-me, se desfazer em merda. E ela merece o palavreado.
A moça pesa o mesmo que eu (Como pode? Você parece tão mais magra do que eu!!) e está sempre gorda. Ela e muitas outras por aqui, aliás. Aqui todas comem pouco, malham muito, colocam silicone, fazem lipo, drenagem linfática, e, adivinhe?, estão se sentindo gordas.
Gente, vamos cair na real? Existem pessoas que NUNCA serão esqueléticas. Felizmente, porque poxa, não é bonito ser um saco de ossos. Eu, por exemplo, nunca serei gostosona. Não tenho estrutura para isso; meu pulso é minúsculo, meu anel é tamanho 11. Da mesma forma, existem milhares de mulheres com estrutura óssea grande. E elas NUNCA serão hiper magras. Por que é tão difícil se aceitar, se a graça está exatamente nas diferenças? Eu entro nesse hospital e não consigo distinguir uma médica de outra. Todas são magras e tem cabelo liso e com luzes. Só é possível ser bonita se estiver dentro do padrão branca/magra/cabelo liso? Se for loira e tiver olhos azuis, então, é certeza de ser maravilhosa?
Eu sempre fui magrela. No último ano, engordei uns 5kg que, pelo jeito, não vão mais me abandonar. Eu percebo que meu metabolismo está desacelerando conforme eu vou ficando mais velha, e é por aí que eu começo a me preocupar em ter uma alimentação mais saudável, em dormir melhor, em fazer yoga (juro que esse ano eu começo). Porque eu quero estar bem, quero ser saudável, quero envelhecer bonita. Não porque eu quero ter todos os ossos aparentes.
Eu já escrevi isso outras vezes aqui, mas repito: meninas, bonito é ser a gente mesma. É respeitar nossa natureza, nossos genes e nosso estilo de vida. Ficar de mal humor porque está em jejum e se entupir de remédio pra cagar horrores não é nada bonito.
E sem aquele papo de que "homem gosta de ter onde pegar" e "quem gosta de osso é cachorro". Com todo o respeito que tenho ao meu namorido e aos parceiros de vocês, foda-se a opinião deles. Homens não estão nem aí para o padrão de beleza. Aliás, existe padrão de beleza masculino? Nós gostamos deles magrelos, gordinhos, barrigudos, com o cabelo por cortar e a barba por fazer, com camiseta velha e calça jeans, não é? Tenho certeza que eles também gostam de nós por motivos mais nobres do que os números que a balança indica.
A cobrança é nossa, o sofrimento é nosso, e o resultado nunca é satisfatório. Então vamos plagiar a super Rita Lee, ter saúde e ser feliz.
Me cansei de lero-lero
Dá licença, mas eu vou sair do sério
Quero mais saúde
Me cansei de escutar opiniões

Você acha bonito?
SPFW 2010, imagem retirada da Folha online
*GECA: gastroenterocolite aguda, ou seja, diarréia de início abrupto, que pode ser acompanhada ou não de náuseas, vômitos, dor abdominal e febre. Se você vier trabalhar no HC, vai aprender a definir bem.
Pois bem, eu passei o fim de semana prolongado mal. Bem mal. E me lembrei que não foi a primeira vez que a comida do hospital surtiu efeito: há uns meses atrás eu tive uma ligeira indisposição que rendeu o seguinte diálogo:
Enfermeira: - Oi, Amanda, tudo bem? Como foi o fim de semana?
Eu: - Oi, Fe! Ah, foi mais ou menos... essa comida daqui me fez muito mal na sexta.
Farmacêutica: - Ih, deu GECA*?
Eu: - Pior que deu... bom jeito de passar o fim de semana, né?
Enfermeira: - Tem gente que tem sorte mesmo! Olha você, já é tão magra e ainda tem diarréia! Queria eu ter umas duas GECAs por mês!
Olha, se foi uma piada, eu perdi o tom da brincadeira. Ela queria MESMO ter diarréia para emagrecer. Não bastassem os remédios e a falta constante de almoço, ela ainda queria, desculpem-me, se desfazer em merda. E ela merece o palavreado.
A moça pesa o mesmo que eu (Como pode? Você parece tão mais magra do que eu!!) e está sempre gorda. Ela e muitas outras por aqui, aliás. Aqui todas comem pouco, malham muito, colocam silicone, fazem lipo, drenagem linfática, e, adivinhe?, estão se sentindo gordas.
Gente, vamos cair na real? Existem pessoas que NUNCA serão esqueléticas. Felizmente, porque poxa, não é bonito ser um saco de ossos. Eu, por exemplo, nunca serei gostosona. Não tenho estrutura para isso; meu pulso é minúsculo, meu anel é tamanho 11. Da mesma forma, existem milhares de mulheres com estrutura óssea grande. E elas NUNCA serão hiper magras. Por que é tão difícil se aceitar, se a graça está exatamente nas diferenças? Eu entro nesse hospital e não consigo distinguir uma médica de outra. Todas são magras e tem cabelo liso e com luzes. Só é possível ser bonita se estiver dentro do padrão branca/magra/cabelo liso? Se for loira e tiver olhos azuis, então, é certeza de ser maravilhosa?
Eu sempre fui magrela. No último ano, engordei uns 5kg que, pelo jeito, não vão mais me abandonar. Eu percebo que meu metabolismo está desacelerando conforme eu vou ficando mais velha, e é por aí que eu começo a me preocupar em ter uma alimentação mais saudável, em dormir melhor, em fazer yoga (juro que esse ano eu começo). Porque eu quero estar bem, quero ser saudável, quero envelhecer bonita. Não porque eu quero ter todos os ossos aparentes.
Eu já escrevi isso outras vezes aqui, mas repito: meninas, bonito é ser a gente mesma. É respeitar nossa natureza, nossos genes e nosso estilo de vida. Ficar de mal humor porque está em jejum e se entupir de remédio pra cagar horrores não é nada bonito.
E sem aquele papo de que "homem gosta de ter onde pegar" e "quem gosta de osso é cachorro". Com todo o respeito que tenho ao meu namorido e aos parceiros de vocês, foda-se a opinião deles. Homens não estão nem aí para o padrão de beleza. Aliás, existe padrão de beleza masculino? Nós gostamos deles magrelos, gordinhos, barrigudos, com o cabelo por cortar e a barba por fazer, com camiseta velha e calça jeans, não é? Tenho certeza que eles também gostam de nós por motivos mais nobres do que os números que a balança indica.
A cobrança é nossa, o sofrimento é nosso, e o resultado nunca é satisfatório. Então vamos plagiar a super Rita Lee, ter saúde e ser feliz.
Me cansei de lero-lero
Dá licença, mas eu vou sair do sério
Quero mais saúde
Me cansei de escutar opiniões

*GECA: gastroenterocolite aguda, ou seja, diarréia de início abrupto, que pode ser acompanhada ou não de náuseas, vômitos, dor abdominal e febre. Se você vier trabalhar no HC, vai aprender a definir bem.
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20 de janeiro de 2010
Prole - Parte 2: Expectativas
Eu tenho muitas expectativas sobre como eu gostaria que meus filhos fossem. Eu sei que isso é errado, mas é inevitável. Tem até um site bem legal em que dá pra fazer a numerologia pelo nome da criança, absurdo, eu sei, mas eu me pego lá fazendo as combinações de nomes e sobrenomes possíveis pra ver se ajuda a decidir o dilema da semana passada. Além disso, eu penso muito no signo. Eu adoraria ter uma menina aquariana ou um menino geminiano e se qualquer um fosse de touro, eu não iria reclamar.
Eu imagino crianças extremamente ativas, um pouquinho mimadas e meio respondonas. Quando eu queria colocar o nome Iáscara eu ia treinar ela pra quando disessem "que nome estranho", ela responder "o seu que é muito comum!". Agora, com o Raul, vai ter um novo treinamento: quando alguém falar "toca uma pra mim", ele vai responder "então toca você pra mim" com a mão no "pipi". Imagina um toquinho de 2 anos fazendo isso.
Eu queria que ela fizesse balé e sapateado e ele judô e futebol. Além da natação e do inglês pros dois. Mas é bem capaz de eu ter filhos preguiçosos que só queiram ver Tv. Eu realmente gostaria que eles não fossem corinthianos, não só por não gostar do corinthians, mas é que seguir o time do pai é muito clichê e eu queria que eles desafiassem isso. Aliás, eu queria mesmo que eles fossem rebeldes.
Ela podia pintar o cabelo inteiro de pink e colocar um piercing de argola no nariz e ele podia tocar guitarra ou bateria e só usar camiseta preta de banda, além de usar brinco. Mas é bem capaz que eles sejam caretas e normais: que ela goste de tudo rosa (menos o cabelo), Malhação e Boy Band e ele de Wining Eleven, gostosonas estilo Beyonce e carros. O que me consola, é que não existe a possibilidade de eles gostarem de pagode, já que só vai entrar rock na minha casa.
Eu realmente espero que eles tenham um nível aceitável de inteligência, por que eu não sei como lidar com uma pessoa que vai mal na escola (só sei zuar o meu irmão, mas acho que não seria uma boa atitude com os filhos). E eu queria que eles não fizessem escolhas óbvias de carreira, tipo medicina pra ela e engenharia pra ele.
Será que eu penso demais?
Será que eu penso demais?
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13 de janeiro de 2010
Prole - Parte 1: Nomes
Dizem que as taurinas tem um instinto materno mais aguçado. Não sei se é por isso, mas eu sempre quis ter 5 filhos, um em seguida do outro, pra ter uma casa cheia de crianças, gritaria e bagunça. Mas financeira e realisticamente eu percebi que isso não é possível. Aí eu queria ter 3. Três meninas lindas pra vestir de rosa, vestidos e babados. Já o Fê prefere ter menino, acho que por remorso das coisas que ele fez com as moças por aí e também por aquela coisa de jogar futebol e tal. Por causa disso, hoje eu me contento com um casal, mas ainda faço questão de uma menina e preferia que ela fosse a mais velha.
E, por querer ter 3 meninas, eu tinha muitos nomes de menina em mente e só um de menino que eu gostava: Eduardo. Acontece que o Fê veio mudar os meus planos de novo e disse que conhecia 10 Eduardos e blablabla. Poxa, era um nome tão lindo =( Ele queria Eric, mas eu tive uma má experiência com um Eric. Mas, por incrível, que pareça, foi muito mais fácil entrar em acordo para, não um, mas dois nomes de menino. O primeiro é Raul, de óbvia influência, e o segundo é Artur, por causa da lenda.
Já nos nomes de menina, a gente estabeleceu uma guerra: ele gosta de nome simples e eu dos mais diferentes. Iáscara nunca chegou a ser considerado por ele (eu continuo achando lindo). Eu queria Larissa, mas ele implicou por que a gente tem uma amiga com ese nome. Marcela é de travesti, Rebeca parece reboque, Clara lembra gema... ele queria Janaína, mas eu não vou colocar um nome de dona de terreiro de umbanda na minha filha! (apesar de gostar muito da música). Maria Eduarda não, por que eu não gosto de nome duplo e só Eduarda ele não gosta. Laís é muito parecido com o meu. A gente quase chegou em um acordo com Camila, que era super simples, do jeito que ele gosta e era pra ter sido o meu nome quando nasci, mas ele desistiu depois. Ainda estou pensando na possibilidade de Alice, mas só posso decidir depois que ver o filme. Mas enfim concordamos com Sofia.
Havíamos concordado. Até ele próprio me mandar a lista de nomes mais registrados no Brasil em 2009. Sofia (e Artur) é o segundo lugar. Poxa, eu não quero outras 3 pessoas com o mesmo nome da sala dela! Eu tenho pavor de nome que tem um monte de criança por aí, tipo Giovana e Isabela. Voltamos a mesma indecisão. Agora eu quero analisar os últimos nomes da lista melhor. Eu sei que ainda tem muito tempo pra eu pensar nisso. Mas só eu tenho essa necessidade imensa de ter o nome dos filhos decidido?
Fica a dica do site: http://brasil.babycenter.com/
Tem significado dos nomes, rankings pelo mundo, dicas de como escolher e outras seções pra quem já está grávida. Ah! E as gestantes criam lenquetes com as opções de nomes pros filhos pras pessoas poderem votar. Ontem eu perdi (ou ganhei) uma hora fazendo isso!
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Pais e filhos
8 de janeiro de 2010
Not Prepared.
Passei uns dias entre o Natal e o Ano Novo e os primeiros dias de 2010 sozinha. Na verdade não fiquei sozinha, fiquei com o Du, mas sozinha, eu quero dizer sem meus pais. Ou seja, tive que me virar pra comer e pra arrumar roupas.
A parte de ficar sozinha com o Du foi legal, mas a parte de não ter minha mãe por perto foi frustrante. Se antes eu valorizava o trabalho dela como mãe, dona de casa e dona-e-proprietária-de-salão-de-beleza, agora eu valorizo muito mais. Pasmem: a comida não se faz sozinha no fogão e não é por mágica que as roupas sujas aparatam e desaparatam limpas no guarda-roupa.
É óbvio que eu estou brincando, eu sei que não é assim que funciona. Pra ser bem sincera, eu comi fora todos os dias e esgotei todas as roupas limpas sem lavar nenhuma (me xinguem). Agora no final, já estava difícil fazer combinções.
O auge de tudo isso foi quando pequei um repolho na compra de coisas saudáveis para o mês (suquinhos de soja e barrinha de cereal) achando que era um.... Alface. O Du falou maior alto no mercado e eu fiquei morrendo de vergonha, estávamos no caixa quando ele disse: "Você não pegou esse repolho aí achando que era um alface né? A menos que você queria lanche com repolho". Paguei o restante das coisas light e entrei no carro chorando. Eu me senti a filha da dona de casa mais derrotada do mundo. Loooooooser. Poxa.
Por isso, é bom eu me pensar duas vezes antes de casar. Ou melhor, é bom o Du pensar duas vezes antes de casar comigo. Agora eu entendo muito mais a minha mãe. Vou levar mais a sério quando ela diz: "Você tem que ficar bem rica pra ter bastante empregada!".
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21 de dezembro de 2009
Um dia que tem que ser especial
Sabe aquela euforia saltitante que ocorre uns dias antes do Natal? Aquela alegria que dá quando se ouvem as músicas natalinas enquanto se está com os amigos tomando sorvete? A felicidade que se sente enquanto se monta a árvore e se coloca a guirlanda na porta? Aquilo que chamam de espírito natalino? Pois é, eu não sei mais.
Não que eu deteste o Natal ou algo do tipo. Eu apenas não sinto nada especial. Preferia sim que não houvesse tantas comemorações; preferia não gastar tanto dinheiro em presentes, pedir pizza ao invés de comer peru/pernil/chester e ficar na minha casa assistindo algum filme. Mas encaro as comemorações sem grandes traumas.
O Natal me deixa numa anestesia meio triste. Acho triste, afinal. Não sei o porquê. Deve ser porque é tudo tão colorido, bonito e feliz, parece que é uma obrigação ficar feliz também. Parece uma época de tapar o sol com a peneira, sei lá. Não acho muito alegre, na verdade.
O bom do Natal é que muita coisa é perdoável. Você abraça pessoas que não estiveram com você quando foi necessário e as desculpa pela ausência. Você enterra as diferenças através de papéis coloridos e sorri com sinceridade. Você se atrasa, sai mais cedo do trabalho, não tem hora para nada e está tudo certo. Porque é Natal e o mundo fica feliz.
Depois você lava a louça, recolhe os papéis rasgados, distribui as rabanadas e volta para casa de barriga cheia e coração leve. Tudo volta ao normal e a vida ressurge em sua realidade mais sem graça. Ficam as lembranças: dos filmes natalinos, dos amigos-secretos de colégio, quando se ganhava a agenda-diário do ano seguinte, da boneca esperada por tantos meses, do cheiro de assado invadindo a casa.
Enfim, é Natal. Então, feliz Natal para vocês!
It's coming on Christmas,
And they're cutting down trees
Putting up reindeer
And singing songs of joy and peace,
Oh, I wish I had a river I could skate away on
River - Joni Mitchel
Não que eu deteste o Natal ou algo do tipo. Eu apenas não sinto nada especial. Preferia sim que não houvesse tantas comemorações; preferia não gastar tanto dinheiro em presentes, pedir pizza ao invés de comer peru/pernil/chester e ficar na minha casa assistindo algum filme. Mas encaro as comemorações sem grandes traumas.
O Natal me deixa numa anestesia meio triste. Acho triste, afinal. Não sei o porquê. Deve ser porque é tudo tão colorido, bonito e feliz, parece que é uma obrigação ficar feliz também. Parece uma época de tapar o sol com a peneira, sei lá. Não acho muito alegre, na verdade.
O bom do Natal é que muita coisa é perdoável. Você abraça pessoas que não estiveram com você quando foi necessário e as desculpa pela ausência. Você enterra as diferenças através de papéis coloridos e sorri com sinceridade. Você se atrasa, sai mais cedo do trabalho, não tem hora para nada e está tudo certo. Porque é Natal e o mundo fica feliz.
Depois você lava a louça, recolhe os papéis rasgados, distribui as rabanadas e volta para casa de barriga cheia e coração leve. Tudo volta ao normal e a vida ressurge em sua realidade mais sem graça. Ficam as lembranças: dos filmes natalinos, dos amigos-secretos de colégio, quando se ganhava a agenda-diário do ano seguinte, da boneca esperada por tantos meses, do cheiro de assado invadindo a casa.
Enfim, é Natal. Então, feliz Natal para vocês!
It's coming on Christmas,
And they're cutting down trees
Putting up reindeer
And singing songs of joy and peace,
Oh, I wish I had a river I could skate away on
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11 de dezembro de 2009
De pintinhos a pezinhos tamanho 21
Quando eu era pequena, ganhei um cachorro. Se chamou Snoopy porque veio com esse nome, por mim, teria o nome do macaco do Elo Perdido, no auge do meu sucesso na época, mas sinceramente, não lembro mais o nome... Sei que ganhei um cachorro quando pedi um irmão, e isso (e os meus 6 anos de idade) fez com que eu nao cuidasse do cão tão bem assim. Ainda sim, ele foi muito bem cuidado pela minha mãe (a mãe do meu irmão) por 11 anos, quando comeu o veneno do rato.
Ainda pequena, eu tive uns 18 pintinhos. Era comum as crianças criarem pintinhos ou só eu que era uma criança sozinha e minha mãe tentava me arrumar companhia? Eram pintinhos amarelinhos, que a gente comprava na volta pra casa. Eu disse 18? Só na época do pré, deve ter sido 1 por semana. Diz a lenda e a minha mãe que alguns ela mandou pro sítio, mas pode ter certeza, pelo que me lembro, matei a maioria... O mais chocante ou que ficou mais forte na memória foi o que eu derrubei a vassoura nele. Aí eles adormeciam meios cambaleantes e no outro dia de manhã vinha a triste notícia: o pintinho foi pro galinheiro do céu. Mais choradeira, mas pintinhos! Eram todos iguais mesmo! Às vezes eu teimava em querer a codorna. Aí minha mãe comprava logo um casal pra ver se pelo menos saia uma refeição dali, né? Mas nada... Acho que elas ficavam bravas porque a gente cortava as asas e se recusavam a nos dar a cria.
Já maior, vieram os peixes. A Tata me deu o falecido Flitwick e minha avó a falecida Mafalda Fata. Depois, meu pai comprou uns peixes tão grandes pro aquário que pareciam tubarões. Aí foram para o mar do céu o peixe do meu pai (que eu não lembro o nome) e o da minha mãe (que eu também não lembro o nome), assassinados pelo meu revoltado e atualmente falecido peixe chamado Cavalo-branco. Quando fui escolher, peguei logo o maior. Aí ele era brigão, matou os outros dois na porrada (ele dava cada pancada que chegava a levantar a tampa do aquário) e morreu de tédio, porque não tinha mais com quem brigar.
Agora não tenho mais animais de estimação. Já tentei há um tempo atrás, sem sucesso. Mas o que me preocupa mesmo é: como será que é ter um filho? Porque se os desastres permanecerem, a Manuela, a Carol, a Mariana (ééé eu gosto de Mariana sim!), não duram 3 dias sob meus cuidados... Talvez um menino seja mais resistente e dure mais tempo, só talvez. Agora que o tempo está passando mais depressa, acho que tenho que ficar um pouco mais velha e mais responsável para cuidar de outra vida. Pezinhos tamanho 21 são frágeis demais para serem mal cuidados, não é mesmo? Quanta responsabilidade! Filho não é cachorro, pintinho ou peixe. Definitivamente nao é.
Mente que puxa, hoje fui comprar o presente de Natal da Bruna. Ela tem 1 ano e meio e a gente se adora! Ela é filha da solange, manicure aqui do salão. Comprei um maiô cor-de-rosa e os chinelinhos tamanho 21 também cor-de-rosa. Não me pergunte como cheguei nos pintinhos dentro daquela loja colorida cheia de miniaturas.
Ainda pequena, eu tive uns 18 pintinhos. Era comum as crianças criarem pintinhos ou só eu que era uma criança sozinha e minha mãe tentava me arrumar companhia? Eram pintinhos amarelinhos, que a gente comprava na volta pra casa. Eu disse 18? Só na época do pré, deve ter sido 1 por semana. Diz a lenda e a minha mãe que alguns ela mandou pro sítio, mas pode ter certeza, pelo que me lembro, matei a maioria... O mais chocante ou que ficou mais forte na memória foi o que eu derrubei a vassoura nele. Aí eles adormeciam meios cambaleantes e no outro dia de manhã vinha a triste notícia: o pintinho foi pro galinheiro do céu. Mais choradeira, mas pintinhos! Eram todos iguais mesmo! Às vezes eu teimava em querer a codorna. Aí minha mãe comprava logo um casal pra ver se pelo menos saia uma refeição dali, né? Mas nada... Acho que elas ficavam bravas porque a gente cortava as asas e se recusavam a nos dar a cria.
Já maior, vieram os peixes. A Tata me deu o falecido Flitwick e minha avó a falecida Mafalda Fata. Depois, meu pai comprou uns peixes tão grandes pro aquário que pareciam tubarões. Aí foram para o mar do céu o peixe do meu pai (que eu não lembro o nome) e o da minha mãe (que eu também não lembro o nome), assassinados pelo meu revoltado e atualmente falecido peixe chamado Cavalo-branco. Quando fui escolher, peguei logo o maior. Aí ele era brigão, matou os outros dois na porrada (ele dava cada pancada que chegava a levantar a tampa do aquário) e morreu de tédio, porque não tinha mais com quem brigar.
Agora não tenho mais animais de estimação. Já tentei há um tempo atrás, sem sucesso. Mas o que me preocupa mesmo é: como será que é ter um filho? Porque se os desastres permanecerem, a Manuela, a Carol, a Mariana (ééé eu gosto de Mariana sim!), não duram 3 dias sob meus cuidados... Talvez um menino seja mais resistente e dure mais tempo, só talvez. Agora que o tempo está passando mais depressa, acho que tenho que ficar um pouco mais velha e mais responsável para cuidar de outra vida. Pezinhos tamanho 21 são frágeis demais para serem mal cuidados, não é mesmo? Quanta responsabilidade! Filho não é cachorro, pintinho ou peixe. Definitivamente nao é.
Mente que puxa, hoje fui comprar o presente de Natal da Bruna. Ela tem 1 ano e meio e a gente se adora! Ela é filha da solange, manicure aqui do salão. Comprei um maiô cor-de-rosa e os chinelinhos tamanho 21 também cor-de-rosa. Não me pergunte como cheguei nos pintinhos dentro daquela loja colorida cheia de miniaturas.
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30 de novembro de 2009
Bad hair day(s)
Cabelo curto, apesar de pequeno, dá um trabalho enorme. Pelo menos para pessoas que, como eu, tem aquele cabelo que não é pato nem ganso: não é liso, não é cacheado, não tem ondas definidas, mas tem bastante volume.
(Por que eu cortei o meu mesmo?)
Aí, por mais que você assuma que virou escrava do secador, há dias em que os fios não colaboram. Mas o cabelo curto é charmosinho e aceita milhares de acessórios úteis na guerra contra o visual "virei uma ogiva nuclear", então a minha dica é: abuse deles. E vai aí a minha lista de sugestões para os vários níveis de bad hair day:
Nível 1: Minha franja me odeia
Franjas naquele comprimento que não chega atrás das orelhas me irritam profundamente (sério, por que eu cortei a minha mesmo?). Tendem a encolher, ondular, um terror! Então, quando a franja acordar mal humorada, aposte nas presilhinhas. Vale segurar só o lado rebelde ou puxar tudo para trás:



Nível 2: Ih, a franja revoltada solta da presilha!
Quando a franja se revolta, minha amiga, não tem tic tac que dê jeito. Aí, o negócio é dar cabo da maldita de uma vez só. Para isso, use tiaras! Elas seguram a franja no lugar o dia inteiro, pode acreditar:


Nível 3: Putz, meu cabelo acordou amassado e não pára no lugar...
Cabelo curto não disfarça quando dormiu de mal jeito. Como ninguém tem tempo sobrando de manhã para tentar deixar os dois lados da cabeça parecidos, junte-os para trás e seja feliz: aposte nas faixas.

Nível 4: Caramba, ali atrás também tá muito esquisito!
Quando não é só a frente do cabelo que não quer colaborar, vale apostar num acessório que chame a atenção e desvie o olhar do seu amiguinho mal agradecido. Escolha um acessório maior, mais colorido e que ocupe boa parte da cachola:

Nível 5: Ai, cacete, por que eu fui cortar o cabelo??
É, tem dias que a coisa tá feia e não tem jeito mesmo. Aí, cara colega, desencana e chuta o balde!

PS: perdoem a má qualidade das fotos! Foram feitas pelo celular e na pressa.
PS 2: ah, perdoem também a minha cara de pastel e total falta de vocação para modelo.
PS 3: e pensem bem antes de cortar o cabelo!
(Por que eu cortei o meu mesmo?)
Aí, por mais que você assuma que virou escrava do secador, há dias em que os fios não colaboram. Mas o cabelo curto é charmosinho e aceita milhares de acessórios úteis na guerra contra o visual "virei uma ogiva nuclear", então a minha dica é: abuse deles. E vai aí a minha lista de sugestões para os vários níveis de bad hair day:
Nível 1: Minha franja me odeia
Franjas naquele comprimento que não chega atrás das orelhas me irritam profundamente (sério, por que eu cortei a minha mesmo?). Tendem a encolher, ondular, um terror! Então, quando a franja acordar mal humorada, aposte nas presilhinhas. Vale segurar só o lado rebelde ou puxar tudo para trás:



Nível 2: Ih, a franja revoltada solta da presilha!
Quando a franja se revolta, minha amiga, não tem tic tac que dê jeito. Aí, o negócio é dar cabo da maldita de uma vez só. Para isso, use tiaras! Elas seguram a franja no lugar o dia inteiro, pode acreditar:


Nível 3: Putz, meu cabelo acordou amassado e não pára no lugar...
Cabelo curto não disfarça quando dormiu de mal jeito. Como ninguém tem tempo sobrando de manhã para tentar deixar os dois lados da cabeça parecidos, junte-os para trás e seja feliz: aposte nas faixas.

Nível 4: Caramba, ali atrás também tá muito esquisito!
Quando não é só a frente do cabelo que não quer colaborar, vale apostar num acessório que chame a atenção e desvie o olhar do seu amiguinho mal agradecido. Escolha um acessório maior, mais colorido e que ocupe boa parte da cachola:

Nível 5: Ai, cacete, por que eu fui cortar o cabelo??
É, tem dias que a coisa tá feia e não tem jeito mesmo. Aí, cara colega, desencana e chuta o balde!

PS: perdoem a má qualidade das fotos! Foram feitas pelo celular e na pressa.
PS 2: ah, perdoem também a minha cara de pastel e total falta de vocação para modelo.
PS 3: e pensem bem antes de cortar o cabelo!
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13 de novembro de 2009
Ser adulto não tem a menor graça.
Faço de Meredith Grey, as minhas palavras.
"Falando sério, não se deixe iludir pelos belos sapatos e pelo sexo, e pela ausência de papai e mamãe te dizendo o que fazer. Ser adulto significa responsabilidades."
E que raiva dessa tal responsabilidade.
Eu sou uma pessoa responsável e vocês?
Eu sou a pessoa que não esquece o remédio, que não chega atrasada, que não deixa pra depois, que fica até mais tarde no serviço, o quanto precisar, que econimiza pensando no futuro, que se preocupa e que lamenta todos os dias por ser tão encanada.
Porque quando eu era pequena, eu achava de verdade que crescer seria o máximo. Que a tal da menstruação seria o máximo. E que depois a faculdade e o emprego seria maximamente perfeitos e fáceis. Não tinha a menor idéia do peso que a responsabilidade tratia para minha vida. Responsabilidade por quê? Por quem? Quando?
Pra mulher, a responsabilidade é maior ainda, porque vamos ser sinceros, tenho minhas dúvidas de se a casa, os filhos não acabam sobrando um pouquinho mais pra mulherada. Só o fato de "gerar" em você já é o tal do máximo. O máximo e uma tremenda responsabilidade. Quantas vezes não ouvi os caras dizendo "é o seu filho". Então se eu me preocupo hoje, acho que ainda tem muito mais pela frente.
Por isso,
"Depois que você passa da idade de usar o aparelho e o primeiro sutiã, a responsabilidade nunca mais te deixa. Não pode ser evitada. Ou alguém nos obriga a encará-la, ou sofremos as consequências. Mesmo assim, vida adulta tem suas vantagens...
Quero dizer, os sapatos, o sexo, a ausência de papai e mamãe te dizendo o que fazer. Isso é muito legal. "
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2 de novembro de 2009
O casamento - parte I
Eu estou cheia de assunto e de vontade de falar sobre casamento. Sobre festa, vestido, buffet, flores, músicas, convites, bem-casados, e olha que eu nem pensei ainda na lua de mel. Mas de repente comecei a pensar sobre o casamento. Sobre aquilo que começa durante a festa e dura muito mais do que as cinco horas muito caras.
Daqui a um ano eu terei uma casa para arrumar. Terei que pensar em fazer comida, prestar atenção quando o gás estiver terminando, resolver se vou comprar galão de 10 ou 20L de água. Eu irei ao mercado para comprar comida e pasta de dentes, ao invés de Pringles e tinta de cabelo. Mesmo que eu queira sair, muitas vezes vou ficar em casa para passar roupas.
Eu vou misturar os meus livros, CDs e DVDs com outros que não conheço bem. Alguém vai mexer nas minhas temporadas de séries e eu vou ter que aprender a dividir. Também vou ter que aprender a não dar chilique quando as almofadas do sofá estiverem fora do lugar, e vou ter que ensinar que lugar de toalha molhada é no varal, e não pendurada no box (está lendo isso, MARCELO?).
Tudo vai ser diferente para sempre. Eu não vou mais voltar do trabalho e ver meus recados no Orkut, e as minhas plantações no Farmville vão secar de vez em quando. Acho que vou dormir durante os filmes que terminam tarde, porque além de ter trabalhado, eu terei cuidado da minha casa. E das minhas plantas. E depois, do meu cachorro, e um dia, de um bebê.
É um pouco apavorante. E é um caminho sem volta, porque ninguém em sã consciência pensa em divórcio quando se casa, né?! Eu confesso que tenho medo do meu travesseiro de solteira ser mais confortável, do café da minha mãe ser mais saboroso, das camisas não ficarem tão bem passadas.
Então, se vocês não se importarem, vamos falar de festa, vestido, buffet, flores, músicas, convites, bem-casados, e na lua de mel que eu nem pensei ainda?
Daqui a um ano eu terei uma casa para arrumar. Terei que pensar em fazer comida, prestar atenção quando o gás estiver terminando, resolver se vou comprar galão de 10 ou 20L de água. Eu irei ao mercado para comprar comida e pasta de dentes, ao invés de Pringles e tinta de cabelo. Mesmo que eu queira sair, muitas vezes vou ficar em casa para passar roupas.
Eu vou misturar os meus livros, CDs e DVDs com outros que não conheço bem. Alguém vai mexer nas minhas temporadas de séries e eu vou ter que aprender a dividir. Também vou ter que aprender a não dar chilique quando as almofadas do sofá estiverem fora do lugar, e vou ter que ensinar que lugar de toalha molhada é no varal, e não pendurada no box (está lendo isso, MARCELO?).
Tudo vai ser diferente para sempre. Eu não vou mais voltar do trabalho e ver meus recados no Orkut, e as minhas plantações no Farmville vão secar de vez em quando. Acho que vou dormir durante os filmes que terminam tarde, porque além de ter trabalhado, eu terei cuidado da minha casa. E das minhas plantas. E depois, do meu cachorro, e um dia, de um bebê.
É um pouco apavorante. E é um caminho sem volta, porque ninguém em sã consciência pensa em divórcio quando se casa, né?! Eu confesso que tenho medo do meu travesseiro de solteira ser mais confortável, do café da minha mãe ser mais saboroso, das camisas não ficarem tão bem passadas.
Então, se vocês não se importarem, vamos falar de festa, vestido, buffet, flores, músicas, convites, bem-casados, e na lua de mel que eu nem pensei ainda?
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22 de outubro de 2009
Cinema: cuidado!
No auge de nossa adolescência tínhamos um motivo a mais para ir ao cinema que não o filme. Era o local ideal para ficarmos a sós com nossos ficantes e, ainda por cima, no escuro! Passada essa fase turbulenta, as visitas ao cinema passaram a ser com o objetivo de ver o filme mesmo e podendo ter como acompanhantes amigos, amigas, irmãos ou namorados. E é aí que mora o perigo!
Não que as visitas com o namorado sejam como naquela época de adolescente, mas é costume a gente sempre deitar a cabeça no ombro deles, principalmente nos filmes mais "mimimi". E então que acontece a catástrofe: o seu brinco pode desaparecer! Simplesmente assim, ele cai da sua orelha e nunca mais é encontrado. Não, você não vai achar ele no chão, mesmo que vasculhe o lugar iluminando-o com seu celular ou até que espere as luzes se acenderem. Uma vez perdido, ele nunca mais é encontrado.
Eu, viciada em brincos, já perdi 3 da minha coleção assim, sendo 2 deles os mais bonitos que tinha. Agora, assim que entro no cinema já trato de tirar e guardar os brincos na bolsa. Fica a dica!
Não que as visitas com o namorado sejam como naquela época de adolescente, mas é costume a gente sempre deitar a cabeça no ombro deles, principalmente nos filmes mais "mimimi". E então que acontece a catástrofe: o seu brinco pode desaparecer! Simplesmente assim, ele cai da sua orelha e nunca mais é encontrado. Não, você não vai achar ele no chão, mesmo que vasculhe o lugar iluminando-o com seu celular ou até que espere as luzes se acenderem. Uma vez perdido, ele nunca mais é encontrado.
Eu, viciada em brincos, já perdi 3 da minha coleção assim, sendo 2 deles os mais bonitos que tinha. Agora, assim que entro no cinema já trato de tirar e guardar os brincos na bolsa. Fica a dica!
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21 de setembro de 2009
Urgente: mulher precisa de ajuda!
Sexta-feira fui ao dermatologista para tentar descobrir o que afinal acontece com o meu rosto. Há anos a pele fica avermelhada, ressecada e descamando, e nada além da boa e velha desonida faz com que o aspecto melhore. Só que ninguém quer passar a vida usando pomada no rosto, não é? E finalmente tomei uma atitude de mulher: procurei um médico.
O dermatologista escutou as minhas queixas, olhou meu rosto bem de perto, com uma expressão muito séria e disse: "quando chegar em casa, você vai imediatamente tirar esse esmalte. Tenho uma séria suspeita de que você tem alergia a esmaltes". Eu quase caí da cadeira, é claro. Desde os 15 anos eu faço as unhas todas as semanas, e nunca pensei que aqueles vidrinhos coloridos que eu tanto gosto pudessem ser os responsáveis pelo meu rosto sensível!
Mas a história ficou pior. O doutor acha que a alergia é decorrente de algum componente dos esmaltes... e das tintas de cabelo! Ahhh, Deus! Como eu vou sobreviver sem unhas feitas, sem cabelos pintados e sem progressiva (é, eu já coloquei tudo no balaio)? Claro que fiquei aliviada por provavelmente ter descoberto a causa das minhas alergias sem fim... mas a que custo alto, não?!
Vocês conhecem esmaltes hipoalergênicos? Existem cores bonitas? E os cabelos, pinto com henna vermelha?? O que eu faço, meninas?!
O dermatologista escutou as minhas queixas, olhou meu rosto bem de perto, com uma expressão muito séria e disse: "quando chegar em casa, você vai imediatamente tirar esse esmalte. Tenho uma séria suspeita de que você tem alergia a esmaltes". Eu quase caí da cadeira, é claro. Desde os 15 anos eu faço as unhas todas as semanas, e nunca pensei que aqueles vidrinhos coloridos que eu tanto gosto pudessem ser os responsáveis pelo meu rosto sensível!
Mas a história ficou pior. O doutor acha que a alergia é decorrente de algum componente dos esmaltes... e das tintas de cabelo! Ahhh, Deus! Como eu vou sobreviver sem unhas feitas, sem cabelos pintados e sem progressiva (é, eu já coloquei tudo no balaio)? Claro que fiquei aliviada por provavelmente ter descoberto a causa das minhas alergias sem fim... mas a que custo alto, não?!
Vocês conhecem esmaltes hipoalergênicos? Existem cores bonitas? E os cabelos, pinto com henna vermelha?? O que eu faço, meninas?!
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