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4 de janeiro de 2011

Príncipe encantado

Postado por Amanda Mirasierras na terça-feira, janeiro 04, 2011 6 comentários
Deve ter quem acredite em almas gêmeas, e esse definitivamente não é o meu caso. Certamente há muita gente que tem uma visão romântica do amor, e embora romantismo e amor pareçam estar tão ligados, também não é esse o meu caso.

Outro dia eu estava conversando com uma amiga minha e ela disse que eu tive sorte, porque há poucos caras como o Marcelo. E nessa hora eu tive que interromper e dizer que não é bem assim. Existem toneladas de homens bons nesse mundo, e nisso sim eu acredito de verdade. Acontece que, muitas vezes, a gente escolhe um parceiro pelos motivos errados. E aí, quando não dá certo, a gente acha que deu azar. Mas os motivos estavam ali, bem ao alcance dos olhos.

Eu acho que para ser feliz com alguém, a gente precisa, antes de tudo, dar chance para que as pessoas mostrem quem elas são. Mas na maioria das vezes, as pessoas já montaram o protótipo do homem ideal e saem procurando por aquele que se encaixe nos padrões estabelecidos. O Cazuza cantou seu blues da piedade "para quem não sabe amar / fica esperando alguém que caiba no seu sonho". É aí que a gente se decepciona. Ninguém vai caber naquele sonho. Quem sabe amar, ama o pacote completo.

Pode até ser que existam pessoas bonitas, inteligentes, de humor interessante, sensíveis, compreensivas e fieis, desse jeito, tudo no mesmo balaio. E pode ser que você conheça essa pessoa, e como ela reúne todos os atributos que você deseja, ela pareça ser a pessoa certa. Mas depois de um tempo, sabe-se lá por qual motivo, ela pode deixar de ser. Porque o que une as pessoas não é um amontoado de adjetivos, mas sim uma afinidade inexplicável que só vai acontecer se você deixar.

E eu também acredito que essa afinidade possa crescer na convivência e na amizade. Claro que eu não acredito em amor à primeira vista. Mas acredito que se a gente quiser ter alguém, precisa baixar a guarda e permitir que essa pessoa se aproxime e mostre a que veio. Às vezes, não dá em nada. Mas em outras vezes, aquele cara baixinho que usa camisetas engraçadas pode se mostrar a pessoa mais incrível que você já conheceu na vida.

Pode parecer que eu tive bastante sorte nos meus relacionamentos. Porque, salvo uma única exceção, eu sempre tive perto de mim pessoas muito, muito boas, que me respeitaram demais, me aceitaram como eu sou e me amaram bastante. Mas eu não acho que dei sorte. Acho que eu fui atenta o suficiente para perceber aonde estavam as minhas chances de ser feliz. E mesmo quando não deu certo, eu tinha razão: fui feliz.

Então, para quem está sozinha e acha que não há no mundo alguém que possa fazê-la feliz, eu diria para abrir os olhos ao seu redor. Devem sim existir pessoas certas para você - basta você deixar que elas se aproximem.

10 de dezembro de 2010

[drama mode on] Ser solteira

Postado por Ci na sexta-feira, dezembro 10, 2010 4 comentários
é uma grande bosta.

Eu odeio estar solteira.

Eu sei que I´m not a people-person. Mas eu gosto de estar rodeada de um pequeno círculo de pessoas queridas e saber que nesse meio eu estou segura. E o círculo vai se fechando. E dentro de cada grande círculo tem um menor, até que só tem a gente.

Quando temos alguém, tem alguém com a gente no menor círculo.

Talvez, eu tenha que ficar sozinha no meu círculo para aprender a ficar sozinha, para que então alguém possa fazer parte do meu círculo.

Não acho divertido ir para balada com os amigos casados, ir para cinema, passear, olhar para o celular e não ter pra quem ligar. Tem muita gente que ama a liberdade e que não se importa com nada disso. Pelo contrário, odeia ter alguém no pé, ligando o tempo todo. Mas quando o seu celular vira só despertador e fica 4 dias sem receber uma ligação, tem alguma coisa de errado.

Nem a Oi me manda mais mensagem =[

E você percebe que todas as milhões de coisas que você tinha pra fazer, passaram. E que você continua daquele jeito. Sozinha.
Que quando você está conversando, fazendo alguma coisa, vocês se destrai.
Mas a volta pra casa é sempre sozinha.

É por isso e muito mais que eu não gosto de estar solteira.
Muito menos sozinha.

[/drama mode off]

22 de outubro de 2010

A gente aprende do relacionamento

Postado por Ci na sexta-feira, outubro 22, 2010 3 comentários
Depois de um tempo, a gente aprende que não importa quão boas as coisas pareçam ser, elas estão em constante mudança, às vezes para melhor, às vezes para pior.

Aprende que perder não é necessariamente ruim, mas diferente. E o que define a nossa vida não é a rotina, mas sim o inesperado.

Aprende que ciúme é infantilidade demais, porque a gente está exatamente com quem quer estar com a gente. E que se um quiser o outro ou não quiser ninguém, não há nada que possamos fazer.

Aprende que a gente perde muito tempo com brigas idiotas e sem fundamento. Descobre o quanto poderia ser mais aproveitado.
E ainda que demore muito, a gente aprende que respeito, carinho e confiança significam muito. Mas nada é tão importante quanto o amor.

A gente aprende que o amor é um caminhão lotado de respeito, carinho e confiança.

Aprende que é fácil controlar ações, palavras, frases. E que é impossível controlar o coração.

E por mais díficil que seja olhar pra dentro e se entender, às vezes é necessário parar, se perguntar o que está acontecendo e olhar a passagem em volta e o caminho a frente.

Aprende que é necessário tomar decisões. Por mais que a gente não queira.

A gente aprende que algumas pessoas serão magoadas sem querer. E que de uma maneira ou de outra, a gente machuca para não se machucar. E a gente se perdoa porque é a única coisa que nos resta fazer.

Aprende que sim, tudo valeu a pena.

30 de agosto de 2010

A ex

Postado por Amanda Mirasierras na segunda-feira, agosto 30, 2010 6 comentários
A ex é um ser que ocupa grande espaço no nosso imaginário, pelos mais diversos motivos. Geralmente não damos o menor crédito para essa pessoa, e isso é uma grande bobagem. Porque se o seu namorado é super bacana e está com uma mulher incrível como você, é bem improvável que ele tenha antes namorado alguma aberração. Aliás, eu acho que devemos desconfiar desses caras que saem por aí dizendo que a ex era louca, vaca ou que fez da vida dele um inferno. Ou esse cara deve ser mentiroso, ou altamente problemático, ou não presta muito, ou - pior - você também não deve ser o melhor exemplar feminino de que se tem conhecimento.

A nossa relação com a ex passa por diversas fases. Supondo, aqui, que a ex seja uma pessoa civilizada e que tenha seguido a vida dela após o término do relacionamento (se ela é daquelas que quer ser amiguinha do seu namorado, ou se corre atrás mesmo, tá liberada para ser xingada).

A princípio, a ex é aquela pessoa meio nebulosa. Você tem curiosidade em saber como ela era, quer descobrir o que houve no fim do namoro, mas tem um certo receio de perguntar. Afinal, seu relacionamento é novo, tudo são flores, e você não quer estragar seu lindo amor com perguntas imbecis. Além disso, você é uma garota que está acima dessas bobagens, né? Então você come pelas beiradas e vive com a pulga atrás da orelha.

Depois vem a fase do escracho. A ex é feia, a ex é maluca, a ex tem amigas estranhas, a ex é uma ameba manca. Você e suas amigas passam um tempão falando mal dela, das manias dela, das histórias que você ouviu sobre ela. E você, antes tão madura, passa a ter o infeliz hábito de falar da ex para encher o saco do seu namorado. Ele ouve, ouve, ouve, and you can't get no satisfaction.

Terminado o besteirol, chega a fase do distanciamento. Porque chega um momento em que não tem mais graça falar mal de quem você nem conhece direito, e você se lembra que tem mais de 14 anos. As piadas se esgotam, o namorado fica de saco cheio, e você deixa a ex pra lá. Nesse momento, veja só, você até começa a lembrar que também tem ex! E seu namoro segue em frente, sossegado.

Depois, vem a fase do entendimento. Nessa fase, você já está namorando há um bom tempo e aquele encantamento abestalhado não existe mais. Vocês formam um casal normal, que se gosta e tem problemas. Aí, eventualmente, você se lembra da ex. Você vê o namorado fazendo cara feia para os seus programas, entra na rotina das obrigação familiares mútuas, não consegue entrar num acordo feliz sobre o destino das férias, e tudo passa a fazer sentido. E as queixas da ex, o comportamento antes tão estranho, a postura inexplicável, começa a soar um tanto familiar. A ex não era louca. Ela até tinha razão!

E se ela não fosse ex, que os deuses não me ouçam, vocês até poderiam ser boas amigas.

2 de agosto de 2010

Da fidelidade

Postado por Amanda Mirasierras na segunda-feira, agosto 02, 2010 6 comentários
"Antes ser a outra do que corna".

Quantas vezes você já ouviu uma mulher proferir essa frase? Dezenas de vezes? Centenas? Aliás, você já disse que prefere ser a outra do que ser corna? Já? Por quê?

Vamos analisar bem as duas condições? Comecemos pela corna.

Você conheceu um cara, se apaixonou e foi correspondida. Começaram um relacionamento legal, um conheceu a família do outro, criaram amigos em comum, viajaram, até que um dia algo começa a desandar e você descobre: ele tem outra. Ou teve, tanto faz. O fato é que o cara em quem você confiava, aquele que você acreditava ser a pessoa certa, com quem você fez planos, um belo dia se engraçou com outra. E você? Você, minha cara, foi vítima de uma grande sacanagem. Porque não há lei nesse mundo que obrigue uma pessoa a ficar com outra, mas é de se esperar que haja um mínimo de respeito por quem está com você. Mas,nesse caso, não houve. Você descobriu a traição. Foi terrível! Seu mundo caiu, seus sonhos terminaram, e aquele cara incrível se transformou um tremendo filho da puta.

Mas você não teve culpa alguma. Porque não há justificativa para uma traição. Aliás, acho que há uma exceção: quando seu relacionamento já está nas últimas, você se interessa por outra pessoa, sai com ela, e então resolve terminar de vez aquele namoro/casamento. Aí acho compreensível. Mas trair e continuar um relacionamento como se nada tivesse acontecido, ou pior, manter dois relacionamentos paralelos, é no mínimo um grande desvio de carater. Falta de bom senso, falta de solidariedade. É feio pra cacete!

Nesse caso, você se decepcionou com alguém que não era quem você imaginava. Mas, no fim das contas, você acabou conhecendo quem realmente essa pessoa era e se livrou de uma grande otário. E fazer o quê, não é? Bola para frente, porque felizmente há muita gente boa nesse mundo.

Agora, analisemos a outra.

Vou logo explicando a minha exceção: você não tem culpa alguma se não souber que é a outra. Se você conhece um cara, começa a sair com ele, tudo vai indo muito bem, e um belo dia o rapaz resolve dizer que é comprometido, é óbvio que você não tem culpa. Mas se você está muito ciente do estado civil do cara e mesmo assim entra na onda, bem, então eu concluo que você deve ser tão mau carater quanto ele.

Porque eu me pergunto: o que leva uma mulher a se sujeitar a ser a outra? São raríssimos os casos em que um homem sai de um relacionamento (supostamente feliz, porque dos falidos eu já tinha falado sobre) para assumir uma amante. O que uma mulher ganha em ser a outra? Em ser a sombra do relacionamento? Ganha umas saídas, umas baladas, uns motéis, e olhe lá. A oficial fica com a vida social, com a família e com as datas importantes. Uma mulher tem que se gostar muito pouco para aceitar as raspas e restos de um amor.

Há, é claro, a importantíssima questão do ego. Porque é como eu sempre digo: mulher, quando quer dar, ninguém segura. E o mundo tá cheio desse tipinho vulgar de mulher que dá em cima de qualquer um, indiscriminadamente, para testar seu poder de sedução. É o prazer de ver se dá certo. É claro que muitas vezes dá! Mas, sério, alguma mulher realmente se sente especial por ter a atenção de um filho da puta comprometido que deu bola para a primeira engraçadinha que apareceu?

E mesmo que o filho da puta comprometido dê em cima de você, que é solteira, livre e desimpedida, você sabe tão bem quanto eu que essas histórias são furadas desde o começo. Vocês vão sair algumas vezes, vão se divertir, e só. Você não ganha nada com isso. E não caia no engano de pensar que você é melhor do que a oficial, viu. Não é. Poderia ser você, poderia ser qualquer outra. Mas, nesse caso, foi você quem topou ser conivente com essa papagaiada toda.

Então, garotas, fica aqui a minha sugestão. Se nenhuma de nós tem total controle sobre os cornos, então sejamos íntegras o bastante para não nos sujeitarmos à triste categoria de ser "a outra". Seja você quem for, você merece mais. Merece um cara decente, com carater. Você merece ser a única.

Ou, no mínimo, você merece ser uma pessoa decente.

23 de julho de 2010

Minha vez

Postado por Ci na sexta-feira, julho 23, 2010 3 comentários
Minhas colegas de blog já falaram disso aqui, as duas foram bem claras e precisas, então chegou a minha vez (eu nao estou grávida, só pra constar).

Pouco importa se será menina ou menino. Se for menina, vestirá amarelo, rosa e lilás, se for menino, a festa de um aninho será toda do Palmeiras. Sim, meu filho ou filha será palmeirense! Assim como as lembrancinhas da maternidade, o enfeite da porta e o quarto. Se for menina, prometo dar um tempo com essa coisa de futebol. E espero, terá um irmão/irmã.

Não tenho grandes desejos quanto à personalidade. Quero um filho livre. Quero que ele ou ela saiba exatamente o que está fazendo aqui. Que saiba o que quer, que tenha uma personalidade forte. Quero que seja sincero, aventureiro e carinhoso. Quero que seja inteligente e ser for pra escolher entre CDF e repetente, que seja o mais nerd do mundo!

Quero que ele/ela viaje constantemente, assim como o Bob. Que tenha uma imaginação fértil e que se deixe imaginar e ser criança. Quero que tenha liberdade para chegar e falar a verdade (porque eu sempre tive isso com meus pais, mas nunca tive coragem, então, eu sei que é uma coisa mais pessoal que dos pais). Que goste de todos os tipos de música e acompanhe cada fase.

Espero que meu filho goste de alimentos saudáveis! Mas eu vou deixar que ele coma porcarias e vou comer junto com ele. Espero que ele goste especialmente de pipoca e brigadeiro. E suco de maracujá. E pizza de escarola!

Torço para que seus amigos sejam leais e durem para toda a vida. Não posso desejar muitos primos, já que ele provavelmente terá um primo só (thanks, mum=/). Então espero que ele se dê muito bem com os primos de segundo, terceiro e quarto grau (que serão muitos), porque nada é tão divertido quando a gente é criança do que brincar horrores em uma festinha e ser carregado para a casa do primo ou carregar o primo pra casa.

Gostaria muito que meus filhos praticassem esportes. Por prazer e habilidade. Se for menina, eu vou insistir (um pouquinho pelo menos) no balé. Mas independente da atividade, acho legal que ele não prefira o computador e a TV.

Se for menino e magoar as meninas vai levar uns cascudos. E se for menina e eu souber que anda dando por aí também vai. Tááá, eu sei que repreender não é a melhor solução, mas então, eu vou pedir todos os dias da minha gravidez pro papai do céu para me poupar deste infortúnio.

Não me importa a cor, os cabelos ou os olhos. E sim o carinho, a doçura e o olhar. Na verdade, pouco importa também se até lá eu já terei conseguido convencer o boyfriend de que Mariana é muito mais bonito que Manoela. Ou me convencido de que Erik é um nome muito legal e ele vai poder contar pros amigos que os pais deles gostavam muito de That '70s Show. O que importa, é olhar praquela coisinha frágil e pensar que de tudo que existem no mundo, aquela ali nos seus braços é parte de você, foi feita por você e precisa de você (pelo menos até uns 45 anos (rs!)) pra protegê-la e cuidá-la.

14 de junho de 2010

Para qualquer dia

Postado por Amanda Mirasierras na segunda-feira, junho 14, 2010 7 comentários
O Dia dos Namorados passou. Eu deveria ter escrito esse texto antes, mas assim como não precisa existir uma data certa para comemorar o estado civil, filmes podem ser vistos a qualquer momento - principalmente em dias frios como esses, em que ficar em casa encorujado é, de longe, o melhor programa a ser feito.

Ficam aqui algumas sugestões de filmes que, embora sejam bem bacanas, não são necessariamente melados ou previsíveis. Para agradar gregos, troianos, comprometidos e solteiros em geral:

Juno
Um filme que surpreendeu e acabou fazendo muito mais barulho do que era esperado. Juno é uma adolescente que engravida e encara essa situação de uma maneira muito especial e particular. Enquanto a barriga cresce e a vida muda, Juno amadurece, mas continua sendo uma menina. Além disso, só a maravilhosa trilha sonora com The Kinks, Belle & Sebastian, Sonic Youth, Cat Power e Velvet Underground, entre outros, já valeria a pena.


500 Dias com ela
O filme começa com Tom levando um fora de namorada. Então ele relembra de momentos que os dois viveram e, embora o casal seja pra lá de fofo, fica claro que cada um deles enxergava aquele relacionamento de uma maneira diferente (soa familiar para todos?). Mesmo que às custas de um certo sofrimento, Tom aprende bastante e personifica aquela máxima de que um pé na bunda serve pelo menos pra empurrar a gente pra frente.


Separados pelo casamento
Brooke e Gary tem tudo para ser um casal perfeito, mas alguma coisa desanda e os dois começam a se estranhar. Os problemas deles são exatamente os mesmos que os de todos os outros casais - eu adoro quando ela diz que quer que ele queira lavar a louça (você precisa assistir para fazer algum sentido). Entre tentativas malucas de irritar o outro, eles acabam descobrindo que o melhor caminho pode ser caminho nenhum.


Idas e vindas do amor
Várias histórias entrelaçadas são mostradas durante um Dia dos Namorados. Algumas mais comuns, outras bastante absurdas. Algumas são certo, outras não. Assim, exatamente como acontece no dia dos namorados e em todos os dias do ano, seja aonde fora. E se essa descrição não parece muito animadora, o mesmo não se pode dizer do elenco: Jessica Alba, Jamie Foxx , Jennifer Garner, Anne Hathaway, Ashton Kutcher, Queen Latifah, Shirley MacLaine e Julia Roberts, entre outros menos votados.


PS Eu te amo
Holly vive mais uma história de amor comum com Gerry, até que ele adoece e Holly fica viúva. A partir daí, ela começa a reconstruir a sua vida e relembra de tudo o que viveu com o amado. Um filme triste e lindo, que vale a pena ser visto (para os fortes, porque eu não consigo passar dos 10 primeiros minutos sem engasgar no choro).


Recomendo a todos uma passada na locadora, porque não importa se você é solteiro, namora ou é casado: segunda-feira é um dia chato para todos.

3 de maio de 2010

Sex and the City feelings

Postado por Amanda Mirasierras na segunda-feira, maio 03, 2010 4 comentários
Mariana e Gustavo começaram a estagiar no escritório de advocacia quase na mesma época. Eu me lembro da entrevista dos dois. Ela, desdo o início, muito simpática, risonha e falante. E ele muito quieto, introvertido e, porque não dizer, esquisitão (eu mesma só me lembro do seu nome por ter sido a entrevistadora).

Mas dizem por aí que o coração tem razões que a própria razão desconhece. E, sabe-se lá por qual motivo, Mariana se interessou por Gustavo. Passaram a trocar os horários dos estágios para poderem se encontrar com mais frequência. Mariana foi escalada para trabalhar na noite de ano novo, pois algumas pendências precisavam ser resolvidas com urgência. Pediu para que Gustavo fizesse companhia a ela, e ele prontamente atendeu.

Conversavam quase diariamente por telefone. Quando trabalhava até mais tarde (e ela era muito dedicada, nunca se opunha às horas extras), Mariana combinava com Gustavo de tomarem café juntos à noite. Ele esperava por ela, ela o buscava de carro e ambos tomavam café, conversavam e se divertiam de uma maneira que não posso imaginar sendo possível para o Gustavo.

Um dia, finalmente, marcaram um encontro oficial. Como os dois estudavam e trabalhavam, Gustavo voltaria para casa e esperaria a carona de Mariana. Mariana, sempre a postos no escritório, iria rapidamente para casa se arrumar e depois passaria para pegar o garoto.

Foram ao shopping e escolheram uma sessão de cinema. Assistiram ao filme juntos, e ao término da sessão, Mariana sugeriu que fossem comer alguma coisa no Joakin's, uma famosa lanchonete daqui de São Paulo. Mariana notou que Gustavo estava mais calado. Quando ele finalmente resolveu falar, disse: "eu já notei quais são as suas intenções comigo".

Mariana, sorrindo feliz e misteriosamente, respondeu evasiva: "poxa, ainda bem...". E foi a deixa para Gustavo completar: "pois saiba, então, que eu não estou pensando nessas coisas. Meu foco está todo voltado para a minha carreira. E além do mais, eu optei pela abstinência".

Mariana quase não pode acreditar naquilo. O que ele estava querendo, então? Por que tinha topado sair com ela? Por que tinha se aproximado tanto? Enquanto pensava nisso e terminava seu hamburguer morrendo de raiva, lembrou-se que ainda precisava levar o infeliz de volta para casa.

Remoeu as perguntas durante todo o trajeto, mas Gustavo permanecia mudo ao seu lado. Ao chegar em casa, o garoto saiu do carro sem grandes despedidas. Depois disso, mudou o horário do seu estágio e nunca mais falou com Mariana.

E ela, rindo enquanto me contava essa história surreal, completou: "pelo menos ele pagou a conta!".

Qualquer semelhança com a vida real terá sido mera coincidência?

5 de abril de 2010

Bloco do eu sozinho

Postado por Amanda Mirasierras na segunda-feira, abril 05, 2010 3 comentários
Não sou grande fã de Sex and the City, mas lembro de um episódio em que a Miranda faz uma cirurgia nos olhos e não pede ajuda a ninguém. Ela não admite que o próprio namorado a ajude nessa fase de cegueira temporária, e acaba cedendo só quando percebe que não vai mesmo conseguir se virar totalmente sozinha.

Embora algo assim possa parecer absurdo fora da ficção, confesso que entendo esse comportamento. Eu tenho mania de fazer tudo sozinha. Sempre tenho certeza que vou dar conta, fico sobrecarregada e acho tudo muito normal. E quando falamos de homens, então, parece que caí em São Paulo vinda diretamente de um curso de sobrevivência.

Tive que me controlar muitas vezes para não chamar o garçom ou pedir a conta quando comecei a sair com o meu namorado. E nas primeiras vezes em que ele fez o pedido, "PARA ELA, um expresso puro", a única coisa que me fez não dar a mão ao garçom e completar dizendo "eu sou ELA, muito prazer" foi aquela mágica educada do começo dos relacionamentos.

Outro exemplo? Muito cavalheiresco abrir a porta do carro, não é? Mas eu tenho duas mãos e sou capaz de abrir sozinha, muito obrigada. Sou até capaz de sentar no banco com a minha própria bunda, veja que progresso.

Embora um comportamento independente seja perfeitamente aceito entre os homens, nem sempre é visto com bons olhos quando vindo de uma mulher. Se a mulher tem pulso firme, ih, tem coisa aí. No mínimo, é mal amada. Porque mulher de verdade tem que ser delicadinha, tem que ser sensível, tem que ter aquela ponta de dependência para fazer com que o macho sempre se sinta macho. Você sabe usar ferramentas? Hum...

Eu não sei se algumas mulheres já nascem com a semente do feminismo pronta para despontar, ou se acaba sendo uma maneira de assumir a própria vida. Não sei se é algo a ser admirado ou se é apenas intimidador. Ou pode ser que crescer sabendo que meu pai queria muito que eu fosse menino fez com que eu sempre me esforçasse para fazer tudo sozinha (e melhor do que todo mundo). Sei que, ao contrário de boa parte da população feminina, as delicadezas sempre me incomodaram demais.

Ter um perfil atribuído aos homens não fez de mim a mulher mais popular do mundo - nem entre os homens e muito menos entre as mulheres. Sempre percebi os olhares atravessados e sei que não duvidaram da minha heterossexualidade porque poucas vezes estive sem namorado. Mas não é nada fácil ser assim num mundo machista.

Enquanto a maioria das mulheres precisa lutar contra uma educação cor de rosa, eu precisei entender que aceitar ajudas ou mimos não é uma prova cabal de incapacidade. Às vezes é só carinho e cuidado. Aprendi a deixar meu namorado chamar o garçom e pedir a comida que eu escolhi, aprendi a deixar que a porta do carro seja aberta e talvez um dia eu aprenda que ter o telefone da seguradora pode ser melhor do que se sujar trocando o pneu. E agora já nem me sinto tão mal por isso.

31 de março de 2010

Homens e Mulheres

Postado por Tata na quarta-feira, março 31, 2010 9 comentários
Sabe, eu costumo destacar muito as inúmeras qualidades que as mulheres no geral têm e os homens não: somos mais atenciosas, mais detalhistas, mais concentradas, temos mais visão de longo prazo e fazemos não duas, mas várias coisas ao mesmo tempo. Mas se eles têm uma vantagem garantida sobre nós, essa vantagem é que eles são muito mais simpáticos. Não sei se simpatia é a palavra certa, mas eu explico: as mulheres normalmente sentem uma aversão instantânea às outras mulheres.

Eu comecei a pensar nisso assistindo à final do Big Brother com o namorado (todo mundo tem uma desculpa esfarrapada pra assistir, né?), a grande maioria dos vencedores são homens... babacas. E o mais impressionante é que a maioria das pessoas que assistem são mulheres. Entende a contradição? O maior exemplo disso pra mim, foi quando o Alemão ganhou; o cara jurava amor por uma e pegava a outra e todo mundo achava isso lindo e super normal! Eu acho que quem deveria ter ganhado de verdade era a Íris, mas aí um monte de mulheres morreu de amores por um cara que, se fosse aquele seu colega de trabalho, você acharia um babaca. Mas sem entrar em discussões sobre a nossa sociedade machista ou outros complexos, acho que grande parte dessa escolha se deve ao fato de que mulher não simpatiza com mulher.

Não mesmo. Você tem as suas amigas e só. As outras mulheres sempre são vistas como potenciais inimigas. Quer bons exemplos? Sempre tem aquela funcionária nova da empresa que faz você se sentir ameaçada e que se fosse um cara, você nem ia ligar; sempre tem o amigo que apresenta aquela namorada insuportável, mas quando sua amiga vem com o rolo novo, você tem tendência a simpatizar; as piores inimigas na escola sempre são mulheres, porque os caras se entendem jogando futebol; os atores sempre são simpáticos e as atrizes frescas.

Numa festa, as mulheres não se enturmam com mulheres de diferentes lugares, fica sempre aquelas rodinhas com as mulheres que já se conhecem. Já os homens, esses usam qualquer desculpa pra falar com um cara que nunca viram na vida: é o futebol, um novo apetrecho tecnológico, o trabalho, a bebida, qualquer mínima semelhança e já surge um super papo que vai incorporando outros homens que também não se conheciam. E tem o exemplo mais clássico: quando você critica alguma outra mulher (aka: inimiga) por alguma atitude que ela tomou em determinada situação e quando a sua amiga faz coisa parecida, você defende, porque "ela está super certa, é totalmente diferente!"

Eu costumo dizer que se eu entrasse no Big Brother, saíria na segunda semana (sendo otimista). Porque eu sou mesmo insuportável: eu grito, faço escândalo, sou super nervosa, choro, quero tudo do meu jeito e quando sou contrariada faço bico, se acho um clip fora do lugar e eu já dou um piti, mas quando eu largo minhas coisas por aí, nem ligo, eu não sei ouvir 'não' e não admito ser criticada, sou mega teimosa, além de que, eu sempre tenho razão. Sempre. Já o Fê, eu acho mesmo que teria grandes chances de ganhar, porque ele é o social, o relax, pra ele tá tudo sempre bom, ele não encana com nada, ele quer se divertir, ele paga pra não brigar. E acho que não só entre nós dois, mas na maioria das relações por aí, é sempre assim, as mulheres são as mais neuróticas e os homens não dão grande importância às pequenas coisas.

Acho que sei por que não simpatizamos umas com as outras... pois vemos nelas os defeitos que tanto relutamos em reconhecer em nós mesmas.

5 de março de 2010

Malditos Meninos

Postado por Ci na sexta-feira, março 05, 2010 7 comentários
Eu confesso que perdi as contas quantas vezes fui loucamente apaixonada e chorei enraivecidamente por meninos. Desde pequena. Talvez a culpa seja a minha cara de brava. Talvez seja a minha timidez. Ou os quilinhos a mais da pré-adolescência. Vim aqui hoje dividir com você o show de horror que foi a minha vida até 01 pessoa antes do meu relacionamento atual. Tá, não foram todos tão ruins assim.

Se você é um deles, vá ler outro blog!

É historinha, mas, divirtam-se.

Caso nº01 - O carinha da quarta-série

Minha mãe contou pra Ana Carla que eu gostava do Danilo. Eu não lembro se eu gostava ou não do Danilo, sei que ele veio no meio do recreio, na frente de todas minhas amigas, me olhou com profundo desprezo e disse: "Eu não gosto de você". Eu era da terceira, ele da quarta. Trauma número um.

Caso nº02 - O amigo da amiga

A Dani fazia inglês com ele e se eu me lembro bem, ele se chamava Bruno. Enfim, estávamos na sexta série. Depois do maior suspense do mundo de quem é que gostava dele, resolvi contar. A Dani chamou ele na hora do intervalo e apontou pra mim. Não sei nem definir a expressão do garoto. Foi o "aham" mais sem graça que eu já vi. Nossa possível vida juntos acabou ali mesmo.

Caso nº03 - O idiota do segundo ano

Agora os nomes vão ficando mais complicados... A teacher de inglês levou o meu bilhetinho de oitava série para o garoto do segundo ano. Teve uma resposta!!! Aí sim!!! "É coisa de idade, daqui a pouco passa". Ahhhhhhhhh P*to. Me humilhei e ele arghhhhh! Mas ele estava certo! Passou pra nunca mais!

Caso nº04 - First Kiss

Não sei nem descrever como foi meu primeiro beijo. Eu estava tão nervosa que não lembro como me senti. Mas eu gostava dele... E no dia seguinte ele chegou na escola chorando porque achava que ainda gostava da ex-namorada. Huptf. Não foi dessa vez. Isso sim que marcou!

Caso nº05 - Namorado

Meu primeiro namorado gostava de mim, mas não gostava só de mim. Ele fez tudo que ele quis, me fez de idiota um monte de vezes, e me traiu todos os segundos de nosso namoro. Eu, quando lembro, ainda fico pensando 'o que foi isso?'. A outra ainda se sentia A namorada, né? Se mereciam, eu é que não sabia o que eu tava fazendo ali no meio!

Caso nº06 - Ogro

Ahhh como eu fui idiota. Se um menino fala que você fica feia de tal jeito, pra você não aparecer lá assim, é grosso com você, é idiota e aparecido e fica perguntando o que as suas amigas acham dele, não quer ir na sua casa porque diz que não tem o que fazer lá e tantas outras coisas que eu não lembro, o que você faz? Termina! Já que ele não tem coragem. Foi o que eu fiz. Terminei, chorei e segui a minha vida!

Segui todas as vezes. E tantas outras vezes que eu nem coloquei aí em cima. Um deles (que não está aí) me mostrou quanto a gente tem que seguir em frente e fazer o que tem vontade de fazer. Outros me ensinaram que não se beija em filme de comédia, que pode ser mais legal sair com as amigas que comigo, outros que nunca se pode confiar que eles não vão contar, outros que só você gostar não é o suficiente, nem só ele.
Outros, que o fim pode ser o começo.
Outros, que é melhor nem começar.
E todos me mostraram na prática que cada um segue seu caminho.
Ainda bem!

26 de fevereiro de 2010

Amigos-amigos

Postado por Ci na sexta-feira, fevereiro 26, 2010 3 comentários
Não sei se sou normal, mas eu sempre preciso dividir minhas coisas em categorias. E eu vivo me questionando qual é realmente a função de um amigo. Seria "apoir em todos os momentos", "estar lá quando ninguém mais está", "falar umas verdades quando é necessário"? Tudo isso junto? Só isso? Amizade de verdade é amor, não né? Ou caem em categorias diferentes? Porque se é amor, é diícil de entender e explicar. Simplesmente é. Depende dos valores de cada um e por isso a gente acaba ficando mais próximos das pessoas mais parecidas com a gente... Ou não. Bom, eu vim aqui contar pra vocês que eu classifico como...

"Colegas"
Colega é uma palavra que eu não gosto. Nunca falei "o meu colega". Colegas são pessoas que estão ali por estar, que não fedem e nem cheiram. Que taparam os buracos das cadeiras vizinhas no colégio, das cadeiras em volta de você no trabalho. São... colegas. Nada mais triste que ser um colega. Quando me perguntavam "quem é ela?" eu respondia "uma menina da minha sala". Colega, nunca. Talvez por isso não tenho "amigos", não tenho colegas.

"Amigos da vez"
Amigos da vez são pessoas pelas quais tenho um carinho imenso. São pessoas que se fizeram inportante ou que eu gostei muito de ter conhecido e até trocado confidências. São amigos que abriram seus baús em mim e que eu jamais esquecerei. Mas... São pessoas que gostamos de verdade, que são importantes, mas que acabam passando. O tempo vem e as rotinas mudam. Os amigos seguem seus caminhos e eu sigo sozinha o meu. Tenho um bocado deles. Na escola, no Camargo, no inglês, na faculdade, em outros serviços e agora, tenho os meus amigos da vez, assim como eles têm os amigos da vez deles. E só o tempo dirá quando um amigo da vez se tornará um...

"Amigo-amigo"
Esses entram na classificação que não existe como descrever. São as pessoas com as quais sofremos, rimos, xingamos e temos certeza. São as pessoas que podemos ficar uns dias ou um tempão sem conversar, sabemos sempre de tudo. Olhares são suficientes. Gostos, comentários e caretas. Cabem geralmente em uma única mão. São nossa família. São as pessoas da qual esperamos. Como eu disse, é tanto, que eu nem sei definir.

22 de fevereiro de 2010

Antes só

Postado por Amanda Mirasierras na segunda-feira, fevereiro 22, 2010 4 comentários
O que é mais importante num relacionamento?

Cada pessoa espera algo diferente de uma relação. Companhia, fidelidade, conversas, sonhos, viagens, cada um coloca numa escala própria de importância. Mas acredito que acima de tudo venha o amor e o respeito. Você pode estar com alguém que não goste muito de sair, não seja de grandes conversas ou não tenha tato para fazer planos. Mas você pode estar com alguém que não ama? Ou com alguém que não te respeita?

Tem uma moça que trabalha comigo e está noiva. Ela me disse, com todas as letras, que não ama seu noivo. Mas que sabe que ele será um bom marido, um bom pai, e que acredita que não encontrará alguém mais apto. Tudo bem, eu sei que apenas amor não faz com que um relacionamento dure, mas ele precisa estar lá, não é? Se já é difícil enfrentar todas as dificuldades com amor, imagine sem? Sem amor, desde o começo? Sem a menor perspectiva de que ele exista?

E como ficar com alguém que não te respeita? Tenho uma amiga que passa por essa situação. O namorado dela já fez com que ela passasse vergonha em frente à família, já brigou com ela publicamente em ocasiões importantes, grita com ela quando os amigos estão perto. Exige coisas absurdas, tem um passado meio nebuloso, tem ataques de raiva e indícios de violência. Mesmo que exista amor, nesse caso, é de alguma forma saudável ficar com alguém que te entristece? Que tira, ao invés de somar? Que traz problemas, dores de cabeça, preocupações?

Eu sei que a vida acompanhada é melhor. Mas qual o problema em estar sozinha? Eu não tinha a menor expectativa de ter alguém ao meu lado, e comecei a fazer meus planos e construir a minha vida com meus próprios pés. Se eu sou jovem, saudável, tenho um mundo inteiro diante de mim e todas as possibilidades, não vou optar por algo pela metade. Porque se for para ter alguém, que seja por inteiro. Para ser mais, para ser melhor e maior.

Não entendo como algumas mulheres permitem que os homens errados tomem tanta importância em suas vidas. E são mulheres bonitas, inteligentes, cheias de opções. Elas estão optando por isso. Será medo da solidão? Medo do que a sociedade pode dizer de uma mulher independente? Será medo?

Eu não compreendo. Mas torço para que elas compreendam.

10 de fevereiro de 2010

Mas você não usa aliança!

Postado por Tata na quarta-feira, fevereiro 10, 2010 10 comentários
Quando: Quinta feira, 8h30 da manhã.
Onde: Estação República do metrô,
O quê: A cena mais bizarra que eu já vi.

Oi...
[Olhar de "te conheço?"]
Eu sou o Henrique, eu tava atrás de você no metrô.
[Pausa pra especificar quantas pessoas estavam atrás de mim no metrô: eu entrei no Tatuapé, após esperar 2 trens e tinha mais duas pessoas atrás de mim, bem na porta, juro que não cabia mais ninguém, mesmo assim, entraram mais 10 no Brás e eu achei, de verdade, que fosse morrer esmagada.]
Então, eu trabalho na empresa "Blablabla". Conhece?
[Faço que não com a cabeça]
Fica em frente ao Bar Brahma, antes era na Paulista, aí mudou, eu não gostei muito, na verdade, ninguém gostou. Mas tem uma filial em Pinheiros e eu vou tentar mudar pra lá.
[Olho com cara de "essa conversa tem alguma finalidade?"]
Então... eu vi que você não usa aliança. Você pode me dar seu telefone?
NÃO! Eu tenho namorado.
Mas você não usa aliança.
[olhar de desprezo total]
[silêncio constrangedor durante toda a escada rolante]
Então tá bom, tchau!

Eu não sei que parte da história é a pior. O cara achou mesmo que cantar alguém logo cedo, no metrô, poderia dar certo? Eu fico me perguntando se alguém já deu bola pra ele assim. Por que ele me contou a vida profissional inteira dele se eu não tinha dito ao menos uma palavra? O pior foi ter que aguentar a cara de desconfiado dele, achando que eu estava mentindo sobre ter namorado. Mas depois do meu mal humor matinal, eu até ri e fiquei com dó, pois deu pra perceber que ele estava muito nervoso!

Mas o que eu acho mais estranho é esse negócio da aliança. Desde quando é obrigatório usar aliança quando se está namorando? Não sei quem inventou essa moda, mas, que eu saiba, aliança mesmo é só de casamento. (E a minha não vai ser dourada!) Eu confesso que já usei, mas não porque eu tinha vontade. Na verdade, eu não tinha uma opinião formada sobre isso, nunca havia pensado, aí ganhei e acabei colocando. Parece que as pessoas tem uma necessidade muito grande de mostrar que estão namorando aos 15 anos. Ou mesmo depois disso.

18 de dezembro de 2009

Amigas Fêmeas

Postado por Ci na sexta-feira, dezembro 18, 2009 5 comentários
É sempre complicado amizade com mulher. Talvez por este motivo, eu tenha pouquíssimas amigas. Vamos lá, por que é complicado? Primeiro, porque mulher mede. Segundo, porque mulher compete. E terceiro, porque mulher geralmente é falsa ou disfarçadora.

Entre em um ambiente com uma roupa mais assim e pronto. As mulherem medirão você. Não precisa ser uma roupa mais assim, apenas entre. Mulher mede e ponto. Seja para elogiar, para criticar, você será medida. Da cabeça aos pés. Suas roupas serão observadas e se você deu uma engordadinha também. Notas mentais serão criadas para o próximo encontro. Algumas medem secretamente, outras são mais descaradas.

Toda mulher se arruma para ser a mais linda do mundo, ainda que seja para o mundo de alguém. Talvez ela não se vista para parar uma festa inteira, mas com certeza, para parar alguém da festa, mesmo que ela não conheça esse alguém. E mesmo que ela não seja a mais linda do mundo, se não estiver se sentido assim, serão horas de cara emburrada e mau humor.

Se você está com uma maquiagem horrível e perguntar a outra mulher "esse rímel novo não é o máximo???" a falsa vai responder "compra um pra mim quando você for lá de novo?" e a disfarçadora vai dizer "nossa, o que eu reparei mesmo são nesses brincos, achei lindo!". O que importa é, nunca acredite inteiramente nas palavras de uma mulher. Se ela achar realmente bonito, pode falar (o que dependendo do caso, acho difícil). Do contrário, espere uma falsidade ou um desfarce.

Esses casos são evitados apenas com uma amizade extremamente sincera. E olhe lá. E antes de dizer "ahhh, mas eu não sou assim", pare e pense.

14 de dezembro de 2009

É, sempre tem uma

Postado por Amanda Mirasierras na segunda-feira, dezembro 14, 2009 5 comentários
Quando a Tata e da Cindy relataram suas fúrias, eu não tive muito o que comentar a respeito. Mas, claro, o meu dia finalmente chegou!

De vez em quando eu dou uma fuçada no orkut do meu namorado. Aquela passada básica pra saber o que anda rolando, sabe? Não é, assim, o perfil maaaais badalado da net, mas de vez em quando surge uma cara nova nos recados e eu vou conhecendo os amigos dele que ainda não vi pessoalmente.

Pois eis que no sábado, no auge da falta do que fazer, eu fui lá contra-atacar o recado engraçadinho do primo dele. Quando abro a página de recados, vejo um recado novo assinado por alguém que, huumm, pelo nome... é ex-namorada.

Sim, eu sei quem é. É a ex que mora longe, aquela cuja irmã mora aqui em Sampa e é muito gente boa. A tal parece mesmo ser legalzinha, e eu não vejo problemas em ter um contato socialmente aceitável (porque amizade já é forçar a boa vontade) com uma ex bacana e que leva a vida dela sem encher o saco numa boa longe daqui.

Mentira, eu não ligo muito porque ela nunca deixa recado e tem namorado.

Então eu cliquei para ver o perfil da garota. E, é claaaaro, agora ela não está mais namorando! Ao lado da foto sorridente, pousa o famigerado "solteira". Digam, garotas, será mera coincidência que a cidadã tenha resolvido dar sinal de vida justamente quando o namoro terminou? Será que bateu saudadezinha dos amigos (ex-namorado, porra!) bem agora que ela está pimpona, livre, leve e solta?? Por acaso vocês ficam com siricutico de procurar ex-namorado quando estão avulsas simplesmente porque ele é legal???

Não!

Nesse caso, existem três opções:

1. Você adiciona a garota como amiga e ainda manda um recado simpático, tipo cachorro mijando no poste pra marcar território (não, falsidade nunca foi meu forte);

2. Você proibe o namorado de sequer responder o recado (não, eu nunca vou admitir que essa é minha vontade verdadeira);

3. Você espera para ver se ele vai ter o bom senso de responder com distância e educação suficientes para que não exista réplica (bingo!).

O que NÃO é uma opção é, de repente, afirmar que não tem nada a ver! Hahahahaha, conta outra! Eu também sou mulher, e simpatia de cu é rola.

Ex-namoradas, ardam no mármore do inferno!

11 de dezembro de 2009

De pintinhos a pezinhos tamanho 21

Postado por Ci na sexta-feira, dezembro 11, 2009 4 comentários
Quando eu era pequena, ganhei um cachorro. Se chamou Snoopy porque veio com esse nome, por mim, teria o nome do macaco do Elo Perdido, no auge do meu sucesso na época, mas sinceramente, não lembro mais o nome... Sei que ganhei um cachorro quando pedi um irmão, e isso (e os meus 6 anos de idade) fez com que eu nao cuidasse do cão tão bem assim. Ainda sim, ele foi muito bem cuidado pela minha mãe (a mãe do meu irmão) por 11 anos, quando comeu o veneno do rato.

Ainda pequena, eu tive uns 18 pintinhos. Era comum as crianças criarem pintinhos ou só eu que era uma criança sozinha e minha mãe tentava me arrumar companhia? Eram pintinhos amarelinhos, que a gente comprava na volta pra casa. Eu disse 18? Só na época do pré, deve ter sido 1 por semana. Diz a lenda e a minha mãe que alguns ela mandou pro sítio, mas pode ter certeza, pelo que me lembro, matei a maioria... O mais chocante ou que ficou mais forte na memória foi o que eu derrubei a vassoura nele. Aí eles adormeciam meios cambaleantes e no outro dia de manhã vinha a triste notícia: o pintinho foi pro galinheiro do céu. Mais choradeira, mas pintinhos! Eram todos iguais mesmo! Às vezes eu teimava em querer a codorna. Aí minha mãe comprava logo um casal pra ver se pelo menos saia uma refeição dali, né? Mas nada... Acho que elas ficavam bravas porque a gente cortava as asas e se recusavam a nos dar a cria.

Já maior, vieram os peixes. A Tata me deu o falecido Flitwick e minha avó a falecida Mafalda Fata. Depois, meu pai comprou uns peixes tão grandes pro aquário que pareciam tubarões. Aí foram para o mar do céu o peixe do meu pai (que eu não lembro o nome) e o da minha mãe (que eu também não lembro o nome), assassinados pelo meu revoltado e atualmente falecido peixe chamado Cavalo-branco. Quando fui escolher, peguei logo o maior. Aí ele era brigão, matou os outros dois na porrada (ele dava cada pancada que chegava a levantar a tampa do aquário) e morreu de tédio, porque não tinha mais com quem brigar.

Agora não tenho mais animais de estimação. Já tentei há um tempo atrás, sem sucesso. Mas o que me preocupa mesmo é: como será que é ter um filho? Porque se os desastres permanecerem, a Manuela, a Carol, a Mariana (ééé eu gosto de Mariana sim!), não duram 3 dias sob meus cuidados... Talvez um menino seja mais resistente e dure mais tempo, só talvez. Agora que o tempo está passando mais depressa, acho que tenho que ficar um pouco mais velha e mais responsável para cuidar de outra vida. Pezinhos tamanho 21 são frágeis demais para serem mal cuidados, não é mesmo? Quanta responsabilidade! Filho não é cachorro, pintinho ou peixe. Definitivamente nao é.

Mente que puxa, hoje fui comprar o presente de Natal da Bruna. Ela tem 1 ano e meio e a gente se adora! Ela é filha da solange, manicure aqui do salão. Comprei um maiô cor-de-rosa e os chinelinhos tamanho 21 também cor-de-rosa. Não me pergunte como cheguei nos pintinhos dentro daquela loja colorida cheia de miniaturas.

9 de dezembro de 2009

Querida rotina

Postado por Tata na quarta-feira, dezembro 09, 2009 5 comentários

Todo mundo diz que os relacionamentos estão fadados a cair na rotina, e talvez eles estejam mesmo, mas eu me pergunto, isso tem que ser uma coisa ruim? Talvez seja por que eu sou taurina, mas a rotina não me incomoda, ao contrário, ela me deixa mais segura, mais controlada, mais planejada. Eu tenho pelo menos 3 opções de caminho pra ir trabalhar, mas, óbvio, eu defini o melhor e vou sempre por ele, a não ser que eu acorde atrasada e precise usar o plano B. No trabalho, eu tenho toda uma rotina que me deixa mais organizada e as empresas em geral definem suas rotinas e cada funcionário tem que se adequar. Então por que as pessoas tem esse conceito padrão de que rotina é ruim?

Desde que eu comecei a namorar eu ouço coisas do tipo: Aproveita agora, por que daqui a algum tempo você vai ver... o começo é que é a fase boa, depois de 1 ano tudo desanda, vocês caem na rotina. Bom, eu não tenho muito com o que comparar, por que é a primeira vez que algum relacionamento meu dura mais de um ano (aliás, mais de 3 meses) e eu não acho muito certo comparar com relacionamentos de outras pessoas, mas eu preciso dizer que a rotina não me incomoda. Óbvio que depois de quase 1 ano e 6 meses não há como negar a existência dela, mas eu juro que acho até melhor agora. It's getting better all the time! Será que sou só eu?

Poxa, no começo tem aquela coisa avassaladora, tudo é novidade, o coração dispara por qualquer coisa, é a fase do descobrimento, mas também é a fase da dúvida, do: o que eu vou falar?, será que ele vai me ligar?, o que ele vai achar disso?, será que ele vai gostar dessa roupa?, de demorar 30 minutos pra decidir o sabor da pizza, de não saber qual filme escolher no cinema. De sorrir pra tudo, de ser simpática pros amigos dele irem com a sua cara, de conhecer a família.

Depois, você conhece tão bem a pessoa que está ao seu lado que sabe que pode falar qualquer coisa pra ela, sem medo de julgamentos, que pode escolher o seu melhor vestido ou estar descabelada e ainda de pijama às 4 da tarde e ele vai te achar linda. Que decide em 10 segundos que vocês vão pedir meia portuguesa sem ovo (porque portuguesa é minha preferida, mas ele não gosta de ovo). Que pode falar pra ele baixar aquele filme que ele tanto quer ver da internet e assistir sozinho, por que você não vai de jeito nenhum no cinema pra ver um filme nacional (odeio) e ao mesmo tempo convencer ele a parar de ver aquela série super legal pra vocês poderem assistir juntos, sabe-se lá quando, já que tem umas 3 na frente dessa. Que pode chamar o seu cunhado de sem noção ou gostar da sua sogra como se fosse sua mãe. Que os amigos dele viraram seus amigos também. Que você sorri por querer.

Eu gosto de certezas, gosto de saber que nós vamos estar juntos de sexta a domingo, mesmo que eu não saiba exatamente o que faremos. E gosto da certeza de que se a gente sair nos 3 dias, vai ser bom, mesmo que seja pros lugares que a gente sempre vai. E se a gente ficar os 3 dias trancados em casa, vai ser bom também, e nossa única grande decisão vai ser escolher um filme legal pra baixar e nossa grande briga vai ser pra decidir se vamos assistir Friends ou Prison Break e nossa grande dúvida vai ser o que comer.

E se o passar do tempo fez com o que o meu coração parasse de disparar, nunca vai me fazer deixar de sorrir quando eu recebo aquela mensagem inesperada no meio do dia.

2 de dezembro de 2009

Just do it!

Postado por Tata na quarta-feira, dezembro 02, 2009 4 comentários
Há algum tempo o -super útil- Discovery Home and Health vem apresentando uma coluna em seus intervalos chamada "Além do Prazer", que dá dicas de todos os benefícios trazidos pela prática do sexo, sem esquecer de alertar sobre o sexo seguro. Eu achei as dicas bem interessantes e algumas até surpreendentes, então reuni estas e outras que achei na internet e trouxe aqui pra vocês numa coluna estilo Capricho:

Economize na esteticista: O sexo é um tratamento de beleza. Provas científicas demonstram que quando as mulheres fazem amor produzem maiores quantidades de hormônio estrógeno que dá brilho ao cabelo e deixa a pele tenra.

Transpire muito: Fazer amor de forma tranqüila e relaxada reduz as probabilidades de sofrer dermatites, urticárias ou granos. O suor que se produz limpa os poros e dá luminosidade para a pele.

Academia nunca mais: Fazer amor queima muitas calorias durante a cena "romântica". O sexo é um dos esportes mais seguros que se pode praticar. Estica e tonifica quase todos os músculos do corpo. Se desfruta mais que nadar 20 piscinas ,ou outro esporte que solicite equipamentos especiais.

Chega de choro: O sexo é uma cura instantânea para a depressão leve. Libera endorfinas na corrente sangüínea, produzindo uma sensação de euforia e deixa com uma sensação de bem-estar.

Conquiste ele de vez: Quanto mais sexo praticar, mais sexo vai querer. O corpo sexualmente ativo desprende maiores quantidades de feromônios. Estes sutís perfumes sexuais deixam louco o sexo oposto!

Tá Nervosa? O sexo é o tranqüilizante mais seguro do mundo. É 10 vezes mais efetivo que o Valium.

So kiss me... Beijar todos dias mantém triste o dentista. O beijo secreta saliva que limpa os restos de comida dos dentes e reduz os níveis dos ácidos causadores de cáries, e previne contra o tártaro.

Dê adeus à Neosaldina: O sexo realmente alivia as dores de cabeça . Uma sessão fazendo amor alivia a tensão que aperta os vasos sanguíneos do cérebro.

Melhor que suco de laranja: Praticar sexo de 1 a 2 vezes por semana previne gripes e resfirados. Fazer muito amor descongestiona o nariz fechado. Sexo é um anti-histamínico internacional. Ajuda a combater asma e alergias.

16 de novembro de 2009

O casamento - parte III

Postado por Amanda Mirasierras na segunda-feira, novembro 16, 2009 4 comentários
Então tudo fica mais ou menos encaminhado. Eu já tenho muitas coisas fechadas, as que estão em aberto já foram decididas, e resta esperar o tempo passar para colocar em prática o que ficou pendente.

E de repente eu volto a pensar em tudo o que virá depois da festa. Na nova vida, que eu não sei na prática como é, mas que certamente será tão diferente da que vivi até hoje. E eu percebo que já tenho uma idéia quase clara de como gostaria que fosse a minha casa, e que nessa idéia cabem bagunças que (claro!) não serão minhas.

Eu me pego pensando que sei fazer lasanha, suflê de batatas, bolos e mais muitas comidinhas gostosas. Que eu sei por quanto tempo as roupas coloridas devem ficar de molho. Que há muito tempo eu estou por dentro dos cheiros de limpadores de pisos e desinfetantes. Eu percebo, assim, que vou me sair bem.

Aí eu olho para essa joinha dourada brilhante recém colocada na minha mão direita e sorrio, porque essas mudanças enormes vão fazer com que nós consigamos assistir a todas as temporadas das nossas séries preferidas quando der na telha. Porque teremos todos os dias para inventar histórias de civilizações antigas, muralhas de areia e barquinhos encalhados. Porque o cheiro que faz com que eu me sinta segura estará sempre no travesseiro ao lado. Porque eu vou poder sentir uma mão muito fofinha alisando o meu cabelo na hora de dormir e pegar no sono com a certeza de que finalmente tudo está certo.

E, vocês sabem, assuntos sobre casamentos são sem fim. É tudo tão bonito e tão gostoso de se ver que eu estarei sempre disposta a repartir com vocês. Mas nenhum vestido, nenhuma flor e nenhuma dança é maior do que a paz que o meu coração sente por poder bater sossegado, sabendo que as coisas estão em seu lugar. Não apenas porque há amor, não apenas porque há sonhos. Mas porque há certezas, vontades e uma cumplicidade tão tão grande que, às vezes, eu me pego pensando, assustada, no quanto a vida me surpreendeu de uma maneira encantadoramente bonita.

E definitiva.
 

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