Deve ter quem acredite em almas gêmeas, e esse definitivamente não é o meu caso. Certamente há muita gente que tem uma visão romântica do amor, e embora romantismo e amor pareçam estar tão ligados, também não é esse o meu caso.
Outro dia eu estava conversando com uma amiga minha e ela disse que eu tive sorte, porque há poucos caras como o Marcelo. E nessa hora eu tive que interromper e dizer que não é bem assim. Existem toneladas de homens bons nesse mundo, e nisso sim eu acredito de verdade. Acontece que, muitas vezes, a gente escolhe um parceiro pelos motivos errados. E aí, quando não dá certo, a gente acha que deu azar. Mas os motivos estavam ali, bem ao alcance dos olhos.
Eu acho que para ser feliz com alguém, a gente precisa, antes de tudo, dar chance para que as pessoas mostrem quem elas são. Mas na maioria das vezes, as pessoas já montaram o protótipo do homem ideal e saem procurando por aquele que se encaixe nos padrões estabelecidos. O Cazuza cantou seu blues da piedade "para quem não sabe amar / fica esperando alguém que caiba no seu sonho". É aí que a gente se decepciona. Ninguém vai caber naquele sonho. Quem sabe amar, ama o pacote completo.
Pode até ser que existam pessoas bonitas, inteligentes, de humor interessante, sensíveis, compreensivas e fieis, desse jeito, tudo no mesmo balaio. E pode ser que você conheça essa pessoa, e como ela reúne todos os atributos que você deseja, ela pareça ser a pessoa certa. Mas depois de um tempo, sabe-se lá por qual motivo, ela pode deixar de ser. Porque o que une as pessoas não é um amontoado de adjetivos, mas sim uma afinidade inexplicável que só vai acontecer se você deixar.
E eu também acredito que essa afinidade possa crescer na convivência e na amizade. Claro que eu não acredito em amor à primeira vista. Mas acredito que se a gente quiser ter alguém, precisa baixar a guarda e permitir que essa pessoa se aproxime e mostre a que veio. Às vezes, não dá em nada. Mas em outras vezes, aquele cara baixinho que usa camisetas engraçadas pode se mostrar a pessoa mais incrível que você já conheceu na vida.
Pode parecer que eu tive bastante sorte nos meus relacionamentos. Porque, salvo uma única exceção, eu sempre tive perto de mim pessoas muito, muito boas, que me respeitaram demais, me aceitaram como eu sou e me amaram bastante. Mas eu não acho que dei sorte. Acho que eu fui atenta o suficiente para perceber aonde estavam as minhas chances de ser feliz. E mesmo quando não deu certo, eu tinha razão: fui feliz.
Então, para quem está sozinha e acha que não há no mundo alguém que possa fazê-la feliz, eu diria para abrir os olhos ao seu redor. Devem sim existir pessoas certas para você - basta você deixar que elas se aproximem.
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4 de janeiro de 2011
30 de agosto de 2010
A ex
A ex é um ser que ocupa grande espaço no nosso imaginário, pelos mais diversos motivos. Geralmente não damos o menor crédito para essa pessoa, e isso é uma grande bobagem. Porque se o seu namorado é super bacana e está com uma mulher incrível como você, é bem improvável que ele tenha antes namorado alguma aberração. Aliás, eu acho que devemos desconfiar desses caras que saem por aí dizendo que a ex era louca, vaca ou que fez da vida dele um inferno. Ou esse cara deve ser mentiroso, ou altamente problemático, ou não presta muito, ou - pior - você também não deve ser o melhor exemplar feminino de que se tem conhecimento.
A nossa relação com a ex passa por diversas fases. Supondo, aqui, que a ex seja uma pessoa civilizada e que tenha seguido a vida dela após o término do relacionamento (se ela é daquelas que quer ser amiguinha do seu namorado, ou se corre atrás mesmo, tá liberada para ser xingada).
A princípio, a ex é aquela pessoa meio nebulosa. Você tem curiosidade em saber como ela era, quer descobrir o que houve no fim do namoro, mas tem um certo receio de perguntar. Afinal, seu relacionamento é novo, tudo são flores, e você não quer estragar seu lindo amor com perguntas imbecis. Além disso, você é uma garota que está acima dessas bobagens, né? Então você come pelas beiradas e vive com a pulga atrás da orelha.
Depois vem a fase do escracho. A ex é feia, a ex é maluca, a ex tem amigas estranhas, a ex é uma ameba manca. Você e suas amigas passam um tempão falando mal dela, das manias dela, das histórias que você ouviu sobre ela. E você, antes tão madura, passa a ter o infeliz hábito de falar da ex para encher o saco do seu namorado. Ele ouve, ouve, ouve, and you can't get no satisfaction.
Terminado o besteirol, chega a fase do distanciamento. Porque chega um momento em que não tem mais graça falar mal de quem você nem conhece direito, e você se lembra que tem mais de 14 anos. As piadas se esgotam, o namorado fica de saco cheio, e você deixa a ex pra lá. Nesse momento, veja só, você até começa a lembrar que também tem ex! E seu namoro segue em frente, sossegado.
Depois, vem a fase do entendimento. Nessa fase, você já está namorando há um bom tempo e aquele encantamento abestalhado não existe mais. Vocês formam um casal normal, que se gosta e tem problemas. Aí, eventualmente, você se lembra da ex. Você vê o namorado fazendo cara feia para os seus programas, entra na rotina das obrigação familiares mútuas, não consegue entrar num acordo feliz sobre o destino das férias, e tudo passa a fazer sentido. E as queixas da ex, o comportamento antes tão estranho, a postura inexplicável, começa a soar um tanto familiar. A ex não era louca. Ela até tinha razão!
E se ela não fosse ex, que os deuses não me ouçam, vocês até poderiam ser boas amigas.
A nossa relação com a ex passa por diversas fases. Supondo, aqui, que a ex seja uma pessoa civilizada e que tenha seguido a vida dela após o término do relacionamento (se ela é daquelas que quer ser amiguinha do seu namorado, ou se corre atrás mesmo, tá liberada para ser xingada).
A princípio, a ex é aquela pessoa meio nebulosa. Você tem curiosidade em saber como ela era, quer descobrir o que houve no fim do namoro, mas tem um certo receio de perguntar. Afinal, seu relacionamento é novo, tudo são flores, e você não quer estragar seu lindo amor com perguntas imbecis. Além disso, você é uma garota que está acima dessas bobagens, né? Então você come pelas beiradas e vive com a pulga atrás da orelha.
Depois vem a fase do escracho. A ex é feia, a ex é maluca, a ex tem amigas estranhas, a ex é uma ameba manca. Você e suas amigas passam um tempão falando mal dela, das manias dela, das histórias que você ouviu sobre ela. E você, antes tão madura, passa a ter o infeliz hábito de falar da ex para encher o saco do seu namorado. Ele ouve, ouve, ouve, and you can't get no satisfaction.
Terminado o besteirol, chega a fase do distanciamento. Porque chega um momento em que não tem mais graça falar mal de quem você nem conhece direito, e você se lembra que tem mais de 14 anos. As piadas se esgotam, o namorado fica de saco cheio, e você deixa a ex pra lá. Nesse momento, veja só, você até começa a lembrar que também tem ex! E seu namoro segue em frente, sossegado.
Depois, vem a fase do entendimento. Nessa fase, você já está namorando há um bom tempo e aquele encantamento abestalhado não existe mais. Vocês formam um casal normal, que se gosta e tem problemas. Aí, eventualmente, você se lembra da ex. Você vê o namorado fazendo cara feia para os seus programas, entra na rotina das obrigação familiares mútuas, não consegue entrar num acordo feliz sobre o destino das férias, e tudo passa a fazer sentido. E as queixas da ex, o comportamento antes tão estranho, a postura inexplicável, começa a soar um tanto familiar. A ex não era louca. Ela até tinha razão!
E se ela não fosse ex, que os deuses não me ouçam, vocês até poderiam ser boas amigas.
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2 de agosto de 2010
Da fidelidade
"Antes ser a outra do que corna".
Quantas vezes você já ouviu uma mulher proferir essa frase? Dezenas de vezes? Centenas? Aliás, você já disse que prefere ser a outra do que ser corna? Já? Por quê?
Vamos analisar bem as duas condições? Comecemos pela corna.
Você conheceu um cara, se apaixonou e foi correspondida. Começaram um relacionamento legal, um conheceu a família do outro, criaram amigos em comum, viajaram, até que um dia algo começa a desandar e você descobre: ele tem outra. Ou teve, tanto faz. O fato é que o cara em quem você confiava, aquele que você acreditava ser a pessoa certa, com quem você fez planos, um belo dia se engraçou com outra. E você? Você, minha cara, foi vítima de uma grande sacanagem. Porque não há lei nesse mundo que obrigue uma pessoa a ficar com outra, mas é de se esperar que haja um mínimo de respeito por quem está com você. Mas,nesse caso, não houve. Você descobriu a traição. Foi terrível! Seu mundo caiu, seus sonhos terminaram, e aquele cara incrível se transformou um tremendo filho da puta.
Mas você não teve culpa alguma. Porque não há justificativa para uma traição. Aliás, acho que há uma exceção: quando seu relacionamento já está nas últimas, você se interessa por outra pessoa, sai com ela, e então resolve terminar de vez aquele namoro/casamento. Aí acho compreensível. Mas trair e continuar um relacionamento como se nada tivesse acontecido, ou pior, manter dois relacionamentos paralelos, é no mínimo um grande desvio de carater. Falta de bom senso, falta de solidariedade. É feio pra cacete!
Nesse caso, você se decepcionou com alguém que não era quem você imaginava. Mas, no fim das contas, você acabou conhecendo quem realmente essa pessoa era e se livrou de uma grande otário. E fazer o quê, não é? Bola para frente, porque felizmente há muita gente boa nesse mundo.
Agora, analisemos a outra.
Vou logo explicando a minha exceção: você não tem culpa alguma se não souber que é a outra. Se você conhece um cara, começa a sair com ele, tudo vai indo muito bem, e um belo dia o rapaz resolve dizer que é comprometido, é óbvio que você não tem culpa. Mas se você está muito ciente do estado civil do cara e mesmo assim entra na onda, bem, então eu concluo que você deve ser tão mau carater quanto ele.
Porque eu me pergunto: o que leva uma mulher a se sujeitar a ser a outra? São raríssimos os casos em que um homem sai de um relacionamento (supostamente feliz, porque dos falidos eu já tinha falado sobre) para assumir uma amante. O que uma mulher ganha em ser a outra? Em ser a sombra do relacionamento? Ganha umas saídas, umas baladas, uns motéis, e olhe lá. A oficial fica com a vida social, com a família e com as datas importantes. Uma mulher tem que se gostar muito pouco para aceitar as raspas e restos de um amor.
Há, é claro, a importantíssima questão do ego. Porque é como eu sempre digo: mulher, quando quer dar, ninguém segura. E o mundo tá cheio desse tipinho vulgar de mulher que dá em cima de qualquer um, indiscriminadamente, para testar seu poder de sedução. É o prazer de ver se dá certo. É claro que muitas vezes dá! Mas, sério, alguma mulher realmente se sente especial por ter a atenção de um filho da puta comprometido que deu bola para a primeira engraçadinha que apareceu?
E mesmo que o filho da puta comprometido dê em cima de você, que é solteira, livre e desimpedida, você sabe tão bem quanto eu que essas histórias são furadas desde o começo. Vocês vão sair algumas vezes, vão se divertir, e só. Você não ganha nada com isso. E não caia no engano de pensar que você é melhor do que a oficial, viu. Não é. Poderia ser você, poderia ser qualquer outra. Mas, nesse caso, foi você quem topou ser conivente com essa papagaiada toda.
Então, garotas, fica aqui a minha sugestão. Se nenhuma de nós tem total controle sobre os cornos, então sejamos íntegras o bastante para não nos sujeitarmos à triste categoria de ser "a outra". Seja você quem for, você merece mais. Merece um cara decente, com carater. Você merece ser a única.
Ou, no mínimo, você merece ser uma pessoa decente.
Quantas vezes você já ouviu uma mulher proferir essa frase? Dezenas de vezes? Centenas? Aliás, você já disse que prefere ser a outra do que ser corna? Já? Por quê?
Vamos analisar bem as duas condições? Comecemos pela corna.
Você conheceu um cara, se apaixonou e foi correspondida. Começaram um relacionamento legal, um conheceu a família do outro, criaram amigos em comum, viajaram, até que um dia algo começa a desandar e você descobre: ele tem outra. Ou teve, tanto faz. O fato é que o cara em quem você confiava, aquele que você acreditava ser a pessoa certa, com quem você fez planos, um belo dia se engraçou com outra. E você? Você, minha cara, foi vítima de uma grande sacanagem. Porque não há lei nesse mundo que obrigue uma pessoa a ficar com outra, mas é de se esperar que haja um mínimo de respeito por quem está com você. Mas,nesse caso, não houve. Você descobriu a traição. Foi terrível! Seu mundo caiu, seus sonhos terminaram, e aquele cara incrível se transformou um tremendo filho da puta.
Mas você não teve culpa alguma. Porque não há justificativa para uma traição. Aliás, acho que há uma exceção: quando seu relacionamento já está nas últimas, você se interessa por outra pessoa, sai com ela, e então resolve terminar de vez aquele namoro/casamento. Aí acho compreensível. Mas trair e continuar um relacionamento como se nada tivesse acontecido, ou pior, manter dois relacionamentos paralelos, é no mínimo um grande desvio de carater. Falta de bom senso, falta de solidariedade. É feio pra cacete!
Nesse caso, você se decepcionou com alguém que não era quem você imaginava. Mas, no fim das contas, você acabou conhecendo quem realmente essa pessoa era e se livrou de uma grande otário. E fazer o quê, não é? Bola para frente, porque felizmente há muita gente boa nesse mundo.
Agora, analisemos a outra.
Vou logo explicando a minha exceção: você não tem culpa alguma se não souber que é a outra. Se você conhece um cara, começa a sair com ele, tudo vai indo muito bem, e um belo dia o rapaz resolve dizer que é comprometido, é óbvio que você não tem culpa. Mas se você está muito ciente do estado civil do cara e mesmo assim entra na onda, bem, então eu concluo que você deve ser tão mau carater quanto ele.
Porque eu me pergunto: o que leva uma mulher a se sujeitar a ser a outra? São raríssimos os casos em que um homem sai de um relacionamento (supostamente feliz, porque dos falidos eu já tinha falado sobre) para assumir uma amante. O que uma mulher ganha em ser a outra? Em ser a sombra do relacionamento? Ganha umas saídas, umas baladas, uns motéis, e olhe lá. A oficial fica com a vida social, com a família e com as datas importantes. Uma mulher tem que se gostar muito pouco para aceitar as raspas e restos de um amor.
Há, é claro, a importantíssima questão do ego. Porque é como eu sempre digo: mulher, quando quer dar, ninguém segura. E o mundo tá cheio desse tipinho vulgar de mulher que dá em cima de qualquer um, indiscriminadamente, para testar seu poder de sedução. É o prazer de ver se dá certo. É claro que muitas vezes dá! Mas, sério, alguma mulher realmente se sente especial por ter a atenção de um filho da puta comprometido que deu bola para a primeira engraçadinha que apareceu?
E mesmo que o filho da puta comprometido dê em cima de você, que é solteira, livre e desimpedida, você sabe tão bem quanto eu que essas histórias são furadas desde o começo. Vocês vão sair algumas vezes, vão se divertir, e só. Você não ganha nada com isso. E não caia no engano de pensar que você é melhor do que a oficial, viu. Não é. Poderia ser você, poderia ser qualquer outra. Mas, nesse caso, foi você quem topou ser conivente com essa papagaiada toda.
Então, garotas, fica aqui a minha sugestão. Se nenhuma de nós tem total controle sobre os cornos, então sejamos íntegras o bastante para não nos sujeitarmos à triste categoria de ser "a outra". Seja você quem for, você merece mais. Merece um cara decente, com carater. Você merece ser a única.
Ou, no mínimo, você merece ser uma pessoa decente.
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7 de julho de 2010
Há flores em tudo que eu vejo
Um tempo atrás nós discutimos aqui a questão das flores. Se era presente ou não, se era romântico, se era legal ganhar. Ora, eu continuo achando lindo, emocionante e romântico (ainda mais depois que recebi umas de surpresa no trabalho - que é muito mais legal né?), mas realmente é um presente pouco durável, então, se vier acompanhado de uma lembrancinha, por menor que seja, que te faça lembrar do momento e das próprias flores depois, melhor ainda. Eu costumo tirar fotos de todos os presente não-duráveis que ganho, pra poder olhar uns anos depois, e coloco dentro duma pasta "Fê e Tata" (que fica dentro do ano correspondente), sendo que o nome do arquivo é sempre a ocasião: "dia dos namorados", "natal", "meu aniversário" e etc. (Sim, eu sou organizada com fotos digitais)
Mas hoje a questão é outra: Flor pra homem, pode?
Amanhã é aniversário de casamento do meu chefe e a mulher dele vai mandar flores pra ele (na verdade ela me mandou mandar flores pra ele) e isso ficou o dia todo na minha cabeça. Tanto que eu consultei algumas fontes a repeito: uma amiga torceu o nariz, outra ficou em dúvida e disse que depende muito do homem, um amigo disse que até iria gostar de receber, mas que podia ser acompanhada de um livro. E o mais natural foi quando eu estava contando a estória pro Fê:
- Nossa, eu descobri uma floricultura super barata lá perto do trabalho, porque amanhã é aniversário de casamento do X e a mulher dele pediu pra eu encomendar um buquê de rosas vermelhas colombianas, na verdade ela só falou rosas, mas eu fui legal e pedi das colombianas, e foi só 90,00 com 12 rosas, e essas rosas são muito caras...
- Espera, ela vai dar FLORES pra ele??????
(Ok amor, eu nem tinha considerado te mandar umas mesmo, prefiro o carro do loucuras de amor!)
Inconformada, eu fiz até uma pesquisa nos sites especializados e segundo eles pode sim mandar flores pra homens. Tanto que até inventaram um tal de dia do homem agora pra convencer a gente. Mas claro que existem grandes diferenças na flores pra homens e para mulheres:
Os aranjos femininos são mais românticos, delicados e hum... femininos! Você pode optar por tons de rosa, laranja, lilás, as clássicas vermelhas ou um arranjo todo colorido. Pode ter formato de coração, laços e fitas para enfeitar ou um vasinho bem bonito para dar o toque final. Se você quiser, pode escolher entre velas, chocolates ou até uma pelúcia para acompanhar. (Todas as imagens são do Flores On Line)
Já para os homens, temos arranjos mais sóbrios e "sem frescura": no máximo uma fita ou vaso rústico para finalizar. As flores também mudam, são tipo "flores de macho" (apesar de eu não achar orquídeas nada macho), normalmente elas ficam sozinhas e as cores variam entre o vermelho clássico e indispensável, o branco básico e no máximo um amarelinho. O preto quase sempre acompanha os arranjos. O mais interessante é que a maioria delas vem acompanhada de algo mais, normalmente bebidas, e alguns vem com um kit completo de amendoins e essas tranqueiras.
Agora eu quero saber a opinião de vocês: flores pra homem é legal? Vocês mandariam?
E homens leitores, manifestem-se! Vocês gostariam de receber flores?
E homens leitores, manifestem-se! Vocês gostariam de receber flores?
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3 de maio de 2010
Sex and the City feelings
Mariana e Gustavo começaram a estagiar no escritório de advocacia quase na mesma época. Eu me lembro da entrevista dos dois. Ela, desdo o início, muito simpática, risonha e falante. E ele muito quieto, introvertido e, porque não dizer, esquisitão (eu mesma só me lembro do seu nome por ter sido a entrevistadora).
Mas dizem por aí que o coração tem razões que a própria razão desconhece. E, sabe-se lá por qual motivo, Mariana se interessou por Gustavo. Passaram a trocar os horários dos estágios para poderem se encontrar com mais frequência. Mariana foi escalada para trabalhar na noite de ano novo, pois algumas pendências precisavam ser resolvidas com urgência. Pediu para que Gustavo fizesse companhia a ela, e ele prontamente atendeu.
Conversavam quase diariamente por telefone. Quando trabalhava até mais tarde (e ela era muito dedicada, nunca se opunha às horas extras), Mariana combinava com Gustavo de tomarem café juntos à noite. Ele esperava por ela, ela o buscava de carro e ambos tomavam café, conversavam e se divertiam de uma maneira que não posso imaginar sendo possível para o Gustavo.
Um dia, finalmente, marcaram um encontro oficial. Como os dois estudavam e trabalhavam, Gustavo voltaria para casa e esperaria a carona de Mariana. Mariana, sempre a postos no escritório, iria rapidamente para casa se arrumar e depois passaria para pegar o garoto.
Foram ao shopping e escolheram uma sessão de cinema. Assistiram ao filme juntos, e ao término da sessão, Mariana sugeriu que fossem comer alguma coisa no Joakin's, uma famosa lanchonete daqui de São Paulo. Mariana notou que Gustavo estava mais calado. Quando ele finalmente resolveu falar, disse: "eu já notei quais são as suas intenções comigo".
Mariana, sorrindo feliz e misteriosamente, respondeu evasiva: "poxa, ainda bem...". E foi a deixa para Gustavo completar: "pois saiba, então, que eu não estou pensando nessas coisas. Meu foco está todo voltado para a minha carreira. E além do mais, eu optei pela abstinência".
Mariana quase não pode acreditar naquilo. O que ele estava querendo, então? Por que tinha topado sair com ela? Por que tinha se aproximado tanto? Enquanto pensava nisso e terminava seu hamburguer morrendo de raiva, lembrou-se que ainda precisava levar o infeliz de volta para casa.
Remoeu as perguntas durante todo o trajeto, mas Gustavo permanecia mudo ao seu lado. Ao chegar em casa, o garoto saiu do carro sem grandes despedidas. Depois disso, mudou o horário do seu estágio e nunca mais falou com Mariana.
E ela, rindo enquanto me contava essa história surreal, completou: "pelo menos ele pagou a conta!".
Qualquer semelhança com a vida real terá sido mera coincidência?
Mas dizem por aí que o coração tem razões que a própria razão desconhece. E, sabe-se lá por qual motivo, Mariana se interessou por Gustavo. Passaram a trocar os horários dos estágios para poderem se encontrar com mais frequência. Mariana foi escalada para trabalhar na noite de ano novo, pois algumas pendências precisavam ser resolvidas com urgência. Pediu para que Gustavo fizesse companhia a ela, e ele prontamente atendeu.
Conversavam quase diariamente por telefone. Quando trabalhava até mais tarde (e ela era muito dedicada, nunca se opunha às horas extras), Mariana combinava com Gustavo de tomarem café juntos à noite. Ele esperava por ela, ela o buscava de carro e ambos tomavam café, conversavam e se divertiam de uma maneira que não posso imaginar sendo possível para o Gustavo.
Um dia, finalmente, marcaram um encontro oficial. Como os dois estudavam e trabalhavam, Gustavo voltaria para casa e esperaria a carona de Mariana. Mariana, sempre a postos no escritório, iria rapidamente para casa se arrumar e depois passaria para pegar o garoto.
Foram ao shopping e escolheram uma sessão de cinema. Assistiram ao filme juntos, e ao término da sessão, Mariana sugeriu que fossem comer alguma coisa no Joakin's, uma famosa lanchonete daqui de São Paulo. Mariana notou que Gustavo estava mais calado. Quando ele finalmente resolveu falar, disse: "eu já notei quais são as suas intenções comigo".
Mariana, sorrindo feliz e misteriosamente, respondeu evasiva: "poxa, ainda bem...". E foi a deixa para Gustavo completar: "pois saiba, então, que eu não estou pensando nessas coisas. Meu foco está todo voltado para a minha carreira. E além do mais, eu optei pela abstinência".
Mariana quase não pode acreditar naquilo. O que ele estava querendo, então? Por que tinha topado sair com ela? Por que tinha se aproximado tanto? Enquanto pensava nisso e terminava seu hamburguer morrendo de raiva, lembrou-se que ainda precisava levar o infeliz de volta para casa.
Remoeu as perguntas durante todo o trajeto, mas Gustavo permanecia mudo ao seu lado. Ao chegar em casa, o garoto saiu do carro sem grandes despedidas. Depois disso, mudou o horário do seu estágio e nunca mais falou com Mariana.
E ela, rindo enquanto me contava essa história surreal, completou: "pelo menos ele pagou a conta!".
Qualquer semelhança com a vida real terá sido mera coincidência?
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5 de abril de 2010
Bloco do eu sozinho
Não sou grande fã de Sex and the City, mas lembro de um episódio em que a Miranda faz uma cirurgia nos olhos e não pede ajuda a ninguém. Ela não admite que o próprio namorado a ajude nessa fase de cegueira temporária, e acaba cedendo só quando percebe que não vai mesmo conseguir se virar totalmente sozinha.
Embora algo assim possa parecer absurdo fora da ficção, confesso que entendo esse comportamento. Eu tenho mania de fazer tudo sozinha. Sempre tenho certeza que vou dar conta, fico sobrecarregada e acho tudo muito normal. E quando falamos de homens, então, parece que caí em São Paulo vinda diretamente de um curso de sobrevivência.
Tive que me controlar muitas vezes para não chamar o garçom ou pedir a conta quando comecei a sair com o meu namorado. E nas primeiras vezes em que ele fez o pedido, "PARA ELA, um expresso puro", a única coisa que me fez não dar a mão ao garçom e completar dizendo "eu sou ELA, muito prazer" foi aquela mágica educada do começo dos relacionamentos.
Outro exemplo? Muito cavalheiresco abrir a porta do carro, não é? Mas eu tenho duas mãos e sou capaz de abrir sozinha, muito obrigada. Sou até capaz de sentar no banco com a minha própria bunda, veja que progresso.
Embora um comportamento independente seja perfeitamente aceito entre os homens, nem sempre é visto com bons olhos quando vindo de uma mulher. Se a mulher tem pulso firme, ih, tem coisa aí. No mínimo, é mal amada. Porque mulher de verdade tem que ser delicadinha, tem que ser sensível, tem que ter aquela ponta de dependência para fazer com que o macho sempre se sinta macho. Você sabe usar ferramentas? Hum...
Eu não sei se algumas mulheres já nascem com a semente do feminismo pronta para despontar, ou se acaba sendo uma maneira de assumir a própria vida. Não sei se é algo a ser admirado ou se é apenas intimidador. Ou pode ser que crescer sabendo que meu pai queria muito que eu fosse menino fez com que eu sempre me esforçasse para fazer tudo sozinha (e melhor do que todo mundo). Sei que, ao contrário de boa parte da população feminina, as delicadezas sempre me incomodaram demais.
Ter um perfil atribuído aos homens não fez de mim a mulher mais popular do mundo - nem entre os homens e muito menos entre as mulheres. Sempre percebi os olhares atravessados e sei que não duvidaram da minha heterossexualidade porque poucas vezes estive sem namorado. Mas não é nada fácil ser assim num mundo machista.
Enquanto a maioria das mulheres precisa lutar contra uma educação cor de rosa, eu precisei entender que aceitar ajudas ou mimos não é uma prova cabal de incapacidade. Às vezes é só carinho e cuidado. Aprendi a deixar meu namorado chamar o garçom e pedir a comida que eu escolhi, aprendi a deixar que a porta do carro seja aberta e talvez um dia eu aprenda que ter o telefone da seguradora pode ser melhor do que se sujar trocando o pneu. E agora já nem me sinto tão mal por isso.
Embora algo assim possa parecer absurdo fora da ficção, confesso que entendo esse comportamento. Eu tenho mania de fazer tudo sozinha. Sempre tenho certeza que vou dar conta, fico sobrecarregada e acho tudo muito normal. E quando falamos de homens, então, parece que caí em São Paulo vinda diretamente de um curso de sobrevivência.
Tive que me controlar muitas vezes para não chamar o garçom ou pedir a conta quando comecei a sair com o meu namorado. E nas primeiras vezes em que ele fez o pedido, "PARA ELA, um expresso puro", a única coisa que me fez não dar a mão ao garçom e completar dizendo "eu sou ELA, muito prazer" foi aquela mágica educada do começo dos relacionamentos.
Outro exemplo? Muito cavalheiresco abrir a porta do carro, não é? Mas eu tenho duas mãos e sou capaz de abrir sozinha, muito obrigada. Sou até capaz de sentar no banco com a minha própria bunda, veja que progresso.
Embora um comportamento independente seja perfeitamente aceito entre os homens, nem sempre é visto com bons olhos quando vindo de uma mulher. Se a mulher tem pulso firme, ih, tem coisa aí. No mínimo, é mal amada. Porque mulher de verdade tem que ser delicadinha, tem que ser sensível, tem que ter aquela ponta de dependência para fazer com que o macho sempre se sinta macho. Você sabe usar ferramentas? Hum...
Eu não sei se algumas mulheres já nascem com a semente do feminismo pronta para despontar, ou se acaba sendo uma maneira de assumir a própria vida. Não sei se é algo a ser admirado ou se é apenas intimidador. Ou pode ser que crescer sabendo que meu pai queria muito que eu fosse menino fez com que eu sempre me esforçasse para fazer tudo sozinha (e melhor do que todo mundo). Sei que, ao contrário de boa parte da população feminina, as delicadezas sempre me incomodaram demais.
Ter um perfil atribuído aos homens não fez de mim a mulher mais popular do mundo - nem entre os homens e muito menos entre as mulheres. Sempre percebi os olhares atravessados e sei que não duvidaram da minha heterossexualidade porque poucas vezes estive sem namorado. Mas não é nada fácil ser assim num mundo machista.
Enquanto a maioria das mulheres precisa lutar contra uma educação cor de rosa, eu precisei entender que aceitar ajudas ou mimos não é uma prova cabal de incapacidade. Às vezes é só carinho e cuidado. Aprendi a deixar meu namorado chamar o garçom e pedir a comida que eu escolhi, aprendi a deixar que a porta do carro seja aberta e talvez um dia eu aprenda que ter o telefone da seguradora pode ser melhor do que se sujar trocando o pneu. E agora já nem me sinto tão mal por isso.
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22 de fevereiro de 2010
Antes só
O que é mais importante num relacionamento?
Cada pessoa espera algo diferente de uma relação. Companhia, fidelidade, conversas, sonhos, viagens, cada um coloca numa escala própria de importância. Mas acredito que acima de tudo venha o amor e o respeito. Você pode estar com alguém que não goste muito de sair, não seja de grandes conversas ou não tenha tato para fazer planos. Mas você pode estar com alguém que não ama? Ou com alguém que não te respeita?
Tem uma moça que trabalha comigo e está noiva. Ela me disse, com todas as letras, que não ama seu noivo. Mas que sabe que ele será um bom marido, um bom pai, e que acredita que não encontrará alguém mais apto. Tudo bem, eu sei que apenas amor não faz com que um relacionamento dure, mas ele precisa estar lá, não é? Se já é difícil enfrentar todas as dificuldades com amor, imagine sem? Sem amor, desde o começo? Sem a menor perspectiva de que ele exista?
E como ficar com alguém que não te respeita? Tenho uma amiga que passa por essa situação. O namorado dela já fez com que ela passasse vergonha em frente à família, já brigou com ela publicamente em ocasiões importantes, grita com ela quando os amigos estão perto. Exige coisas absurdas, tem um passado meio nebuloso, tem ataques de raiva e indícios de violência. Mesmo que exista amor, nesse caso, é de alguma forma saudável ficar com alguém que te entristece? Que tira, ao invés de somar? Que traz problemas, dores de cabeça, preocupações?
Eu sei que a vida acompanhada é melhor. Mas qual o problema em estar sozinha? Eu não tinha a menor expectativa de ter alguém ao meu lado, e comecei a fazer meus planos e construir a minha vida com meus próprios pés. Se eu sou jovem, saudável, tenho um mundo inteiro diante de mim e todas as possibilidades, não vou optar por algo pela metade. Porque se for para ter alguém, que seja por inteiro. Para ser mais, para ser melhor e maior.
Não entendo como algumas mulheres permitem que os homens errados tomem tanta importância em suas vidas. E são mulheres bonitas, inteligentes, cheias de opções. Elas estão optando por isso. Será medo da solidão? Medo do que a sociedade pode dizer de uma mulher independente? Será medo?
Eu não compreendo. Mas torço para que elas compreendam.
Cada pessoa espera algo diferente de uma relação. Companhia, fidelidade, conversas, sonhos, viagens, cada um coloca numa escala própria de importância. Mas acredito que acima de tudo venha o amor e o respeito. Você pode estar com alguém que não goste muito de sair, não seja de grandes conversas ou não tenha tato para fazer planos. Mas você pode estar com alguém que não ama? Ou com alguém que não te respeita?
Tem uma moça que trabalha comigo e está noiva. Ela me disse, com todas as letras, que não ama seu noivo. Mas que sabe que ele será um bom marido, um bom pai, e que acredita que não encontrará alguém mais apto. Tudo bem, eu sei que apenas amor não faz com que um relacionamento dure, mas ele precisa estar lá, não é? Se já é difícil enfrentar todas as dificuldades com amor, imagine sem? Sem amor, desde o começo? Sem a menor perspectiva de que ele exista?
E como ficar com alguém que não te respeita? Tenho uma amiga que passa por essa situação. O namorado dela já fez com que ela passasse vergonha em frente à família, já brigou com ela publicamente em ocasiões importantes, grita com ela quando os amigos estão perto. Exige coisas absurdas, tem um passado meio nebuloso, tem ataques de raiva e indícios de violência. Mesmo que exista amor, nesse caso, é de alguma forma saudável ficar com alguém que te entristece? Que tira, ao invés de somar? Que traz problemas, dores de cabeça, preocupações?
Eu sei que a vida acompanhada é melhor. Mas qual o problema em estar sozinha? Eu não tinha a menor expectativa de ter alguém ao meu lado, e comecei a fazer meus planos e construir a minha vida com meus próprios pés. Se eu sou jovem, saudável, tenho um mundo inteiro diante de mim e todas as possibilidades, não vou optar por algo pela metade. Porque se for para ter alguém, que seja por inteiro. Para ser mais, para ser melhor e maior.
Não entendo como algumas mulheres permitem que os homens errados tomem tanta importância em suas vidas. E são mulheres bonitas, inteligentes, cheias de opções. Elas estão optando por isso. Será medo da solidão? Medo do que a sociedade pode dizer de uma mulher independente? Será medo?
Eu não compreendo. Mas torço para que elas compreendam.
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27 de janeiro de 2010
E o seu namorado também!
Sexta passada eu engatei uma conversa importante com o Danilo (que tem obrigação de comentar esse post, já que ele confessou que lê todos e nunca comenta). Começou quando eu adcionei ele em um dos mais novos dos meus múltiplos emails. Ele perguntou se esse era o email secreto que eu usava pra postar vídeos caseiros no Red Tube. Eu entendi o tom da brincadeira, falei que sim e engatei outro assunto. Aí eu parei e li de novo - como diz a Cindy, eu e essa minha grande mania de não pensar antes de falar (no caso, escrever):
T (meio desconfiada) - Danilo, o que é Red Tube?
D- Red Tube é um dos (vários) serviços de vídeos pornográficos via streami ou se vc preferir, um jeito seguro de ver ponografia na internet.
T - Tá nos seus Favoritos?
D- Não não, eu prefiro o Pornhub, é mais rápido e os vídeos tem uma qualidade melhor.
T- Jura que você vê mesmo?
D - Seu namorado também vê! Ele nunca vai assumir, mas vê!
T - Claaaaroo que ele não veeeeeeee!
(Enquanto isso...)
T- Alô? Amorrrr... você sabe o que é o Red Tube???
F- Hummmm não, mas parece nome de site pornô...
T- Porque o Danilo falou que todo homem entra nesses sites! Você também??
(Ouço um "Affff que site zuado" no fundo)
F- Quase nunca, só quando tem algum vídeo sendo muito divulgado.
T- Mas agora você vai passar a tarde toda nesse né?
F- Talvez...
(e voltando a internet...)
T- Mas eu não entendo vocês! Não é bem melhor fazer do que ver?
D- "é algo do tipo, eu jogo Winning Eleven todo o dia, mas só posso jogar futebol aos sábados. Winning Eleven não deixa de me divertir durante a semana e não atrapalha o futebol no sábado!"
Eu não tive argumentos contra essa explicação tão filosófica: o Fê realmente joga WE todo dia e mesmo assim vai pro futebol no domingo! E vocês? O que estão esperando? Liguem pros namorados agora e confiram se eles conhecem o Red Tube!
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30 de outubro de 2009
Amar é...
... assumir que embora eu fale inglês, preciso fazer um curso de 

inglês técnico de videogame para ajudá-lo nos jogos.

... torcer para que nossos pitchucos tenham o queixinho dele.
... dançar "Como é que eu vou embora" do Kid Abelha em lugares públicos.
... dar um sorriso todas as vezes que vou digitar "eu" e o T9 do meu celular escreve "du".
... usar a camisa feminina do Milan, presente que eu ganhei feliz já que ele é o viciado em camisas de futebol.
... acreditar que ele estava olhando para os carros e não para a menina bonita em Transformers.
... se concientizar que nossa casa e nosso salário deverão ter espaço reservado para nossos DVDs.
... achar que ele ficou uma gracinha careca, mas fazê-lo jurar que isso nunca mais vai acontecer de novo.
... achar a cama, os lençóis e o edredom dele muito mais gostosos que os meus.
... descobrir em alguém a sua melhor companhia e que juntos, são o suficiente.
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28 de outubro de 2009
Amar é...
... receber todo dia um spam do ShopTimão só porque você teve a brilhante idéia de comprar um presente lá uma vez.
... aposentar os seus moletons porque aquele que você roubou dele é bem mais confortável.
... assistir de novo todas as temporadas de Friends junto com ele.
... descobrir que existe alguém no mundo que tem o mesmo gosto diferente pra filmes (legendados) que você.
... passar a semana inteira planejando o fim de semana.
... lembrar toda vez que o Minikibe preferido dele é o de Coalhada Seca porque ele não consegue decorar.
... explicar toda semana a piada do “Mas não tem biscoito”.
... conversar mais de três vezes por dia e não ser o suficiente.
... desfrutar cada bom momento do presente e imaginar um futuro de sorrisos.
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26 de outubro de 2009
Amar é...
*Semana Especial "Amar é..."
... conviver com a possibilidade de tocar a Marcha Imperial no seu casamento.
... esperar 5 dias e mais 3 horas para compartilhar 4 horas e mais 2 dias.
... observar a "crash position" num sábado à noite. Em público.
... começar a assistir The Office para ter assunto com os amigos dele.
... ficar feliz porque existe outra pessoa no mundo que responde "definitivamente" ao invés de "sim".
... nunca mais comprar um livro sem antes garantir que ele ainda não possui.
... gastar mais em SMS do que em qualquer outra coisa.
... responder mil vezes que não, o bebê não nascerá azul se você tomar anilina durante a gravidez.
... reaprender a escrever e a receber cartas.
... descobrir que há alguém que faz você feliz de uma maneira que você não acreditava mais ser possível.

... conviver com a possibilidade de tocar a Marcha Imperial no seu casamento.
... esperar 5 dias e mais 3 horas para compartilhar 4 horas e mais 2 dias.
... observar a "crash position" num sábado à noite. Em público.
... começar a assistir The Office para ter assunto com os amigos dele.
... ficar feliz porque existe outra pessoa no mundo que responde "definitivamente" ao invés de "sim".
... nunca mais comprar um livro sem antes garantir que ele ainda não possui.
... gastar mais em SMS do que em qualquer outra coisa.
... responder mil vezes que não, o bebê não nascerá azul se você tomar anilina durante a gravidez.
... reaprender a escrever e a receber cartas.
... descobrir que há alguém que faz você feliz de uma maneira que você não acreditava mais ser possível.

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28 de setembro de 2009
Pra quem não sabe amar
Fica esperando alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada
Amar não é fácil. E eu não estou me referindo a dificuldade de se manter um relacionamento saudável, mas sim ao quanto é complicado se entregar a um sentimento de forma absoluta.
Amor não acontece à primeira vista. Você pode sentir atração, desejo, interesse, mas não amor. Amor não é aquela paixão arrebatadora que faz cegar e acelerar os batimentos cardíacos. Amor vem devagar, sempre encontra um local para se instalar, não faz alarde e aquece a alma. Não se engane pensando que em sua vida não há lugar para o amor. Quando você se dá conta, ele já está lá.
Mas você precisa deixar a porta aberta. Precisa estar disposto, precisa querer, e precisa se esforçar. O amor você constrói bem devagar, a cada beijo, a cada encontro de mãos, a cada sonho pensado junto, a cada lágrima compartilhada. A cada riso verdadeiro, a cada medo dividido, a cada discussão dolorida, a cada saudade que aperta no peito. A cada café, a cada flor, a cada carta.
Eu acredito sim que o amor é construído. Nunca vem terminado e não é fácil de criar, mas se você quiser, vai conseguir fazer nascer. Você só precisa manter o coração disposto a receber os sinais de quando vale a pena, e quando tiver certeza, se entregar verdadeiramente à tarefa.
Quem espera amor pronto pode vir a descobrir - talvez tarde demais - que ninguém aparece em nossas vidas envolvido em letras de neon que dizem "é ele!". Você tem que arriscar. E vai se machucar. Ah, vai. E muito. Pode acreditar em mim. Mas um dia você percebe que havia um motivo.
Um dia você vai olhar para o lado, de espírito leve, e receber um sorriso cúmplice. Vai entender que tudo aconteceu exatamente como tinha que acontecer. Mesmo que tenha demorado, ou que tenha sido a um preço alto demais. Você vai entender que foi preciso viver tudo para se moldar numa pessoa nova, renascida, completa, que é capaz de amar verdadeiramente por não esperar nada em troca. Que não espera a outra metade de laranja porque já é uma tremenda salada de frutas.
Você só vai esperar mais amor. E paz, felicidade e vida. E vai receber... e vai fazer muito sentido.
Se sou eu quem diz, vocês podem confiar.
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada
Amar não é fácil. E eu não estou me referindo a dificuldade de se manter um relacionamento saudável, mas sim ao quanto é complicado se entregar a um sentimento de forma absoluta.
Amor não acontece à primeira vista. Você pode sentir atração, desejo, interesse, mas não amor. Amor não é aquela paixão arrebatadora que faz cegar e acelerar os batimentos cardíacos. Amor vem devagar, sempre encontra um local para se instalar, não faz alarde e aquece a alma. Não se engane pensando que em sua vida não há lugar para o amor. Quando você se dá conta, ele já está lá.
Mas você precisa deixar a porta aberta. Precisa estar disposto, precisa querer, e precisa se esforçar. O amor você constrói bem devagar, a cada beijo, a cada encontro de mãos, a cada sonho pensado junto, a cada lágrima compartilhada. A cada riso verdadeiro, a cada medo dividido, a cada discussão dolorida, a cada saudade que aperta no peito. A cada café, a cada flor, a cada carta.
Eu acredito sim que o amor é construído. Nunca vem terminado e não é fácil de criar, mas se você quiser, vai conseguir fazer nascer. Você só precisa manter o coração disposto a receber os sinais de quando vale a pena, e quando tiver certeza, se entregar verdadeiramente à tarefa.
Quem espera amor pronto pode vir a descobrir - talvez tarde demais - que ninguém aparece em nossas vidas envolvido em letras de neon que dizem "é ele!". Você tem que arriscar. E vai se machucar. Ah, vai. E muito. Pode acreditar em mim. Mas um dia você percebe que havia um motivo.
Um dia você vai olhar para o lado, de espírito leve, e receber um sorriso cúmplice. Vai entender que tudo aconteceu exatamente como tinha que acontecer. Mesmo que tenha demorado, ou que tenha sido a um preço alto demais. Você vai entender que foi preciso viver tudo para se moldar numa pessoa nova, renascida, completa, que é capaz de amar verdadeiramente por não esperar nada em troca. Que não espera a outra metade de laranja porque já é uma tremenda salada de frutas.
Você só vai esperar mais amor. E paz, felicidade e vida. E vai receber... e vai fazer muito sentido.
Se sou eu quem diz, vocês podem confiar.
16 de setembro de 2009
The time of his life...
"Quando penso nele, lembro de estar em seus braços quando éramos jovens, dançando, nos divertindo, fazendo esse filme que pensávamos que ninguém iria ver". (Jennifer Grey)
Eu mal havia completado um aninho quando esse filme foi lançado. Acho que a minha mãe nunca imaginaria que 12 anos depois eu iria quebrar uma fita de tanto repetir a cena final. Muita gente assistiu, naquela época, muitos anos depois, e até hoje. Acho que vai ser sempre assim, eu imagino a minha filha assistindo. Hoje, eu tenho o Dvd, Edição de Colecionador, pra rever quantas vezes eu quiser. Tenho a trilha sonora no meu computador e nunca cansei de escutar 'She's like the wind', 'Hungry eyes', 'Baby, oh baby...', além da música principal. Foram tantas as vezes em que eu pulei junto, em que eu dancei sem apoiar o calcanhar no chão, sempre respeitando o 'seu espaço, meu espaço'. E todas as vezes em que ela pulava eu ficava apreensiva como na primeira, me perguntando se iria dar certo. Eu, como muitas meninas por aí, fui apaixonada pelo Johnny Castle na adolescência (e pela sua barriga com quadradinhos definidos). Desde segunda eu não consigo ler, ver ou escutar algo sobre ele sem me emocionar. Quando penso nele, lembro de finais de tarde com o sol se pondo e de pular no sofá assistindo Dirty Dancing.
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4 de setembro de 2009
Homens!
Mantenham seus bingolinhos longe do meu ombro no ônibus!
Que coisa mais desagradável!!!
Além de todas as coisas desagradáveis que acontecem no ônibus, como o empurra-empurra, gente se encostando em você quando passa atrás, aquele aperto, chuva, todos os vidros fechados, pânico da gripe porcina e ainda por cima você, quando consegue um lugar pra sentar, tem que ficar toda torta porque o infeliz que está em pé ao seu lado acordou com vontade de esfregar o desaparecido dele em estranhos, ou melhor, estranhas.
Pra ajudar, o cara sentado ao seu lado, ou seja, o cara que ocupa o lado feliz do banco, o da janela, fica te olhando de ladinho com cara de "how you doing" pensando que você está dando em cima dele só porque seu corpitchos está projetado para ele.
Eu fiquei realmente em dúvida de se eu não estava muito em cima do cara do lado, mas antes nossos ombros juntos que o meu ombro e o bingolinho do cara em pé. O idiota ainda fazia de propósito, porque eu tenho certeza que ele podia ficar um pouquinho mais pro lado, aí o trocinho ficava ou no banco ou no ar. Mas não, ele precisava roçar em mim. Idioooota.
Que coisa mais desagradável!!!
Além de todas as coisas desagradáveis que acontecem no ônibus, como o empurra-empurra, gente se encostando em você quando passa atrás, aquele aperto, chuva, todos os vidros fechados, pânico da gripe porcina e ainda por cima você, quando consegue um lugar pra sentar, tem que ficar toda torta porque o infeliz que está em pé ao seu lado acordou com vontade de esfregar o desaparecido dele em estranhos, ou melhor, estranhas.
Pra ajudar, o cara sentado ao seu lado, ou seja, o cara que ocupa o lado feliz do banco, o da janela, fica te olhando de ladinho com cara de "how you doing" pensando que você está dando em cima dele só porque seu corpitchos está projetado para ele.
Eu fiquei realmente em dúvida de se eu não estava muito em cima do cara do lado, mas antes nossos ombros juntos que o meu ombro e o bingolinho do cara em pé. O idiota ainda fazia de propósito, porque eu tenho certeza que ele podia ficar um pouquinho mais pro lado, aí o trocinho ficava ou no banco ou no ar. Mas não, ele precisava roçar em mim. Idioooota.
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24 de junho de 2009
If I were a boy...
Não que a Beyoncé seja uma grande fonte de inspiração, mas, em sua música, ela diz que se fosse um menino tentaria ser um cara melhor, que ouve as mulheres, porque ela sabe como dói estar do outro lado. Particularmente, eu nunca quis ser um menino, mesmo com todo o incômodo da menstruação uma vez por mês e com todo o machismo presente na nossa sociedade. Mas um dia desses, eu me dei conta, se eu fosse um menino, eu seria gay!
Porque eu não conseguiria viver com uma mulher, nós somos muito frescurentas! Mas os homens, ah, eles têm os perfumes mais gostosos, os moletons mais confortáveis e continuam bonitos mesmo de tênis e barba por fazer. Eles não têm tanta frescura com as amizades, não encanam tanto com o relacionamento, falam palavrões livremente e resolvem todos os seus problemas com um copo de chopp.
Acho que nós fomos feitos pra nos complementar mesmo. Então na próxima vida eu quero continuar hétero, mas só se eu continuar sendo mulher!
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