12 de agosto de 2009
Escravos da Mídia
10 de agosto de 2009
Talvez eu não queira
Se antigamente nós éramos criadas para sermos boas esposas e donas de casa, hoje temos que ser excelentes profissionais e continuarmos bonitas. Não dá, gente. Nós somos humanas e temos o direito de não saber cozinhar, de não fazer as unhas, de dizer pro chefe: "não sei fazer isso". Mas não, nós queremos ser super-mulheres. Eu quero.
Eu quero ser reconhecida como uma boa profissional. Eu me dedico ao trabalho e quero ter meus esforços recompensados. Quero uma carreira decente e um bom salário. Quero mais qualificação. Quero cursos e pós e mestrado e doutorado. Quero estar bonita.
Quero que a roupa caia bem, que o sapato seja lindo, que o cabelo esteja arrumado, que as unhas estejam feitas, que a sobrancelha esteja tirada. Que na bolsa esteja o óculos de sol, a agenda, o espelho, a carteira e o batom. Quero ser educada e firme ao mesmo tempo.
Quero uma casa bonita. Quero que eu consiga arrumá-la do meio jeito, que os móveis estejam sem pó e que as toalhas estejam secas. Quero cozinhar bem e quero deixar a cozinha limpa depois do jantar. Quero ser uma boa mãe, amiga e firme na medida certa. Quero férias para descansar, viajar e conhecer lugares novos. Quero ler mais livros. Ver mais filmes. Escutar mais músicas. Quero fazer compras no mercado para que nunca falte papel higiênico. Quero dividir as despesas com o meu namorado/noivo/marido. Quero ser uma boa namorada/noiva/esposa. Quero ser uma boa companhia, quero participar da vida dele e deixar que ele participe da minha. Quero repartir as escolhas com ele com exatidão. Quero ser uma boa filha, porque meus pais vão envelhecer e alguém precisará levá-los ao médico. Quero ser uma boa amiga, quero ter boas conversas.
Eu quero tanto que, às vezes, nem sei se quero. Não sei se quero mesmo ou se preciso provar que posso. Provar para mim e para o mundo que eu consigo ser mil e uma mulheres dentro de 1,66 de energia acumulada.
Eu quero ser apenas mais uma e poder assistir Friends deitada no sofá enquanto a vida corre do lado de fora.
7 de agosto de 2009
Cindy X Cozinha
Não sei onde mamãe errou na minha genética culinária. Não rola. Não funciona. Uma salva de palmas para minhas colegas do mesmo sexo que se dão bem com os temperinhos. E outra pras que já se garantiram com o namorado/noivo/marido e deixaram bem definido quem faria o que e acabaram se livrando da tarefa. Minhas experiências com o cônjuge não foram lá tão animadoras.
Mas eu tento. Gosto mais de fazer bolos e doces (tipo merengue, que é só juntar tudo), mas essa semana, depois de minha mãe me olhar com cara de cachorro pidão, eu tentei fazer alguma coisa na cozinha. Peguei uma receita de arroz de forno no Tudo Gostoso - meu site preferido para receitas e meu pai ficou encarregado de comprar os ingredientes.
Eles falaram que ficou gostoso, mas eu duvido. Eu experimentei tanto durante o longo tempo de preparo que quando sentei pra comer, não tinha mais fome nenhuma. E de ver os ingredientes separados, quando eu juntei, tinha gosto de ingredientes separados, não sei explicar. Era carne moida, arroz com gosto de alho e purê de batata.
Mas estou tentando. Achei que nem fui tão mal assim no malabarismo... Vai
5 de agosto de 2009
Meias, meias, minhas meias!
Quando a Cindy e eu estudávamos juntas, nosso plano para o futuro era abrir uma loja de meias, dessas bem bonitas, com quadradinhos de madeira na parede pra colocar as meias, que seriam todas lindas e coloridas, claro. O plano ficou pra trás, mas hoje eu vejo inúmeras lojas como essas que a gente idealizava. A melhor delas é a Puket, que dá vontade de entrar e levar todas, aliás, duas de cada. A primeira meia dessas lindas-que-dá-vontade-de-ficar-só-olhando que eu ganhei foi justamente da Puket, e da Cindy.
E a terceira mais linda eu mesma que comprei e foi um achado, naquelas cestas de 4 por 10,00, sabe? Na hora eu só tinha achado ela linda, mas depois que cheguei em casa e reparei nos detalhes, ela virou minha paixão. Cada pé é diferente e eu sempre coloco ela ao contrário na pressa e depois tenho que mudar. Os gatinhos que têm nela são diferentes, e o gatinho macho está entregando um coração e uma carta pra fêmea e dizendo "I Love You" e ela, com cara de envergonhada, responde "Me too".
Não é fofa?
3 de agosto de 2009
Coisas do meu tempo
Vocês, mocinhas, não morrem de saudade...
De álbum de figurinhas?
Houve um tempo feliz e saudável em que a alegria vinha em pacotinhos de papel vagabundo. A diversão auto-colante/autocolante/auto colante/alguémmedêumguiaortográfico era garantida por intermináveis minutos que gastávamos alinhando com cuidado as figurinhas nas bordas. Depois ainda dava para trocar as repetidas com os colegas e, se o sei pai topasse preencher o cheque, o álbum ficava completo assim que a editora mandasse aquela figurinha mais difícil de tirar.
De coleção de papel de carta?
No meu caso, era a minha mãe que se encarregava de aumentar a coleção. Toda semana ela trazia os papéis desenhados e eu morria de dó de trocar com as meninas da escola, porque achava os meus mais bonitos e harmoniosos (vai entender). Até hoje eu tenho um roxinho que troquei com uma colega chamada Fanny, e quando olho para ele penso no quanto o meu era bem mais bonito...
Da Barbie noiva?
Vou logo explicando que nunca tive Barbie noiva. Mas um dia minha mãe cedeu aos apelos e me deu o tão estimado vestido branco. A minha Barbie chiquérrima trocou o sobretudo e as botas cano longo pela roupa de noiva bufante, e o encantamento durou até que eu percebesse que o meu Ken era versão praia. O casamento foi suspenso até que o boneco tivesse algo além de shorts verdes e pés descalços.
Das bonequinhas de papelão?
Não sei se aquelas bonequinhas que tinham as roupas também de papelão encaixadas por um filetinho branco eram batizadas. Mas sei que era uma alegria promover as combinações mais absurdas enquanto mudava as "roupas" em segundos. O problema era quando a afobação na hora de destacar o brinquedo da embalagem era grande demais. Aí eu rasgava um pedacinho e as roupas ficavam com uma parte marrom destoante.
Das canetas de dez cores?
A versão paraguaia e drag queen da Bic quatro cores foi minha paixão por algumas semanas. Na verdade as cores eram todas meio mortas e eu nunca cogitei escrever em marrom, bege ou amarelo apagado, mas eu abusava do rosa e do azul claro. E no final a folha do caderno ainda ficava com aquele cheirinho doce.
E vocês, meninas? Do que andam sentindo saudades?