14 de abril de 2010

Balanceando

Postado por Tata na quarta-feira, abril 14, 2010 7 comentários
A minha vida é quase que uma eterna briga contra a balança: eu já fui bem gordinha quando pequena por causa da já abolida coca-cola e mesmo depois de ter deixado os mega moletons pra trás, continuei tendo que conviver com a minha super tendência a engordar, meu quadril de 3 dígitos, meu panceps saliente e etc. Meu estilo de vida não ajuda nem um pouco, eu tenho consciência, mas também não tenho intenção nenhuma de mudá-lo. Agora, eu preciso conviver com uma outra realidade e quebrar o paradigma do "todo mundo que casa, engorda". Não, eu ainda insisto que não casei, mas só o fato de morarmos juntos influencia muito na minha alimentação.

Como o Fê chega tarde da faculdade e gosta de cozinhar (não é que eu não sei gente, é ele que gosta!) eu tenho jantado depois das 11 da noite. E não é um lanchinho leve não, é capeletti, arroz, frango empanado, chikenitos, lazanha e o que mais você imaginar, tudo com uma farofinha básica pra acompanhar. Além disso, sou obrigada a conviver com tentações tipo maionese temperada, nutella, bolachinhas e salgadinhos. Eu não ligo muito pra doces, mas nutella é apelação né? Fora as pizzas semanais. Desse jeito, fica realmente difícil emagrecer.

Mas emagrecer é uma coisa que já saiu dos meus planos há tempos. Eu sei que quando eu quero, eu consigo, mas a manutenção é tão chata. E fazendo um balanço dos últimos anos, eu devo ter passado uns 20 dias na praia por ano, chutando alto, então por que eu passaria os outros 345 comendo só salada e me exercitando em troca de um biquíni sem gordurinhas? Eu posso conviver com elas pelos 20 dias e me divertir em todos os outros! Porque comer é muito bom, a gordura dá um prazer instantâneo ao nosso organismo e nos deixa muito mais bem humorados, tanto que, ao final de um dia estressante, eu não exito em correr pro Mc mais próximo. Além disso, a comida desempenha todo um papel social, está presente em todas as confraternizações e sempre nos dá uma boa desculpa pra encontrar os amigos.

Mas depois de testar todos os regimes existentes no mundo, eu aprendi a conviver com o meu corpo e a me vestir da melhor forma para valorizá-lo (o que faz toda a diferença entre ser "gorda" ou "magra"), até com os vestidos eu tenho feito as pazes e consegui encontrar modelos que não me deixam parecendo um botijão de gás. Eu sei que eu sou o tipo de pessoa que nunca, nunca, por mais que me esforçasse, ficaria bem num bandage dress (infelizmente) e que nunca vou ter a barriga chapada (e nem pretendo me esforçar), mas eu estou feliz com os meus aproximadamente 60 kilos (aproximadamente pra mais) e com a minha calça 42 e só quero manter esse padrão.

Pode ser que semana que vem eu mude de idéia sobre tudo isso e comece (mais um) super regime revolucionário que, dessa vez sim, vai dar certo! Mas eu sou mulher, eu me dou esse direito...



E J-Lo nos dá um ótimo exemplo de como a roupa errada pode te deixar enorme!

12 de abril de 2010

We can be us, just for one day

Postado por Amanda Mirasierras na segunda-feira, abril 12, 2010 7 comentários
Eu vou escrever como mulher porque não tenho como saber como pensaria um homem, mas acho que as minhas questões existenciais são inerentes a qualquer humano. Talvez mude um pouco a maneira de lidar com elas; talvez as mulheres tenham tendência a enxergar e encarar as coisas de uma forma diferente.

Na vida, nada acontece sozinho. Não dá tempo de se organizar e decidir resolver uma coisa de cada vez. Tudo vem junto, misturado, e quanto mais o tempo passa, mais urgente tudo parece ser - e menos eu sei sobre como resolver, ou como separar o que deve ser resolvido do que deve ser deixado para lá.

A minha vida profissional é uma montanha russa. Num dia parece que tudo está caminhando bem, que as oportunidades que surgem são maravilhosas e que eu devo agarrá-las. No dia seguinte, percebo que essas oportunidades não dependem só de mim e que eu posso passar muito tempo me dedicando a algo que não vai dar em nada. E então eu volto a me questionar sobre o que realmente gostaria de fazer, se eu tenho vocação para alguma coisa ou se algum dia eu vou realizar algo que faça algum sentido para mim. Isso sem nem falar sobre salário, porque aí eu precisaria dizer que tenho um monte de coisas para pagar e que nunca na vida serei promovida ou terei um aumento.

Da parte pessoal, embora eu sempre me esforce para ser prática e objetiva, fico constantemente frustrada por ver tantas coisas que fogem ao meu controle. Sinto uma falta imensa das amizades que eu tinha há pouco tempo atrás. Tenho saudades de como tudo era mais leve, de como as conversam fluíam com naturalidade, de como as discussões eram tão bobas. Saber que isso nunca mais vai voltar é bem triste. Parece que a vida vai ficando cada vez mais monótona, difícil e sem graça.

Hoje eu já me preocupo muito com os meus pais. Com o emprego deles, com o lugar onde moramos, com a qualidade de vida que eles terão ao envelhecer, e em como eu gostaria de fazê-los trabalhar menos e se divertir mais.

E tem muitas, muitas coisas. Tenho um irmão e um monte de coisas que eu queria dividir com ele, mas não sei bem como. Tenho uma família que está prestes a começar e milhares de dúvidas e receios. Tenho, como todas as pessoas, questões pendendes que volta e meia voltam a me assombrar e a me fazer duvidar do que eu sou.

Eu sei que todas as vidas são assim. Sei que todas as pessoas tem os mesmos problemas, e que só muda o lado para onde a balança pende. Sei que eu não sou a única a colocar música alta nos fones de ouvdo para espantar pensamentos ruins, que não sou a única que se esconde atrás dos óculos escuros, que não sou a única que sorri quando há milhares de caquinhos por dentro. Mas sou uma dessas pessoas, e como todas as outras, eu me perco em mim mesma. Eu tenho dúvidas, medos, e, ultimamente, uma vontade devastadora de chorar quando o despertador toca.

Eu também sei que todo mundo passa por fases na vida em que as coisas ruins parecem ser maiores do que as boas. Mas o que me preocupa é perceber que, mesmo que estejam acontecendo coisas boas para mim, continuo muito presa às ruins.

Eu nunca quis usar esse marcador "Lágrimas", mas tem dias em que é simplesmente impossível falar de maquiagem.

7 de abril de 2010

Eu, Taís, admito que...

Postado por Tata na quarta-feira, abril 07, 2010 3 comentários
Sou uma viciada em esmaltes!

Sou sim! Eu preciso confessar, eu preciso de ajuda, não é normal isso, todo esmalte que eu vejo, eu quero comprar. Mesmo que a princípio eu não queira, na terceira vez que eu vejo a cor, já me apaixonei perdidamente.

Acho que essa obsessão é um reflexo do meu vício em lápis de cor de quando eu era pequena. O meu maior sonho era ter um daqueles lápis de 36 cores (48 ainda nem existia), mas era muito caro na época. Aí uma vez eu finalmente consegui convencer a minha mãe e ela comprou no Carrefour um conjunto de 12 lápis daqueles que era metade de cada cor, então eram 24 cores! Sabe o que aconteceu? O lápis nunca chegou em casa. Juro, a mulher do caixa passou, mas ele se perdeu em algum lugar no caminho e quando eu cheguei em casa toda feliz, a caixinha não estava lá. (Essa é a minha história triste pra sensibilizar as pessoas sobre como a minha vida era difícil quando eu for pro Big Brother!)

Até hoje, quando eu vejo aqueles mega-estojos profissionais de lápis de cor eu fico babando, mas eu sei que não usaria lápis coloridos pra nada (nem caneta vemelha eu uso). Mas com os esmaltes é pior, eu realmente acredito que eu vou dar um jeito de usar todas aquelas cores (e são muitas!). Eu comecei a perceber os sintomas quando quase arrematei a necessaire da coleção 7 pecados na Americanas uns dias atrás. A coleção já é antiga e na época eu me segurei e comprei só uma cor, mas quando eu vi todos ali juntinhos, eles estavam tão lindos! Eu consegui me segurar pensando que... são todos vermelhos! Nem eu que amo vermelhos vou conseguir usar 7, tem tantas cores lindas por aí... além do quê, eu já tenho um exemplar da coleção e ele ficaria repetido. Agora a Risque vai e lança a coleção da Penélope Charmosa  com varios tons de rosa (há controvérsias), eu nem sou fã de esmalte rosa, mas com essa embalagem liiinnnddaa, ceteza que vou comprar!

Aí semana passada começou um burburinho sobre a coleção de inverno da Impala. Quando eu vi as cores assim todas juntas não me chamou nem um pouco a atenção e eu achei que elas não combinavam entre si e nehuma se destacava individualmente também. Mas aí, eu dei a minha entradinha diária no UB e vi os swatches de cada cor e elas pareceram tão mais simpáticas ali na unha! Pra minha wishlist já entrou o Absinto (pseudo Jade - e olha que eu nem era tão obcecada pelo Jade), o Carbono, o Mauve Urban e o Cosmopolitan e ainda estou pensando sobre o Camurça (pseudo-pseudo Particuliere).

Agora tudo que eu mais quero na vida é dar um pulo na Ikesaki pra arrematar tipo, uns 10 esmaltes! Eu sei que eu vou acabar usando cada um só uma vez, mas é um vício muito mais barato, pensa comigo: se eu comprar 10 esmaltes a 2,00 cada um (chutando alto) e usar cada um uma vez, eu terei gastado 20,00. Se eu fosse na manicure pagando 10,00 pra fazer a mão 10 vezes (pra usar todas as 10 cores diferentes) eu gastaria 100,00! Eu amo esmaltes!

(E eu tenho falado muito de esmaltes por aqui!!)

5 de abril de 2010

Bloco do eu sozinho

Postado por Amanda Mirasierras na segunda-feira, abril 05, 2010 3 comentários
Não sou grande fã de Sex and the City, mas lembro de um episódio em que a Miranda faz uma cirurgia nos olhos e não pede ajuda a ninguém. Ela não admite que o próprio namorado a ajude nessa fase de cegueira temporária, e acaba cedendo só quando percebe que não vai mesmo conseguir se virar totalmente sozinha.

Embora algo assim possa parecer absurdo fora da ficção, confesso que entendo esse comportamento. Eu tenho mania de fazer tudo sozinha. Sempre tenho certeza que vou dar conta, fico sobrecarregada e acho tudo muito normal. E quando falamos de homens, então, parece que caí em São Paulo vinda diretamente de um curso de sobrevivência.

Tive que me controlar muitas vezes para não chamar o garçom ou pedir a conta quando comecei a sair com o meu namorado. E nas primeiras vezes em que ele fez o pedido, "PARA ELA, um expresso puro", a única coisa que me fez não dar a mão ao garçom e completar dizendo "eu sou ELA, muito prazer" foi aquela mágica educada do começo dos relacionamentos.

Outro exemplo? Muito cavalheiresco abrir a porta do carro, não é? Mas eu tenho duas mãos e sou capaz de abrir sozinha, muito obrigada. Sou até capaz de sentar no banco com a minha própria bunda, veja que progresso.

Embora um comportamento independente seja perfeitamente aceito entre os homens, nem sempre é visto com bons olhos quando vindo de uma mulher. Se a mulher tem pulso firme, ih, tem coisa aí. No mínimo, é mal amada. Porque mulher de verdade tem que ser delicadinha, tem que ser sensível, tem que ter aquela ponta de dependência para fazer com que o macho sempre se sinta macho. Você sabe usar ferramentas? Hum...

Eu não sei se algumas mulheres já nascem com a semente do feminismo pronta para despontar, ou se acaba sendo uma maneira de assumir a própria vida. Não sei se é algo a ser admirado ou se é apenas intimidador. Ou pode ser que crescer sabendo que meu pai queria muito que eu fosse menino fez com que eu sempre me esforçasse para fazer tudo sozinha (e melhor do que todo mundo). Sei que, ao contrário de boa parte da população feminina, as delicadezas sempre me incomodaram demais.

Ter um perfil atribuído aos homens não fez de mim a mulher mais popular do mundo - nem entre os homens e muito menos entre as mulheres. Sempre percebi os olhares atravessados e sei que não duvidaram da minha heterossexualidade porque poucas vezes estive sem namorado. Mas não é nada fácil ser assim num mundo machista.

Enquanto a maioria das mulheres precisa lutar contra uma educação cor de rosa, eu precisei entender que aceitar ajudas ou mimos não é uma prova cabal de incapacidade. Às vezes é só carinho e cuidado. Aprendi a deixar meu namorado chamar o garçom e pedir a comida que eu escolhi, aprendi a deixar que a porta do carro seja aberta e talvez um dia eu aprenda que ter o telefone da seguradora pode ser melhor do que se sujar trocando o pneu. E agora já nem me sinto tão mal por isso.

2 de abril de 2010

Dicas de utilização de banheiro feminino coletivo

Postado por Ci na sexta-feira, abril 02, 2010 4 comentários
Nº01 - Lembre-se de dar descarga! E certifique-se de que deu descarga suficiente para não deixar a água meio amarelada. Se quer dar pouca descarga, beba mais água! Tá que é uma privada, mas não precisa ficar com cara de "acabaram de fazer xixi em mim".

Nº02 - Todas as vezes que usar o banheiro para o número 02, há algumas coisas a conferir: a descarga foi suficiente? ficou alguma coisas nas paredinhas? É, o assunto é nojento, mas muito mais nojento que falar sobre, é chegar para fazer um xixi e encontrar o banheiro recém-defecado e pior, sujo. Crie sua técnica. Uma que funciona bem, é dar uma enrolada no banheiro, lavar as mãos, cantar uma musiquinha e depois repetir a descarga. Geralmente é tempo suficiente para dar um jeito no restante. Se não funcionar, se vire nos 30, mas não deixa provas claras de que esteve ali (o cheiro já é suficientemente denunciador).

Nº03 - Tome cuidado com a posição do papel. O pessoal joga papel no lixo como se ninguém mais fosse abrir aquele cesto sagrado. Pois é, triste a verdade, mas o próximo a abrir dará de cara com o seu papel ali, escancarado, denunciando o cocô, a mestruação e até o seu período fértil. Quer coisa mais nojenta que abrir o lixinho e dar de cara com uma melequeira dessas? Eu não fico vasculhando o lixo, mas também não pratico aremesso da privada. E mais, tomo cuidado para deixar em uma posição que esconde a minha situação.

Nº04 - Ao escovar os dentes, verique se: não deixou o espelho respingado (não precisa se enfiar no espelho para escovar os dentes, nem pra passar fio dental), se todos os resíduos da escovção foram pia abaixo e se não ficou excesso de pasta na pia.

Nº05 - Dependendo do local, tem aqueles saquinhos para colocar absorvente. Não são enfeite. Use! Evita odores desagradáveis em todo o banheiro e principalmente, depois que a gente joga o papel e fecha o lixo (pronto, agora vocês vão pensar MESMO que eu fico com a cara no lixo), mas é uma realidade sim, principalmente quando são aquelas lixeirinhas de apertar com o pé).

Nº06 - Se ficar escovando os cabelos no banheiro, recolha os fios que caírem!

Nº07 - Caso você tenha muito tempo livre e possa ficar tirando a sobrancelha no banheiro, lembre-se de passar um papelzinho sobre a pia. Entendo a proximidade com o espelho, mas não entendo a preguiça de passar um papelzinho na pia.

Nº08 - Não se esqueça JAMAIS que outra pessoa usará o banheiro depois de você. E que a faxineira está sim para limpar, mas guarde suas porquices para você.

Como tem mulher porca no mundo. Aff.
 

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