Quando eu era pequnininha, fui colocada no ballet, como toda boa menina. Para provar como usar o collant rosa era torturante para mim, vejam vocês mesmos:

Não sei se era o collant rosa ou as chuquinhas laterais que me davam dor de cabeça
Acontece que eu era uma menininha mimada, irritante, que não sabia nada da vida, cujas vontades eram todas realizadas. Até que em um belo dia de sol, minha mãe resolveu me tirar das aulas de ballet.
Eu juro que eu não era eu naquela época... Hoje, eu daria tudo para ser uma bailarina que usa as tais sapatilhas de ponta. O pior é que é uma coisa que deve sim ser praticada desde pequenininha. Eu não tenho corpo de bailarina e agora, seria tarde demais. Pelo menos pra mim, eu acho que é.
Quando tinha uns 14 anos, comecei a fazer jazz. E eu gostava muito também. Com o jazz, eu consegui compensar um pouco a frustração por não ter me tornado uma bailarina de ballet. Fiz o jazz por uns anos e depois, com o trabalho e estudos, tudo ficou cansativo demais, até que eu parei de novo.
A vida da gente não volta. Eu não terei mais tardes livres (e se eu tiver, não saberei o que fazer com elas, como a folga de hoje, que eu não fiz absolutamente nada), não pararei de trabalhar e estudos, sempre temos que nos atualizar. Não tem jeito. Essa é a vida agora. E resolvi que não vou deixar de fazer as coisas que gosto por causa de tempo. Tenho é que usar meu tempo para fazer coisas que gosto, pois já passo boa parte dele fazendo coisas que não gosto ou que não são pra mim. E por mim. Então amanhã, recomeço oficialmente minhas aulas de jazz. E daqui a três meses, se tudo der certo, começo as aulas de ballet (porque obrigar a minha filha a fazer ballet por uma frustração minha não será nada legal... *tomara que ela queira*tomara que ela queira*tomara que ela queira*).
Em alguma aula de jazz, em algum lugar entre 15 ou 16 anos





