Quando somos piquititicos, é a fase das festinhas dos amigos. Algums preferem só os primos, outros querem os amigos mais intimos, outras mães convidam todos os coleguinhas da sala. Nem sempre é em um buffet infantil, pra ser bem sincera, na minha fase só tinha festinha no quintal, mas agora, a criançada tem festa no buffet, playland. (Pausa para lembrar da festa em 1994 de uma coleguinha que foi no McDonalds: fui embora reclamando que estava com fome, porque as crianças só tinham direito a um único lanche e eu, no auge dos meus 7 anos, comeria mais que um!)
Passada a infância, vem a grande festa de 15 anos. O momento é esperado pelas meninas, mas os meninhos acabam tendo que dar o ar da graça também. Eu tive uma festa das super elaboradas e não me arrependo nem um pouco. Por sinal, nenhuma amiga minha fez essa festa e eu nao dancei como um dos 15 casais (agora, depois de velha, minhas primas mais lindas do mundo me convidam), mas muitas meninas dançam em vááárias festa, de todas as amigas nesta fase. De qualquer maneira, é uma idade que muito ou pouco, sempre é comemorada, então sempre são muitas festas para ir.
E agora, quannntos casamentos, hein? Os amigos casando surgem de todos os lugares e épocas. E vêm as listas de casamento, listas de chá de cozinha (Amanda, que raios é uma prancha com cabo?????), presente, vestidos, convites dos mais diferentes e divertidos. E por que não o seu casamento? Vale casar na igreja, no salão, no sítio ou não casar. O que importa é que a união vem surgindo de todos os lados... Acho que a época, né??
13 de agosto de 2010
9 de agosto de 2010
I don't even have a pla!
Eu acho que qualquer pessoa pode se identificar com Friends, seja com algum dos personagens ou com alguma situação. Eu comecei a ver Friends há muito tempo e virei fã desde o começo; mas só hoje, aos 26 anos, eu começo a me reconhecer muito mais naqueles episódios. Principalmente na primeira temporada.
No episódio 4 da primeira temporada, Aquele com George Stephanopoulos, Rachel recebe seu primeiro salário como garçonete e fica inconformada ao ver como aquele mês trabalhado valeu pouco. Ela, Monica e Phoebe resolvem fazer uma festinha de meninas e passam a noite de pijamas, comendo, bebendo e jogando.
Mas conforme a noite passa, Rachel começa a pensar na vida que está levando. Ela largou seu noivo no altar, deixando com ele a possibilidade de levar uma vida muito tranquila (= ser uma madame que não precisa trabalhar), e virou garçonete. As outras meninas percebem, então, que também não conquistaram nada ainda. Elas não tem o emprego e nem o salário que gostariam - e, pior ainda, talvez nem saibam ao certo o que gostariam de conquistar.
Alguns episódios depois, é o Chandler quem passa por uma crise de identidade. Ele recebe uma excelente proposta na empresa onde trabalha e não sabe se deve ou não aceitar; afinal, ele não sabe sequer se gosta daquilo que faz.
Talvez seja essa a grande questão de todos aqueles que estão na casa dos 20 anos, rumando para os 30. Pouco antes disso, em geral nós estamos terminando a faculdade e procurando desesperadamente um emprego dentro das profissões escolhidas. Mas depois de um tempo, nesse exato instante em que se passam os episódios (e, coincidentemente, no exato instante que eu estou vivendo hoje), nós não sabemos se gostamos muito daquilo que queríamos tanto conseguir. A ânsia de ter emprego para ganhar dinheiro e começar a caminhar sozinhos faz com que agarremos a primeira oportunidade que aparece. Inevitavelmente, um dia iremos questionar se essa oportunidade é mesmo aquilo que queríamos.
Será que nós fizemos a faculdade certa? Será que esse emprego é o máximo que conseguiremos? Será que devemos fazer pós? Será que devemos fazer intercâmbio? Mudar de casa? Sair da cidade? Estudar outra língua? Será que vamos conseguir chegar lá? Onde é lá?
Essa fase é tão confusa e nebulosa. Em alguns dias acordamos dispostos, felizes por termos encontrado o rumo certo, gratos por estarmos caminhando, satisfeitos com as nossas conquistas e com a nossa competência por sermos jovens e já estarmos em algum lugar. Mas na semana seguinte, o som do despertador dá vontade de chorar e o cobertor parece ser o lugar mais seguro do mundo.
É a fase dos relacionamentos mais sérios. Das decisões mais difíceis. Das primeiras conquistas. De rompimentos dolorosos. Das boas viagens. Do primeiro carro. Da primeira casa. É a fase em que queremos ficar tomando sundae no Mc Donald's, mas que compramos uma casquinha porque é o que dá para fazer no fim do mês.
Rumar para os 30 anos é assumir as rédeas e arcar com as consequências. Às vezes dói, mas às vezes é incrível.
No episódio que eu descrevi, a Rachel analisa a sua própria condição de uma forma muito realista. Ao final, ela olha ao redor e vê os seus amigos jogando Twister. Todos eles estão no mesmo barco. Alguns ganham mais, outros menos, alguns tem mais certezas, outros ainda tem muitas dúvidas. Mas apesar de tudo, eles estão juntos para o quer der e vier.
Porque os amigos que atravessam a juventude e entram com a gente na idade adulta costumam ficar por perto para sempre. E esse é um grande presente. Meio adulto, meio incerto, meio medroso, a gente não está sozinho. Então, está tudo bem.
(Eu bem que tentei colocar aqui o vídeo de onde saiu o título do texto, mas não consegui. Para assistir - e entender - clique aqui.)
No episódio 4 da primeira temporada, Aquele com George Stephanopoulos, Rachel recebe seu primeiro salário como garçonete e fica inconformada ao ver como aquele mês trabalhado valeu pouco. Ela, Monica e Phoebe resolvem fazer uma festinha de meninas e passam a noite de pijamas, comendo, bebendo e jogando.
Mas conforme a noite passa, Rachel começa a pensar na vida que está levando. Ela largou seu noivo no altar, deixando com ele a possibilidade de levar uma vida muito tranquila (= ser uma madame que não precisa trabalhar), e virou garçonete. As outras meninas percebem, então, que também não conquistaram nada ainda. Elas não tem o emprego e nem o salário que gostariam - e, pior ainda, talvez nem saibam ao certo o que gostariam de conquistar.
Alguns episódios depois, é o Chandler quem passa por uma crise de identidade. Ele recebe uma excelente proposta na empresa onde trabalha e não sabe se deve ou não aceitar; afinal, ele não sabe sequer se gosta daquilo que faz.
Talvez seja essa a grande questão de todos aqueles que estão na casa dos 20 anos, rumando para os 30. Pouco antes disso, em geral nós estamos terminando a faculdade e procurando desesperadamente um emprego dentro das profissões escolhidas. Mas depois de um tempo, nesse exato instante em que se passam os episódios (e, coincidentemente, no exato instante que eu estou vivendo hoje), nós não sabemos se gostamos muito daquilo que queríamos tanto conseguir. A ânsia de ter emprego para ganhar dinheiro e começar a caminhar sozinhos faz com que agarremos a primeira oportunidade que aparece. Inevitavelmente, um dia iremos questionar se essa oportunidade é mesmo aquilo que queríamos.
Será que nós fizemos a faculdade certa? Será que esse emprego é o máximo que conseguiremos? Será que devemos fazer pós? Será que devemos fazer intercâmbio? Mudar de casa? Sair da cidade? Estudar outra língua? Será que vamos conseguir chegar lá? Onde é lá?
Essa fase é tão confusa e nebulosa. Em alguns dias acordamos dispostos, felizes por termos encontrado o rumo certo, gratos por estarmos caminhando, satisfeitos com as nossas conquistas e com a nossa competência por sermos jovens e já estarmos em algum lugar. Mas na semana seguinte, o som do despertador dá vontade de chorar e o cobertor parece ser o lugar mais seguro do mundo.
É a fase dos relacionamentos mais sérios. Das decisões mais difíceis. Das primeiras conquistas. De rompimentos dolorosos. Das boas viagens. Do primeiro carro. Da primeira casa. É a fase em que queremos ficar tomando sundae no Mc Donald's, mas que compramos uma casquinha porque é o que dá para fazer no fim do mês.
Rumar para os 30 anos é assumir as rédeas e arcar com as consequências. Às vezes dói, mas às vezes é incrível.
No episódio que eu descrevi, a Rachel analisa a sua própria condição de uma forma muito realista. Ao final, ela olha ao redor e vê os seus amigos jogando Twister. Todos eles estão no mesmo barco. Alguns ganham mais, outros menos, alguns tem mais certezas, outros ainda tem muitas dúvidas. Mas apesar de tudo, eles estão juntos para o quer der e vier.
Porque os amigos que atravessam a juventude e entram com a gente na idade adulta costumam ficar por perto para sempre. E esse é um grande presente. Meio adulto, meio incerto, meio medroso, a gente não está sozinho. Então, está tudo bem.
(Eu bem que tentei colocar aqui o vídeo de onde saiu o título do texto, mas não consegui. Para assistir - e entender - clique aqui.)
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6 de agosto de 2010
Dona e proprietária de salão de beleza
Quem mulher nunca desejou que o salão de beleza estivesse bem ali, nos seus pés? Que descendo a escada, tivesse um salão a sua disposição, para os cabelos, unhas, depilação? E o melhor, tudo na faixa?
Pois é, eu tenho. Minha mãe é dona e proprietária de salão de beleza e eu tenho o que quiser fazer, a uma escada da minha cozinha.
Mas nem tudo é perfeito.
Tem um fantástico ditado que diz que "em casa de ferreiro o espeto é de pau". Pois é exatamente assim que funciona. Primeiro porque, tudo que você faz no salão, ocupa o lugar de uma pagante. Então, você não tem a preferência! Outra, os horários que posso, são os horários que a grande maioria pode. Pela noite e aos sábados. Então, elas têm a preferência.
Tudinho acaba sendo feito na pressa e no encaixe entre outras clientes. Já pensou, uma progressiva no meu cabelo é uma tarde toda no salão! Eu entendo a situação, mas que ter o salão praticamente dentro de casa pode não ser tão prático, é fato. Se eu marcasse em outro salão, teria a preferência, pagaria e minha mãe me daria as contas de filha. Já meu horário de unha é reservado. Todos os sábado, se não eu vou em outro salão mesmo!
Ter mãe cabeleireira tem suas vantagens, mas também tem suas desvantagens. Minha mãe trabalha de segunda a sábado das 6 da manhã até a hora que precisar. O que é uma tarefa muito dificil pra ela de tanto cabeleireira quanto dona de casa o dia inteirinho.
Ter um salão dentro de casa também tem suas vantagens e desvantagens. Uma coisa legal é que eu faço escova muito bem, já ajudei ela várias e várias vezes, participo de todos os dias da noiva e ouço suas histórias. Tiro fotos, monto os dvds, e participo quando quero da fofocaiada do salão. Se não estou a fim, fico aqui em cima. Se estou, fico lá em baixo.
Quando era pequena, as amiguinhas da escola costumavam fazer os cabelos com a minha mãe. E pra ser bem sincera, eu nunca gostei muito de misturar as coisas. Uma porque acham que se sua mãe é cabeleireira, ela TEM que cobrar mais barato. Outra porque quando era mais nova, já teve amiga da escola que a mãe obrigou a fazer alguma coisa no cabelo, minha mãe fez, a fulaninha não gostou e virou a cara pra mim. Claro, depois de meter o pau na minha mãe pra escola inteira. Depois desse trauma da segunda série, amigos amigos, negócios a parte!
Eu sei que não consigo imaginar como é ligar para outro salão para marcar uma escova. Nem como é fazer depilação de uma tacada só, porque desce e faz a axila, depois desce pra fazer a virilha, depois desce pra fazer a perna, tudo quanto dá! Mas quer saber? É bom mesmo! Pelo menos não tenho que pesquisar preço, ficar me preocupando em marcar as coisas e pode até ser em etapas, mas nunca falta!
Pois é, eu tenho. Minha mãe é dona e proprietária de salão de beleza e eu tenho o que quiser fazer, a uma escada da minha cozinha.
Mas nem tudo é perfeito.
Tem um fantástico ditado que diz que "em casa de ferreiro o espeto é de pau". Pois é exatamente assim que funciona. Primeiro porque, tudo que você faz no salão, ocupa o lugar de uma pagante. Então, você não tem a preferência! Outra, os horários que posso, são os horários que a grande maioria pode. Pela noite e aos sábados. Então, elas têm a preferência.
Tudinho acaba sendo feito na pressa e no encaixe entre outras clientes. Já pensou, uma progressiva no meu cabelo é uma tarde toda no salão! Eu entendo a situação, mas que ter o salão praticamente dentro de casa pode não ser tão prático, é fato. Se eu marcasse em outro salão, teria a preferência, pagaria e minha mãe me daria as contas de filha. Já meu horário de unha é reservado. Todos os sábado, se não eu vou em outro salão mesmo!
Ter mãe cabeleireira tem suas vantagens, mas também tem suas desvantagens. Minha mãe trabalha de segunda a sábado das 6 da manhã até a hora que precisar. O que é uma tarefa muito dificil pra ela de tanto cabeleireira quanto dona de casa o dia inteirinho.
Ter um salão dentro de casa também tem suas vantagens e desvantagens. Uma coisa legal é que eu faço escova muito bem, já ajudei ela várias e várias vezes, participo de todos os dias da noiva e ouço suas histórias. Tiro fotos, monto os dvds, e participo quando quero da fofocaiada do salão. Se não estou a fim, fico aqui em cima. Se estou, fico lá em baixo.
Quando era pequena, as amiguinhas da escola costumavam fazer os cabelos com a minha mãe. E pra ser bem sincera, eu nunca gostei muito de misturar as coisas. Uma porque acham que se sua mãe é cabeleireira, ela TEM que cobrar mais barato. Outra porque quando era mais nova, já teve amiga da escola que a mãe obrigou a fazer alguma coisa no cabelo, minha mãe fez, a fulaninha não gostou e virou a cara pra mim. Claro, depois de meter o pau na minha mãe pra escola inteira. Depois desse trauma da segunda série, amigos amigos, negócios a parte!
Eu sei que não consigo imaginar como é ligar para outro salão para marcar uma escova. Nem como é fazer depilação de uma tacada só, porque desce e faz a axila, depois desce pra fazer a virilha, depois desce pra fazer a perna, tudo quanto dá! Mas quer saber? É bom mesmo! Pelo menos não tenho que pesquisar preço, ficar me preocupando em marcar as coisas e pode até ser em etapas, mas nunca falta!
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4 de agosto de 2010
Bridget, me desculpa!
Eu lembro de ter uns 13 anos, talvez 14, quando minha prima estava lendo "O Diário de Bridget Jones". Eu perguntei se era bom e ela disse um "legal" não muito animado (nada parecido com o "muito legal, você tem que ler" de Harry Potter uns anos depois). Talvez por isso eu nunca tenha me interessado em ler e quando o filme foi lançado, um tempo depois, também não me empolgou muito. Eu nunca tinha chegado a assistir de fato, apenas visto uns pedaços (dublados) na tv que não me despertaram nenhum interesse em parar no canal e assistir.
Na verdade eu achava a Bridget muito sem graça, uma chata que ficava arranjando problemas pra vida dela e nunca estava satisfeita. Pudera, há pouco tempo atrás os tipos de problema que ela enfrentava não faziam parte da minha realidade e não me sensibilizavam nem um pouco. Mas agora, após ter visto o filme (ou pelo menos metade dele) no momento certo tudo mudou. Agora eu admiro a Bridget, considero ela uma mulher real, enfrentando problemas reais e quebrando o paradigma da mulher que foi feita pra casar, ter filhos e cuidar da casa. Alias, sinto informar, mas não foi Sex and the city o percursor das mulheres livres e independentes, como todo mundo fala por aí. Muito antes, a Bridget já escancarava tudo isso por aí, mostrando o quão imperfeita todas nós podemos ser.
Bridget é solteira com mais de 30, tem um emprego nada glamuroso, está acima do peso 'aceitavel' pelas revista de moda e, imaginem, não é nada julgada pela sociedade por causa de tudo isso, né? Ok, o filme pode não ser maravilhoso, pois, apesar de ser comédia, não me arrancou muitas risadas (tudo bem que eu nunca compreendi muito bem o humor britânico) e também não sei se a leitura do livro seria tão prazerosa.
Mas o que eu passei a admirar não foi nenhum dos dois, mas sim a mulher Bridget Jones, ou melhor, as mulheres que ela representa. Quem nunca tentou fazer uma receita legal e deu tudo errado? Quem nunca teve um emprego dos infernos? Quem nunca foi julgada de alguma maneira? Quem nunca esteve insatisfeita com a sua aparência? Quem nunca teve problemas amorosos? Quem nunca passou por varias dessas coisas ao mesmo tempo?
E o melhor de tudo, ela alivia tudo isso escrevendo sobre essas coisas. Tudo bem que era um diário, mas tenho certeza que a Bridget de hoje em dia seria blogueira! Porque é muito bom dividir esses probleminhas e, melhor ainda, saber que existem milhares de outras pessoas passando por problemas bem parecidos. Que bom que somos todas imperfeitas!
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2 de agosto de 2010
Da fidelidade
"Antes ser a outra do que corna".
Quantas vezes você já ouviu uma mulher proferir essa frase? Dezenas de vezes? Centenas? Aliás, você já disse que prefere ser a outra do que ser corna? Já? Por quê?
Vamos analisar bem as duas condições? Comecemos pela corna.
Você conheceu um cara, se apaixonou e foi correspondida. Começaram um relacionamento legal, um conheceu a família do outro, criaram amigos em comum, viajaram, até que um dia algo começa a desandar e você descobre: ele tem outra. Ou teve, tanto faz. O fato é que o cara em quem você confiava, aquele que você acreditava ser a pessoa certa, com quem você fez planos, um belo dia se engraçou com outra. E você? Você, minha cara, foi vítima de uma grande sacanagem. Porque não há lei nesse mundo que obrigue uma pessoa a ficar com outra, mas é de se esperar que haja um mínimo de respeito por quem está com você. Mas,nesse caso, não houve. Você descobriu a traição. Foi terrível! Seu mundo caiu, seus sonhos terminaram, e aquele cara incrível se transformou um tremendo filho da puta.
Mas você não teve culpa alguma. Porque não há justificativa para uma traição. Aliás, acho que há uma exceção: quando seu relacionamento já está nas últimas, você se interessa por outra pessoa, sai com ela, e então resolve terminar de vez aquele namoro/casamento. Aí acho compreensível. Mas trair e continuar um relacionamento como se nada tivesse acontecido, ou pior, manter dois relacionamentos paralelos, é no mínimo um grande desvio de carater. Falta de bom senso, falta de solidariedade. É feio pra cacete!
Nesse caso, você se decepcionou com alguém que não era quem você imaginava. Mas, no fim das contas, você acabou conhecendo quem realmente essa pessoa era e se livrou de uma grande otário. E fazer o quê, não é? Bola para frente, porque felizmente há muita gente boa nesse mundo.
Agora, analisemos a outra.
Vou logo explicando a minha exceção: você não tem culpa alguma se não souber que é a outra. Se você conhece um cara, começa a sair com ele, tudo vai indo muito bem, e um belo dia o rapaz resolve dizer que é comprometido, é óbvio que você não tem culpa. Mas se você está muito ciente do estado civil do cara e mesmo assim entra na onda, bem, então eu concluo que você deve ser tão mau carater quanto ele.
Porque eu me pergunto: o que leva uma mulher a se sujeitar a ser a outra? São raríssimos os casos em que um homem sai de um relacionamento (supostamente feliz, porque dos falidos eu já tinha falado sobre) para assumir uma amante. O que uma mulher ganha em ser a outra? Em ser a sombra do relacionamento? Ganha umas saídas, umas baladas, uns motéis, e olhe lá. A oficial fica com a vida social, com a família e com as datas importantes. Uma mulher tem que se gostar muito pouco para aceitar as raspas e restos de um amor.
Há, é claro, a importantíssima questão do ego. Porque é como eu sempre digo: mulher, quando quer dar, ninguém segura. E o mundo tá cheio desse tipinho vulgar de mulher que dá em cima de qualquer um, indiscriminadamente, para testar seu poder de sedução. É o prazer de ver se dá certo. É claro que muitas vezes dá! Mas, sério, alguma mulher realmente se sente especial por ter a atenção de um filho da puta comprometido que deu bola para a primeira engraçadinha que apareceu?
E mesmo que o filho da puta comprometido dê em cima de você, que é solteira, livre e desimpedida, você sabe tão bem quanto eu que essas histórias são furadas desde o começo. Vocês vão sair algumas vezes, vão se divertir, e só. Você não ganha nada com isso. E não caia no engano de pensar que você é melhor do que a oficial, viu. Não é. Poderia ser você, poderia ser qualquer outra. Mas, nesse caso, foi você quem topou ser conivente com essa papagaiada toda.
Então, garotas, fica aqui a minha sugestão. Se nenhuma de nós tem total controle sobre os cornos, então sejamos íntegras o bastante para não nos sujeitarmos à triste categoria de ser "a outra". Seja você quem for, você merece mais. Merece um cara decente, com carater. Você merece ser a única.
Ou, no mínimo, você merece ser uma pessoa decente.
Quantas vezes você já ouviu uma mulher proferir essa frase? Dezenas de vezes? Centenas? Aliás, você já disse que prefere ser a outra do que ser corna? Já? Por quê?
Vamos analisar bem as duas condições? Comecemos pela corna.
Você conheceu um cara, se apaixonou e foi correspondida. Começaram um relacionamento legal, um conheceu a família do outro, criaram amigos em comum, viajaram, até que um dia algo começa a desandar e você descobre: ele tem outra. Ou teve, tanto faz. O fato é que o cara em quem você confiava, aquele que você acreditava ser a pessoa certa, com quem você fez planos, um belo dia se engraçou com outra. E você? Você, minha cara, foi vítima de uma grande sacanagem. Porque não há lei nesse mundo que obrigue uma pessoa a ficar com outra, mas é de se esperar que haja um mínimo de respeito por quem está com você. Mas,nesse caso, não houve. Você descobriu a traição. Foi terrível! Seu mundo caiu, seus sonhos terminaram, e aquele cara incrível se transformou um tremendo filho da puta.
Mas você não teve culpa alguma. Porque não há justificativa para uma traição. Aliás, acho que há uma exceção: quando seu relacionamento já está nas últimas, você se interessa por outra pessoa, sai com ela, e então resolve terminar de vez aquele namoro/casamento. Aí acho compreensível. Mas trair e continuar um relacionamento como se nada tivesse acontecido, ou pior, manter dois relacionamentos paralelos, é no mínimo um grande desvio de carater. Falta de bom senso, falta de solidariedade. É feio pra cacete!
Nesse caso, você se decepcionou com alguém que não era quem você imaginava. Mas, no fim das contas, você acabou conhecendo quem realmente essa pessoa era e se livrou de uma grande otário. E fazer o quê, não é? Bola para frente, porque felizmente há muita gente boa nesse mundo.
Agora, analisemos a outra.
Vou logo explicando a minha exceção: você não tem culpa alguma se não souber que é a outra. Se você conhece um cara, começa a sair com ele, tudo vai indo muito bem, e um belo dia o rapaz resolve dizer que é comprometido, é óbvio que você não tem culpa. Mas se você está muito ciente do estado civil do cara e mesmo assim entra na onda, bem, então eu concluo que você deve ser tão mau carater quanto ele.
Porque eu me pergunto: o que leva uma mulher a se sujeitar a ser a outra? São raríssimos os casos em que um homem sai de um relacionamento (supostamente feliz, porque dos falidos eu já tinha falado sobre) para assumir uma amante. O que uma mulher ganha em ser a outra? Em ser a sombra do relacionamento? Ganha umas saídas, umas baladas, uns motéis, e olhe lá. A oficial fica com a vida social, com a família e com as datas importantes. Uma mulher tem que se gostar muito pouco para aceitar as raspas e restos de um amor.
Há, é claro, a importantíssima questão do ego. Porque é como eu sempre digo: mulher, quando quer dar, ninguém segura. E o mundo tá cheio desse tipinho vulgar de mulher que dá em cima de qualquer um, indiscriminadamente, para testar seu poder de sedução. É o prazer de ver se dá certo. É claro que muitas vezes dá! Mas, sério, alguma mulher realmente se sente especial por ter a atenção de um filho da puta comprometido que deu bola para a primeira engraçadinha que apareceu?
E mesmo que o filho da puta comprometido dê em cima de você, que é solteira, livre e desimpedida, você sabe tão bem quanto eu que essas histórias são furadas desde o começo. Vocês vão sair algumas vezes, vão se divertir, e só. Você não ganha nada com isso. E não caia no engano de pensar que você é melhor do que a oficial, viu. Não é. Poderia ser você, poderia ser qualquer outra. Mas, nesse caso, foi você quem topou ser conivente com essa papagaiada toda.
Então, garotas, fica aqui a minha sugestão. Se nenhuma de nós tem total controle sobre os cornos, então sejamos íntegras o bastante para não nos sujeitarmos à triste categoria de ser "a outra". Seja você quem for, você merece mais. Merece um cara decente, com carater. Você merece ser a única.
Ou, no mínimo, você merece ser uma pessoa decente.
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