18 de outubro de 2010

Todo mundo é modelo

Postado por Amanda Mirasierras na segunda-feira, outubro 18, 2010 1 comentários
Engraçado como na internet todo mundo se julga especialista em qualquer coisa. É só você visitar mil sites de moda todo dia e pronto: já pode fazer seu blog de inspirações. A net está lotada de blogs de meninas que se montam todos os dias, fotografam em qualidade duvidosa e postam suas geniais criações para o mundo ver.

E tem de tudo, né. Acho o máximo quem coloca jeans, camiseta branca e, por ter dobrado a barra da calça, já acha que é o próximo Versace. Menos, gente. Bem menos.

Eu adoro cozinhar. Gosto de pegar as receitas e acrescentar, modificar, experimentar temperos diferentes. Mas eu sei que isso não faz de mim uma gastrônoma. Eu não estudei. Não sei nada sobre o que faço, apenas experimento. E ter anotado meio dúzia de receitas da Palmirinha não faz a menor diferença para o mundo. Acho que as moçoilas que se julgam ditadoras de moda poderiam fazer esse exercício de bom senso também.

É claro que existem meninas com um talento inato para criar moda. São aquelas que já tem um estilo, que não são vítimas das últimas coleções, e que conseguem adaptar as benditas tendências ao que já estão acostumadas a ser e vestir. Isso é bem interessante. Notar como você pode absorver da moda aquilo que diz algo sobre quem você é.

Mas na maioria das vezes, os blogs são apenas um canal para deixar o ego inflar. Pode ser que duas amigas suas (oi, Cindy e Taís!) realmente se interessem pela cor da sua bolsa nessa segunda-feira chuvosa, mas acredite, o restante do mundo está cagando para a sua sombra verde militar. Sério. Se você está a fim de fazer um blog de moda, seja pelo menos original. Se bem que, pelo que tenho visto, originalidade, bom gosto ou um mínimo de noção não são necessários se você resolver sortear no blog uma necessaire cor de rosa com dois batons e três esmaltes. Nesse caso, as meninas poderiam se inspirar nas promoções de rádio e oferecer camiseta, boné, caneta e chaveiro - que pelo menos são mais úteis.

Eu acompanho alguns poucos blogs de moda de meninas que realmente fazem algo original e bonito. E passo de vez em quando em mais meia dúzia para praticar aquele velho hábito da vergonha alheia. No mais, é preferível acessar só o Petiscos mesmo, que é inofensivo. Tipo Caras no salão de beleza, sabe? Você olha, olha, olha, e quando percebe, já entendeu tudo sem precisar ler nada.

8 de outubro de 2010

Coma, reze, ame

Postado por Ci na sexta-feira, outubro 08, 2010 4 comentários
Que o livro é melhor que o filme, não precisa dizer. Ainda sim, adorei o filme. O que vale é a proposta. É muito difícil a gente revolucionar a própria vida. Eu ouvia umas "besteiras" que minha mãe me pedia para ouvir de um cara questionando quando assumiremos o palco de nossa vida. Quando passaremos a fazer o que temos vontade de fazer, quando temos vontade, com quem temos vontade, do jeito que temos vontade. Quando?

Quando é a hora certa de mudar? De revolucionar? E se a gente se arrepender? E se não?

Por isso, coma.
Reze.
Ame.

Crie coragem.
Mude.
Escolha seu caminho.
Tire forças de onde não imaginava ser capaz.


Mais ou Menos

A gente pode
morar numa casa mais ou menos,
numa rua mais ou menos,
numa cidade mais ou menos
e até ter um governo mais ou menos

A gente pode
dormir numa cama mais ou menos,
comer feijão mais ou menos,
ter um transporte mais ou menos,
e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.

A gente pode
olhar em volta e sentir que tudo está
mais ou menos.

Tudo bem.

O que a gente não pode
mesmo, nunca, de jeito nenhum,
é amar mais ou menos,
é sonhar mais ou menos,
é ser amigo mais ou menos,
é namorar mais ou menos,
é ter fé mais ou menos,
e acreditar mais ou menos.

Se não a gente corre o risco de se tornar
Uma pessoa mais ou menos.

- Chico Xavier -

6 de outubro de 2010

Meus salvadores

Postado por Tata na quarta-feira, outubro 06, 2010 3 comentários
...ou só algumas dicas.

Eu já devia ter desconfiado que a combinação de cabelo descolorido + o shampoo mais barato da farmácia + sejá lá o que for que eles usam pra limpar a piscina não resultaria em boa coisa. E até que demorou, mas em 2 meses meu cabelo começou a mandar sinais de que eu não estava lá tratando ele muito bem. Foi aí que eu decidi experimentar o Condicionador Dove Intensivo Diário. Eu já usava o Dove normal às vezes, apesar de ser ligeiramente mais caro e ter menos conteúdo, pois esse tem um lado bem ruim: custa o dobro que o Dove normal e vem ainda menos. A justificativa é que ele é uma mistura de condicionador com creme de tratamento, então você está levando 2 produtos por um. Eu acho que vale cada centavo, usei o dano acumulado e achei que o meu cabelo ficou super macio, como não ficava há tempos, muito muito mesmo. A única coisa estranha é que eles colocam na embalagem: "deixa seu cabelo macio e radiante por 24 horas", 24 horas? Isso é uma vantagem? Que mulher lava o cabelo todo santo dia? Precisava durar umas 48 pelo menos...

Ainda elogiando os produtos Dove, acho essencial o Cream Oil Shower. Nesta fase de nadadora, a minha pele tem ficado com pintinhas brancas de tão ressecada, sabe como? Tanto que até apelei pro creme hidratante, justo eu que odeio o produto e nunca gastei 1 real com isso, tive que desenterrar um Victoria Secrets ganhado do fundo do armário e ignorar o cheiro extremamente forte. Mas com esse sabonete delícia, que mantém a pele bem hidratada, eu acabo usando o creme apenas 1 vez por semana. Tentei usar o da Lux, pois tem uns cheiros legais, tipo pêra e amora, mas ele é só um sabonete comum, não tem o mesmo efeito super hidratante do Dove.

E por fim, um produto da minha amada Avon que me surpreendeu bastante. Eu sempre uso o Lip Care Essential da Nivea, que é tipo uma manteiga de tão cremoso, porém queria algo que hidratasse e deve uma leve cor à minha boca branca-esverdeada-morta. Até tentei usar o Nivea vermelhinho de morango, mas é um terror, não é cremoso, é melecado e você fica com a sensação de que comeu um monte de bala e lambuzou toda a boca. Aí eu tentei comprar um dos produtos mais simples do catálogo da avon: o brilho sabor e aroma. Escolhi de cereja, que parecia ser o mais escuro. O negócio é realmente bom! Deixa uma corzinha bem de leve, tipo, 'oh! que boca naturalmente corada eu tenho!', dá uma sensação gostosa e não meleca. Como se ainda não fosse o suficiente pra eu virar fã, ele ainda se mostrou mais útil. Um dia eu estava saindo do trabalho naqueles dias em que só deu pra passar um rímel e nada mais, com a minha cara pálida, indo a um jantar, olhei pra ele e não tive dúvidas: dei leves batidinhas nas maçãs do rosto. E não é que ficou super legal? Na hora fica ligeiramente melecado, mas seca rápido e dá um ar bem natural. Me conquistou, agora não sai mais da minha bolsa!


4 de outubro de 2010

Cheirinhos

Postado por Amanda Mirasierras na segunda-feira, outubro 04, 2010 3 comentários
Não tem coisa mais gostosa do que memória olfativa, do que sentir um cheirinho e lembrar de alguma coisa que já passou. Para mim, qualquer assado tem cheiro de Natal. Sopa com salsão tem cheiro da chácara do tio Dérico, amaciante tem cheio de dia de sol, jasmim tem cheiro de pré-escola. Com os perfumes, então, é mais fácil ainda lembrar.

Natura Mamãe e Bebê tem cheiro de adolescência. Da época em que eu me impunha quando abria a boca, mas devido a idade, meu real desejo era abrir um buraco e me enfiar dentro. Ma Chérie tem cheiro de 15 anos e colegial, porque ganhei de aniversário do pessoal que fazia inglês comigo e usava sempre que saia com um moço do curso.

Taty tem cheiro de barra forçada. Porque, na verdade, eu nunca gostei muito desse perfume. Mas como era perfume "de mocinha", eu e meio mundo usávamos. Já o Ops! tem cheiro de escolha, porque eu ganhei um kit com as três finadas fragrâncias na mesma época e aí sim não tinha mais o mesmo cheiro de todas as outras meninas. Meu preferido era o azul.

Lua tem cheiro de cursinho e dia nublado, porque no ano em que eu fiz cursinho, acho que não deve ter tido sol. E Carpe Diem tem cheiro do namorado que eu tinha nessa época. Esse era o meu perfume "de sair", mas como eu não saía quase nunca, acabava usando quando ele vinha pra São Paulo.

Sintonia tem cheiro da faculdade, e eu devo mesmo ter usado pelos quatro anos. Tarsila e Accordes tem cheiro de balada, formatura, briga, porre e dor, e por isso eu não consegui mais usar nenhum dos dois.

Superstilo tem cheiro de DRS e dá saudades, porque eu quebrei o vidro e nunca mais comprei outro. Myriad tem cheiro de Ceatox e começo de namoro. Lily tem cheiro de verão e teimosia, porque eu ganhei no Natal depois de desejá-lo por meses e tive dor de cabeça em todas as vezes que usei. Mas eu insisti até a dor de cabeça parar.

E agora, J'adore tem cheiro de casamento.

Então, leitores, é bom que vocês prestem bem atenção ao meu rosto ou reconheçam a minha voz, porque vocês nunca serão capazes de me reconhecer pelo cheiro.

27 de setembro de 2010

Mulher maravilha 2010

Postado por Amanda Mirasierras na segunda-feira, setembro 27, 2010 3 comentários
Desde que posso me lembrar, a minha mãe trabalhou fora. Ela é fonoaudióloga e atende no consultório; quando eu era mais nova, ela também trabalhava na escola onde eu estudava - fato esse que me permitiu ser bolsista até a oitava série.

Nunca tivemos empregada. Durante o período em que a minha mãe trabalhou na escola e teve um registro profissional, tivemos uma "ajudante" que ia em casa duas vezes por semana para limpar e passar roupas. Com exceção desse período de poucos anos, a minha mãe sempre lavou, passou, cozinhou e cuidou de mim e do Thiago. Até hoje ela faz isso (quer dizer, hoje eu e o Thiago já quase conseguimos tomar conta de nós mesmos), e em casa temos faxineira a cada 15 dias.

Eu e todas as minhas amigas somos de uma geração que foi criada para ter uma profissão. Nós estudamos, nos formamos e batalhamos por bons empregos, bons salários e carreiras promissoras. Isso significa, quase sempre, trabalhar das 8h às 17h. Moramos em São Paulo, pegamos trânsito e ficamos cansadas diariamente. Ou seja, nós não levamos a vida das nossas mães. Para nós, é realmente impossível conciliar trabalho dentro e fora de casa.

Nós precisamos de alguém para cuidar da nossa casa, afinal chegamos cansadas e não queremos passar uma pilha de roupas. Talvez alguém tenha que fazer a nossa comida, ou correremos um grande risco de comermos ora lasanha congelada, ora pizza. Nós pensamos em ter filhos um dia. Nossos filhos ficarão em casa com a empregada, ou então sairão bem cedo conosco e passarão o dia inteiro na escola/creche. O tempo que teremos para ficar com eles será curto, e precisará ser usado para brincar e educar. Não parece ser fácil.

Na prática, todo esse blablabla de feminismo e suposta igualdade entre os sexos serviu para uma grande verdade: embutir na mulher um eterno sentimento de culpa. Culpa por não ter tempo para cuidar da sua própria casa como gostaria, culpa por não poder estar mais próxima dos filhos, culpa por não dar tanta atenção aos pais. Porque as oportunidades de trabalho podem ter mudado, mas a mulher continua crescendo com um instinto muito grande de cuidadora. Nós queremos fazer nossas coisas, dedicar tempo, deixar bonito, fazer direito. E não dá mais tempo.

Não sei qual é a solução para esse impasse. Não acredito que seja uma questão de dividir as tarefas com o namorado/marido/pai do seu filho, porque a verdade é que nós não queremos delegar tudo. Talvez seja uma questão de ser criada de forma diferente, para que possamos crescer sem essa vontade de abraçar o mundo.

Se a opção for por uma carreira de sucesso, empregada e babá, acredito que parte de nós ficará sempre um pouco balançada ao deixar o bebê resfriado na escolinha. E se a opção for trabalhar meio período para cuidar da casa e da cria, outra parte de nós poderá ficar entristecida pelas oportunidades profissionais que vão se tornando cada vez mais escassas com o passar do tempo.

Eu estou começando agora a cuidar da minha casa, e ao mesmo tempo procuro emprego desesperadamente. Quero voltar a trabalhar, quero conseguir um emprego bacana e ter um bom salário. Não vejo a hora de fazer minha pós e retomar o inglês. Mas eu estou gostando muito de cuidar da minha casa, e não sei se ficaria feliz se tivesse que colocar alguém aqui dentro para temperar o meu feijão. E daqui a uns anos, quando eu resolver ter filhos... bem, nem dá para pensar em como será.

Resposta certa, não existe. Mas o que você acha?
 

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