28 de março de 2011

Post sem título

Postado por Amanda Mirasierras na segunda-feira, março 28, 2011 3 comentários
Todas essas segundas que passaram eu pensei no que escrever aqui. E em todas essas segundas (ou terças, ou quintas) alguma coisa aconteceu e eu deixei o texto "pra semana que vem". Porque a proposta desse blog é escrever sobre assuntos femininos, e sendo eu mulher, poderia escrever sobre qualquer coisa que acontecesse comigo, não é? É, mas tudo o que aconteceu fez com que eu tivesse cada vez menos assuntos.

Talvez a maior verdade seja que a vida, de repente, começa a atropelar as nossas vontades e impor as suas. E aí eu compro um monte de esmaltes novos, lindos, penso em escrever alguma resenha batida sobre eles, mas no dia seguinte eu descasco as unhas lavando roupas e fim. Num outro dia eu resolvo escrever sobre amizade com mulheres. Sobre como ter amigas pode ultrapassar todos os clichês de competir e se ofender, por exemplo, e sobre como é incrível quando a gente tem a sorte de ter amigas que são apenas pessoas. E aí, no exato instante em que eu decido o assunto do texto, uma amiga minha resolve surtar loucamente e começa a disparar um monte de queixas e cobranças sobre mim. Eu fico sem entender nada e arquivo a ideia de escrever.

Ou então eu resolvo escrever um texto mais impessoal e contar nele a minha experiência com o Dekapcolor. Só que eu recebo um telefonema pouco amistoso da minha sogra. Esse telefonema poderia render posts para um ano inteiro, mas sogras só existem se a gente tiver namorado ou marido. E pelo bem do meu, eu mais uma vez deixei que a tristeza se limitasse às paredes da minha casa. Mas post, é claro, não nasceu depois disso.

Entre tantos atropelos, eu meio que desisti de blogs. Eu adorava visitar mil deles, mas agora, às vezes, eu estou lendo alguma bobagem e não vejo muito sentido naquilo. Em escrever e dar opiniões para que qualquer pessoa possa ler, interpretar como quiser e passar adiante como bem entender. E aí pode acontecer de alguém se magoar por algo que, na verdade, não foi o que você escreveu. Claro que isso sempre aconteceu, mas sabe, agora faz mais de 6 meses que eu estou sem trabalhar, meu dinheiro acabou, eu estou retomando meus projetos de pós e devo esperar meses até receber uma bolsa, voltei a estudar, não tenho carro, voltei a estar dentro de um ônibus ou metrô naquele horário em que a gente só quer estar no sofá de pijama, tenho meus pais e os problemas deles, tenho um cachorro para cuidar, tenho muita roupa para lavar e passar, tenho que cozinhar porque a dieta do Marcelo não permite comer porcarias, tenho que limpar a casa porque a faxineira vem a cada 15 dias, e tenho o fim de semana para dormir mais, ir ao mercado, ver a minha mãe e, por que não, passear um pouco. E assim como acontece com vocês, e como eu já escrevi lá em cima, sempre tem muito mais.

Eu fiquei super ansiosa desde que a C&A anunciou parceria com a Stella McCartney. Desanimei muito depois que anunciaram os preços das peças (não importa o quanto eles sejam menores do que nas coleçõe, continua não sendo para mim), mas como o meu aniversário está chegando, eu pensei em ganhar alguma peça de presente. Especialmente o macacão preto. Ai, no dia 23, eram umas 21h e eu estava na aula, quase dormindo e escrevendo com cuidado porque tinha queimado meu dedo passando roupas à tarde, com pressa, já que tive uma reunião de manhã e fiz tudo correndo. Pensei na ironia de estar lá enquanto a mulherada tinha se matado durante o dia para garantir uma peça da estilista.

Então, o que merece virar post? Atualmente, eu não saberia responder essa pergunta. Mas eu sei que é chato entrar várias vezes num blog e ver que ele não está atualizado; então, caso alguém passe por aqui, pelo menos tem uma para perder uns cinco minutos.

11 de fevereiro de 2011

Edição Extraordinária

Postado por Tata na sexta-feira, fevereiro 11, 2011 2 comentários

Oi Gente! Desculpa, mas eu estou fazendo 42 anos e vim aqui humilhar vocês de 20 e poucos!


25 de janeiro de 2011

Waves

Postado por Amanda Mirasierras na terça-feira, janeiro 25, 2011 10 comentários
Assim como a maioria das pessoas que eu conheço, eu tenho cabelo ondulado. Acho que já contei uma vez aqui que eu tive cabelo liso até uns 12 ou 13 anos, e então, junto com a menstruação, vieram as ondas. E pouco depois das ondas, vieram as tintas.

Eu comecei usando aqueles shampoos tonalizantes, depois as tais tintas "temporárias" (que siginificam: desbota a cor original e fica aquela cor de burro quando foge), e então as permanentes. Na maioria das vezes, os tons eram vermelhos. E cheguei a fazer também algumas luzes. De toda a minha experiência colorida eu tirei uma lição: qualquer tinta modifica o cabelo. O meu, que era fino, foi ficando cada vez mais grosso. E cada vez mais rebelde e ressecado. Pode até ser que as tais tintas profissionais estraguem menos, mas elas não são perfeitas.

Quanto às ondas, logo reparei que, quanto mais eu pintava o cabelo, mais difíceis elas ficavam de lidar. Então eu fiz muita touca para dormir, depois aderi à chapinha, e finalmente veio a escova progressiva.

O mágico da progressiva é que ela faz com que o cabelo mais detonado de todos fique bonito e brilhante. Pelo que eu entendi, quanto mais química tiver o cabelo, mais abertas ficam as escamas, e assim, o produto da progressiva penetra melhor nos fios. Na prática, quanto pior estiver seu cabelo, melhor ele ficará. Não é o máximo?

Acontece que no ano passado eu comecei a ficar de saco cheio de retocar raiz e resolvi que pronto, não ia mais pintar o cabelo. E então ele começou a nascer mais fininho, mais saudável e bem mais maleável. No entanto, a progressiva que antes fazia milagres capilares passou a ter menos cabelo detonado onde agir. A solução seria, então, fazer a progressiva com frequência maior. Ou não!

Eu resolvi que iria tentar ficar sem os cabelos super lisos. No começo eu estranhei bastante, mas sabe que agora estou bem acostumada? Meu cabelo está boa parte sem tinta, e é nítida a diferença de onde ainda tem tinta. Ainda serão longos meses (talvez anos) até que ele cresça inteirinho da cor natural, mas aprendi que, com os produtos certos, dá para viver bem com as ondas.

Se eu lavo o cabelo e não faço nada, ele forma as ondas naturais e fica sem volume algum. Pelo jeito, era a tinta que fazia com que o cabelo parecesse mais volumoso. Se eu quero um efeito mais liso, seco com o secador e só passo a escova de leve, quando ele está quase seco. E quando eu sinto saudades da progressiva, passo a chapinha!

Eu continuo achando cabelo liso bem bonito, mas olha, acho que as ondas finalmente se libertaram.

Amy Adams usa ondas ruivas e lindas

Carey Mulligan usa curtinhas

Charlize Theron usa

Diane Kruger usa

Anne Hathaway usa ondas chanel

Gisele Bundchen usa e todo mundo copia

Drew Barrymore usa

Scarlett Johansson usa ondas largas

Julia Stiles usa quase formando cachos

Sarah Jessica Parker SÓ usa

Keira Knightley usa

Natalie Portman usa ondas comportadas

Aí eu também uso, né?!

19 de janeiro de 2011

Em busca das havaianas perfeitas

Postado por Tata na quarta-feira, janeiro 19, 2011 8 comentários
Desde outubro do ano passado, quando anunciaram o lançamento de uma parceria especial das havaianas com a grife Issa, eu fiquei toda empolgadinha com os modelos. Já faz algum tempo que as havaianas não me arrancam suspiros, com esses modelinhos 'neo-hippies' sempre iguais.


Cansada desses modelinhos...

A última que foi meu objeto de desejo e fiel companheira foi a listradinha roxa de tira prateada. Há um ano, eu estava muito feliz usando ela todo santo dia em casa, mas queria uma mais escura pra poder usar na rua (e não ficar com a sola feia encardida), cismei que tinha que ser marrom, e foi muito difícil achar um modelo que me agradasse. Por fim, acabei me encantando pelo modelo de borboletas bem verão (claro que a princípio eu quis a roxa de borboletas, mas fui fiel a idéia de comprar marrom).

Chinelo pra dentro e pra fora de casa, o orgulho das avós!

Pronto, eu tinha as havaianas que queria e precisava. Até que... a roxinha linda quebrou! =( Pra mim, o único defeito das havaianas é que aquelas tiras malditas não colam de novo nem com reza brava! Ok, é ligeiramente 'de pobre' colar tira de havaianas com super bonder, mas o que a gente pode fazer se o modelo defeituoso não está mais a venda? Assim eu passei a usar a marrom dentro e fora de casa, até achar um modelo bonito que substituísse a roxa à altura. Mas isso não foi tão fácil quanto eu esperava.

Quando eu vi os modelinhos da Issa, tão fofos, eu queria logo os 3! Eu não sabia qual era mais bonito, se o de bolinhas (poá?) ou o de micro corações, e pensei que esse de corações maiores devia ficar lindo em outra cor. Alias, fiquei imaginando quais cores teria disponível e a dúvida imensa que eu teria pra escolher. A promessa é que seriam vendidas no site (nunca aconteceu) e nas lojas oficiais (sumiram em 5 minutos), enfim, nunca soube de toda a gama de cores!

Queria uma de cada!

Depois de olhar umas 3 vezes pra essa vermelha com azul, eu comecei a achar que ela era bem simpática. Por que vermelho e azul  não combinam entre sim e também não combinam com nada além de vermelho ou azul. E eu acho que chinelo não tem que combinar com nada mesmo, tem que ser uma coisa independente, a gente tem tanta roupa de tanta cor que só um chinelo preto ou branco vai combinar com tudo (ou se você tiver vários chinelos diferentes). Então, se não combina com nada, combina com tudo! E eu decidi que queria esse modelo, nessa cor mesmo.

Passei dezembro procurando em vão e parti pra minha viagem de ano novo sem meu tão desejado chinelo. Já achava que era caso perdido, mas, na volta, li em algum blog sobre uma menina de outra cidade dizendo que achou algum desses modelos na viagem dela pra SP no fim de dezembro. Meu, como assim o pessoal que mora fora daqui consegue comprar e eu não né?!?! Tenho que admitir que eu sou uma pessoa obstinada (obcecada??) quando eu quero, então comecei a ligar pra todas as lojas de SP e a melhor resposta que eu tive foi "só tem do 39 pra cima e não são todos os modelos".

Olha, eu calço 36, mas sempre compro minhas havaianas 37/38 pra ficar larguinha, "será que é muitooo maior?" eu pensei. Era a loja mais perto de mim (só tive que voltar pela opção 2 de caminho desviar uns 4 quarteirões), enfim, não custava tentar né? Chegando lá, bem esse modelo (deve ter sido o menos gostado, coitado) tinha um par no meu número! Poxa, tava me esperando né? Olhei a etiqueta e vi que custava 40 reais, pqp quando foi que essa marca de pedreiro ficou tão cara né? Mas eu já tinha ligado pra um monte de lojas, ido até lá, e achado o meu modelo no meu número, poxa, se não comprasse iria me arrepender depois!

Depois de toda essa saga, voltei pra casa cantarolando feliz e contente, pra dizer pro namorado "amor, diga olá pras minhas havaianas novas" e ver ele fazer a maior cara de espanto e falar "nossa, que... diferente!" e depois dizer que não acreditava que eu paguei esse preço por "isso".

Mas homens não entendem nada desses desejos súbitos e ligeiras obsessões, não é mesmo? E eu ainda estou muito satisfeita com a minha aquisição!

17 de janeiro de 2011

O tempo e eu

Postado por Amanda Mirasierras na segunda-feira, janeiro 17, 2011 4 comentários
Semana passada eu fui (de ônibus) fazer uma entrevista de emprego. Cabelo arrumado, maquiagem leve, calça de alfaiataria, camisa e salto. Sentei no último banco, aquele que tem uns cinco assentos juntos, e ao meu lado, encostada na janela, havia uma garota de uns 17 anos.

Quase não era possível ignorar a sua presença porque o som do MP4 ultrapassava os fones de ouvido (embora eu não tenha conseguido identificar que rock ela ouvia). Notei que ela me olhou com o canto dos olhos, mas continuou olhando em frente, com aquela postura blasé que as adolescentes costumam ter quando estão próximas dos adultos.

Então eu percebi como o tempo faz com que a gente mude de postura, de atitude, de visual. Na verdade não é só culpa do tempo; conforme ele passa, a gente vai vivendo uma série de acontecimentos e vai mudando. Mas é difícil identificar as mudanças enquanto elas acontecem, e talvez a gente só se dê conta quando encontra alguém que é o que a gente um dia foi.

Quando era mais nova, eu fui como aquela menina. Eu andava de ônibus com os rocks quase ensurdecendo meus pobres ouvidos e não entendia algumas mulheres que saíam por aí tão arrumadas. Meu uniforme oficial era calça jeans escura, All Star e alguma blusinha comprada nas promoções da Renner, em geral pretas e estampadas. De vez em quando, uma camisetinha de banda. E se estava frio, provavelmente havia um moletom ou alguma jaqueta mais pesada - cuja única função era mesmo me aquecer - por cima.

Quase sempre usava o cabelo pintado de algum tom de vermelho, e às vezes estava de óculos. Daqueles com armação escura de acetato. Mas era raro, porque embora eu não fosse exatamente um ícone da vaidade, detestava sair de casa sem as lentes de contato. Brincos, só pequenas argolinhas prateadas nos vários furos das orelhas. E maquiagem? Nunca! No máximo a famosa base em bastão do Avon (que por sinal eu uso até hoje) para disfarçar os efeitos da minha pele que sempre foi ultra sensível avermelhada. Às vezes, um gloss cor de boca e só.

Naquela época eu não tinha sapatos de salto. Só uma bota de salto quadrado, que usava no inverno, e um ou dois pares de sandálias que em geral eram compradas para ocasiões específicas, como formaturas. Bolsa, era uma jeans escura, tipo carteiro, que eu usava no cursinho, e mais uma ou duas que eu usava "para sair".

Assim como a minha vizinha de ônibus, eu era muito branquinha. Porque só saía de casa para a escola/cursinho e voltava.

E hoje, quase dez anos depois, eu tenho uma bolsa de cada cor. Um monte de sapatos - e nem por isso deixo de desejar um par novo quando o vejo na vitrine. Roupas para qualquer ocasião. Vários tipos de maquiagem, com os acabamentos da minha preferência. Pele mais queimada de sol porque preciso sair muito de casa. E as minhas músicas preferidas estão em algum lugar do computador.

Outro dia, num fim de semana, eu fui me vestir para sair e escolhi uma calça jeans mais baixa, All Star vermelho e blusa engraçadinha. Aí a blusa parecia curta, porque deixava um pedacinho mínimo da barriga aparecendo. Eu me olhei no espelho e não entendi muito bem o desconforto, mas havia alguma coisa fora de lugar. Troquei de roupa e fui embora.

Eu sei que poderia viver perfeitamente bem com a metade das roupas, sapatos e bolsas que tenho, como vivia há 10 anos atrás. Mas aquela atitude de quem não se importa, aquela postura de quem não está nem aí, essa eu acho que não volta mais.
 

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