26 de fevereiro de 2010

Amigos-amigos

Postado por Ci na sexta-feira, fevereiro 26, 2010 3 comentários
Não sei se sou normal, mas eu sempre preciso dividir minhas coisas em categorias. E eu vivo me questionando qual é realmente a função de um amigo. Seria "apoir em todos os momentos", "estar lá quando ninguém mais está", "falar umas verdades quando é necessário"? Tudo isso junto? Só isso? Amizade de verdade é amor, não né? Ou caem em categorias diferentes? Porque se é amor, é diícil de entender e explicar. Simplesmente é. Depende dos valores de cada um e por isso a gente acaba ficando mais próximos das pessoas mais parecidas com a gente... Ou não. Bom, eu vim aqui contar pra vocês que eu classifico como...

"Colegas"
Colega é uma palavra que eu não gosto. Nunca falei "o meu colega". Colegas são pessoas que estão ali por estar, que não fedem e nem cheiram. Que taparam os buracos das cadeiras vizinhas no colégio, das cadeiras em volta de você no trabalho. São... colegas. Nada mais triste que ser um colega. Quando me perguntavam "quem é ela?" eu respondia "uma menina da minha sala". Colega, nunca. Talvez por isso não tenho "amigos", não tenho colegas.

"Amigos da vez"
Amigos da vez são pessoas pelas quais tenho um carinho imenso. São pessoas que se fizeram inportante ou que eu gostei muito de ter conhecido e até trocado confidências. São amigos que abriram seus baús em mim e que eu jamais esquecerei. Mas... São pessoas que gostamos de verdade, que são importantes, mas que acabam passando. O tempo vem e as rotinas mudam. Os amigos seguem seus caminhos e eu sigo sozinha o meu. Tenho um bocado deles. Na escola, no Camargo, no inglês, na faculdade, em outros serviços e agora, tenho os meus amigos da vez, assim como eles têm os amigos da vez deles. E só o tempo dirá quando um amigo da vez se tornará um...

"Amigo-amigo"
Esses entram na classificação que não existe como descrever. São as pessoas com as quais sofremos, rimos, xingamos e temos certeza. São as pessoas que podemos ficar uns dias ou um tempão sem conversar, sabemos sempre de tudo. Olhares são suficientes. Gostos, comentários e caretas. Cabem geralmente em uma única mão. São nossa família. São as pessoas da qual esperamos. Como eu disse, é tanto, que eu nem sei definir.

24 de fevereiro de 2010

Desde pequenininha

Postado por Tata na quarta-feira, fevereiro 24, 2010 6 comentários
Eu sempre digo que meu primeiro sonho de infância foi ser paquita, o único problema é que eu estava bem distante de ser loira (aliás, achei um absurdo quando teve paquitas morenas na última geração), não morava no Rio de Janeiro (e minha mãe não estava nem um pouco disposta a me levar até lá o que, aliás, destruiu meu segundo sonho também, que era tomar aquele café da manhã maravilhoso da Xuxa!) e não falava inglês nem espanhol (que diziam ser pré-requisitos indispensáveis das paquitas, o que nos leva a pensar que só meninas ricas eram paquitas - quem mais podia estudar inglês e espanhol nos anos 80?). Meu filme preferido da Xuxa sempre foi "Sonho de Verão", que (adivinhem!) não tem a Xuxa! Só tem as paquitas, os paquitos e o Sérginho Malandro (tem o Faustão também, mas eu ainda não passava mal ao ouvir a voz dele), mas eu demorei bastante pra sentir falta da Xuxa, por que era um filme tão alegre: tinha guerra de comida, de travesseiro, piscina, casa bagunçada, ônibus de excursão e musiquinhas das paquitas!

Recentemente, eu descobri que devia ser um saco ser paquita. Elas usavam um shorts centro peito branco que, de verdade, duplica qualquer quadril, ombreiras, uma jaqueta de veludinho de manga comprida horrores de quente e um chapéuzinho que faz o seu cabelo ficar molhado e empapuçado (e olha que o meu cabelo é fácil, imagina aqueles cabelos clareados com pura água oxigenada e sem as técnicas de alisamento de hoje em dia! Acho que o chapéu era pra esconder as raízes escuras). A única coisa legal ainda são as botas. Além disso, elas tinham que aguentar 300 pivetes endiabrados pulando e correndo e ainda sorrir! Não devia ser fácil ser paquita! Mas eu fico muito feliz por ter passado por essa experiência recentemente, mesmo que só por uma noite.

Mas o que me chamou atenção foi o que devia levar a pessoa a querer ser paquita. Por que eu queria ser paquita? Por que eu ia aparecer na tv? Por que elas era loiras, bonitas e sorridentes? (viu como eu me influenciei com as paquitas? huahauh) Por que eu só queria comer o café da manhã mesmo? Algum tempo depois eu quis ser Chiquitita. Fala sério! Elas usavam uns vestidos muito brega e a maioria era meio gordinha. No fundo, acho que as pessoas não "querem" esse tipo de coisa realmente, elas só são altamente influenciadas pela mídia, desde muito pequenas, ou, pior ainda, pelas mães, que enchem a cara de um pacotinho de 5 anos com maquiagem, cílios e até cabelos postiços!

Porque eu nunca poderia ser modelo, eu morro de vergonha de fazer poses pra mim mesma e sempre saio com a mesma cara de Buzz Lightyear e o sorriso enorme em todas as fotos (minha avó até perguntou por que eu tenho que abrir tanto a boca vendo as fotos da minha formatura). Eu nunca poderia ser cantora porque, bem, se eu cantasse bem, ainda asim eu não seria mega performática em cima do palco como a Hanna Montana. Eu nunca poderia ser miss, porque eu demorei muito pra ler o Pequeno Príncipe e nem sempre eu quero a paz mundial (atualmente eu prefiro que uma bomba caia na estação Brás). Talvez, a única coisa que eu pudesse realmente ser é atriz mexicana, porque de drama, ah, eu entendo bem!

Princesas dos baixinhos

22 de fevereiro de 2010

Antes só

Postado por Amanda Mirasierras na segunda-feira, fevereiro 22, 2010 4 comentários
O que é mais importante num relacionamento?

Cada pessoa espera algo diferente de uma relação. Companhia, fidelidade, conversas, sonhos, viagens, cada um coloca numa escala própria de importância. Mas acredito que acima de tudo venha o amor e o respeito. Você pode estar com alguém que não goste muito de sair, não seja de grandes conversas ou não tenha tato para fazer planos. Mas você pode estar com alguém que não ama? Ou com alguém que não te respeita?

Tem uma moça que trabalha comigo e está noiva. Ela me disse, com todas as letras, que não ama seu noivo. Mas que sabe que ele será um bom marido, um bom pai, e que acredita que não encontrará alguém mais apto. Tudo bem, eu sei que apenas amor não faz com que um relacionamento dure, mas ele precisa estar lá, não é? Se já é difícil enfrentar todas as dificuldades com amor, imagine sem? Sem amor, desde o começo? Sem a menor perspectiva de que ele exista?

E como ficar com alguém que não te respeita? Tenho uma amiga que passa por essa situação. O namorado dela já fez com que ela passasse vergonha em frente à família, já brigou com ela publicamente em ocasiões importantes, grita com ela quando os amigos estão perto. Exige coisas absurdas, tem um passado meio nebuloso, tem ataques de raiva e indícios de violência. Mesmo que exista amor, nesse caso, é de alguma forma saudável ficar com alguém que te entristece? Que tira, ao invés de somar? Que traz problemas, dores de cabeça, preocupações?

Eu sei que a vida acompanhada é melhor. Mas qual o problema em estar sozinha? Eu não tinha a menor expectativa de ter alguém ao meu lado, e comecei a fazer meus planos e construir a minha vida com meus próprios pés. Se eu sou jovem, saudável, tenho um mundo inteiro diante de mim e todas as possibilidades, não vou optar por algo pela metade. Porque se for para ter alguém, que seja por inteiro. Para ser mais, para ser melhor e maior.

Não entendo como algumas mulheres permitem que os homens errados tomem tanta importância em suas vidas. E são mulheres bonitas, inteligentes, cheias de opções. Elas estão optando por isso. Será medo da solidão? Medo do que a sociedade pode dizer de uma mulher independente? Será medo?

Eu não compreendo. Mas torço para que elas compreendam.

19 de fevereiro de 2010

Querida prima,

Postado por Ci na sexta-feira, fevereiro 19, 2010 6 comentários
Crescer não é necessariamente uma coisa legal. É uma coisa incontrolável. O tempo vai passar, choramingando pelos cantos ou curtindo a vida. Tudo depende de como você enxerga as situações e momentos.

Daqui pra frente, sinto em informar, seus problemas aumentarão, assim como suas responsabilidades. Você sentirá o peso do Ensino Médio e em seguida do Vestibular... E não só nessa parte de estudos, como do pessoal da escola e da própria fase. Se hoje essa sua indecisão é um charme, pense na hora de escolher seu curso da faculdade.

Tem uma coisa muito boa de tudo isso, cada dia que passa, você se torna mais você. Você assume mais as suas escolhas, as suas opiniões e assume os seus riscos. Você ganha liberdade. De ir, vir, ficar, de fazer o que tiver vontade de fazer e por isso eu disse sobre a responsabilidade.

Eu conheço você desde bem antes de você nascer. Eu estava com a sua mãe quando ela descobriu que estava grávida. Eu te parabenizo pelo seu aniversário há 14 anos. Eu sei de cór a musiquinha que você cantava na "Escolinha Rei Leão é lugar de alegria...". Eu sei mais um monte de outras musiquinhas que você me ensinou com uns 3 aninhos de idade. Eu fui sua amiga secreta no ano novo de 2000, quando você me deu uma pulseira linda. Eu dancei chiquititas e floribella com você. Eu acompanhei as fases de cabelo de Paulinho e de banguelice. Eu perdi as contas de quantas vezes nossos 8 anos de diferença não fizeram diferença nenhuma. Eu ouvi sobre os meninos, sobre ficantes e sobre o primeiro namorado. Eu torci quase como uma cheerleader particular, rs. Eu admirei sua beleza sempre.

Eu queria te dar o maior e melhor presente do mundo, mas esse presente meio que não existe. Então aí eu resolvi me dedicar à sua festa, fazer meu máximo em homenagens e dizer que eu te amo. Nossa, MUITO. A vida inteira. ^^

Essa é a Gabriela. Minha prima mais que querida que completou 15 anos no último dia 10 e comemoraremos amanhã. Desculpem usar o espaço, mas sim, estou fazendo meu máximo em homenagens. E se vocês conhecessem, também achariam que ela merece um post! Volto à minha programação normal na semana que vem, ok??

17 de fevereiro de 2010

Venha correndo...

Postado por Tata na quarta-feira, fevereiro 17, 2010 6 comentários
...Mappin, chegou a hora, Mappin, é a liquidação!

Sempre que eu penso em liquidação eu penso nessa musiquinha. (assim como sempre que eu penso em Natal eu penso em "Center Norte, alegria, com segurança, economia e conforto pra você, é Natal no Center Norte, Papai Noel existe mesmo e mora láááá..."). E não existe época melhor pra liquidação que essa! Sabe, eu sou muito, muito, muito mão de vaca e não pago caro em roupa mesmo. Acho um absurdo um tênis de 600 reais, um vestido de 300 e um biquíni de 100. Só compro sapato, bolsa, biquini, calça e blusinha de 30. E não venha me falar de qualidade, pois essas roupas caríssimas são produzidas exatamente no mesmo lugar das baratas. Minha sogra trabalha em uma oficina que costura pra Le Lis Blanc e as roupas são feitas com o mesmo pano de qualquer outra e eles pagam baratíssimo nas peças por sinal. Aí um monte de gente boba vai lá e paga caríssimo apenas pela marca. Bla.

Mudança de coleção é um paraíso pra mim. Domingo eu estava passando em frente a uma loja e vi uma blusinha super charmosa de 80 por 30. Entrei, experimentei e acabei levando essa e um vestido de 50. Agora me diz, se é possível cobrar 30, por que eles cobram 80? Por que tem vários tontos que pagam! E nem era uma loja suuuper boa, era a Check Mate, que começou como lojinha de esquina e agora acha que pode cobrar caro. Outro dia, passando em frente a Filomena vi as promoções de blusinhas por 10, 20 e 30. Fala sério! Experimentei 4 blusinhas de trabalhar (nessas horas, eu queria usar uniforme) e levei 2. Cada uma custava 50 e estava saindo por 20. Ou seja, eu levei as 2, deu 40 reais e eu paguei menos do que o preço original de uma só! Adoro liquidações!

Passando em frente a uma ótica eu vi o meu tão críticado óculos do Willy Wonka. Ele é da Ray Ban, e custa 600. A Dolce e Gabanna tem um modelo idêntico por 1.040! Mil reais em um óculos? Sério, nem se eu ganhasse na loteria eu teria coragem. Claro que eu também tenho as minhas extravagâncias e pago 100 numa Melissa que eu vou usar 3 vezes e vai moer o meu pé. Mas poxa, nenhuma outra marca no mercado faz sapatos de plástico tão estilosos e com cheirinho de chiclete permanente!
 

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