31 de março de 2010

Homens e Mulheres

Postado por Tata na quarta-feira, março 31, 2010 9 comentários
Sabe, eu costumo destacar muito as inúmeras qualidades que as mulheres no geral têm e os homens não: somos mais atenciosas, mais detalhistas, mais concentradas, temos mais visão de longo prazo e fazemos não duas, mas várias coisas ao mesmo tempo. Mas se eles têm uma vantagem garantida sobre nós, essa vantagem é que eles são muito mais simpáticos. Não sei se simpatia é a palavra certa, mas eu explico: as mulheres normalmente sentem uma aversão instantânea às outras mulheres.

Eu comecei a pensar nisso assistindo à final do Big Brother com o namorado (todo mundo tem uma desculpa esfarrapada pra assistir, né?), a grande maioria dos vencedores são homens... babacas. E o mais impressionante é que a maioria das pessoas que assistem são mulheres. Entende a contradição? O maior exemplo disso pra mim, foi quando o Alemão ganhou; o cara jurava amor por uma e pegava a outra e todo mundo achava isso lindo e super normal! Eu acho que quem deveria ter ganhado de verdade era a Íris, mas aí um monte de mulheres morreu de amores por um cara que, se fosse aquele seu colega de trabalho, você acharia um babaca. Mas sem entrar em discussões sobre a nossa sociedade machista ou outros complexos, acho que grande parte dessa escolha se deve ao fato de que mulher não simpatiza com mulher.

Não mesmo. Você tem as suas amigas e só. As outras mulheres sempre são vistas como potenciais inimigas. Quer bons exemplos? Sempre tem aquela funcionária nova da empresa que faz você se sentir ameaçada e que se fosse um cara, você nem ia ligar; sempre tem o amigo que apresenta aquela namorada insuportável, mas quando sua amiga vem com o rolo novo, você tem tendência a simpatizar; as piores inimigas na escola sempre são mulheres, porque os caras se entendem jogando futebol; os atores sempre são simpáticos e as atrizes frescas.

Numa festa, as mulheres não se enturmam com mulheres de diferentes lugares, fica sempre aquelas rodinhas com as mulheres que já se conhecem. Já os homens, esses usam qualquer desculpa pra falar com um cara que nunca viram na vida: é o futebol, um novo apetrecho tecnológico, o trabalho, a bebida, qualquer mínima semelhança e já surge um super papo que vai incorporando outros homens que também não se conheciam. E tem o exemplo mais clássico: quando você critica alguma outra mulher (aka: inimiga) por alguma atitude que ela tomou em determinada situação e quando a sua amiga faz coisa parecida, você defende, porque "ela está super certa, é totalmente diferente!"

Eu costumo dizer que se eu entrasse no Big Brother, saíria na segunda semana (sendo otimista). Porque eu sou mesmo insuportável: eu grito, faço escândalo, sou super nervosa, choro, quero tudo do meu jeito e quando sou contrariada faço bico, se acho um clip fora do lugar e eu já dou um piti, mas quando eu largo minhas coisas por aí, nem ligo, eu não sei ouvir 'não' e não admito ser criticada, sou mega teimosa, além de que, eu sempre tenho razão. Sempre. Já o Fê, eu acho mesmo que teria grandes chances de ganhar, porque ele é o social, o relax, pra ele tá tudo sempre bom, ele não encana com nada, ele quer se divertir, ele paga pra não brigar. E acho que não só entre nós dois, mas na maioria das relações por aí, é sempre assim, as mulheres são as mais neuróticas e os homens não dão grande importância às pequenas coisas.

Acho que sei por que não simpatizamos umas com as outras... pois vemos nelas os defeitos que tanto relutamos em reconhecer em nós mesmas.

29 de março de 2010

Verdadeiras amizades continuam a crescer

Postado por Amanda Mirasierras na segunda-feira, março 29, 2010 7 comentários
Existe um texto chamado Depois de algum tempo, cuja autoria se atribui ao Shakespeare. Eu o li pela primeira vez há uns dez anos, e desde a minha primeira leitura acreditei que ele deve ter sido escrito por outra pessoa. Mas independentemente de quem o tenha criado, minha passagem preferida sempre foi: "(...) Aprende que não temos que mudar de amigos, se compreendermos que os amigos mudam.".

Essa tarefa é muito difícil. Nós nos acostumamos com as pessoas, mas conforme o tempo passa, nós e elas nos modificamos. E a reação mais fácil é deixá-las para trás, já que elas não são mais o que gostaríamos que fossem - o que, na verdade, é uma imbecilidade, porque nem nós mesmos somos bem o que gostaríamos de ser. Ao longo da minha vida eu me afastei de muitas pessoas, e quase nunca foi por iniciativa minha. Às vezes, sinto bastante falta de algumas pessoas que estão longe de mim por opção. Mas hoje eu sou como sou, e se isso frustra expectativas ou vontades, eu me pergunto: será que algum dia houve amizade de verdade?

Sábado, no open house da Tata (e do Fê), ficou bem nítido como a vida modificou as minhas amigas. E de uma forma muito maluca, ainda que nem sempre tenhamos plena consciência, o mundo nos deu o que precisávamos.

A Taís agora tem uma casa, tem um namorido, tem panelas e problemas com baratas. Ela tem nas mãos todo o espaço que precisa, a liberdade para ser tudo o que de fato é, e a compreensão nas conversas e no silêncio. A Cindy tem um emprego equilibrado e um namorado maravilhoso que lhe dá segurança. Ela tem o controle necessário para construir a vida da maneira que julgar melhor, e conquistou a serenidade do pensamento.

Mas enquanto nós cochichamos sobre pessoas estranhas, falamos sobre objetos de desejo ou pensamos em todas as Melissas do mundo, nós só somos três meninas que se conhecem há muito tempo. Para elas, volta o dia em que a menina séria conheceu a menina de sardas. Para mim, volta o dia em que uma garota balançava as pernas incansavelmente durante a minha primeira aula na faculdade, e volta a noite em que fomos numa festa horrível num estacionamento e eu conheci sua amiga, aquela que tinha florzinhas desenhadas nas unhas.

Eu acho que o que há de mais bonito na amizade é reconhecer nossos velhos amigos nas novas pessoas que eles se tornaram. É lembrar da cor preferida, de todas as fotos parecidas, dos amores que foram e dos que ficaram. Das diferenças, das discussões, da raiva explosiva e do aperto doído no peito antes de tudo ficar bem. Ser amigo é não ver o tempo passar. É saber que tudo vai mudar, mas que aquele amor inexplicável, que vai além das diferenças, vai sempre nos unir e nos fazer rir das mesmas bobagens.


... E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

26 de março de 2010

Meninos e Meninas

Postado por Ci na sexta-feira, março 26, 2010 4 comentários
Nunca foi uma garota revoltada adepta às atividades de garotos. Pra ser bem sincera, sempre achei que meninos tem que gostar de meninas, meninas tem que gostar de meninos, meninas tem que gostar de rosa e ter cabelo comprido e meninos tem que gostar de azul e ter cabelo curto. Menina brinca de casinha e menino brinca de carrinho. Mulheres não sabem dirigir, homens não devem lavar louça.

O quê??? Vocês têm idéia da loucura que eu estou falando? Agora eu acho uma loucura. O correto seria dizer que meninos são meninos e meninas são meninas e devem fazer o que têm vontade de fazer, independente de qualquer coisa.

Mas eu vivi com a resistência. Aqui em casa, meu pai não lava a louça e minha mãe não dirige (exceto pelo trabalho, que o braçal é da mam´s, mas o negócio é dele). Minha avó perguntava pros meus pais, longe de mim, se eu não tinha nada mesmo com a minha amiga (ela sempre sonhou com um namorado japonês). Me enganaram muito tempo com o cabelo em V, para que eu visse a parte da frente mais curta e continuasse com os cabelos compridos. Meu joelhos não são esfolados de brincar na rua e não tenho nem uma cicatriz.

Imagina se eu fosse uma daquelas roqueiras/metaleiras/góticas que estudavam na época do colégio... Acho que é tudo emo, né? Imagina! Meus pais teriam ataques com certeza. Acontece que eu nunca senti essa necessidade de me revoltar, porque meus pais jogaram muito bem com uma liberdade controlada e uma filha com um super ego bem grandão, mas isso é assunto pra outro post...

Quero dizer que sempre fiz coisas de meninas. Sempre escolhi o rosa. E hoje em dia, tento ao máximo lutar contra isso. Aceitar a diversidade. Hoje, brigo por direitos iguais, divididos e livremente escolhidos. Eu não faço prato de marmanjo, botarei dinheiro em casa quanto necessário for, aceitei a porcentagem de namorecos que resolveram mudar de opção e gostar de meninos, tento com todas as minhas forças dirigir (vocês não tem noção de como isso é difícil pra mim - e eu nem sei o porquê), e enfiar na minha cabeça que todos são iguais.

Essa linha que divide homens e mulheres é uma coisa complicada. Acho, na verdade, que as mulheres é que buscam fazer papel de homem e elas também que lutam para que eles façam mais atividades de mulheres. Há umas décadas devia ser alto o preço que uma mulher pagava pra ser dondoca, enquanto o marido colocava a comida dentro de casa. No geral, as mulheres se sentem melhor assim, multi-uso.

Mas, como diz uma querida professora, o que o berço deu, só a tumba tira. E por mais que eu aprove toda essa igualdade entre homens e mulheres e suas escolhas, gosto de ser uma mulher. E feminina. De portas de carro, jantares românticos, pequenas delicadesas e surpresas que te lembram, no final de um dia estressante de trabalho, que você é a única, melhor e mais especial criatura que existe no universo. Gosto de ser cativada.

Acho justo que homens e mulheres compartilhem todas as atividades. Só não se esqueçam que somos mulheres.

25 de março de 2010

Eu testei: Natura Banho de Gato

Postado por Amanda Mirasierras na quinta-feira, março 25, 2010 2 comentários
Como a minha pele é muito sensível e tem tendência ao ressecamento, meu dermatologista indicou que eu hidratasse algumas vezes ao longo do dia. Acontece que, com esse tempo absurdamente quente que está fazendo, pele suada + camadas de hidratantes = pele melecada e com espinhas. A solução que encontrei foi limpar a pele com lencinhos umidecidos.

Decidi testar o Natura Banho de Gato principalmente porque eu compro Natura com desconto. E como o produto é próprio para crianças, pensei que a formulação devia ser bem suave.

A embalagem tem 25 lencinhos num tamanho bastante bom. Já o cheirinho não me pareceu tão bom assim; ele é doce, meio enjoativo, e acho que lembra melancia. Mas é para criança, né? A absorção é bem rápida, e o rosto não fica ressecado e nem pegajoso (mas desconfio que deva agravar as peles mais oleosas). Não dá aqueeeela sensação de limpeza, mas quebra o galho nas horas de emergência.

Infelizmente, depois de alguns dias usando, eu comecei a ter reação ao produto. Logo depois de passar o lencinho no rosto, passei a sentir a minha pele ardendo muito! Provavelmente isso não acontecerá com pessoas que tem pele mais resistente do que a minha, mas não achei que teria reação alérgica a um produto destinado a crianças de até 7 anos. E eu precisei aposentar meus banhos de gato.

Veredito: bom, não acho que haja algo de "banho" no produto, porque a sensação após o uso não é parecida com o resultado de água e sabão. Substituição por substituição, acho os lenços umidecidos Johnson muito melhores.


Crianças, o que vocês acharam?

24 de março de 2010

Mi casa, su casa

Postado por Tata na quarta-feira, março 24, 2010 5 comentários
Sério, eu não sei como as pessoas conseguem construir ou reformar uma casa. Só de mobiliar minimamente a minha e fazer pequenos reparos eu já estou quase tendo um surto. É muita coisa pra decidir e tudo junto nesse minuto agora. Primeiro foram longas semanas de ansiedade até finalmente assinar o contrato e eu já fui pesquisando o que podia, mas nada pode ser decidido antes de ter assinado de fato. Agora a gente tem que fazer as reforminhas básicas, carregar todas as nossas coisas pra lá (que não são poucas), comprar os móveis/eletrodomésticos, organizar 2 chás, fazer a lista de presentes... e tem o fator tempo (a gente só tem os finais de semana pra colocar a mão na massa) X dinheiro (temos que pesquisar o lugar mais barato, que nem sempre é o mais perto).

Eu achei que seria super legal fazer a lista e escolher coisas bonitinhas pra casa. Primeiro que foi uma indecisão sobre fazer ou não uma lista, porque algumas pessoas exigiram e outras acham muito pretensioso, algumas pessoas querem dar um presentão como se fosse de casamento e outras não mais que um pacote de pregador. Mas como fazer aqueles papeizinhos individuais daria muito trabalho, optamos por uma lista super abrangente de 1 real a 200. Cada um dá o que quer e o que pode, o importante é o carinho. Aí eu preciso decidir se quero um escorredor de louça de plástico, alumínio ou inox. Sério, eu nem sei a diferença entre alumínio e inox! O meu critério é sempre 'o mais bonito', mas os dois são prateados. Whatever! É só um escorredor!

Em meio a essa loucura de utensílios, eu descobri que existe uma coisa genial chamada omeleteira! Como ninguém tinha me mostrado isso antes? Nada mais é do que 2 frigideiras encaixadas, mas com essa engenhoca mágica eu teria evitado de transformar quase todos os meus omeletes em ovos mexidos!

Aí eu procuro uma missão mais fácil, como comprar tinta, afinal, qual dificuldade pode haver nisso? Eu descubro que eu quero uma tinta látex (de onde vem esse nome?), mas é latéx acrílico ou pva? Gente, é só uma tinta comum de parede. Ok, a cor é branca, simples. Mas eu quero branco neve ou branco gelo? Meu! Neve e gelo não tem exatamente a mesma cor?? Não, parece que para os fabricantes de tinta o gelo é acinzentado!

Mas claro que tem toda a parte gostosa, de fazer tudo do nosso jeito, sem se importar com as opiniões alheias que insistem em dizer que o colchão não pode ficar diretamente no chão, mas não sabem explicar o porquê. Então, o nosso colchão vai ficar no chão porque cama é desnecessário e assim é muito mais legal! Sofá também é coisa de casa de mãe, a gente quer apenas puffs gostosos e coloridos (que antes eu via em toda esquina e agora sumiram, por sinal!), a nossa mesa vai ser redonda pra não ter hieraquia; a tv não vai ser o centro da sala, os livros é que vão, a gente vai ter uma hortinha com hortelã, manjericão, orégano e afins e o Fê até deixou eu fazer uma super prateleira ao lado do espelho do banheiro pra colocar todas as minhas maquiagens expostas! =)

A gente também decretou guerra àqueles conjuntinhos de tapete brega de banheiro (um pra pia, um pro box e o outro sei lá pra quê), alias, aos tapetes em geral, que eu odeio e minha avó insistia em colocar no meu quarto, os únicos que estão à salvo são os de cozinha, porque eu sei que o chão atrai água e óleo. Mas se tem uma coisa que eu odeio mais que os tapetes, são aquelas toalhinhas de crochê. Puta coisa de velha querer por toalhinha em cima de tudo que é coisa! Na geladeira então, até atrapalha o bom funcionamento do equipamento. Morte às toalhinhas!

E com essa correria toda, eu estou completamente sem tempo de fazer qualquer outra coisa. Meu pé tá duro de tanto pó e falta de creminhos diários, eu nem sei onde anda a minha necessaire de maquiagem no meio de tantas caixas e sacolas, minha unha não vê esmalte há mais de 2 semanas (e pra ajudar eu roí todas até a carne) e após quase 5 meses eu resolvi me render à manicure e arrancar toda essa cutícula seca, porque eu não tive um mínimo segundo para hidratá-las nessas semanas. Parece que até o meu cabelo resolveu se rebelar, ele tá meio sem formato definido, tipo "não sei se sou comprido, não sei se sou curto" e toda hora que eu me olho no espelho, estou com a maior cara de despenteada do mundo! Enfim, estou querendo muito que passe toda essa loucura, que eu possa ficar o feriado inteiro trancada na minha casa (que eu espero que esteja limpa e arrumada até lá) sem fazer nada e que me sobrem umas horinhas pra fazer comprinhas de madame na liberdade, porque eu estou precisando mesmo!


E isso, minhas queridas, é a mão de uma mais nova dona de casa (e com a minha mais nova toalha de rosto linda ao fundo! Porque eu não vou mais na sessão de dvd's da Americanas, só na de UD!)


*Prometo que é o último post sobre o assunto (pelo menos por enquanto!)
 

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