*Post atrasado devido ao feriado
Já foi dito que ninguém aqui é especialista em moda. Eu não entendo como é que algo que existe há décadas, como a moda hippie, de repente vire "estilo boho com influência folk". Também não lembro bem quando foi que a onda de inclusão chegou aos fashionistas, que resolveram desenvolver um modelo de calça especialmente para quem usa fralda geriátrica - vide a tal saruel. E não dá para compreender direito que algo reconhecidamente feio e brega, como sandálias com salto de acrílico, de repente ganhem o direito de desfilar além do carnaval.
Mas depois de muito observar e pesquisar, reuni algumas dicas para que os pobres mortais como nós também possam fazer as vezes de entendidos de moda. Vamos a elas:
- Inclua personalidades famosas ao dar a sua opinião sobre um look.
Exemplos: "eu me sinto tão Audrey Hepburn de sapatilhas e calça skinny!", ou "que lindo, adorei seu óculos Jackie O.!" ou "hahahahaha, olha aquela garota de shortinho e bota de cowboy... tá se achando a Sienna Miller!
- Aprenda os novos nomes das velhas cores.
Exemplos: rosinha cor de pele vira "nude" e branco sujo/bege agora é "off white". E seu batom cor de boca poderia ser o Snob da Mac.
- Substitua nomes comuns por referências óbvias.
Exemplos: chame as roupas brancas com vermelho ou brancas com azul de "navy". E nada de roupas de bolinha; diga que a sua camisa é de "pois".
- Identifique as peças dos seus amigos por nomes surpreendentes.
Exemplos: elogie a Melissa Ashia, Malika ou Hello dela dizendo que você adora os modelinhos mary jane. E diga que a jaqueta perfecto do seu amigo roqueiro é incrível.
- Nunca deprecie a última moda. E não seja sincera demais.
Exemplos: esqueça que ankle boots já foram usadas pela Carla Perez e nunca (nunca!) ria ao lembrar que a sua avó tem uma bolsa igualzinha àquele modelo de alça comprida e dourada da Chanel.
Seguindo esses cinco passos, tenho certeza que as pessoas perceberão o quanto você é uma garota antenada. Opa, eu quis dizer que você agora é uma it girl.
13 de outubro de 2009
9 de outubro de 2009
Mente que puxa
Não sei explicar o porquê, mas eu sempre tenho meus pensamentos direcionados para a "normalidade". Eu não consigo *ser* apenas, estou constantemente pensando "será que só eu sou assim". E pensar é uma das atividades que mais faço e pra ser bem sincera, que mais me cansa. Às vezes, olho para o Du e penso que ele não pensa, e que pensar talvez (repito, talvez) seja uma coisa mais feminina. Não estou queimando meu namorado né, e dizendo que ele não pensa, mas eu acho de verdade que ele consegue pensar uma música, ou pensar branco, pensar em coisas tranquilas e quando ele mais está compenetrado e eu pergunto "o que você está pensando?", ele responde "Nada" (e você consegue acreditar que ele está pensando em nada). Simples assim.
Pois bem, como se pensar não bastasse, tenho mente que puxa. Funciona mais ou menos assim em um milésimo de segundo: por exemplo, quando eu faço depilação, o cheiro me lembra quando meu avô levava a gente pra fazer compras pro salão da minha mãe. Aí isso me lembra que uma dessas vezes, ela foi fazer alguma coisa enquando ele foi buscar umas outras pra ela e a mulher da loja convenceu ele a levar um removedor de cera que minha mãe não gostou e brigou com ele. Isso me lembra minha madrinha e meu primo, logo que eu ganhei meu bichinho virtual branco. Meu bichinho virtual branco me lembra o casamento da "Mariana" e do Ronaldinho na Malhação quando eu tinha exatamente 10 anos. 10 anos me lembra Chiquititas, que me lembra álbum de figurinhas. Esse cheio de figurinha me lembra o Du que me deixava colar algumas figurinhas no álbum dele da copa antes da gente namorar. Isso me lembra que todos os namorados que já tive gostam de usar camisas de futebol. E por aí vai...
Ufa! Que enorme esse parágrafo. Enfim, o que eu quis dizer é que minha velocidade de raciocínio e minha mente que puxa, me fazem olhar para um açougue e umas 15 sequências diferentes depois, ter saudade da Tia Miriam. Vestir uma meia e, lembrar da Marisa lá em Portugal. Comer brigadeiro e sentir saudade de assistir A Convenção das Bruxas.
Me diz, todo mundo é assim?
Pois bem, como se pensar não bastasse, tenho mente que puxa. Funciona mais ou menos assim em um milésimo de segundo: por exemplo, quando eu faço depilação, o cheiro me lembra quando meu avô levava a gente pra fazer compras pro salão da minha mãe. Aí isso me lembra que uma dessas vezes, ela foi fazer alguma coisa enquando ele foi buscar umas outras pra ela e a mulher da loja convenceu ele a levar um removedor de cera que minha mãe não gostou e brigou com ele. Isso me lembra minha madrinha e meu primo, logo que eu ganhei meu bichinho virtual branco. Meu bichinho virtual branco me lembra o casamento da "Mariana" e do Ronaldinho na Malhação quando eu tinha exatamente 10 anos. 10 anos me lembra Chiquititas, que me lembra álbum de figurinhas. Esse cheio de figurinha me lembra o Du que me deixava colar algumas figurinhas no álbum dele da copa antes da gente namorar. Isso me lembra que todos os namorados que já tive gostam de usar camisas de futebol. E por aí vai...
Ufa! Que enorme esse parágrafo. Enfim, o que eu quis dizer é que minha velocidade de raciocínio e minha mente que puxa, me fazem olhar para um açougue e umas 15 sequências diferentes depois, ter saudade da Tia Miriam. Vestir uma meia e, lembrar da Marisa lá em Portugal. Comer brigadeiro e sentir saudade de assistir A Convenção das Bruxas.
Me diz, todo mundo é assim?
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7 de outubro de 2009
Coisas de casal
Pra mim, não tem nada mais gostoso que dormir agarradinho. Eu já ouvi algumas pessoas dizendo que com o tempo enjoa, que gosta de ter o seu espaço e etc. Mas estamos firmes e fortes, há mais de um ano, nos revezando perfeitamente durante a noite: se ele vira de costas pra mim eu viro e abraço ele, quando eu canso e quero virar pro outro lado, ele vira ao mesmo tempo e me abraça. E tem aqueles momentos em que nos abraçamos simultaneamente, com o rosto colado e o ombro dele servindo como meu travesseiro. Nós nunca combinamos, mas acontece quase como em uma dança. Uma vez, minha sogra até disse: "esses dois dormem tão agarrados que parece um só na cama."
Pena que só conseguimos umas 3 noites assim por semana. Mas elas são tão revigorantes que eu descanso mais, acordo mais bem humorada e até meus sonhos são melhores. Um dia desses, ao ser acordada com beijinhos, eu abri um sorrisão:
Amor, tive um sonho tão bom...
Aé? O quê?
A gente tava em uma banheira enooormeee... dava pra se perder nela! E a gente ficou um tempão ali, conversando...
Nossa que gostoso Amor!
Depois de levantar, fazer xixi e lavar o rosto:
Nossa amor, acho que eu sonhei com o Johnny Depp!
Ahhhhh então era o Johnny Depp na banheira e não eu?!?!?
=/
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5 de outubro de 2009
Como nasce a hipocondria
A maioria concorda comigo: ir ao médico é um porre. Eu evito ao máximo, e por esse motivo costumo escutar "como alguém que trabalha na área da saúde pode ser tão negligente?". Elementar, meu caro Watson: eu to por dentro das cagadas médicas e acabo achando que posso me virar sozinha com a maioria dos sintomas.
(Pessoas, isso não é um conselho. É apenas o comentário de uma garota negligente.)
Então eu só vou ao médico quando realmente não tenho o que fazer com a minha literatura profissional. Outro dia fui ao dermatologista para tentar descobrir o que afinal faz com que a minha pele tenha uma dermatite de contato permanente e, como já disse outro dia, saí de lá arrasada com a possibilidade de ser alérgica a esmaltes e tinta de cabelo. Semana passada fiz o teste e descobri que sou alérgica a substâncias absurdas, mas que felizmente não compõem o meu arsenal de beleza.
Ainda na semana passada, passei por uma sessão de tortura ortopédica chamada eletroneuromiografia. Joga no Google que aparece. O animalzinho do técnico enfia agulhas na mão, no braço e no pescoço enquanto você força movimentos e toma choques. Pois é, tudo para descobrir se eu realmente tenho um desgaste cervical que justifique meus dedos dormentes e formigantes - se é que essa palavra existe.
Para completar, amanhã é dia da passagem pelo ginecologista. Tudo bem, é rotineiro, mas eu vou aproveitar a triste coincidência para falar sobre a suspeita de infecção urinária que estou tendo desde o sábado. Banheiro público, sabe como é...
Então, leitores, não se assustem de encontrarem comigo de colete cervical, sonda e pele descamando. Pode ser que eu esteja ficando hipocondríaca. Ou velha, se preferirem...
(Pessoas, isso não é um conselho. É apenas o comentário de uma garota negligente.)
Então eu só vou ao médico quando realmente não tenho o que fazer com a minha literatura profissional. Outro dia fui ao dermatologista para tentar descobrir o que afinal faz com que a minha pele tenha uma dermatite de contato permanente e, como já disse outro dia, saí de lá arrasada com a possibilidade de ser alérgica a esmaltes e tinta de cabelo. Semana passada fiz o teste e descobri que sou alérgica a substâncias absurdas, mas que felizmente não compõem o meu arsenal de beleza.
Ainda na semana passada, passei por uma sessão de tortura ortopédica chamada eletroneuromiografia. Joga no Google que aparece. O animalzinho do técnico enfia agulhas na mão, no braço e no pescoço enquanto você força movimentos e toma choques. Pois é, tudo para descobrir se eu realmente tenho um desgaste cervical que justifique meus dedos dormentes e formigantes - se é que essa palavra existe.
Para completar, amanhã é dia da passagem pelo ginecologista. Tudo bem, é rotineiro, mas eu vou aproveitar a triste coincidência para falar sobre a suspeita de infecção urinária que estou tendo desde o sábado. Banheiro público, sabe como é...
Então, leitores, não se assustem de encontrarem comigo de colete cervical, sonda e pele descamando. Pode ser que eu esteja ficando hipocondríaca. Ou velha, se preferirem...
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3 de outubro de 2009
Desejos de Casório
É óbvio que exceções sempre existem, mas dificilmente a gente encontra uma mulher que, de coração, não pensa em se casar, ter filhos e ter sua casa e sua família. Até sei que existem algumas que preferem investir na carreira e que não sonham com o vestido branco, mas quase sempre, uma mulher que fala que não quer casar é porque tá com medo de não arranjar marido, sejamos sinceras, é a parte fundamental do casamento (ainda que os outros sonhos sejam alcançados, ter filhos, sua própria casa e sua família com gatos e cachorros).
E eu ia falar por mim, mas acho que eu posso falar por todas as minhas amigas já que todas elas (digo, as que conheci a minha vida inteira) tiveram esses sonhos (talvez porque a gente sempre atrai as pessoas um tanto quanto parecidas com a gente).
Foi por causas desses sonhos de casamento perfeito que nós visitamos ontem o Expo Noivas e conversamos sempre, mesmo que nem tudo se torne realidade, sobre a cor das flores, o modelo do buquê, a Igreja, as músicas, os convidados, a festa, a casa ou o apto, as histórias dos outros, o vestido (very important!!!), os bem-casados, a grana (very important part 2), a muita grana, a banda, os salgadinho e mais pra frente, os filhos, os amigos dos filhos, o futuro, a vida e toda a incerteza e a vontade que a gente tem hoje em relação a tudo isso.
Foi por um motivo importante que eu não postei ontem. Quis postar depois do Expo Noivas e depois teve um motivo inesperado muito importante também: UP Altas Aventuras. Lindinho, não deixem de assistir! E eu chorei muito, vejam um pedacinho do filme - é só clicar na imagem (assistam mesmo!). O casório e a comilança são legais, mas isso aqui é o mais importante:
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