Não tem coisa mais gostosa do que memória olfativa, do que sentir um cheirinho e lembrar de alguma coisa que já passou. Para mim, qualquer assado tem cheiro de Natal. Sopa com salsão tem cheiro da chácara do tio Dérico, amaciante tem cheio de dia de sol, jasmim tem cheiro de pré-escola. Com os perfumes, então, é mais fácil ainda lembrar.
Natura Mamãe e Bebê tem cheiro de adolescência. Da época em que eu me impunha quando abria a boca, mas devido a idade, meu real desejo era abrir um buraco e me enfiar dentro. Ma Chérie tem cheiro de 15 anos e colegial, porque ganhei de aniversário do pessoal que fazia inglês comigo e usava sempre que saia com um moço do curso.
Taty tem cheiro de barra forçada. Porque, na verdade, eu nunca gostei muito desse perfume. Mas como era perfume "de mocinha", eu e meio mundo usávamos. Já o Ops! tem cheiro de escolha, porque eu ganhei um kit com as três finadas fragrâncias na mesma época e aí sim não tinha mais o mesmo cheiro de todas as outras meninas. Meu preferido era o azul.
Lua tem cheiro de cursinho e dia nublado, porque no ano em que eu fiz cursinho, acho que não deve ter tido sol. E Carpe Diem tem cheiro do namorado que eu tinha nessa época. Esse era o meu perfume "de sair", mas como eu não saía quase nunca, acabava usando quando ele vinha pra São Paulo.
Sintonia tem cheiro da faculdade, e eu devo mesmo ter usado pelos quatro anos. Tarsila e Accordes tem cheiro de balada, formatura, briga, porre e dor, e por isso eu não consegui mais usar nenhum dos dois.
Superstilo tem cheiro de DRS e dá saudades, porque eu quebrei o vidro e nunca mais comprei outro. Myriad tem cheiro de Ceatox e começo de namoro. Lily tem cheiro de verão e teimosia, porque eu ganhei no Natal depois de desejá-lo por meses e tive dor de cabeça em todas as vezes que usei. Mas eu insisti até a dor de cabeça parar.
E agora, J'adore tem cheiro de casamento.
Então, leitores, é bom que vocês prestem bem atenção ao meu rosto ou reconheçam a minha voz, porque vocês nunca serão capazes de me reconhecer pelo cheiro.
4 de outubro de 2010
27 de setembro de 2010
Mulher maravilha 2010
Desde que posso me lembrar, a minha mãe trabalhou fora. Ela é fonoaudióloga e atende no consultório; quando eu era mais nova, ela também trabalhava na escola onde eu estudava - fato esse que me permitiu ser bolsista até a oitava série.
Nunca tivemos empregada. Durante o período em que a minha mãe trabalhou na escola e teve um registro profissional, tivemos uma "ajudante" que ia em casa duas vezes por semana para limpar e passar roupas. Com exceção desse período de poucos anos, a minha mãe sempre lavou, passou, cozinhou e cuidou de mim e do Thiago. Até hoje ela faz isso (quer dizer, hoje eu e o Thiago já quase conseguimos tomar conta de nós mesmos), e em casa temos faxineira a cada 15 dias.
Eu e todas as minhas amigas somos de uma geração que foi criada para ter uma profissão. Nós estudamos, nos formamos e batalhamos por bons empregos, bons salários e carreiras promissoras. Isso significa, quase sempre, trabalhar das 8h às 17h. Moramos em São Paulo, pegamos trânsito e ficamos cansadas diariamente. Ou seja, nós não levamos a vida das nossas mães. Para nós, é realmente impossível conciliar trabalho dentro e fora de casa.
Nós precisamos de alguém para cuidar da nossa casa, afinal chegamos cansadas e não queremos passar uma pilha de roupas. Talvez alguém tenha que fazer a nossa comida, ou correremos um grande risco de comermos ora lasanha congelada, ora pizza. Nós pensamos em ter filhos um dia. Nossos filhos ficarão em casa com a empregada, ou então sairão bem cedo conosco e passarão o dia inteiro na escola/creche. O tempo que teremos para ficar com eles será curto, e precisará ser usado para brincar e educar. Não parece ser fácil.
Na prática, todo esse blablabla de feminismo e suposta igualdade entre os sexos serviu para uma grande verdade: embutir na mulher um eterno sentimento de culpa. Culpa por não ter tempo para cuidar da sua própria casa como gostaria, culpa por não poder estar mais próxima dos filhos, culpa por não dar tanta atenção aos pais. Porque as oportunidades de trabalho podem ter mudado, mas a mulher continua crescendo com um instinto muito grande de cuidadora. Nós queremos fazer nossas coisas, dedicar tempo, deixar bonito, fazer direito. E não dá mais tempo.
Não sei qual é a solução para esse impasse. Não acredito que seja uma questão de dividir as tarefas com o namorado/marido/pai do seu filho, porque a verdade é que nós não queremos delegar tudo. Talvez seja uma questão de ser criada de forma diferente, para que possamos crescer sem essa vontade de abraçar o mundo.
Se a opção for por uma carreira de sucesso, empregada e babá, acredito que parte de nós ficará sempre um pouco balançada ao deixar o bebê resfriado na escolinha. E se a opção for trabalhar meio período para cuidar da casa e da cria, outra parte de nós poderá ficar entristecida pelas oportunidades profissionais que vão se tornando cada vez mais escassas com o passar do tempo.
Eu estou começando agora a cuidar da minha casa, e ao mesmo tempo procuro emprego desesperadamente. Quero voltar a trabalhar, quero conseguir um emprego bacana e ter um bom salário. Não vejo a hora de fazer minha pós e retomar o inglês. Mas eu estou gostando muito de cuidar da minha casa, e não sei se ficaria feliz se tivesse que colocar alguém aqui dentro para temperar o meu feijão. E daqui a uns anos, quando eu resolver ter filhos... bem, nem dá para pensar em como será.
Resposta certa, não existe. Mas o que você acha?
Nunca tivemos empregada. Durante o período em que a minha mãe trabalhou na escola e teve um registro profissional, tivemos uma "ajudante" que ia em casa duas vezes por semana para limpar e passar roupas. Com exceção desse período de poucos anos, a minha mãe sempre lavou, passou, cozinhou e cuidou de mim e do Thiago. Até hoje ela faz isso (quer dizer, hoje eu e o Thiago já quase conseguimos tomar conta de nós mesmos), e em casa temos faxineira a cada 15 dias.
Eu e todas as minhas amigas somos de uma geração que foi criada para ter uma profissão. Nós estudamos, nos formamos e batalhamos por bons empregos, bons salários e carreiras promissoras. Isso significa, quase sempre, trabalhar das 8h às 17h. Moramos em São Paulo, pegamos trânsito e ficamos cansadas diariamente. Ou seja, nós não levamos a vida das nossas mães. Para nós, é realmente impossível conciliar trabalho dentro e fora de casa.
Nós precisamos de alguém para cuidar da nossa casa, afinal chegamos cansadas e não queremos passar uma pilha de roupas. Talvez alguém tenha que fazer a nossa comida, ou correremos um grande risco de comermos ora lasanha congelada, ora pizza. Nós pensamos em ter filhos um dia. Nossos filhos ficarão em casa com a empregada, ou então sairão bem cedo conosco e passarão o dia inteiro na escola/creche. O tempo que teremos para ficar com eles será curto, e precisará ser usado para brincar e educar. Não parece ser fácil.
Na prática, todo esse blablabla de feminismo e suposta igualdade entre os sexos serviu para uma grande verdade: embutir na mulher um eterno sentimento de culpa. Culpa por não ter tempo para cuidar da sua própria casa como gostaria, culpa por não poder estar mais próxima dos filhos, culpa por não dar tanta atenção aos pais. Porque as oportunidades de trabalho podem ter mudado, mas a mulher continua crescendo com um instinto muito grande de cuidadora. Nós queremos fazer nossas coisas, dedicar tempo, deixar bonito, fazer direito. E não dá mais tempo.
Não sei qual é a solução para esse impasse. Não acredito que seja uma questão de dividir as tarefas com o namorado/marido/pai do seu filho, porque a verdade é que nós não queremos delegar tudo. Talvez seja uma questão de ser criada de forma diferente, para que possamos crescer sem essa vontade de abraçar o mundo.
Se a opção for por uma carreira de sucesso, empregada e babá, acredito que parte de nós ficará sempre um pouco balançada ao deixar o bebê resfriado na escolinha. E se a opção for trabalhar meio período para cuidar da casa e da cria, outra parte de nós poderá ficar entristecida pelas oportunidades profissionais que vão se tornando cada vez mais escassas com o passar do tempo.
Eu estou começando agora a cuidar da minha casa, e ao mesmo tempo procuro emprego desesperadamente. Quero voltar a trabalhar, quero conseguir um emprego bacana e ter um bom salário. Não vejo a hora de fazer minha pós e retomar o inglês. Mas eu estou gostando muito de cuidar da minha casa, e não sei se ficaria feliz se tivesse que colocar alguém aqui dentro para temperar o meu feijão. E daqui a uns anos, quando eu resolver ter filhos... bem, nem dá para pensar em como será.
Resposta certa, não existe. Mas o que você acha?
20 de setembro de 2010
Diário de bordo
Eu vim aqui rapidinho para que vocês não fiquem bravos por só ter texto da Tata!
Então os inquilinos saíram do apartamento uma semana antes do casamento, e nós provamos que esse pessoal do Extreme Makover - Reconstrução Total não é assim tão fodão. Afinal, com menos pessoas, menos dinheiro e um feriado no meio (o que impede a reforma em apês), também montamos um apartamento inteiro.
Aí teve a festa que foi a melhor do mundo, meu vestido que era o mais lindo, com a comida mais gostosa e a música mais legal. Valeu a pena ter passado um ano inteiro planejando e ter pensado em cada detalhe, porque quase tudo saiu como eu gostaria - e, assim, eu acho que foi o melhor do mundo.
Depois fomos pra região dos vinhedos, em Bento Gonçalves, e passamos uma semana passeando, descansando e conhecendo lugares e comidas maravilhosos - confesso que gostei mais dos lugares, porque a comida em excesso de quantidade e gordura me derrubou em alguns momentos.
Voltamos para a São Paulo nublada no sábado à noite, com o apartamento, móveis, presentes e as nossas coisas esperando para serem limpos, guardados e arrumados. Toda hora tem alguém tocando o interfone, os armários vão ficando cheios e eu aos poucos vou entendendo a necessidade de tapetes e cortinas.
Conforme eu começar a processar tantas mudanças, vou contando a vocês. E depois eu volto para dar a minha opinião (devidamente ilustrada) sobre os tais adesivos de parede!
Então os inquilinos saíram do apartamento uma semana antes do casamento, e nós provamos que esse pessoal do Extreme Makover - Reconstrução Total não é assim tão fodão. Afinal, com menos pessoas, menos dinheiro e um feriado no meio (o que impede a reforma em apês), também montamos um apartamento inteiro.
Aí teve a festa que foi a melhor do mundo, meu vestido que era o mais lindo, com a comida mais gostosa e a música mais legal. Valeu a pena ter passado um ano inteiro planejando e ter pensado em cada detalhe, porque quase tudo saiu como eu gostaria - e, assim, eu acho que foi o melhor do mundo.
Depois fomos pra região dos vinhedos, em Bento Gonçalves, e passamos uma semana passeando, descansando e conhecendo lugares e comidas maravilhosos - confesso que gostei mais dos lugares, porque a comida em excesso de quantidade e gordura me derrubou em alguns momentos.
Voltamos para a São Paulo nublada no sábado à noite, com o apartamento, móveis, presentes e as nossas coisas esperando para serem limpos, guardados e arrumados. Toda hora tem alguém tocando o interfone, os armários vão ficando cheios e eu aos poucos vou entendendo a necessidade de tapetes e cortinas.
Conforme eu começar a processar tantas mudanças, vou contando a vocês. E depois eu volto para dar a minha opinião (devidamente ilustrada) sobre os tais adesivos de parede!
Marcadores:
Casa comida e roupa lavada,
Doce lar
15 de setembro de 2010
O 'Lado B' dos adesivos
Na semana passada nós passeamos por lindos ambientes finalizados com um toque a mais do adesivo de parede. A idéia parece ser à prova de erros, mas acredite, sempre tem um idiota...
What not to do!
...pra achar que o adesivo pode substituir as plantas de verdade:
Nos três casos, um bonito vaso com folhagens ficaria bem melhor. Não quer ter trabalho ou não dá sorte com 'coisas vivas' (como eu)? Invista em umas folhas artificiais de qualidade. Não quer gastar muito? Sempre tem a 25 de março (e sim, dá pra achar coisas lindas lá!)
...pra achar que os adesivos vão bem no lugar de quadros:
Adesivo é adesivo e quadro é quadro, vamos separar as coisas. Eu não gosto de quadros na minha casa, porque não gosto de decoração 'séria' e prefiro ter puffs no lugar do sofá. Mas eu sei o valor que os quadros têm e como deixam o ambiente mais sofisticado. Nesses dois casos, teria ficado infinitamente melhor. Mas ninguém está falando que tem que ser caro: dá muito bem pra comprar umas figuras por aí e mandar colocar uma moldura daquelas bem grossas!
...pra exagerar na proporção:
Não é porque a cartela vem recheada de adesivos que você é obrigada a usar todos né? E sair colando um monte de figuras sem nenhuma lógica não me parece um bom plano. Claro que o resultado vai ser desastroso!
Eu continuo afirmando, bom senso é fundamental! Veja este exemplo:
A idéia das pimentinhas é super divertida, mas a pessoa errou feio na proporção. Teria ficado bem mais bonito dispensando os adesivos grandes nos armários e eu preferiria apenas uma fileira nos azulejos. Lição pra (quase) tudo na vida: Menos é mais!
E por falar em diversão, separei mais uns modelos inspiradores e engraçadinhos pra gente:
Achei os cupcakes simpáticos (ok, eu sou obcecada por cupcakes!), mas talvez ficasse melhor em outro lugar e com outra disposição. Eu tenho um pouco de medo de adesivos em geladeira (talvez pelo mesmo motivo que eu não gosto de imãs: eu gosto delas branquinhas, limpinhas e puras - apesar de não gostar de limpá-las), mas esse pinguim eu já tinha visto ao vivo e achei super divertido, parece até que dá pra escrever recadinhos na barriga dele! As vaquinhas, apesar de 'quase' exageradas, conseguiram me arrancar um sorriso, eu só acho que eu enjoaria depressa de tanto colorido assim. E os flocos de neve super conquistaram meu coração! Até porque eu tenho uma bonequinha de gelo ocupando o espaço do pinguim e iria combinar muito (mas com um pouco menos de flocos).
Esse som colorido com caixinha flexíveis me lembrou de leve o 'Big Brother', mas eu acho que a cor alegrou bem o ambiente. Pára tudo! Agora olha esse All Star. Por que eu não tenho mais 16 anos pra ter um desse no meu quarto??? Os patinhos são muito fofos e apesar de agora eu ter que fingir que sou gente grande só porque tenho uma casa, confesso que quero muito alguns deles no meu banheiro. E esse quarto escuro pode parecer um pouco radical, mas se é pra alguém que curti muito astronômia, é bem legal, né?
Qual é o seu preferido?
Marcadores:
Casa comida e roupa lavada,
Decoração,
Doce lar
13 de setembro de 2010
Just Married
All we need is love
Como a Amanda está desfrutando de sua merecida mudança de ares por causa da lua de mel e, claro, não vai postar hoje, deixo aqui um petisco da tão planejada festa:
Os detalhes do convite, doces e bem casados, lembrancinhas, bolo e das lindas flores da festa. Atenção especial ao porta lencinho de papel mais gracinha do mundo (bordado pela mãe da noiva) com os dizeres "Para suas lágrimas de alegria" (eu usei! - e agora ele já está habitando minha bolsa). E o vinho também estava maravilhoso...
O vestido - frente e verso. Foram as melhores fotos que consegui, pena não ter conseguido tirar da cerimônia (e da mantilha), mas adianto que foi linda e toda com músicas dos Beatles! No centro as bridesmaids e as duas mais especiais (cof cof) com os noivos felizes! E as fotos das pessoas bêbadas e suadas na pista de dança ficam pro orkut mesmo...
Felicidade
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Casamento,
Especial,
Girl stuff
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